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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sarcástica, moi?

"I speak sarcasm as a 2n language", um tão apropriado like do meu Facebook

Foi fortuito este post da Pólo Norte e por de mais apropriado. Não vou tão longe a dizer que me fofizei, acho que sou uma alma gentil por natureza e de uma sensibilidade extrema (digo-o quase em jeito de assunção de defeito, não como qualidade), por isso a maternidade não me fez ser apenas paz e amor, arco-íris e oh tão linda que está a lua. Mas gostei de me saber mais acompanhada na cabrice.

É que ultimamente dou por mim mais arisca, menos... numa palavra que explica tudo para quem me conhece, doce. Eu sou doce. Ou eu era doce. Ou mais doce, como quiserdes. Aliás, ainda há poucos posts vim dizer que estava azeda, por isso não há coincidências. Não ando infeliz, não ando triste, não ando desiludida, a vida corre-me bem. Tenho descoberto pessoas absolutamente incríveis através do blog e da blogosfera, e só isso chega para me fazer sorrir e ficar quentinha no peito. Fosga-se, há malta tão impecável por aí (claro que depois fico frustrada por viver em cascos de rolha e não conseguir viver em pleno essas amizades em estado embrionário, acho que me divertiria tanto com as minhas misses...).

Mas vá, culpemos as hormonas ou o muito sol, o fim da silly season e a proximidade das holidays (meus amigos, nos escaparates já quase esgotaram os fatos para o Halloween, e mesmo o IKEA não tarda a pôr os trastes decorativos para o Natal à venda).

Resta-me esperar que a São João se despache com o botão da ironia e que, já que vai mandar fazer um, que faça outro, um de sarcasmo, que estou muito precisadinha.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Rititi no Porto, eu fui!

A Rita foi uma lufada de ar fresco. Vestida de cor-de-rosa, não cueca, mas bem choque, a Rita foi uma simpatia. Sorriso aberto, gargalhadas fartas, descontraída e absolutamente deliciosa. Eu estava um bocadinho star struck, confesso, e mal conseguia formar dois pensamentos coerentes. Mas o mais bestial de tudo é que a Rita veio de família, aquilo é que foi um consolo. A trupe do Mister Pinheiro, de mãe a prole, estava lá em peso e entusiasmo, o que deu um ar mais descontraído à coisa, como se a Rita fosse (e é, pá, eu sei que é!) de carne e osso como eu (nós, está bem).

Vi-a mal entrei no café da Fnac e, recorrendo a todo o auto-domínio que fui capaz de conjurar no momento, não me prantei logo à frente dela a sorrir que nem uma parva e fui arejar as tranças para a literatura infantil (manteve-se portanto o tema rosa). Groupie sim, mas com respeito pela Autora (ó aqui a maiúscula). Depois de olhar aí umas trinta e quatro vezes para o relógio e ter ouvido a meneina da Fenaque lembrar o lançamento do livro com um sotaque que me fez sorrir e pensar "ai Rita, tu bês onde te bieste enfiare, muôça?" umas duas vezes, fui sentar-me na segunda fila. Quase à frente, que não queria perder pitada, mas com a timidez necessária a quem não anda por estas lides de lançamentos de livros.

Sentei-me, olhei para a Rita e, ó meus Deus, ela olhou para mim e rasgou um sorriso. Pensei imediatamente que me confundiu com alguém mas entretanto percebi que não, que estava mesmo a olhar para mim. A sorrir. Para. Mim. Sorri de volta e, claro, apaixonei-me um bocadinho (esta cena da blogosfera está a despertar a lésbica que há em mim, por exemplo, e mantendo o tema "Rita", tenho uma major girl crush pela Rita Dantas -- quem não tem?).

O resto da minha paixão veio quando, depois de fazer o primeiro lançamento de livro com filho ao colo (o puto é uma ternura, parece um anjinho barroco de beijinho em riste), a Rita se sentou, primeiro comigo enquanto autografou o meu livro e os da Sónia e da Cátia), e depois connosco, num grupo que também incluiu a Marília e a Maria João, e conversou um pouco sobre si, a sua fan-base nortenha que por ali ficou em adoração e conversa.

