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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Roam-se de inveja

Tenho uma esferográfica que cheira a morango. É respeitávelzinha, escreve a azul escuro. Mas também tenho daquelas pirosas com muitas cores em que se põe um cenas para baixo. Diz que as compro para a minha filha mas depois as surripio. Eu estou farta de avisar que a maternidade tem inúmeras benesses por desvendar.

terça-feira, 3 de junho de 2014

É nos detalhes que noto que me americanizei

Os de fora notam mais cedo ou mais rápido ou de todo. Há dias, no Facebook, um amigo dizia que eu já agradeço a minha sorte e reconheço os privilégios que tenho na minha vida. Não deixando de ser uma sacanice, típica de um gajo que tem a mania de dizer mais do que deve, é verdade, uma gaja emigra e muda, e isso não é necessariamente mau.

Ora há pouco, ao tentar aprender mais sobre o novo serviço da NOS, e indo formosa e segura até à página da própria, percebi que continuo sem perceber muito da coisa. O que é o cartão NOS, dizei-me. Aquilo lá vem com três asteriscos, promete uma resposta, e uma gaja vai à procura, desce na página, anda, anda, e nada, não dá para ler. Eu não gosto e não quero ter de pegar num telefone e falar com alguém, fazer perguntas, demorar a explicar o que pretendo... eu não quero, pronto. Eu gosto da informação como batata frita, quentinha e pronta a servir. É pedir muito? Eu juro que não, maus hábitos à parte.

Adenda: as empresas portuguesas beneficiariam, aquando da realização destes projectos, de malta com experiência (na óptica do utilizador -- hahahaha!) para aconselhar e tornar mais eficientes estes sites. É quem faz sabe o que é e onde está, mas quem usa nem por isso. É pensar nisso. De nada!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Rebeldia na academia

Hoje tive de responder a um email a um professor cujo tom me irritou. Ele tinha razão no que estava a dizer, mas o tom com que escreveu o email saiu-lhe ao lado e estava a dar-me ordens. Senti-me tentada a escrever mal o nome dele na primeira linha. De propósito propositado. Mas a educação que mamãe deu falou mais alto e eu fui educada. Curta, porém não grossa.

sábado, 22 de março de 2014

Estou aqui para vos ensinar. Se já sabeis, em vez de pascácia pensai-me bem intencionada.

Estou aqui a sentir-me como se tivesse descoberto a pólvora no Facebook: aprendi que, se escrever um "#" à frente de uma expressão, posso mais tarde procurar por essa expressão (cria-se instantaneamente um hyperlink, que se pode clickar) e encontrar todos os posts com essa referência.* Peço desculpa aos que de vós estiverdes a revirar os olhos e que por sinal de algum respeito contêm os "duh!".

Não contente com a minha descoberta, e porque já nem sei como encontrei uma expressão que me intrigou, "#sorrynotsorry", fui ver. Não encontrei o orvalho, mas encontrei este tweet que me fez sorrir e resolvi trazê-lo para aqui, talvez assim me desculpais a ignorância.


*Para quem, como eu, ensina online e usa o Facebook como método de estimular o interesse e a participação na disciplina, isto é fantástico.


terça-feira, 18 de março de 2014

Mãe arco-íris

Leio posts de outras mães no Facebook e pergunto-me o que há de errado comigo. Eu sou, num dia menos bom, um mix entre Malevolent da Bela Adormecida e a Cruella de Vil dos 101 Dalmatas, qualquer coisa como isto mas em menos verde:


Hoje, que as hormonas já abrandaram um bocado e a exaustão e gripe estão mais calmas, eu estou uma mãe em quase cor-de-rosa. Porque também eu mereço.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Há que adorar uma língua assim

Que tem palavras como "foodies". E a teenager inconciente que há em mim a soltar risinho atrás de risinho...

domingo, 5 de janeiro de 2014

Obeservação bem observada

Sou muito boa dona de casa nos dias em que a "minha Betty" cá vem limpar-ma. Até reluz!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Duh!


Ainda por cima concordo sempre comigo (ou quase sempre, vá). Sou, de facto, uma companhia belíssima.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Devia de haver um movimento ou grupo de apoio ou coisa do género

É bem sabido que me americanizei, e então por isso hoje tive uma ideia verdadeiramente genial (às vezes tenho ideias que são apenas geniais, outras, mais raras, somente ideiazinhas, mas a de hoje, a sério, é absoluta e inequivocamente genial). E, sendo de aplicação primordial a mães, também se pode pensar numa variação para as que fogem/ainda não foram atacadas pelo bicho da maternidade. Estais preparadas para ficar sideradas?

