Já cheguei (em rigor, já chegámos).
Cria dormiu um total de quinze minutos durante a viagem, mamãe foi super-avó e tratou dela o voo Newark - Porto inteirinho.
Aprendi que dar autocolantes aos putos é quase tão bom como levar o iPhone cheio de vídeos, às vezes melhor. Tenho p'ra mim que nada nunca tão eficiente como uma marretada no cocuruto, mas tenho algum pudor em experimentar.
Decidi que o choque cultural devia ser confrontado rapidamente em vez de evitado e portanto foi ver-me, depois de uma sesta ligeira, de carrinho das compras no Modelo/Continente. Terapia de imersão não recomendada a almas menos fortes.
Faz hoje uma semana que estava de voyage. Eu não acredito que já passou quase uma semana, hoje ainda é só Quarta-feira. Não tarda nada desejo-vos um bom fim-de-semana.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Crónicas de uma viagem anunciada
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
Portugal, o país dos f
Já nem lembro quando foi que aprendi que Portugal é o país dos três f, que escrevo Fátima, fado, e futebol por respeito à Santa, por respeito à música, e finalmente por respeito a mim.
Eu bem sei que vou ser apedrejada já já, ai valha-me Deus que a moça escreveu um sacrilégio com as letras todas, nem ao menos o novo acordo ortográfico, mais parco nas ditas, lhe assiste, mas eu não gosto de futebol. Não gosto, pronto, e tanto se me dá se o Porto joga em casa, se os adeptos do leonino andam mais verdes, ou se o Benfica assegura a entrada nos "oitavos". Assim como assim o meu coração, e por motivos de amor à terra onde está a estrada que me viu partir, está mesmo é com o Oliveirense (UDO, UDO!!!) e o resto são tretas. Mas é facto reconhecido que nem sei a cor do equipamento...
Serei pedante nisto? Não, amigos, eu explico. É que, no momento em que se formam estas apetências mais futebolísticas, creio eu que na infância ou pré-adolescência, o que importa mesmo é que a idade seja tenra e o espírito facilmente impressionáveil, eu era mais tutus (acho que nessa altura ainda não era mais bolachas, mas quem sabe, não me ouvireis jurar a pés juntos), eu era mais sapatilhas de ballet, eu era mais tudo-o-que-não-metesse-bolas (talvez por ver mal e ter sempre de jogar sem óculos, coisa que não ajudava ao meu desempenho e consequente entusiasmo desportivo). Podia ter dado para aí, pois se calhar podia, mas não deu. Eu era já uma nerd em potência com vontade de ser bailarina e médica e talvez hospedeira nas horas vagas (atenção que nada disto impediria qualquer moça de se tornar fã, adepta incondicional, entusiasta da bola, na verdade os astros só se alinharam para me impedir a mim de me converter -- já disse que eu era mais tutus, não disse, então palavras para quê?).
Mas perdoai-me esta falha, às vezes começo um texto com um propósito muito claro e definido, e lá pelo meio uma intenção de ser breve e depois esfuma-se a vontade perante a necessidade de vir perorar sobre mim mesma. Uns dirão que para isso mesmo serve o blog, outros dirão que nem por isso, e outros ainda estão mais virados para a análise do processo químico que ocorre aquando da deglutição das Petazetas (fantástico de observar aquando da tomada por um canídeo, coisa que apenas se me obrigardes a jurar sob compromisso de honra eu assumirei que já fiz, fora isso "ai que horror!").
Custa-me um bocado que nesta altura do campeonato (ai que expressão tão bem aplicada!), em que o terceiro f devia ser de "finanças" ou de "estamos tramados com f de cama", a atenção se vire para o futebol. Reparai neste snip do Diário Económico que retalhei há minutos e vede bem qual é a notícia mais vista naquele momento:
Talvez seja bom a malta distrair-se deva ser o meu consolo.
Entretanto lá voltei ao jornal e muito me aprazeu constatar que a maioria dos leitores estavam a ler as Soluções que o Governo está a preparar para apanhar quem "foge" ao fisco. Talvez como medida de precaução. Ai eu queria tanto ser trabalhadora independente... bolas, mais um aparte destes e foge-me já a clientela toda ao reconhecer que tenho alminha de índole questionável.
Talvez fosse da hora.