A Rita é o que escreve e é como escreve, alguém que eu convidaria para um almoço à beira-mar e para uma noite de copos, idealmente seguidos. Uma porreiraça em cor-de-rosa que eu gostaria de amigar. Porquê? Porque vi nela o reflexo do que eu quero ser: alguém que malabarisma o ser mulher com ser mãe, ser profissional, ser amiga, e ser amante. Ela nasceu em 75, tem dois filhos, e vive no estrangeiro. Check, check, check. Tem uma vida caótica mas ri-se disso. Check. Tem as mamas descaídas, varizes, e celulite. Check, check, check. Dizem-lhe ter quase quarenta anos e ser quase uma senhora, coisa em que acredita mas sente que não, afinal ainda ontem fez 26 e é, portanto, uma miss. Check. E a Rita sorri, sorri muito. Check.

Rititi & Rititi-boy, Fnac do NorteShopping, 20 de Julho, 2013

Rita, you totally rock! Rita, tu és cá do peito! Rita, quando eu for grande quero ser como tu!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Rasteiras onomásticas*

Alguém de (sobre)nome "Graça" não ter piada nenhuma.

A alguém com um "da Cruz" no rol de apelidos também não se lhe augura nada de bom.

Nota: Sobre nomes de mau prognóstico, fazei-me o favor de ler os escritos da minha querida Beijo-de-Mulata -- perdoai-me este não indexar nenhum texto em particular, afianço-vos que não é preguiça, mas todo o blog é uma aventura na selva que merece ser vivida, só não passai debaixo de um cajueiro se os passarinhos não chilrearem, que diz que há cobras por perto.

*Estou a preencher pautas.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Posto isto, vou ali comer umas bolachas e já volto

Para a Filipa e para a São João, de quem me lembrei imediatamente assim que vi este vídeo.


E estas mini-bailarinas, huh? Li que as miúdas têm entre 6 e 15 anos. As mais pequenitas parecem umas ratitas com molas, mas bolas, como dançarão elas quando tiverem a idade das outras?

Esqueci-me de dizer que eu também dançava assim quando tinha aquela idade... hehehehahehehahaehheh!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Quem nunca teve um ataque de caspa que atire a primeira pedra

(daqui)

Abomino pessoas perfeitas com vidas perfeitas e partenaires perfeitos e filhos perfeitos e carros perfeitos e pais perfeitos e sapatos perfeitos... Hoje abraço o transpirado. E o desodorizante (há limites).

P.S. Por acaso hoje até estou de bem com o homem da casa. Ultrapassado o mau humor matinal que me obrigou a quase lhe chegar a roupa ao pêlo porque resolveu arejar a casa-de-banho sem pensar no que isso me faria às alergias (típico macho self centered), tudo está bem pelo reino da família bolacha. Mas adorei -- e gargalhei -- quando vi a imagem. Tinha mesmo de partilhar. Usai-a somente para o bem.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A minha outra casa está pronta

E a porta está aberta. Direi mesmo escancarada. Já arrumei a sala, sacudi as almofadas, e pus a chaleira ao lume. Convido-vos a entrar, sentarem-se no sofá fofinho, ou mesmo na poltrona. Quero que estejais confortáveis. Esta casa é, afinal, tão minha quanto vossa, e convém que estejamos todos bem refastelados. Falo do meu novo blog, Eu é mais filhos (tenho uma imaginação fenomenal para nomes, eu sei).

