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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Estou a escrever e está a doer-me tanto...


Fill in the blanks com nome, departamento, e data.
 
[   ], professora auxiliar em contrato de trabalho em funções públicas em período experimental no [   ], vem informar V. Exa. que pretende denunciar o referido contrato, nos termos do art. 74º do Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas (Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro) a partir de [   ].

Pronto, imprimo, assino, e entrego mais tarde. Custa menos assim. Com um bocadinho de sorte divorcio-me antes disso e resolvo logo este trilema.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sou grâ-fina* (e nem sabia)

Em conversa com mamãe, e pedindo-lhe encarecidamente -- filha que é filha assim pede os favores que lhe evitam inconveniências, no caso em apreço a subida e descida da escadaria da moradia (é fazer favor reler o título), pois que mamãe é jovem esbelta e pesa menos cinco quilos e meio punhado de gramas, coisa que nem parece de avultada importância mas é, afianço-vos, especialmente aquando da subida do escadame... -- que fosse buscar um casaco para que não se me tiritassem os ossos na rua, em resposta à questão óbvia da localização do dito cujo, respondi: "no meu closet".

Ser emigra tem destas coisas. Qualquer dia também me ouvirão dizer para ir buscar qualquer coisa à porcha. Que não, não tem nada a ver com o carro e sim com o alpendre, porch.


*Título corrigido por imposição de mamãe, a quem quase dava uma apoplexia por ver escrito "granfina". Hehehehehehe. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

How old is too old to say "I want my mommy"?

Pedi a mamãe que me fizesse companhia enquanto amamentava o meu filho. Recosta-se na cama, laptop no colo (que chique!), e finge uma atenção desmesurada no que está a ler. Claro que lhe pergunto o que é assim tão interessante. Diz-me que está a ler um artigo do JN, "Avós ficam deprimidos com emigração dos netos". Peço que mo leia mas ela não se descose, diz que não é importante e menciona um outro título relacionado, "Miguel Relvas "orgulhoso" da "nova emigração" de jovens bem preparados". Começo a matutar na macroeconomia desta emigração do Relvas e no post que gostaria de escrever e distraio-me. Ouço-a fungar. Se lhe perguntar o que se passa responder-me-á que são reminiscências da (minha) constipação por isso deixo-a em paz. Emigrar tem as suas benesses mas na maior parte dos dias é tramado com um "f" de proporções bíblicas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Crónicas de uma viagem anunciada #2


Adoro dar música...

Crónicas de uma viagem anunciada

Já cheguei (em rigor, já chegámos).
Cria dormiu um total de quinze minutos durante a viagem, mamãe foi super-avó e tratou dela o voo Newark - Porto inteirinho.
Aprendi que dar autocolantes aos putos é quase tão bom como levar o iPhone cheio de vídeos, às vezes melhor. Tenho p'ra mim que nada nunca tão eficiente como uma marretada no cocuruto, mas tenho algum pudor em experimentar.
Decidi que o choque cultural devia ser confrontado rapidamente em vez de evitado e portanto foi ver-me, depois de uma sesta ligeira, de carrinho das compras no Modelo/Continente. Terapia de imersão não recomendada a almas menos fortes.
Faz hoje uma semana que estava de voyage. Eu não acredito que já passou quase uma semana, hoje ainda é só Quarta-feira. Não tarda nada desejo-vos um bom fim-de-semana.

domingo, 22 de janeiro de 2012

E quanto tempo falta para vires para Portugal?

Ainda bem que perguntais.
Saímos de Phoenix amnhã, às 7:05 (hora local, amigos, sempre hora local), saímos de Newark às 18:55, e com sorte, bons ventos, um bom capitão, e a mecânica da TAP nos trinques, aterraremos no Porto às 7:00.
É também por isso que tenho andado tão por fora destas lides. Tenho tantas, mas tantas, mas tantas coisas para fazer/empacotar/comprar/emalar/emailar/coordenar/lavar/dobrar/listar/...
Bolas, que nunca mais inventam aquelas coisas do Star Trek para um gajo estar num sítio num minuto e noutro no segundo a seguir. Viajar só é bonito e elegante quando em primeira classe e sem cria a reboque... eu a sério que não nasci para ser pobre...
Portugal, here we come!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #8

(não sendo já mais dia 17 em lado nenhum do mundo, é dia 18, de modo que é altura de vir contar alguns pormenores do dia, nomeadamente o que interessa mesmo, e que são os presentes. Ah eu não ligo nada a isso, o que importa são os beijinhos e os xis e os mimos. Tretas. Venham os presentes.).

