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domingo, 5 de outubro de 2014

Deve ser do cansaço, estou terrivelmente lamechas

Esta música derrete-me toda. Danço-a enquanto murmuro o refrão ao ouvidos dos meus filhos. O amor que me invade é macio como a pele deles e cheira a pescoço quente. Gosto-os tanto tanto tanto...


Dedico-a à mais recente mãe das minhas misses.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O caralhinho, uma definição


Em "As 7 primeiras vezes depois de sermos pais" (aqui). Os gajos apanham-nos distraídas, é o que é!

Agora (mais) a sério, ter um segundo filho é mais uma aventura das que se se pensa não se faz, e se se faz é porque não se pensa. Para mim é simples: como resistir a amar para além de nós, pergunto, como dizer que não à opção de nos apaixonarmos louca e perdidamente para sempre?

Mas daí até apanhar vomitado com prazer e deleitar-me com "cada curva" do meu corpo vai uma grande distância. Eu quero a minha barriga lisinha de pré-mãe, as mamas cheias de pré-mãe. Dizer que uma mulher está muito bem para quem tem filhos não é um elogio, é dizer-lhe que esteve grávida e que isso nota-se. E que há coisas que não voltam a ser. Eu continuo a querer a minha barriga lisinha de pré-mãe... Foda-se para estas postas de pescada paternalistas cor de rosa.

E, finalmente, depois de o segundo já estar encaminhado para ser criança e deixar de ser o nosso bebé, uma gaja quer é o terceiro. Não dá a mão ao parceiro, que isso resulta pouco, mas prontos, vós entendeis como se fazem as coisas. No meu caso é bebendo a água de Las Vegas. Juraria que foi assim que apareceu o bicuit.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Também me dou aos aforismos

Quem os filhos dos outros ama, bonitos lhes parecem.

Corolário: se consegues ver a fealdade dos putos... tens olhos na cara.

Adenda: os meus filhos são lindos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ser mãe, uma definição

Ainda o meu mundo era feito de apenas um amor pequenino e já eu andava por cá com citações melífluas sobre a maternidade. Uma das minhas preferidas é esta, segundo a qual uma mãe tem, para sempre, o coração a passarinhar pelo mundo fora do seu peito.

Mas esta da Inês também está muito bem apanhada:
Ser mãe [de um recém nascido] é estar sempre com as mamas de fora.

Isso e não ser capaz de recordar o que é dormir mais do que duas horas seguidas. Diz quem sabe que há esperança.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

max{ . }

Pensei se devia ou se não devia. Pensei se podia. E concluí que sim, que devo e posso. Porque o meu blog é feito de afectos, para aqueles que me lêem e que me acarinham, uma foto do meu mais novo amor, o Maxim, Max para os amigos, biscuit (lido à francesa) para os de cá do estaminé:

Biscuit, 25 de Setembro, 2012

Mais tarde virei escrever sobre aquelas dúvidas que me assolavam antes do bebé nascer, se seria capaz de gostar tanto dele como da irmã. E virei dizer que se dissiparam e que sim, que o amor infinito se multiplica.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Prepare-se já a fanfarra!

Is there pee on the couch or did your water just break?*

*Numa tentativa obviamente falhada de fazer um trocadilho engraçado a la Who Framed Roger Rabbit, no original "Is that a rabbit in your pocket or are you just happy to see me?".

P.S. Pensamento alternado entre o Tico e o Teco, os meus dois (únicos) neurónios de estimação: então as águas rebentam à moça e ela vem escrever no blog? Há cada doido... Trarei novas assim que as houver. Prometo!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Do melhor voto que se pode fazer a uma grávida

(daqui)

Qual hora pequenina, qual quê, o melhor voto que recebi até agora foi este: espero que tenhas uma epidural eficaz. Obrigada M.!

Sinal evidente de que a grávida está prestes a explodir

Quando senhoras aleatórias no supermercado, Ikea, e café se viram para a própria dizendo variações sobre a mesma frase, todas incluindo exclamações de espanto, admiração, e pasmo, como por exemplo: "Uau, you sure are done with that, aren't you" ou "Awwwwwwwww, poor you, you're due any moment now, aren't you?" (true story).