A vontade de o criar é antiga. Esta é, aliás, a minha segunda tentativa, terceira se nos permitirmos uma abordagem simplista. A primeira tentativa foi alinhavada no Verão de 2011, tinha a minha filha dois anos e o meu filho nem plano era. Tinha conhecido a Marilyn Heins num voo para São Francisco, uma pediatra-mãe-avó castiça e autora de livros e artigos sobre educação, e apetecia-me ser para alguém o que ela foi para mim, um ouvido e uma boca sábia (hehehehe, eu sábia...). É que nestas coisas dos putos é bom saber o que resultou para outras mães, truques, estratégias, fintas. Os livros são muito bons e ajudam, mas não há como ouvir a voz da experiência. A vontade foi, todavia, shortlived. Nunca houve tempo suficiente, achei que não teria interesse para ninguém, blá blá blá, off with her head. Do blog, não da autora.

Depois engravidei, tive o pequeno biscuit, e reparei que na minha blogosfera havia muitas mães, algumas grávidas, e outras tantas com aspirações à maternidade (em rigor é uma mão-cheia, mas isso é um detalhe de somenos importância). E assim nasceu a segunda página das bolachas, com o nome do entretanto defunto blog. Fiquei-me pela Golden Rule e pelos dois livros de instruções para grávidas. A vontade, essa, continuou.

Agora que o pequeno bebé já não é tão pequeno quanto isso -- faz hoje cinco meses! -- e que se avistam no horizonte nesgas do que será uma rotina (até já encontrei tempo para ir à fisioterapia e para rever abstracts para uma conferência!), afiambro-me à tarefa. Não sem antes sondar a clientela aqui da confeitaria sobre o interesse da causa. Respondeu-me a Mariana que sim, que vá em frente, que escreva, que tenho ali leitora. Sei que tenho mais uma ou duas, quiçá três, quatro num dia bom, e isso basta-me, sou miss de aspirações modestas.

O Eu é mais filhos é para mães, para pais, para avós, para tias e tios. Para gente que gosta de ler e opinar -- eu, por exemplo, dou indicações fantásticas sobre como educar os filhos dos outros. Regras, conselhos, princípios, dicas, e truques completamente inúteis porque cada filho é um filho e cada mãe é uma mãe. Esta casa fica livre para as outras cenas que me apetecerem. Fica livre para mim, essencialmente, esta trintona bem disposta exilada no deserto. E para as minhas bolachas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Pépa desta semana chama-se Henrique

Soube desta pedrada no charco através da (minha sempre tão querida) Beijo-de-Mulata quando esta se confessou prestes a perder as estribeiras (palavras minhas). Moça de bom feitio que raramente se zanga, enfureceu-a o artigo As Crianças não são hiperactivas, são mal-educadas, da autoria de Henrique Raposo. Fui ver. Não era o ovário, mas andou lá perto. Considerações várias atabalhoaram-se em busca de uma clareza que, se chegou, entretanto se dissipou com o cansaço (são quase onze da noite e o João Pestana já me está a piscar o olho). O texto é tão rico em alarvidades que eu nem sei por onde lhe pegar.

A começar por algum lado, confesso que me incomodou o tom superficial e quase jocoso com que tratou a questão da hiperactividade, um problema que atormenta crianças, pais, e educadores e para o qual não há, infelizmente, "umas gotinhas de medicamento", antes as houvesse. {Eu tenho a sorte (Deus ma conserve) de não privar de perto com o problema, mas não há um texto do Jorge sobre os desafios que lhe apareceram no prato que não me deixe com um nó na garganta. Normalmente não comento, ele não precisa das minhas pancadinhas de "there, there" nas costas, mas há sempre vários comentários na caixa, em geral de pais nas mesmíssimas condições que sentem ali o amparo de não se saberem sozinhos. As queixas que têm da incapacidade de os professores orientarem melhor os seus meninos deixa-me sempre siderada.}

A par de muita falta de tacto e confusão, mas ó pá o Henrique é jornalista e não é médico e, parece-me, nem pai, ou se o é é de criança ainda a cheirar a novo, o moço teve o azar de ter uma saída infeliz publicada num sítio que muita gente lê. O que eu acho que ele queria dizer é que os putos são umas pestes e que bom bom seria gozar uma manhã no café sem a sua presença. Se era isto, ah grande Henrique! Eu até ando sempre a dizer a Monsieur Bolacha para irmos de férias para aqueles resorts que não admitem miúdos, detesto gritaria e os putos são uma chatice. Quase me atrevo a dizer que o melhor seria fechá-los numas cabaninhas tipo estufa e só os deixar sair quando tiverem, no mínimo, crescido da idade do armário que, cheira-me, é pior que a das birras.