Uma das coisas boas de se fazer anos longe é relembrá-lo à famelga até à exaustão, porém com o detalhe utilitário de se acentuar o cariz solitário da celebração longe da qual nada é tão feliz, pelo menos da que me é próxima e que me faz falta todos os dias mas ainda mais em alguns. Daí que tenha vindo de casa com presentinho embrulhado, coitada da Z. que vai na minha conversa e não nega nada à sobrinha querida. Uma camisola, perdão pullover muito giro, cinzento, aos corações cor-de-rosa, que comprámos juntas numa sessão de shopping.
Mas não foi só de uma camisola que se fez a minha lista de presentes.
Sogra querida, bem levada pelo marido que me sabe fã de pipocas, deu-me uma popcorn popper, ou máquina de pipocar, que as faz com ar, sem necessidade de óleo ou panelas/tachos sujos. Bem podeis dizer que também o micro-ondas as popa (do verbo popar), mas o meu anda a queimá-las e a menina não gosta. E com a máquina veio um frasco de milho (a sério, a minha sogra não existe!) e ainda o mais recente livro do Daniel Silva, que eu já por cá confessei ser um dos meus guilty pleasures.
E mais, e mais?
(calma, estou a fazer suspense)
Mamãe, também bem treinada por moi même, ofereceu a sua filha bolacha meio relógio (sou filha atenta aos cortes orçamentais nacionais e não gosto que deite os seus aeurios à rua sem mais nem quê). Pormenor do relógio e coisa que eu tenho andado para cá vir comentar com V. Exas., em pleno processo de auto-análise que me leva a chegar até ao centro das minhas angústias, manias, teimas, e idiossincrasias (foi para rimar, notaram?), é dourado. Dourado, assim como o ouro amarelo (não do branco, que é d'ouro mas prateado, coisa que não faz assim muito sentido mas enfim, é bonito). É dourado. E depois? E depois... eu não sou gaja de dourados, pá. Eu sou calça de ganga, t-shirt branca, e sapatilhas (ténis). Eu sou relógio prateado, brincos em zircónia tipo solitários. Eu sou rabo de cavalo, batom de cieiro. Eu sou aquela que se funde com a paisagem e não a que a decora. Cheira-me a post...
E o amantíssimo esposo, Maria, que foi que te deu?
(pois ainda não estou bem em mim com o choque)
Vindas as bolachas exigidas pela madame e sem as quais seria automaticamente vedado o acesso do senhor ao leito conjugal, vindas ainda umas bolachas que dito senhor, dando asas à criatividade decidiu ofertar, com nozes da macadâmia e chocolate branco e às quais sua senhora, purista por convicção, partido político, e fé, torceu o nariz, eis que chegou a surpresa maior.
(a sério que ainda não me refiz)
Marido ofereceu-me uma garrafa de cachaça.
A sério.
Amantíssimo esposo de Maria há dias foi comprar scotch whisky e, lembrando-se que eu lhe tinha dito que queria beber umas caipirinhas e que portanto por favor comprasse cachaça quando fosse à loja, pumba, viu encontrado o meu presente. Diga-se em abono de boa vontade do senhor que a garrafa que comprou é exactamente igual a uma que eu trouxe do Brasil em 2001 e que tive de deixar para trás numa mudança porque era proibido o transporte de bebidas alcoólicas.
Mas bolas, faço 36 anos e o gajo dá-me uma garrafa de cachaça?!
Ainda não sei o que pensar. Aceito ajudas, sou jovem impressionável e de feitio facilmente moldável à opinião alheia.
Pelo sim pelo não deixei-o dormir na nossa cama, mas desconfio que preciso rever esta posição.