Humph. Nunca ouviram falar de mentiras piedosas...

Mas tu não acabas com essa treta dos baby posts?

Até estar desparasitada... não.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ter ou não ter um segundo filho, eis a questão

Nisto de ter filhos, há gentes para todos os credos. Há quem não queira, há quem queira, há quem queira apenas um, ou dois, ou três, ou um rancho deles. Há quem queira meninos, há quem queira meninas, há quem queira que venha mas é com saúde, não importa a cor do cobertor. E depois há o destino, a sina, o fado de cada um, que às vezes troca as voltas da malta e a coisa não é nada como se planeou (pun intended).

No meu caso em particular, não sei se por ser filha única, mas levo mesmo para aí, sempre quis ter mais do que um filho. Quantos, exactamente, nunca decidi (se é que alguém decide alguma coisa), mas variava entre os dois e os três. Sabia apenas que um não me chegaria. Ou que não chegaria ao meu primeiro rebento, que devia ter a oportunidade que eu não tive, a de gozar um amor fraterno. O que é a parentalidade, afinal, senão a tentativa de propiciar ao nosso rebento tudo aquilo que não tivemos? Ou isso ou encontrar criadagem, a minha filha já desliga luzes ou vai buscar o comando da televisão quando lhe peço. Dá imenso jeito.

A gravidez da miúda correu bem, sem percalços, o parto também, nada de desinfeliz digno de registo, e decidi logo então que queria mais filhos. Pelo menos mais um. Viver outra vez aquela sensação incrível de pôr um filho no mundo, aquele amor avassalador. Se calhar fumar uns charros ou tomar uns comprimidos daria no mesmo, mas por acaso nunca me deu para aí. Lá pensei, fiz contas de cabeça, falei com o partenaire na desgraça e, juntos e cheios de boa vontade, lá encomendámos o segundo rebento à cegonha. E até aí nunca me tinha batido, bem lá no fundo, a dúvida que imagino assole todos, mas digo mesmo todos os pais de segunda viagem: gostarei tanto da segunda cria como gostei (e gosto) da primeira?

Sempre achei a pergunta absolutamente ridícula. Até que me vi caminhar, correr, nos sapatos de quem já amou tão intensamente que fica plenamente convicto de que não é possível amar novamente ou de igual modo. Porque nada iguala o infinito a não ser ele próprio, e parece absurdo multiplicá-lo por si, até porque resulta no mesmo e não há potências que lhe assistam.

Vi-me, então, no mesmo barco daqueles que pensam seriamente na questão. Ainda por cima, soube desde muito cedo que viria aí um menino. Eu nunca me vi mãe de um menino, confesso. Eu queria mesmo mesmo outra menina, outra princesa, outra flor (é assim que a chamo normalmente, de minha flor). Mas vem aí um pilas, um gajo que vai fazer xixi em repuxo mal lhe abra a fralda, um gajo que me vai deixar as tampas das sanitas para cima ou o assento cheio de pingos. Um gajo que um dia virá ter comigo a perguntar porque é que a pilita fica dura quando lhe mexe (conto com os próximos três anos para me preparar). Enfim... E então tenho medo de não gostar tanto do segundo como gostei da primeira, o meu "amor pequenino maior do mundo".

E enquanto escrevo isto antecipo respostas várias, das contendo mais insultos do tipo "sua parva" ou variantes às delicadas e apaziguadoras com garantias de que sim, de que gostarei tanto de um como de outro, mesmo que às vezes as afinidades se confundam. Espero que sim. Entretanto vou fazendo figas. Sabendo, lá no fundo, que o Max será o meu novo amor, o meu novo amor pequenino maior do mundo e que a Mia será o meu amor grande maior do mundo. Cada macaco no seu galho, cada amor o maior. Ambos os dois.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Da sabedoria da natureza

(daqui)

A sério, a natureza sabe o que faz. Para além de tantas evidências à nossa volta, há duas que me fazem reverenciá-la em particular. Pedindo desde já perdão pela monotonia temática que vai andando aqui pelo estaminé, e justificando-a com o meu estado interessante, prestes a terminar por isso há que o aproveitar, e justamente por isso também com a hormona da maternidade toda tola aos saltos, prossigo o solilóquio com noção de que vos posso estar a maçar. Se for o caso, parai já aqui, tomai um café e comei um pastel de nata, e pensai que eu tão cedo nem a vista porei em cima deste último.

