Sabem-me bem as cores da Zita:
Na Confeitaria Ideal.
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domingo, 25 de novembro de 2012
Em dias de alma a preto e branco
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Maria Bê
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16:16
2
Trincas
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Famelga,
Orgulho familiar
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Como saber se alguém (des)gosta de nós*
Hoje venho falar-vos de como aferir o carinho (ou falta dele) que alguém nutre por vós com base no presente ofertado a uma vossa cria. Qual dinheiro gasto, qual quê!
Podeis ter a certeza que a pessoa que oferta um cadeau à vossa descendência (des)gosta de vós se o dito faz barulho. O resto é linear, com a dimensão da falta de carinho directamente proporcional aos decibéis que emite o diacho da coisa.
Também é muito mau quando a oferta é uma cozinha ou forninho para cupcakes. Já não basta arrumar uma cozinha agora tenho duas com pratos para pôr no armário. Para adicionar o insulto à ofensa eu interpreto a coisa como mandar a minha cria sopeirar, coisa que só eu posso fazer. Eu a dar-lhe puzzles e jogos didácticos e a piquena a entreter-se com sprinkles e tachos. Humph!
*Apercebi-me deste fenómeno com os presentes que uma pseudo-familiar tem vindo a oferecer à minha cria mais velha. Começou com uma suspeição pequena, um incómodo ao engolir como quando começa uma dor de garganta, e tem-se vindo a transformar em certeza à medida que mais e mais gifts chamam de sua a minha própria casa.
Podeis ter a certeza que a pessoa que oferta um cadeau à vossa descendência (des)gosta de vós se o dito faz barulho. O resto é linear, com a dimensão da falta de carinho directamente proporcional aos decibéis que emite o diacho da coisa.
Também é muito mau quando a oferta é uma cozinha ou forninho para cupcakes. Já não basta arrumar uma cozinha agora tenho duas com pratos para pôr no armário. Para adicionar o insulto à ofensa eu interpreto a coisa como mandar a minha cria sopeirar, coisa que só eu posso fazer. Eu a dar-lhe puzzles e jogos didácticos e a piquena a entreter-se com sprinkles e tachos. Humph!
*Apercebi-me deste fenómeno com os presentes que uma pseudo-familiar tem vindo a oferecer à minha cria mais velha. Começou com uma suspeição pequena, um incómodo ao engolir como quando começa uma dor de garganta, e tem-se vindo a transformar em certeza à medida que mais e mais gifts chamam de sua a minha própria casa.
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Maria Bê
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16:33
3
Trincas
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Das coisas que me dão comichão,
Famelga
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Ceci n'est pas un post natalício
Mas devia. E tanto devia que, imbuída do maior e melhor espírito de que sou capaz, seja de Natal, de Hanukkah, de Kwanzaa, ou coisa que o valha, que sou moça de respeitar as várias tradições, assim mo ensinou mamãe, cá estou a começar uma série de textos natalícios.
A verdade é que, entre as minhas muitas deambulações pelas terras férteis em cactos de Ahwatukee, me fui lembrando sempre de vós e fui fotografando, filmando, enfim registando piquenas pérolas de pendor natalício que se me foram entrando retinas adentro e risos afora.
Faltando-me por cá quaisquer hipóteses de registar em jpeg futuras memórias de vendedores de castanhas em plena Santa Catarina, no Porto, enevoadas pelo fumo que sai daqueles forninhos ambulantes que fazem as delícias dos transeuntes, não deixam de haver outras tantas iguarias igualmente dignas de registo, por exemplo umas fatias de bolo rei da melhor confeitaria do mundo (meu mundo é pequenito, bem o sabeis), a Ideal (que segundo minha avó Emília, a tal excelsa esposa de D. Álvaro, é onde se "come muito e não faz mal", coisa que talvez não tenha em atenção perímetros de cintura, coxas, e rabo e tampouco o congestionamento vascular, mas tão somente gramas de guestesura, também expressão da própria, pois que a mim não bafejaram quaisquer resquícios de criatividade linguística).