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #7 1/2

É chegar à cama, noitinha já (dez e qualquer coisa, aqui os dias começam e acabam cedo), e encontrar no reader um post todo, todo, todinho, cada vírgula, cada ponto final, cada hyperlink, cada maiúscula, cada minúscula, todo para mim. 
Foi coisa para derreter ainda mais um coração que se sentia já tão abraçado e beijado com a repenicação possível e desejável. 
Foi coisa para fechar o dia com chave de ouro, a sério que foi.
E foi coisa para estender um pouco mais o meu dia, coisa que não é para todos mas eu aguento, a sério que aguento.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #6

Fazer contas e perceber que se fez anos em mais do que dois, a saber pelas Áfricas, com as bolachinhas da Ruiva, e pelas Oceanias, com beijos da Austrália e da Nova Zelândia.
Ah, fartura...
E sei também que se um dia por lá andar não durmo na rua. Há que ver sempre tudo sob várias perspectivas.

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #5

Uma rapariga vai almoçar com o seu mais que tudo e a sua mini mais que tudo. Uma rapariga pele uma Margarita. Afinal, já é hora de jantar em Portugal (ao meio dia local são oito da noite em Lisboa, e quem diz em Lisboa diz em Oliveira de Azeméis).
Claro que depois a dita rapariga vem para casa adormecer a dita Margarita, mas isso são outras conversas.
Tchim tchim.

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #3

Estar tão feliz e derretida com os mimos que fui recebendo que ainda não são nove da manhã e eu já estou a fazer declarações de amor electrónicas aos meus amigos. Ainda por cima sentidas.
(Sou uma lamechas, ai se não sou...)
(E uma gaja de sorte.)

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #2

Ah, suspiro absolutamente deliciada.
E a imensidão de emails que me esperou hoje pela manhã, que dizer dela?
Emails quentinhos aqui do blog, emails de amigos, emails de família, emails do Facebook que hoje me pôs na agenda de mais uns quantos felizes de me conhecerem e ansiosos por me parabenizarem, emails, emails, emails. Emails de Portugal, dos EUA, da terra das acácias, da Nova Zelândia, e da Austrália (só não sei se a T. ainda está pelos Brasis para pôr mais um visto num país distinto, não que importe, afinal o que valeu foi ler o mailito dela, mas é sempre bom saber em que aventura se perdeu a moça).
Ah, suspiro absolutamente deliciada. Hoje o sol nasceu para mim e o dia é meu.
Um sorriso, um beijo, um xi, e um pacote de bolachas shortcake.

domingo, 16 de outubro de 2011

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes

(e com um desfasamento horário de oito horas)
Os parabéns e os beijos começam a chegar logo pelas quatro da tarde (meia noite em Portugal), dando-me amplo tempo para me preparar mentalmente para o (grande) dia que vai chegar.
Estais à vontade para me enviar bolachas. Maria, de aveia, de chocolate, torradas, shortcake, de manteiga,... não sou esquisita. Até dou a morada. E, a quem resolver aparecer, um cházinho.

sábado, 10 de setembro de 2011

Das festas de Nossa Senhora de La-Salette

Este texto, que escrevi enquanto escrevia o anterior, é um excerto. Só que é um excerto com vida própria, até mesmo com tom próprio que é, à falta de adjectivo mais apropriado, reverente. Isto porque eu, que adoro uma incursão pelo humor politicamente (in)correcto, tenho um carinho pela santinhas, a de Fátima e a de La-Salette (que eu ainda me lembro que é com dois tt), e não consigo brincar com elas. Exigem-me mesuras, não tolices, fazer o quê. E foi assim que o texto que ia gozar com o fundo musical das minhas férias de Verão 2011, e que fruto das minhas dúvidas ortográficas (La-Salette é com dois ll ou com dois tt ou ambos!?) achou por bem contextualizar a celebração da cidade, se transformou em dois.
O texto, o tal excerto, parece-me então um enxerto do anterior, pois que nele se apoiou enquanto o escrevia, tomando-lhe o fio condutor e seguindo-o na sua orientação, e vive agora aqui sozinho e dando a descendência necessária. Se de uma pereira até podemos tirar maçãs ou de uma figueira de figos pretos podemos tirar figos pingo de mel, do texto da música pimba tiramos uma procissão, fotos da Santa, e um momento cultural-existencial-religioso-filosófico-musical-e o que mais vos aprouver.