Ultrapassada a questão do tiro no pé que foi o uso da hiperactividade como desculpa para o mau comportamento dos petizes, deixai-me dizer-vos que também eu já fui assim como o Henrique e que fui defensora dos castigos e da mão dura para com os maus comportamentos (seja lá o que isso for). Até que eu própria procriei e deixei de dizer "aqueles pais" para passar a dizer "os nossos filhos". Pude então aprender uma das primeiras e quiçá mais importantes lições que os filhos ensinam aos pais e que é que tudo aquilo que os ainda-não-pais atiram para o ar, sejam críticas mais ou menos veladas, sejam juras do tipo "eu nunca" ou "eu sempre", lhes cai em cima tipo bigorna de 500 toneladas. Tirei um curso nisto e a minha filha vai fazendo workshops regulares (diários?) de modo a que eu o mantenha bem presente.

Se a memória e experiência não me falham, o ruído feito pelas pestinhas é das primeiras coisas que um ainda-não-pai critica (agora notai o detalhe) na pequenada e na sua ascendência. Pois, porque se a criança grita e esbraceja e se atira para o chão e faz cair o Carmo e a Trindade a culpa, que não morre solteira, recai na sua totalidade sobre a malta que, dando-lhe o pão, (obviamente) não lhe dá a educação. Aqui até dou uma abébia ao Henrique e concedo que tal pode acontecer, pais há que não têm consideração nenhuma pelos demais e ignoram as criancinhas e os seus faux-pas sociais. Mas estes, acredito, estão em minoria. A maioria será, talvez, quiçá, porventura, constituída por malta que, querendo arejar as tranças, não tem mesmo outro remédio do que levar a descendência atrelada ou então, pasme-se, tem prazer na sua companhia. Outro grupo pretende socializar os bichinhos, que se querem futuros membros interessantes da sociedade e, como tal, devem aprender a comportar-se nela e com ela, uma espécie de immersion training.

O artigo do Henrique (ignorando a parte da estupidez da hiperactividade) fez-me lembrar-me de mim há uns anos, quando era uma gaja magra e gira e nova e ainda não tinha filhos. Agora, que sou menos magra, igualmente gira, e um bocadito menos nova, ainda me permito dizer que os putos são uns chatos e gritam muito alto e que é muito bom poder estar a um canto sossegada a enjoy the silence. E que é ainda melhor voltar para casa e fazer os meus próprios meninos rir histericamente de tantas cócegas. Mas sem incomodar os vizinhos. Claro.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Parabéns Miguel!

Em dia de aniversário, o menino vai ao circo:


No final, e nada em segredo, as meninas cantam "HAPPY BIRTHDAY MIGUEL!" (as brasileiras fazem-no em português, naturalmente):

(daqui)

Tem um dia fantástico!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

You gotta a problem with me!?

Eu quero, eu quero, eu quero!!!!!!!!!!!!

Ontem andei o dia todo com o coração apertado. Quando me apercebi da celeuma que o vídeo da Pépa causou e da solução que a Samsung arranjou, enrolou-se numa bolita, assim passando o dia, acanhado a um cantinho do espaço que generosamente o alberga. Um "coitadinha da rapariga" perseguiu-me do banho até ao lavar dos dentes nocturno, do cozinhar ao marcar nas paredes o espaço para onde vão os castiçais, acho que cheguei a balbuciá-lo. Apeteceu-me ir ao blog dela dizer-lhe que o dia (semana?) miserável que estaria a ter haveria de acabar em breve e que daqui a um mês já ninguém se lembra (excepto ela, naturalmente). Dir-lhe-ia também, sabeis como me foge o calcanhar para o povo e o quanto gosto de ditados, talvez ela os ignore e há sempre lugar a mais conhecimento, que os cães latem mas a caravana passa, o que, aliado ao vozes de burro não chegam ao céu, significa que em breve também este episódio vai ficar engavetado nos anais da blogosfera e rapidamente ser substituído por outro, melhor e mais sumarento.