Há então dois aspectos da gravidez que, para mim, são manifestações inquestionáveis da infinita sabedoria da natureza -- desde já reconheço que há vários, a própria gravidez, a evolução de duas células para milhares de milhões é, no mínimo, de venerar.

O primeiro aspecto  que me obriga a escrever este texto anda de mãos dadas com a piquena tortura que é a gravidez no final do tempo. Há coisas banais e por demais públicas, como a impossibilidade de encontrar uma posição simpática para dormir, o inchaço das mãos e pés, as dores nas costas (então com duas hérnias na lombar ui ui, nem vos digo a categoria que é!), e há as mantidas mais em segredo, na privacidade da nossa casa pelo embaraço que causam aos mais enojadiços (estou a falar de hemorróidas, que cá em casa se chamam "henriquetas" porque o Monsieur é muito sensível e dado à moléstia). Nesta altura do campeonato, então, toda a vontade é de parir logo a criança, acabar com o suplício. Aliada à curiosidade natural de conhecer o pequeno ser que nos invadiu as entranhas, o tormento faz-nos antecipar com expectativa o momento em que uma criatura do tamanho de uma meloa vai passar por um buraquinho do tamanho de uma cereja (ou de uma ameixa pequenita).

O segundo aspecto prende-se com o esquecimento que se abate sobre a recém mamã assim que a criatura sai do seu corpo. As dores do parto, por exemplo, são esquecidas quase imediatamente. Isto é química pura, o corpo produz uma hormona, a oxitocina, que é a responsável pelo estabelecimento da relação entre mãe e cria. Aquele amor intenso que sentimos assim que olhamos nos olhos dos nossos filhos, aquele amor maior do mundo, avassalador, impossível de descrever, não deixa espaço para mais nada, nomeadamente para as memórias da dor (porque dos muitos beijos nos lembraremos sempre).

domingo, 16 de setembro de 2012

Segredos das fashionistas: as riscas

Ouvi dizer/li algures que as riscas emagrecem.* Não sei se concordo.


Sim, sou mesmo eu às trinta e nove semanas e um dia de gravidez.

*Sim, eu sei que são as riscas verticais. Eu daria um código de barras muito jeitoso, ai isso daria.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Das coisas que a grávida descobre e que não vêm nas revistas

Que dizer da dificuldade que uma gaja tem em se sentar à mesa adequadamente? Quem diz sentar diz aproximar de um balcão para lavar as necessidades, desde a louça aos dentes. Ah pois é, a pança é muito linda, redondinha, cutchi-cutchi, mas é um estorvo que nem vos digo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O teu filho vai chamar-se o quê?! Ai coitadinho...

Biscuit já tem nome! Depois de umas semanas (ler meses) de agonia, finalmente Monsieur Bolacha viu a luz e concordou com a yours truly. Ele queixa-se de violência emocional, de ser votado ao ostracismo, enfim. Queixa-se que foi sob forte pressão emocional que cedeu, que não foi de sua vontade, blá blá blá pardais ao ninho. Quero que lixe.

E então, e então!? Bom, Maria vergou um bocadinho a sua vontade. Há tempos, ao tentar ir buscar votos a favor de Max ou Benjamim aos meus sogros, o meu sogro, que é russo (de rigueur filho de pais russos, nascido na Mongólia, vivido em Xangai até aos cinco anos, e americano daqueles quase impossíveis de tão nacionalista), foi buscar um livro de nomes russos e saiu-se com Maxim. Eu apaixonei-me na hora.