Abrimos pois em grande esta série, que tentarei terminar já amanhã, dia 24 de Dezembro de 2011, que portanto e sem qualquer réstia de dúvida antecede, também há quem lhe chame véspera, o dia 25 (de Dezembro de 2011 e, a bem dizer, de todos os anos que aí vêm, permito-me acrescentar e duvido que cá vireis questionar, era só o que faltava, até estamos quase no Natal).
Começo então por vos desejar, amigos, e sabei que não uso a expressão levemente, pois que se por cá passais e comigo partilhais algum do vosso tempo é porque gostais (um bocadinho) de moi, começo então por vos desejar umas boas trincas. Pois que do comer e do coçar, já diz o povo na voz que ouço risonha da senhora ali de cima, a tal casada com D. Álvaro e que sabe escrever o seu nome completo com caligrafia primorosa, tudo vai do começar.
A verdade é que, entre as minhas muitas deambulações pelas terras férteis em cactos de Ahwatukee, me fui lembrando sempre de vós e fui fotografando, filmando, enfim registando piquenas pérolas de pendor natalício que se me foram entrando retinas adentro e risos afora.
Faltando-me por cá quaisquer hipóteses de registar em jpeg futuras memórias de vendedores de castanhas em plena Santa Catarina, no Porto, enevoadas pelo fumo que sai daqueles forninhos ambulantes que fazem as delícias dos transeuntes, não deixam de haver outras tantas iguarias igualmente dignas de registo, por exemplo umas fatias de bolo rei da melhor confeitaria do mundo (meu mundo é pequenito, bem o sabeis), a Ideal (que segundo minha avó Emília, a tal excelsa esposa de D. Álvaro, é onde se "come muito e não faz mal", coisa que talvez não tenha em atenção perímetros de cintura, coxas, e rabo e tampouco o congestionamento vascular, mas tão somente gramas de guestesura, também expressão da própria, pois que a mim não bafejaram quaisquer resquícios de criatividade linguística).
Abrimos pois em grande esta série, que tentarei terminar já amanhã, dia 24 de Dezembro de 2011, que portanto e sem qualquer réstia de dúvida antecede, também há quem lhe chame véspera, o dia 25 (de Dezembro de 2011 e, a bem dizer, de todos os anos que aí vêm, permito-me acrescentar e duvido que cá vireis questionar, era só o que faltava, até estamos quase no Natal).
Começo então por vos desejar, amigos, e sabei que não uso a expressão levemente, pois que se por cá passais e comigo partilhais algum do vosso tempo é porque gostais (um bocadinho) de moi, começo então por vos desejar umas boas trincas. Pois que do comer e do coçar, já diz o povo na voz que ouço risonha da senhora ali de cima, a tal casada com D. Álvaro e que sabe escrever o seu nome completo com caligrafia primorosa, tudo vai do começar.
| Bolo rei, Confeitaria Ideal, Dezembro de 2011 |
| Já era(m), Fatias de Bolo Rei, Confeitaria Ideal, Dezembro de 2011 |
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Maria Bê
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08:01
5
Trincas
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Cozinho para o povo,
Expressões que eu gosto,
Famelga,
Fofinho que até enjoa
domingo, 20 de novembro de 2011
No teu corpo tens os joelhos, os jolhos, e as jorelhas?
Então é porque vens de Oliveira de Azeméis.
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Maria Bê
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12:04
9
Trincas
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Famelga
Orgulho familiar, uma definição
Avô Álvaro (Ferreira Tavares) e Tia Zita (que até podia ser de Tiazita mas não é, o Zita vem de Rosa, de Rosita). Os primeiros dez minutos são todinhos deles. E dos bolos. Zamacóis, queijadinhas de cenoura, doce húmido, blá blá blá, pasteis de nata. Os tais que são uma delícia.