Aliado aos considerandos sobre a tristeza da miss, que nos dias que antecederam o descalabro provavelmente andou feliz por se saber numa publicidade e o disse a amigos, família, e se calhar até à manicure, que se calhar nem tem internet e nem sabe e nem lhe interessa o que é isso de blog, blogosfera, ou publicidade na internet, o dia inteiro picou-me a razoabilidade ou aceitabilidade pública de alguém ambicionar ter uma carteira Chanel. Honestamente, vem mal ao mundo por isso? Ai não pode vir a público dizê-lo... (vistes o itálico?).

Porque é que é permitido (entenda-se publicamente aceitável) revelar que queremos fazer uma viagem, ou comprar um tablet ou livros, mas não podemos admitir que queremos um luxo? Reparai que nenhum destes bens é uma necessidade, nenhum se come ou oferece agasalho (emocional não conta!). 'Mai lindo seria dizer que o vamos doar aos pobrezinhos, aos velhinhos, ou aos jovens em risco.Porque é que temos de ter pudor em reconhecer um desejo (D-E-S-E-J-O)? E já nem venho aqui comentar a admissibilidade da posse, ai valha-me Deus que não, que não se pode revelar ter uma carteira/jóia/carro/cadeira de luxo, o chique é admitir que se compra mobiliário usado ou a preços de feira, ou que a roupa foi comprada em saldo, ou que os sapatos foram uma pechincha. Porque é que é socialmente aceitável fazer o culto do miserabilismo? Porquê, porquê, porquê? Felizmente tive mamãe para conversar sobre este meu desgosto.

Mamãe, que já viu muito mundo, diz-me que as pessoas são tendencialmente invejosas, que se não têm querem que o próximo também não tenha. Ok, eu percebo, mas porque não deixar o tal do próximo sonhar? Aqui deixo de lado a Pépa e o seu sonho (fixe para ela, que vai pôr dinheirinho de lado -- poupar, minha gente, poupar! -- para comprar a sua carteira que eu suponho ser "de uma vida", ou não sejam as ditas carteiras passadas de geração em geração, autênticas relíquias para apreciadores) para generalizar. Nomeadamente a mim, que ando a juntar trocos para (mais) uma Vuitton (aaaaaaargggggggggghhhh!) e que quando o meu filho nasceu me ofereci a caneta Montblanc que andei a namorar durante mais de uma década e que era para me ter oferecido quando terminei o mestrado e depois o doutoramento (aarrrrghhhhhhh!).

Palavra, qual é o problema!?!?!!? Desde que a Pépa (voltei!) ande na sua vidinha e não me chateie a molécula, até aprecio que gaste o seu dinheirinho em futilidades que a fazem feliz. Olhem, lindo lindo é desejar isso para o ano de 2013: felicidade a todos. A dela já sabemos como começa (e antes da carteira ela desejou sorte).

Antes de me julgardes (mais) fútil do que sou, aproveito para desejar que 2013 traga a paz no mundo. E alimento para as criancinhas e jovens e velhinhos. E paz no mundo. E que pare o sofrimento dos animaizinhos. E paz no mundo. E menos mesquinhez, mesmo que intelectual. E paz no mundo.

P.S. Escolho não me pronunciar sobre a ingenuidade na elaboração/concretização da campanha. Correu mal, mas o conceito não me parece descabido. Se o objectivo da Samsung era projectar os seus produtos enquanto "objectos de sonho", então venham as pochettes e as valises e os carros de luxo (era um BMW que gaste pouco aqui para o je, faz favor), não me parece mal.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Tocou o carteiro!