A aparição de La-Salette, que até tem direito a blog próprio com actualização regular (descobri agora), o A Aparição de La-Salette e suas Profecias, é celebrada todos os Agostos com a pompa e circunstância necessárias e reflexas de um povo crente e devoto.
A aparição propriamente dita deu-se em 1846, na montanha de La-Salette, em França, quando dois pastorinhos tiveram uma visão (os santos e apetência pelos pastorinhos... há aqui um objecto de estudo muito claro, ainda que eu não saiba bem a que domínio da ciência ele pertença, se à teologia se à psicologia, mas adiante). Contando tudo ao povo, lá foi erguida uma capelinha vinte anos mais tarde (numa clara diferença de tratamento que foi oferecida aos nossos pastorinhos na Cova da Iria, mas novamente passemos à frente que isto agora não interessa nada ainda que devesse ser objecto de estudo de...).
Para terras de Oliveira de Azeméis a Nossa Senhora da La-Salette já só veio em 1870, quando o Padre João José Correia dos Santos, Abade da Paróquia, organizou uma procissão de penitência levando o Santo Cristo ao Monte do Crasto e aí sugeriu a construção de uma capela para a Santa. Reza a lenda que ainda o padre não tinha acabado o seu discurso quando o Verão escaldante, que vinha a afligir a população pela seca que trazia e assim fazia antever o fantasma da fome e da miséria, deu lugar a uma chuva abençoada. Estava criada a lenda e, um ano mais tarde, a primeira pedra foi lançada no local onde hoje é o Parque de La-Salette. A imagem da Nossa Senhora, esculpida no Porto em 1975, aguardou pacientemente na Igreja Matriz que a Capela, a sua Capela, fosse terminada em 1980.
Actualmente, as festas em honra da N. Senhora começam com a levada da imagem da Capela até à Igreja Matriz, no centro de Oliveira, numa procissão noctívaga de uma beleza singular. Os cânticos, as velas, as pessoas tão diferentes que se juntam num mesmo propósito e assim transcendem o eu individual, passando a pertencer, quais elos de carne e osso e alma, a uma corrente de fé e de amor -- linhas que só mostram que estive a ler o "Amar, Comer e Orar" ou coisa que o valha nestas férias, mas isso é pesadelo tema para aprofundar noutro sítio (a menina é teimosa e leu até ao fim).
No segundo Domingo do mês a imagem é trazida de volta à Capela, numa procissão já diurna e na qual figuram todos os meninos e meninas das Comunhões. Eu gosto, entre outros, de ver a evolução das modas, e lembro-me sempre do quanto eu queria umas mangas de balão no vestido da minha Comunhão Solene e mamãe nada, ainda hoje dizendo que eu fui muito bonita e que o meu vestido foi copiado em comunhões futuras e ainda por lá andam vestígios (era em bordado inglês de gola quadrada, e tinha um pormenor giro, um cinto feito de duas fitas de cetim largas, uma cor-de-rosa e uma marfim, que se sobrepunham).
A procissão deste ano foi assim...

O antes de e o começo, os cavalos a abrir a procisão, as bandas, e os meninos.

A Nossa Senhora de La-Salette.

O fecho da procissão.

As gentes crentes.

O fim.

E como não há procissão sem tambores e banda filarmónica...



Ide em paz e que A Força vos acompanhe.

domingo, 10 de julho de 2011

Portugal here I come!

Amigos,
Estais vendo o "Aviso aos gulosos" mesmo aqui à direita? -- e, sem querer insultar as inteligências de V. Exas., se estiverdes olhando no vazio, é a outra direita! Estais vendo onde diz "Portugal here I come"?
Ora Maria e sua cria (ah!, como eu gosto de uma rima...) deverão plantar seus pézinhos no aeroporto Francisco Sá Carneiro (como eu gostava do nome "Pedras Rubras") mais ou menos às oito da manhã de Terça-feira.
Ramelentas, exaustas, Maria com disposição de canídeo em momento de tensão pré-menstrual.
Se eu fosse moça que se recomendasse deixar-vos-ia o repto vinde conhecer-me, abraçar-me, receber-me de braços abertos, já beijar-me não sei, que sou moça de algum recato e não osculo assim sem mais nem quê. Mas não sou moça que se recomende, a verdade é que não. Principalmente depois de um dia cão e de nem sei quantos fusos horários.
Lemo-nos em breve, eu talvez escreva com um inglês mais intenso, pois que há que fazer jus ao estereotipo e pelo vistos não basta sê-lo, há que parecê-lo. Fico bem de emigrante, don't I? Ó filha, come back já agora!!!! -- estou a praticar. Soa-me bem.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Uma mao chega, obrigada!