Diz o meu avô que ainda trabalha e é verdade (no vídeo também canta, lá pelo minuto 19). Pela altura do Natal, Ano Novo, e Páscoa, aos 85 anos labuta como se tivesse trinta. A amassar bolo rei ou pão-de-ló, está na confeitaria ainda o sol não se levantou e só de lá sai já a maior parte dos portugueses jantou. É uma força da natureza este meu avô. A Zita é, de entre uma dançarina louca, uma pasteleira de mão cheia. É uma tia com as letras todas que felizmente acompanha a sobrinha nas loucuras.
Quem estiver por perto passe lá. Fica em Oliveira de Azeméis, mesmo ao lado da Câmara. Encomendas, desvarios, e pedidos: 256-682-257. A adesão às nets ainda não é grande coisa, por isso não vos remeto para o mail. Tradicionalismos, é que é.
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Maria Bê
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11:44
11
Trincas
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Armada em esperta,
Ceci n'est pas um baby post,
Definições,
Famelga,
Filhos,
Portugal,
Serviço Público,
Sorrisos
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Há tradições que ainda são o que eram
Dia vinte e três de Junho, escolham um qualquer ano dos últimos... sei lá, vinte, e garanto-vos que em Santiago de Riba-Ul, lugar recôndito de Oliveira de Azeméis e onde se escondem localidades finíssimas como Carcavelos (aha!), Alto da Fábrica, Giesteira, e Ponte de Cavaleiros, só para enumerar algumas, algures entre o Outeiro e a Costa, e salvo raras excepções que incluem chuvas torrenciais ou cirurgias, houve festa.
Todos os anos o meu avô dá uma festa na noite de São João, para a qual convida a família, os amigos, os amigos da família, e a família dos amigos. Todos os anos ele afina a agulha do gira-discos, testa as colunas, e lá vêm o Quim (Barreiros) e mais outros tantos cujos nomes me são estranhos mas as melodias até nem por isso.
Nas brasas são assadas febras, sardinhas, frangos, o que quer que apareça temperado e salgado para a ocasião. Pelas muitas mesas que se montam espalham-se panados, rissóis, croquetes, bolinhos de bacalhau, rojões, pataniscas, eu sei lá. Por todo o lado há pão-de-Ul (se não sabeis o que é, é uma pena, garanto-vos, e até este meu frigorífico Phoenixiano lhe conhece o cheiro, trazido há uns meses largos por mamãe aquando da sua visita). Batatas fritas em taças várias, pratos de papel, copos de plástico, mãos gordurosas que se vão lavar à fonte pequenita que o meu avô mandou construir e que é guardada por um santinho da sua preferência (quero dizer que é o próprio João, mas não tenho a certeza).
À agua da fonte juntam-se outros tantos bebes. Para os nostálgicos há sempre uma Sumol de qualquer sabor, para os mais americanos há 7-Up, Pepsi-, ou Coca-cola, e para os valentes há a sangria do meu avô, sangria à Don Álvaro (termo de sua amantíssima esposa Emília e senhora minha avó, mamãe de minha própria). Vem até nós num garrafão de plástico, daqueles grandes de agricultor (lides que esperamos não conheça todavia nos recusamos a questionar, isto com o meu avô nunca se sabe). A sangria tem vinho mau e fruta boa, tem mel, tem... uma colher da sopa para servir e escorrega que é uma maravilha.
Mais para o fim da noite há o acender da mítica fogueira, que não só se salta como se avança, num qualquer acto de coragem cujo significado mais profundo me escapa. Talvez se avance apenas o medo de chamuscar o rabo nas chamas por vezes demasiado altas (em que pensaria mamãe!?!?!), talvez se avancem outros medos, não sei (o meu de pássaros nunca se foi!), mas o saltar da fogueira é sempre recebido com aplausos e abraços como se se tivesse corrido uma maratona e a fitinha da meta tivesse mesmo ali sido avançada.