Eu bem sei que vou ser apedrejada já já, ai valha-me Deus que a moça escreveu um sacrilégio com as letras todas, nem ao menos o novo acordo ortográfico, mais parco nas ditas, lhe assiste, mas eu não gosto de futebol. Não gosto, pronto, e tanto se me dá se o Porto joga em casa, se os adeptos do leonino andam mais verdes, ou se o Benfica assegura a entrada nos "oitavos". Assim como assim o meu coração, e por motivos de amor à terra onde está a estrada que me viu partir, está mesmo é com o Oliveirense (UDO, UDO!!!) e o resto são tretas. Mas é facto reconhecido que nem sei a cor do equipamento...
Serei pedante nisto? Não, amigos, eu explico. É que, no momento em que se formam estas apetências mais futebolísticas, creio eu que na infância ou pré-adolescência, o que importa mesmo é que a idade seja tenra e o espírito facilmente impressionáveil, eu era mais tutus (acho que nessa altura ainda não era mais bolachas, mas quem sabe, não me ouvireis jurar a pés juntos), eu era mais sapatilhas de ballet, eu era mais tudo-o-que-não-metesse-bolas (talvez por ver mal e ter sempre de jogar sem óculos, coisa que não ajudava ao meu desempenho e consequente entusiasmo desportivo). Podia ter dado para aí, pois se calhar podia, mas não deu. Eu era já uma nerd em potência com vontade de ser bailarina e médica e talvez hospedeira nas horas vagas (atenção que nada disto impediria qualquer moça de se tornar fã, adepta incondicional, entusiasta da bola, na verdade os astros só se alinharam para me impedir a mim de me converter -- já disse que eu era mais tutus, não disse, então palavras para quê?).
Mas perdoai-me esta falha, às vezes começo um texto com um propósito muito claro e definido, e lá pelo meio uma intenção de ser breve e depois esfuma-se a vontade perante a necessidade de vir perorar sobre mim mesma. Uns dirão que para isso mesmo serve o blog, outros dirão que nem por isso, e outros ainda estão mais virados para a análise do processo químico que ocorre aquando da deglutição das Petazetas (fantástico de observar aquando da tomada por um canídeo, coisa que apenas se me obrigardes a jurar sob compromisso de honra eu assumirei que já fiz, fora isso "ai que horror!").
Custa-me um bocado que nesta altura do campeonato (ai que expressão tão bem aplicada!), em que o terceiro f devia ser de "finanças" ou de "estamos tramados com f de cama", a atenção se vire para o futebol. Reparai neste snip do Diário Económico que retalhei há minutos e vede bem qual é a notícia mais vista naquele momento:
Talvez seja bom a malta distrair-se deva ser o meu consolo.
Entretanto lá voltei ao jornal e muito me aprazeu constatar que a maioria dos leitores estavam a ler as Soluções que o Governo está a preparar para apanhar quem "foge" ao fisco. Talvez como medida de precaução. Ai eu queria tanto ser trabalhadora independente... bolas, mais um aparte destes e foge-me já a clientela toda ao reconhecer que tenho alminha de índole questionável.
Talvez fosse da hora.
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domingo, 20 de novembro de 2011
Orgulho familiar, uma definição
Avô Álvaro (Ferreira Tavares) e Tia Zita (que até podia ser de Tiazita mas não é, o Zita vem de Rosa, de Rosita). Os primeiros dez minutos são todinhos deles. E dos bolos. Zamacóis, queijadinhas de cenoura, doce húmido, blá blá blá, pasteis de nata. Os tais que são uma delícia.
Diz o meu avô que ainda trabalha e é verdade (no vídeo também canta, lá pelo minuto 19). Pela altura do Natal, Ano Novo, e Páscoa, aos 85 anos labuta como se tivesse trinta. A amassar bolo rei ou pão-de-ló, está na confeitaria ainda o sol não se levantou e só de lá sai já a maior parte dos portugueses jantou. É uma força da natureza este meu avô. A Zita é, de entre uma dançarina louca, uma pasteleira de mão cheia. É uma tia com as letras todas que felizmente acompanha a sobrinha nas loucuras.
Quem estiver por perto passe lá. Fica em Oliveira de Azeméis, mesmo ao lado da Câmara. Encomendas, desvarios, e pedidos: 256-682-257. A adesão às nets ainda não é grande coisa, por isso não vos remeto para o mail. Tradicionalismos, é que é.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Olha, são boas notícias!
E não, não vou pensar no que escondem as médias e nem mais nada. Vou ficar-me pelas boas novas, que quase lhes perdi o jeito.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Serviço Público: Lisboa vista pela Audi
Eu não sei se já aqui disse, mas adoro Lisboa, e até (muita) pena de, entre outras coisas, não ter estudado lá. Palco de tantas aventuras, até mesmo de um amor de vida, Lisboa é um bocadinho minha.