Não sei quantas vezes, não sei se sininhos em vez da campainha. Na furgonete, entre catálogos de roupa e móveis, entre contas e ofertas de cartões de crédito, trouxe-me o meu postalito do PPC, tão luso, tão patriótico, tão amoroso com o seu pin em forma de coração:


Obrigada MisS, gostei muito!

Nota: continuo à espera que o meu próprio postal chegue ao destino. E quem espera desespeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeera! [j]á chegou!!!!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

De luzes acesas ou apagadas?

2013 ainda mal começou e já se revelou em promessas de pequenos humanos, dos menos reais aos mais. Sim, porque vai ser difícil ignorar a gravidez da Lady Catherine (a que já foi Kate mas agora é princesa e princesa que é princesa vai pelo nome completo, não há cá familiaridades) e, deste lado do lago, a própria Kim Kardashian já anunciou ao mundo que ela e o seu Kanye (quereis apostar que o nome da criança também vai começar por K?) serão visitados pela cegonha por alturas do Verão. Menos real (royal) mas bem mais real, e num claro estímulo à taxa de natalidade na Lusitânia pátria, nascido que está o rebento da Filipa, a Mariana veio a público dizer que está de esperanças, a Woman Once a Bird também, e hoje de manhã fiquei a saber do rebento da Leididi e da Vanessa de Oliveira (o spam do mail lê a Caras).

E isto fez-me pensar no que raio tem andado a acontecer à electricidade ou ao seu consumo por terras da EDP. Eu explico.

Está bem documentada a existência de uma correlação positiva entre a falta de electricidade e a taxa de natalidade (ou, se quiserdes, uma correlação negativa entre a disponibilidade de electricidade e o crescimento do número de bebés). Os apagões são experiências naturais fantásticas para isto. Normalmente, nove meses depois de um, pumbas, as maternidades entopem, é um ver se te avias para botar descendência no mundo.

Esta evidência empírica tem mesmo sido usada para (des)estimular a taxa de natalidade: tal como no Uganda, o ministro do bem-estar (welfare) da Índia resolveu alargar a cobertura da televisão a todas as aldeias de modo a que os seus habitantes assistissem televisão até tarde e assim ficar demasiado cansados para fazer bebés.

Pronto, está bem, é necessário fazer aqui o apontamento de que não é necessariamente a existência de televisão que desincentiva o sexy time. A exposição a diferentes realidades, nomeadamente através das novelas, causa mudanças comportamentais nas populações, especialmente nas mulheres, que passam a sonhar mais alto ou mais fora de casa, ou pelo menos com um tipo de movimento diferente do menear da anca, segundo Millôr Fernandes o melhor.

Portanto... dizei lá a esta miss que está longe e desterrada, o que raio se anda a passar com a electricidade em Portugal? Ou resolveram meter o Goucha/Cristina/Fátinha/Júlia em horário prime e/ou late night? Num reparo que não tem nada a ver com a motivação do post mas afinal tem tudo, nunca deixa de me surpreender que um dos programas de maior audiência da SIC seja aquele das anedotas ou câmara escondida. Mas depois vejo o meu avô à gargalhada com aquilo e tudo faz bem mais sentido.

Nota da confeitaria: desculpai-me ali o título promissor, mas aqui no estaminé não se fazem perguntas embaraçosas.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Eu não sou uma cat person, mas gosto muito de quem é (sois)





Feliz Natal!

Nota: Sim, é a mini-bolacha na foto. E sim, anda de trela. Quem não tem cão caça com... filha? Recomendo vivamente o apetrecho. Até porque, para os mais comichosos, se pode apelidá-lo de arnês.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Desconfio que estou obcecada pela Pólo Norte #5

O mundo divide-se entre as pessoas que preferem chocolate às bolachas e as outras. Eu pertenço a esta última categoria e sou feliz assim. Para as da primeira...