Hoje, enquanto eu limpava o chão e os balcões e nem sei o que mais, lá por casa, pela outra casa, houve acepipes vários, sangria, e uma fogueira. Por cá, por esta casa, haverá bifes de vaca panados, Moscato, e um sol abrasador. Cada um festeja como pode. Mas para o ano lá estou!
Todos os anos o meu avô dá uma festa na noite de São João, para a qual convida a família, os amigos, os amigos da família, e a família dos amigos. Todos os anos ele afina a agulha do gira-discos, testa as colunas, e lá vêm o Quim (Barreiros) e mais outros tantos cujos nomes me são estranhos mas as melodias até nem por isso.
Nas brasas são assadas febras, sardinhas, frangos, o que quer que apareça temperado e salgado para a ocasião. Pelas muitas mesas que se montam espalham-se panados, rissóis, croquetes, bolinhos de bacalhau, rojões, pataniscas, eu sei lá. Por todo o lado há pão-de-Ul (se não sabeis o que é, é uma pena, garanto-vos, e até este meu frigorífico Phoenixiano lhe conhece o cheiro, trazido há uns meses largos por mamãe aquando da sua visita). Batatas fritas em taças várias, pratos de papel, copos de plástico, mãos gordurosas que se vão lavar à fonte pequenita que o meu avô mandou construir e que é guardada por um santinho da sua preferência (quero dizer que é o próprio João, mas não tenho a certeza).
À agua da fonte juntam-se outros tantos bebes. Para os nostálgicos há sempre uma Sumol de qualquer sabor, para os mais americanos há 7-Up, Pepsi-, ou Coca-cola, e para os valentes há a sangria do meu avô, sangria à Don Álvaro (termo de sua amantíssima esposa Emília e senhora minha avó, mamãe de minha própria). Vem até nós num garrafão de plástico, daqueles grandes de agricultor (lides que esperamos não conheça todavia nos recusamos a questionar, isto com o meu avô nunca se sabe). A sangria tem vinho mau e fruta boa, tem mel, tem... uma colher da sopa para servir e escorrega que é uma maravilha.
Mais para o fim da noite há o acender da mítica fogueira, que não só se salta como se avança, num qualquer acto de coragem cujo significado mais profundo me escapa. Talvez se avance apenas o medo de chamuscar o rabo nas chamas por vezes demasiado altas (em que pensaria mamãe!?!?!), talvez se avancem outros medos, não sei (o meu de pássaros nunca se foi!), mas o saltar da fogueira é sempre recebido com aplausos e abraços como se se tivesse corrido uma maratona e a fitinha da meta tivesse mesmo ali sido avançada.
Hoje, enquanto eu limpava o chão e os balcões e nem sei o que mais, lá por casa, pela outra casa, houve acepipes vários, sangria, e uma fogueira. Por cá, por esta casa, haverá bifes de vaca panados, Moscato, e um sol abrasador. Cada um festeja como pode. Mas para o ano lá estou!
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Maria Bê
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23:52
1 Trincas
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Efemérides,
Famelga,
Portugal,
Vida de emigrante
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Famílias, cada uma tem a sua
Ia escrever sobre relações familiares.
Cheguei a escrever que cada vez mais acredito que não há famílias perfeitas como a da branca de neve e dos sete anões -- ainda que uma gaja a morar com sete gajos é, no mínimo, suspeito, e não me digam que nunca vos ocorreu que há um anão para cada dia da semana, consoante o lado para que acordou a donzela, mais alérgica, zangada, feliz, dorminhoca, mestre, dengosa, ou dunga.
Mas o que realmente me apetece escrever é que hoje, pela primeira vez, vi um vídeo do meu sobrinho, filho do irmão do meu amantíssimo esposo. Importa dizer que o meu sobrinho nasceu a 5 de Janeiro de 2011, portanto tem já cinco meses.