Lembrei-me hoje, em momento de intensa angústia hormonal, vós sabeis exactamente a qual me refiro, aquele em que nos apetece levar o mundo todo à frente, desfazer tudo e todos (não?! oops!, parar aqui, o texto não é para vocês!), algures entre o oitavo e o nono berros "TU VAI PARA O DUCHE AGOOOOOOOOORAAAAAAAAAAA!!!!!!", que devia de haver um grupo de apoio a mulheres em pleno pico hormonal prestes a traumentalizar para toda a eternidade a sua prole (ou marido/namorado/partenaire).

Este grupo de apoio disporia de um número telefone central, um daqueles números catitas do estilo
1-800-HELP-ME-OR-ELSE
para o qual  uma gaja em modo bomba nuclear prestes a explodir, em pleno "ai agarrem-me senão", pudesse ligar e uma senhora calma e serena viesse até à casa da precisada dar o banho ou o jantar aos putos, ou o que fosse, e a dita pudesse ir arejar as tranças e domar a hormona. Depois, já composta, voltaria a casa e ao seu papel de mãe/mulher/namorada/amantezia com um sorriso nos lábios e cheia de amor para dar.

Que tal? Naturalmente, a precisada em questão trataria de reciprocar o jeitinho e faria parte da pool de voluntárias para ir salvar as pestes alheias das hormonas das respectivas mães/mulheres/namoradas...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Vendedora ou vendedeira?

Se calhar até são sinónimos tout court. Fui ver. Segundo o Priberam, vendedora (sim, no feminino), é, do vendedor:

1. Que ou aquele que vende.

enquanto que vendedeira é:

1. Mulher que vende em público, nas ruas ou nas praças.
2. Mulher que tem posto de venda de frutas, hortaliças, etc.

Eu queria muito comprar um portátil. Eu queria muito fazer o trabalho de casa, estudar e comparar especificações e preços na pacatez de maison bolacha. Posso? Não, a loja cujo inventário me apetecia perscrutar diz-me, assim em jeito tu cá tu lá, coisa que eu não aprecio porque não andámos juntos na escola e nunca nos vimos mais gordos, afiançando-me que "eu é que não sou parvo", numa perfeita ignorância do género de moi même, que sou muito gaja e quite proud, para eu passar na loja. Como se eu não tivesse mesmo mais nada que fazer. Este tipo de estratégias é de um provincianismo bacoco que não tem razão de ser nos dias que correm.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Se não os podes vencer, bufa-lhes

Ofereci-me, alma gentil que sou, para corrigir/oferecer sugestões sobre um manual de funcionamento interno de um espaço de beleza aqui do burgo (adoro a dona). Algures na motivação, onde desenvolvia a ideia do cliente como convidado, li, no kidding, prometo,
"O cliente é (...) a razão de exigir de nós mais qualidade (...) procurando soprar as suas expectativas."

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tenho andado enganada

Há dias, num momento de maior frustração, confessava a uma amiga que gostaria de ser rica para poder sair de casa e regressar para encontrar tudo feito, os meninos bem alimentados, cuidados, banhados, e vestidos, a casa limpa, tudo arrumado, refeições prontas, etc. Ela disse-me que eu não precisava ser rica, bastava ter nascido gajo. Eu tenho amigas muito perspicazes. Ou pelo menos uma.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Das coisas que eu, gaja de mama pequena, não sabia até ser gaja de mama grande*

*Já aqui disse que a gravidez e maternidade são a boob job da mulher pobre.

As migalhas que caem por entre os refegos que tão rubenescamente adornam o meu decote são uma chatice.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Quem nunca teve um ataque de caspa que atire a primeira pedra

(daqui)

Abomino pessoas perfeitas com vidas perfeitas e partenaires perfeitos e filhos perfeitos e carros perfeitos e pais perfeitos e sapatos perfeitos... Hoje abraço o transpirado. E o desodorizante (há limites).

P.S. Por acaso hoje até estou de bem com o homem da casa. Ultrapassado o mau humor matinal que me obrigou a quase lhe chegar a roupa ao pêlo porque resolveu arejar a casa-de-banho sem pensar no que isso me faria às alergias (típico macho self centered), tudo está bem pelo reino da família bolacha. Mas adorei -- e gargalhei -- quando vi a imagem. Tinha mesmo de partilhar. Usai-a somente para o bem.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Momento revista de decoração de qualquer humble abode

Precisamente dois minutos antes das visitas tocarem à campainha. E, com um bocadinho de sorte, dura até saírem.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

De luzes acesas ou apagadas?