@ Safeway (supermercado)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Desconfio que estou obcecada pela Pólo Norte #4

Bolachas? Bolachas!? Bolachas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

@ Target

Edição limitada das animal crackers, uma das minhas variedades de bolacha preferida aqui nos US. São muito populares entre as crianças e acho que são, a par das Graham Crackers, a nossa bolacha Maria. Curiosamente ou não, ambas são da Nabisco, que também faz as Chiquilin, essas já as preferidas de mamãe mas que também marcham muito bem. E todas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desconfio que estou obcecada pela Pólo Norte #3

Há ideias iluminadas. Quando não, há as próprias lâmpadas:

@ Target

(Desconfio... #1 e #2).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Desconfio que estou obcecada pela Pólo Norte #2

[vejo ursas polares e lembro-me dela]

(daqui)

Esta foto em particular aparece um bocadinho por batota, afinal não vi a ursa pessoalmente e não a fotografei, antes a encontrei na internet. Tinha visto um programa de decoração na televisão onde aparecia um quadro giríssimo de um urso panda feito em legos e não descansei enquanto não o encontrei. O quadro foi feito pelo Sean Kinney, um gajo que se define como um "professional kid" e faz das esculturas em lego a sua vida (é um "Certified Lego Professional", o que quer que isso seja). Enquanto dava um passeio pelo site dele encontrei a escultura do Polar Bear, o maior projecto do Sean, que incorpora mais de 95.000 peças e levou mais de 1.100 horas a construir (está aqui um vídeo de 20 minutos sobre a construção desta peça). No mínimo espectacular.

Desconfio... #1.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desconfio que estou obcecada pela Pólo Norte

@ Michaels

Vejo ursas polares em todo o lado (o modo natalício convida, eu sei, mas eu lembro-me sempre da cachopa e pumbas, fotografo -- espero que haja algumas pílulas milagrosas para isto).

domingo, 25 de novembro de 2012

O mundo divide-se entre... #7

As pessoas que, quando cumprimentadas com um "como estás" ou qualquer outra combinação de palavras de sentido idêntico, respondem com a verdade, por exemplo hoje apetece-me hibernar e só acordar lá para os tempos da Primavera, e as que respondem "tudo bem". Dentro desta categoria, as mais delicadas incluem um "e tu" mas nenhuma das partes realmente se importa.

Disclaimer Pólo Norte aqui.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Polar Postcrossing 2012

E cá vou eu outra vez!


Foi uma das coisas que muito me divertiu no ano passado, o Polar Post Crossing 2011. Diverti-me a escolher os postais que enviei, um à própria Pólo e outro à Ponto Pequeno, diverti-me a escrevê-los, e diverti-me à espera do meu, enviado pela Dani (lindo!!!!). Porém diverti-me ainda mais ao saber-me incluída numa brincadeira que ultrapassou fronteiras, fusos horários, e principalmente a timidez e acanhamento natural que normalmente me fazem pensar trinta e quatro vezes e meia e depois encolher os ombros e pensar "isto não é para mim". Porque, afinal, quando alguém pergunta -- e Monseur Bolacha no ano passado perguntou -- "porquê", uma gaja responde o quê sem passar por doida? Seja. Venha o epíteto. De preferência com um pacote de bolachas shortbread da Walkers. Ou de manteiga da Triunfo, que tenho saudades.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ser mãe, uma definição

Ainda o meu mundo era feito de apenas um amor pequenino e já eu andava por cá com citações melífluas sobre a maternidade. Uma das minhas preferidas é esta, segundo a qual uma mãe tem, para sempre, o coração a passarinhar pelo mundo fora do seu peito.

Mas esta da Inês também está muito bem apanhada:
Ser mãe [de um recém nascido] é estar sempre com as mamas de fora.

Isso e não ser capaz de recordar o que é dormir mais do que duas horas seguidas. Diz quem sabe que há esperança.