Este conceito familiar norte americano não me entra na cabeça nem à marretada.
Cheguei a escrever que cada vez mais acredito que não há famílias perfeitas como a da branca de neve e dos sete anões -- ainda que uma gaja a morar com sete gajos é, no mínimo, suspeito, e não me digam que nunca vos ocorreu que há um anão para cada dia da semana, consoante o lado para que acordou a donzela, mais alérgica, zangada, feliz, dorminhoca, mestre, dengosa, ou dunga.
Mas o que realmente me apetece escrever é que hoje, pela primeira vez, vi um vídeo do meu sobrinho, filho do irmão do meu amantíssimo esposo. Importa dizer que o meu sobrinho nasceu a 5 de Janeiro de 2011, portanto tem já cinco meses.
Este conceito familiar norte americano não me entra na cabeça nem à marretada.
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10:47
8
Trincas
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Famelga
domingo, 20 de março de 2011
Acordar cedo e cedo erguer...
O telefone tocou às 07:12 da manhã, 15:12 em Portugal.
Voz de cama, voz de quem finalmente estava a dormir depois de uma noite de vira para um lado, vira para o outro, tenta de lado, de barriga para cima, agora de barriga para baixo. Acho que só não tentei dormir a fazer o pino porque, enfim, não deve ser posição conducente ao sono. Digo eu. Além do que não sei fazer o pino e parece-me exagerado aprender só para o efeito.
O telefone tocou. Era a Zita, irmã da minha mãe, a que faz os bolos bonitos, imediatamente a perceber que me tinha roubado ao abraço aconchegado de Morfeu. Desculpa aqui, desculpa ali... a cirurgia correu bem, tudo está óptimo. E eu não me importaria de ter acordado às 03:45 ou às 05:12.
Eu sei que sete da manhã não é assim hora muito imprópria para consumo, mas é importante notar que ontem foi Sábado e eu tinha dormido mal. De qualquer modo, este acordar fez-me lembrar quando eu estava a fazer o doutoramento e os meus avós me telefonavam, esquecidos da diferença horária, a horas, essas sim, espectacularmente impróprias.
Lembro-me de um episódio em particular quando o meu Avô Álvaro ligou às cinco da manhã em Raleigh, NC, dez da manhã em Portugal. É importante dizer que o meu Avô Álvaro, tal como muitos avôs, é um nadinha, coisa pouca, mouco. Ao telefone, então, nem se fala. No final da conversa, até eu estou um bocadinho mais surda. De modo que o meu avô, às dez da manhã em Portugal, queria saber, em primeiro lugar, se eu estava bem, em segundo, se estava a descansar que chegasse e, em terceiro, o que é que eu ia a fazer para o almoço. É que já eram dez da manhã, portanto hora de pensar nisso. E nas saudades.
Tudo está bem quando está bem.
Voz de cama, voz de quem finalmente estava a dormir depois de uma noite de vira para um lado, vira para o outro, tenta de lado, de barriga para cima, agora de barriga para baixo. Acho que só não tentei dormir a fazer o pino porque, enfim, não deve ser posição conducente ao sono. Digo eu. Além do que não sei fazer o pino e parece-me exagerado aprender só para o efeito.
O telefone tocou. Era a Zita, irmã da minha mãe, a que faz os bolos bonitos, imediatamente a perceber que me tinha roubado ao abraço aconchegado de Morfeu. Desculpa aqui, desculpa ali... a cirurgia correu bem, tudo está óptimo. E eu não me importaria de ter acordado às 03:45 ou às 05:12.
Eu sei que sete da manhã não é assim hora muito imprópria para consumo, mas é importante notar que ontem foi Sábado e eu tinha dormido mal. De qualquer modo, este acordar fez-me lembrar quando eu estava a fazer o doutoramento e os meus avós me telefonavam, esquecidos da diferença horária, a horas, essas sim, espectacularmente impróprias.