Ja' reparastes, amigos, que sobrariam dedos se assim fossemos contar os dias que faltam ate' chegarmos, mini-bolacha e sua extremosa mae, 'a terra das pataniscas?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Há tradições que ainda são o que eram

Dia vinte e três de Junho, escolham um qualquer ano dos últimos... sei lá, vinte, e garanto-vos que em Santiago de Riba-Ul, lugar recôndito de Oliveira de Azeméis e onde se escondem localidades finíssimas como Carcavelos (aha!), Alto da Fábrica, Giesteira, e Ponte de Cavaleiros, só para enumerar algumas, algures entre o Outeiro e a Costa, e salvo raras excepções que incluem chuvas torrenciais ou cirurgias, houve festa.
Todos os anos o meu avô dá uma festa na noite de São João, para a qual convida a família, os amigos, os amigos da família, e a família dos amigos. Todos os anos ele afina a agulha do gira-discos, testa as colunas, e lá vêm o Quim (Barreiros) e mais outros tantos cujos nomes me são estranhos mas as melodias até nem por isso.
Nas brasas são assadas febras, sardinhas, frangos, o que quer que apareça temperado e salgado para a ocasião. Pelas muitas mesas que se montam espalham-se panados, rissóis, croquetes, bolinhos de bacalhau, rojões, pataniscas, eu sei lá. Por todo o lado há pão-de-Ul (se não sabeis o que é, é uma pena, garanto-vos, e até este meu frigorífico Phoenixiano lhe conhece o cheiro, trazido há uns meses largos por mamãe aquando da sua visita). Batatas fritas em taças várias, pratos de papel, copos de plástico, mãos gordurosas que se vão lavar à fonte pequenita que o meu avô mandou construir e que é guardada por um santinho da sua preferência (quero dizer que é o próprio João, mas não tenho a certeza).
À agua da fonte juntam-se outros tantos bebes. Para os nostálgicos há sempre uma Sumol de qualquer sabor, para os mais americanos há 7-Up, Pepsi-, ou Coca-cola, e para os valentes há a sangria do meu avô, sangria à Don Álvaro (termo de sua amantíssima esposa Emília e senhora minha avó, mamãe de minha própria). Vem até nós num garrafão de plástico, daqueles grandes de agricultor (lides que esperamos não conheça todavia nos recusamos a questionar, isto com o meu avô nunca se sabe). A sangria tem vinho mau e fruta boa, tem mel, tem... uma colher da sopa para servir e escorrega que é uma maravilha. 
Mais para o fim da noite há o acender da mítica fogueira, que não só se salta como se avança, num qualquer acto de coragem cujo significado mais profundo me escapa. Talvez se avance apenas o medo de chamuscar o rabo nas chamas por vezes demasiado altas (em que pensaria mamãe!?!?!), talvez se avancem outros medos, não sei (o meu de pássaros nunca se foi!), mas o saltar da fogueira é sempre recebido com aplausos e abraços como se se tivesse corrido uma maratona e a fitinha da meta tivesse mesmo ali sido avançada.
Hoje, enquanto eu limpava o chão e os balcões e nem sei o que mais, lá por casa, pela outra casa, houve acepipes vários, sangria, e uma fogueira. Por cá, por esta casa, haverá bifes de vaca panados, Moscato, e um sol abrasador. Cada um festeja como pode. Mas para o ano lá estou!

sábado, 18 de junho de 2011

Arizona Vida Selvagem #4: turum turum turum*

Em dias de calor, a fauna do Arizona:


Louie, o tubarão, o chlorine dispenser (distribuidor de cloro).

*Da banda sonora do filme Jaws, O Tubarão, composta por John Williams.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Surpresas da pátria

Há pouco, no spam da minha caixa de correio, a newsletter da Caras. A parangona, "Já nasceu o filho de Merche Romero".
Mas, mas, mas... a moça estava grávida!?