E foi então que sugeri ao mister que déssemos ao piqueno um nome russo, uma vez assim matávamos três coelhos de uma só cajadada. Que não, que não, que não... que sim. Finalmente, que eu já nem dormir conseguia (talvez mais por culpa de me levantar pelo menos três vezes por noite para ir à casa-de-banho). Chamar-se-á portanto Maxim, mas nós chamar-lhe-emos Max, que é bem português. Sim, como o cantor. Sim, como o cão. Sim, como a revista das gajas (boas). Mas dizei lá de vossa justiça: Mia & Max, quão fofucho é?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Meu filho,

Meu querido parasita que sempre que te mexes me fazes pensar nos filmes Alien,
A minha barriga não é o teu ginásio de boxeur, por isso por favor pára de tratar a minha bexiga como se fosse um saquinho para dar murros.
Muito grata,
A tua mãe que te adora

sábado, 1 de setembro de 2012

1 de Setembro, 2012, Part deux

Volto ao tema: hoje é dia 1 de Setembro de 2012. E este será um dia do qual eu provavelmente me lembrarei muitas vezes. Não pela enxaqueca medonha com que estou ou pela noite chata de contracções que passei, mas porque hoje, dia 1 de Setembro de 2012, é o primeiro dia do mês em que conhecerei o meu filho.

Já com a minha primogénita foi assim. Chegado do dia 1 de Setembro de 2009 (ela nasceu a 23 e estava prevista para 25), pensei conscientemente que este seria o mês que mudaria a minha vida. Eu já por cá disse que não sou mãe antes do bebé nascer. Preocupo-me, naturalmente, e trato bem de nós, mas não sou poster figure para ninguém. Estais a ver aquelas fotos de grávidas a olhar docemente para as suas barrigas, quiçá com uma mão em concha a acariciar a protuberância? Pois não sou eu. Gostava, acho que passaria bem melhor estes meses em vez de ser uma verdadeira chata insuportável de queixumes intermináveis. Ai agora que são as contracções, ai que são os pés inchados, ai que são as costas que doem, ai que não tenho roupa que me sirva (não podiam ser apenas queixas plausíveis, também são necessárias as fúteis e disparatadas).

Setembro de 2009 foi, realmente, o mês que mudou a minha vida. O que são um emprego, um doutoramento, ou um casamento quando comparados com o nascimento de um filho? Pensar na felicidade que senti quando ela nasceu e a enfermeira a pôs sobre o meu peito. Eu ria e chorava ao mesmo tempo, uma emoção tão grande que nem sou capaz de descrever. O meu coração estava ali, no aconchego do meu abraço. Lembro-me de me escorrerem lágrimas pela cara enquanto toda eu sorria. Algures durante este Setembro, de preferência lá para os lados do dia 22, conto chorar e rir assim novamente. Um daqueles momentos que, podendo classificar de "dos mais felizes da minha vida", eu escolho chamar de "mais intenso". E muito, muito, muito feliz.

Por acaso é Setembro, mas podia ser em qualquer mês (o Natal é a minha perdição).

1 de Setembro, 2012

Hoje é dia 1 de Setembro. Eu sei, tenho uma capacidade sempre fascinante de constatar o óbvio. Hoje é o primeiro dia do nono mês do ano, que "deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do calendário romano, que começava em Março" (assim mesmo, roubadíssimo ao Miguel, em cuja pesquisa confio).

Hoje é também o dia em que a minha gravidez inicia a sua 37ª semana, um obra que para mim é comparável à construção da Grande Muralha da China (sim, aquela que se vê do espaço e não um qualquer muro de um quintal chinês) -- donde se constata a minha também queda para a hipérbole, como vedes. E este é mais um marco em qualquer gravidez. A partir desta data, se o pequeno biscuit decidir nascer, não será mais considerado prematuro. É de dar vontade de desatar aos pulinhos, não é? Infelizmente não posso, mas o meu íntimo está repleto de luz e cor pelos muitos foguetes imaginários que hoje fui lançando. Uma gaja celebra como pode.

A comparação com a Grande Muralha da China não aparece por acaso. É um exagero, claro, mas eu explico. Para quem está de repouso desde as 23 semanas e meia, para quem mal se mexe com medo de despoletar um parto pré-termo, chegar às 37 é obra. E, convenhamos, é uma obra que de certa maneira se aproxima à construção da muralha: pedra a pedra, célula a célula, paciente e diligentemente, vai tomando corpo a empreitada. Como se fosse um puzzle feito de muitas peças diferentes que se complementam e se ajustam para no fim criarem um todo coeso e funcional.