Lembro-me de um episódio em particular quando o meu Avô Álvaro ligou às cinco da manhã em Raleigh, NC, dez da manhã em Portugal. É importante dizer que o meu Avô Álvaro, tal como muitos avôs, é um nadinha, coisa pouca, mouco. Ao telefone, então, nem se fala. No final da conversa, até eu estou um bocadinho mais surda. De modo que o meu avô, às dez da manhã em Portugal, queria saber, em primeiro lugar, se eu estava bem, em segundo, se estava a descansar que chegasse e, em terceiro, o que é que eu ia a fazer para o almoço. É que já eram dez da manhã, portanto hora de pensar nisso. E nas saudades.
Tudo está bem quando está bem.
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Trincas
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Famelga,
Fofinho que até enjoa
Este não era o post que queria escrever
A minha rotina bloguística é mais ou menos assim.
Durante o dia vou matutando no post que vou escrever. Às vezes alinhavo umas linhas de manhã, depende da inspiração e/ou do que a mini-bolacha me deixa fazer. Quase que aninhada entre o frigorífico e a esquina do balcão, ali estou eu de pé, martelando umas ideias enquanto leio e respondo aos mails do dia e vejo as notícias. Pois é, faço muitas coisas ao mesmo tempo e nenhuma em condições. Outras vezes é depois de almoçar, já sentada no sofá, computador no colo. Mas normalmente é depois do jantar, novamente sentada no sofá, na almofadinha da direita (se estivermos de frente ao dito), com o marido deitado à minha esquerda, os meus pés enfiados debaixo das pernas dele. Eu gosto assim.
(Estou a escrever-vos assim. Na televisão está a dar o Breaking Bad, uma série do canal AMC, o mesmo do Mad Men. Somo fãs da série, e mal podemos esperar exiba os novos episódios. As janelas estão abertas para arejar a casa mas eu tenho um bocadinho de frio; o marido está de calções e t-shirt, eu estou com um casaquinho vestido.)
Voltando à descrição do meu processo de publicação... Normalmente termino o post antes de ir dormir e selecciono a hora de publicação algures depois da minha meia-noite, cerca de oito da manhã em Portugal. É um miminho para aqueles que me lêem de manhã do outro lado do Atlântico.
Ora há já alguns dias que venho a preparar o post que tinha planeado para aqui. Consolei-me de fotografar matrículas, umas mais malucas que outras, tudo com a expectativa de as uploadar para aqui.
Mas eis que chegado o momento de escrever meia dúzia de patacoadas, não me apetece.
A minha mãe vai ser operada amanhã e não me apetece estar aqui a escrever sobre outra coisa que não isso. Pelos vistos podem-nos ser tiradas peças sem que faltam assim tanta falta. No caso presente uma mão-cheia de safenas que andam preguiçosas e sem trabalhar direito. Andam tortas, mal de família que eu também herdei. Uma chatice. Assim como eu, que estou chateada. Pronto.
Desculpem lá qualquer coisinha -- esta parte vocês não sabem, mas eu acho graça a esta expressão, e não resisto a despedir-me com uma graçola nem que seja de mim para comigo.
Durante o dia vou matutando no post que vou escrever. Às vezes alinhavo umas linhas de manhã, depende da inspiração e/ou do que a mini-bolacha me deixa fazer. Quase que aninhada entre o frigorífico e a esquina do balcão, ali estou eu de pé, martelando umas ideias enquanto leio e respondo aos mails do dia e vejo as notícias. Pois é, faço muitas coisas ao mesmo tempo e nenhuma em condições. Outras vezes é depois de almoçar, já sentada no sofá, computador no colo. Mas normalmente é depois do jantar, novamente sentada no sofá, na almofadinha da direita (se estivermos de frente ao dito), com o marido deitado à minha esquerda, os meus pés enfiados debaixo das pernas dele. Eu gosto assim.