2013 ainda mal começou e já se revelou em promessas de pequenos humanos, dos menos reais aos mais. Sim, porque vai ser difícil ignorar a gravidez da Lady Catherine (a que já foi Kate mas agora é princesa e princesa que é princesa vai pelo nome completo, não há cá familiaridades) e, deste lado do lago, a própria Kim Kardashian já anunciou ao mundo que ela e o seu Kanye (quereis apostar que o nome da criança também vai começar por K?) serão visitados pela cegonha por alturas do Verão. Menos real (royal) mas bem mais real, e num claro estímulo à taxa de natalidade na Lusitânia pátria, nascido que está o rebento da Filipa, a Mariana veio a público dizer que está de esperanças, a Woman Once a Bird também, e hoje de manhã fiquei a saber do rebento da Leididi e da Vanessa de Oliveira (o spam do mail lê a Caras).

E isto fez-me pensar no que raio tem andado a acontecer à electricidade ou ao seu consumo por terras da EDP. Eu explico.

Está bem documentada a existência de uma correlação positiva entre a falta de electricidade e a taxa de natalidade (ou, se quiserdes, uma correlação negativa entre a disponibilidade de electricidade e o crescimento do número de bebés). Os apagões são experiências naturais fantásticas para isto. Normalmente, nove meses depois de um, pumbas, as maternidades entopem, é um ver se te avias para botar descendência no mundo.

Esta evidência empírica tem mesmo sido usada para (des)estimular a taxa de natalidade: tal como no Uganda, o ministro do bem-estar (welfare) da Índia resolveu alargar a cobertura da televisão a todas as aldeias de modo a que os seus habitantes assistissem televisão até tarde e assim ficar demasiado cansados para fazer bebés.

Pronto, está bem, é necessário fazer aqui o apontamento de que não é necessariamente a existência de televisão que desincentiva o sexy time. A exposição a diferentes realidades, nomeadamente através das novelas, causa mudanças comportamentais nas populações, especialmente nas mulheres, que passam a sonhar mais alto ou mais fora de casa, ou pelo menos com um tipo de movimento diferente do menear da anca, segundo Millôr Fernandes o melhor.

Portanto... dizei lá a esta miss que está longe e desterrada, o que raio se anda a passar com a electricidade em Portugal? Ou resolveram meter o Goucha/Cristina/Fátinha/Júlia em horário prime e/ou late night? Num reparo que não tem nada a ver com a motivação do post mas afinal tem tudo, nunca deixa de me surpreender que um dos programas de maior audiência da SIC seja aquele das anedotas ou câmara escondida. Mas depois vejo o meu avô à gargalhada com aquilo e tudo faz bem mais sentido.

Nota da confeitaria: desculpai-me ali o título promissor, mas aqui no estaminé não se fazem perguntas embaraçosas.

sábado, 1 de setembro de 2012

Reclamação

Atão uma gaja escreve o seu primeiro post verdadeiramente à gaja e num há UM comentário, um obrigada, thank you, merci, N-A-D-A!? Isto assim desmotiva uma 'ssoa, tira-lhe a vontade de vir escrever sobre o hidratante/base/protector solar porreiro a uso há anos, máscara de pestanas fixolas (no meu tempo chamava-se rímel, mas agora é foleiro, e até porque Rimmel é uma marca "from London"), enfim, sobre a parafernália de coisas que uso porque gosto e estou farta de recomendar às amigas.

Humph. Venho por este meio manifestar o meu desagrado. Que fique aqui bem claro: fiquei tiste. Ingratas!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Coisas que dão um jeitaço

Art Poem Road Signs

À venda no MoMA por uma pechincha ($16.00).

Não tendes de quê.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Humor de grávida de menino

Há pouco, ao escrever um email ao (suposto) pai do meu filho, no qual lhe explicava ser desígnio divino que só tivesse filhas e que é por ironia do destino (e pelo seu cromossoma Y) esta alhada em que me encontro, lembrei-me de um comentário brejeiro e nada próprio que fiz quando descobri que íamos ter um menino (o pai do filho da Pólo Norte teve uma saída parecida mas muito mais elegante, e ela teve outra à altura, mas eles são gente claramente mais fina do que eu).

Gozava então Monsieur Bolacha dizendo: "Honey, I have a penis inside me. And it is not yours!".