Se estou satisfeita por chegar aqui, também estou com vontade de me torturar mais um bocadinho -- olha, também sou masoquista! -- para que o crianço venha apenas depois das 39 semanas. Claro que nestas coisas é a natureza quem sabe das coisas e eu não estou livre de clickar no "Plublish" ali em cima e pouco depois dizer "Honey, take me to the hospital" (ou qualquer coisa semelhante em que a principal diferença estará no modo de tratar o outro responsável pelo assunto). Dois motivos subjazem a esta minha vontade.

Em primeiro lugar, quanto mais longa a gestação, melhor desenvolvidos estão os pulmões e mais maduro está o sistema imunitário do feto. Ora como se isto não bastasse, estudos há (ver aqui, por exemplo) que sugerem haver uma relação positiva entre a habilidade cognitiva das crianças e a duração da gestação, relação esta que se manifesta não só entre crianças nascidas pré- e pós-termo, antes e depois das 37 semanas, respectivamente, mas também entre crianças nascidas em diferentes momentos pós-termo. Quero um puto esperto, pá! Ele até pode sair um bacoco, mas não será por desmazelo desta sua mãe.

Venham as próximas três semanas. I am ready. Or as ready can be. Não é que possa exactamente abandonar o barco nesta altura do campeonato.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Eu queria muito ter outra menina

Entre outros motivos, porque seria tão mais fácil escolher um motivo fofinho para bordar numa fralda! A culpa, essa galdéria, mais uma vez não morre solteira, abraçando Monsieur Bolacha num affaire tórrido que muito me aborrece.

Já agora, não, pequeno biscuit ainda não tem nome. Da última vez que conversámos, disse ao pai da criatura que decidimos o vocábulo quando ele nascer. Uma vez que conhece tão bem a minha vontade (Max, Max, Max!), espero que o ver-me parir a criança lhe amoleça o coração empedernido, afirmei-lho. Mais, perguntei-lhe com clareza como (ou se de todo), caso o trabalho de parto seja maioritariamente nocturno, como aquando do da nossa filha, deseja dormir. He he he... (sorriso maléfico)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Número mágico: 34

Há pessoas que gostam ou desgostam de um número em particular. Se creio ser vulgar gostar-se do 7 ou (des)gostar-se do 13, sei por exemplo que mamãe que detesta o 19 e eu cá gosto muito do 17 (o dia do meu aniversário -- quão mais narcisista posso ser?). Ultimamente, porém, o meu conjunto de números mágicos, ou predilectos, se preferirdes um termo menos esotérico, tem vindo a alargar-se.

Tudo começou com um comentário da minha querida Beijo de Mulata (bem conheceis o meu gosto na atribuição de créditos, quiçá um resquício da minha faceta de investigadora que teima em vir ao de cima quando eu me distraio) quando por cá vim partilhar a (má) notícia do estado da minha gravidez, de risco, e da necessidade do repouso. Falou-me então a querida doutora do número 34, que é o número de semanas a partir do qual, apesar de ainda ser considerado prematuro (classificação que deixa de se aplicar quando o bebé nasce depois das 37 semanas), tem uma excelente hipótese de sobreviver (creio de 90%).

Não vos querendo maçar com pormenores médicos, até porque me falta competência, posso dizer-vos o quão reconfortante foi, ao longos destas onze semanas de repouso e desassossego (porque, desenganai-vos, mulher alguma está sossegada quando "de repouso" por uma gravidez que pode terminar a um medicamente avisado breve trecho), pensar que em vez de ter de ir até ao quarenta, número tão mais longínquo e inatingível, havia ali um meio termo mais próximo. Uma meta mais tangível, se quiserdes chamar-lhe assim.

Foi então com muita alegria que no Sábado pude riscar da minha tabela (sim, tenho uma tabela colada no lado do frigorífico onde, religiosamente, faço sumir com uma talvez excessiva alegria cada semana de gravidez) a semana 33 e fazer uma bolinha redondinha na semana 34, esta, que já vai a meio, quase quase a tocar na 35. E estou, finalmente, um pouco mais sossegada.

Agora satisfeita mesmo vou estar quando aqui vos vier dizer que já fiz a bolinha na semana 37! Mas até lá ainda tenho de vos contar as minhas aventuras nestas primeiras semanas de américas.