(Estou a escrever-vos assim. Na televisão está a dar o Breaking Bad, uma série do canal AMC, o mesmo do Mad Men. Somo fãs da série, e mal podemos esperar exiba os novos episódios. As janelas estão abertas para arejar a casa mas eu tenho um bocadinho de frio; o marido está de calções e t-shirt, eu estou com um casaquinho vestido.)
Voltando à descrição do meu processo de publicação... Normalmente termino o post antes de ir dormir e selecciono a hora de publicação algures depois da minha meia-noite, cerca de oito da manhã em Portugal. É um miminho para aqueles que me lêem de manhã do outro lado do Atlântico.
Ora há já alguns dias que venho a preparar o post que tinha planeado para aqui. Consolei-me de fotografar matrículas, umas mais malucas que outras, tudo com a expectativa de as uploadar para aqui.
Mas eis que chegado o momento de escrever meia dúzia de patacoadas, não me apetece.
A minha mãe vai ser operada amanhã e não me apetece estar aqui a escrever sobre outra coisa que não isso. Pelos vistos podem-nos ser tiradas peças sem que faltam assim tanta falta. No caso presente uma mão-cheia de safenas que andam preguiçosas e sem trabalhar direito. Andam tortas, mal de família que eu também herdei. Uma chatice. Assim como eu, que estou chateada. Pronto.
Desculpem lá qualquer coisinha -- esta parte vocês não sabem, mas eu acho graça a esta expressão, e não resisto a despedir-me com uma graçola nem que seja de mim para comigo.
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sábado, 12 de março de 2011
O mundo hoje ficou mais bonito
![]() |
| Imagem de Saint-Exupéri, Le petit prince |
Hoje o mundo ficou um bocadinho mais bonito. Só um bocadinho porque o Alexandre ainda é pequenino, cerca de 50 cm e 3,50 kg de gente. Um coelhinho.
Mas não se medem as pessoas aos palmos, mesmo teimando os crescidos em medir os pequeninos ao cm, e Alexandre um dia será grande. E mesmo não sendo ensinado por Aristóteles ou não comandando um império, Alexandre será ensinado por nós, que sabemos uma imensidade de histórias, cantigas e parvoíces, e imperará nos nossos corações.
O mundo hoje é um pouco mais azul porque o Alexandre é um menino e assim ditam os costumes da sociedade ocidental. O mundo hoje é um pouco mais amarelo porque é a cor do sol, e uma que eu acho feliz. O mundo hoje é mais vermelho, que é cor que os Brasileiros associam à prosperidade, à vitalidade. Sabem que mais, o mundo hoje é cheio de arco-íris.
O mundo hoje é um bocadinho mais bonito porque o Alexandre finalmente chegou.
Aos pais e aos avós, parabéns! Um xi apertado de nós os três.
Ao Alexandre, tudo de bom, que te sorriam os deuses. E quando não sorrirem, porque às vezes se distraem, nós estamos aqui, os nossos sorrisos en garde para te fazermos sorrir a ti.
Bem-vindo, Alexandre! Mal vejo a hora de te lambuzar de beijinhos...
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19:54
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Famelga,
Fofinho que até enjoa,
Miúdos
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A minha filha faz dezassete meses
Hoje, aos 23 de Fevereiro de 2011, a minha filha faz dezassete meses. Podia ter escrito 17. A informação seria a mesma, ao milímetro, mas o tom seria diferente. Porque escrever dezassete, assim por extenso, letrinha a letrinha, é mais meigo, é mais ternurento, é mais, como diz a minha avó, amorável. E eu, desde que ela nasceu, tornei-me, gosto de pensar, mais meiga, mais ternurenta, mais amorável. Tornei-me, isso sem dúvida, mais feliz, os momentos perfeitos prosperaram em frequência.
Espero que o vosso dia, se por nenhuma outra razão, pelo menos por esta, seja mais feliz.
Um sorriso.
Espero que o vosso dia, se por nenhuma outra razão, pelo menos por esta, seja mais feliz.
Um sorriso.
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11:39
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Famelga
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Fartura, uma definição
A minha filha tem três escovas de dentes.
É pertinente referir que a minha filha (ainda só) tem seis dentes.
É pertinente referir que a minha filha (ainda só) tem seis dentes.
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Definições,
Famelga
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
É de os cobrir de beijinhos
Os meus sogros são uns queridos.
Seis meses volvidos desde a sua última visita, ontem vieram cá passar a tarde. Seis meses é muito tempo, para alguns pouco, bem sei!, mas os gajos moram longe. Moram a doze horas de paciência para trânsito, dor de costas, e casas de banho de estações de serviço manhosas. Moram a doze horas de resistência a "e se déssemos antes um saltinho aqui ao México, que está tão perto que até já dá para lhe sentirmos o cheiro?" -- eu cá, que sou uma moça a quem a praia faz tanta falta que chego a alucinar com o cheiro a maresia e com a sensação da areia morna trazida pela brisa, não teria dúvidas.
Vai daí, apareceram cá em casa munidos de vontade de consertar torneiras, pendurar estores, atacar a selva que se assenhorou do jardim, e pizza para o jantar -- agora que penso, isto até podia ser um reflexo daquilo que pensam sobre os meus dotes culinários. Dizem que não querem dar trabalho, os fofos (e eu que detesto o adjectivo e seus derivativos!).
Os meus sogros são diferentes do meu conceito de sogros. Os meus sogros não gostam de se intrometer, perguntam se podem vir, e não telefonam para não incomodar. Podem passar-se semanas sem que conversemos de voz.
Temos costumes tão diferentes que há momentos em que sou eu que os invado com todo o meu lusitanismo e os abraço e obrigo aos beijinhos à chegada e à partida. Devem achar-me castiça e toleram as minhas manias. Mas acho que este jeitinho mais quente de ser já os tocou. Depois do jantar, a minha sogra perguntou se eu queria que me fizesse uma french braid. E pronto, lá fiquei de trancinha, jolie que só eu...
Seis meses volvidos desde a sua última visita, ontem vieram cá passar a tarde. Seis meses é muito tempo, para alguns pouco, bem sei!, mas os gajos moram longe. Moram a doze horas de paciência para trânsito, dor de costas, e casas de banho de estações de serviço manhosas. Moram a doze horas de resistência a "e se déssemos antes um saltinho aqui ao México, que está tão perto que até já dá para lhe sentirmos o cheiro?" -- eu cá, que sou uma moça a quem a praia faz tanta falta que chego a alucinar com o cheiro a maresia e com a sensação da areia morna trazida pela brisa, não teria dúvidas.
Vai daí, apareceram cá em casa munidos de vontade de consertar torneiras, pendurar estores, atacar a selva que se assenhorou do jardim, e pizza para o jantar -- agora que penso, isto até podia ser um reflexo daquilo que pensam sobre os meus dotes culinários. Dizem que não querem dar trabalho, os fofos (e eu que detesto o adjectivo e seus derivativos!).
Os meus sogros são diferentes do meu conceito de sogros. Os meus sogros não gostam de se intrometer, perguntam se podem vir, e não telefonam para não incomodar. Podem passar-se semanas sem que conversemos de voz.
Temos costumes tão diferentes que há momentos em que sou eu que os invado com todo o meu lusitanismo e os abraço e obrigo aos beijinhos à chegada e à partida. Devem achar-me castiça e toleram as minhas manias. Mas acho que este jeitinho mais quente de ser já os tocou. Depois do jantar, a minha sogra perguntou se eu queria que me fizesse uma french braid. E pronto, lá fiquei de trancinha, jolie que só eu...
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Anónimo
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