Vista pela Audi, aqui.
Quem sabe um dia?
Vista pela Audi, aqui.
Quem sabe um dia?
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sábado, 15 de outubro de 2011
Subsídio, uma defininção, um esclarecimento, ou qualquer coisa assim assim, mais ou menos, tal e qual, em jeito de serviço público
Ando aqui às voltas com uma questão. Uma questão pequenita, um detalhe, talvez. Mas é um pedregulho no meu sapato.
Aqueles que me vêm lendo sabem-me fanática com a significação exacta das palavras. E se cedo às redundâncias por uma questão estilística (ai amigos se me conhecesses ao vivo veríeis o que eu gosto de uma redundância, de um pleonasmo, numa espécie de esbracejar linguístico bem à português), não deixo que os floreados e nem as interjeições, às vezes em demasia, me façam perder o Norte e me deixem à deriva no que toca às opinações (também gosto de inventar palavras).
Pois hoje venho aqui esclarecer -- e desde já peço perdão por este "esclarecer" de algum modo poder sugerir que vós precisais de esclarecimento, não, de modo nenhum o queria insinuar, vede isto como se de serviço público se tratasse, eterna optimista que sou e crente de que mais do que três leitores cá virão. Tende paciência, amigos.
E é a noção do subsídio que me anda a chatear a molécula. Subsídio, subsídio, subsídio, assim escrito três vezes a ver se se quebra o feitiço e em jeitinho de Candomblé volta o seu a seu dono. Vejamos então, começando pelo começo, a etimologia (merci, Priberam, agora e sempre).
Os nossos, perdão, os ex-subsídios-de-férias-e-de-Natal-dos-funcionários-públicos-mas-que-agora-são-do-governo, não são subsídios nenhuns.
Não!?
Não.
O nosso salário anual é, por uma cortesia extrema para com os empregadores e para com o Estado, que na altura dos subsídios se vê com uma fatia de ordenado mais gordinho para taxar, um empréstimo que os trabalhadores, gente que gosta de trabalhar e sentir o sol secar as pérolas de suor que teimam brilhar em suas frontes cansadas, ouvi dizer, que eu detesto transpirar, gentilmente concedem a seus patrões pela mui digna honra de estar ao seu serviço. Um empréstimo. Em-prés-ti-mo. Nada mais. Nada menos.
O que importa realmente é aquilo que a malta recebe ao fim do ano, a ver se os sortudos-abençoados-trabalhadores com cargos mais interessantes não negoceiam o seu salário anual e os bónus e prémios. Estes são, apenas, detalhes técnicos, palavras, porque o que importa no finzinho é o carcanhol que vem para casa, cá por mim até se podia chamar Efigénia, Clotilde, ou marmita, redunda no mesmo.
O subsídio que o estado nos (funcionários públicos) vai tirar a pretexto da Troika e da crise e da Madeira e..., não é subsídio e sim e tão somente uma parcela do ordenado que eu emprestei ao Estado, parcela essa que eu deixei que ele não me pagasse durante os primeiros seis meses meses do ano, mas que permito que pague e me faça sentir por uns instantes que é Natal.
Parcelas!? Álgebra. Sim, só um bocadinho.
O estado, que deve pagar W de salário anual, resolve dividi-lo em 14 suaves prestações mensais, pagando por isso, em cada mês,
ou mais ou menos, porque subimos de escalão no IRS e lá se vão mais uns trocos nos impostos.
Pelo contrário, podíamos receber pelos meses que efectivamente trabalhamos (e aqui não vou entrar em questiúnculas de só trabalharmos onze meses) e receber, mensalmente,
Fora a parcela que o governo me roubou de ordenado, irrita-me que o Estado me passe um atestado de imbecilidade e que me diga "olha pá, tu não te governas bem, deixa cá que eu obrigo-te à poupança mas depois devolvo-te tudo". Juros?! Nã, esquece, tu é que tens de pagar pelo favor que te faço, ó perdulária, ainda vais gastar tudo em sapatos ou carteiras, coisa que eu pago com a tal subida de escalão de IRS.
Cá pelos US o marido recebe pelos meses que trabalha oficialmente, que são nove -- na verdade o pobre trabalha o ano todo e tira p'raí uma semana de férias, se tanto, mas enfim, isso são contas de outro rosário. Amantíssimo esposo recebe nove meses por ano e nos outros não recebe, ponto final. Tem de poupar, ter juízo, e não comprar a esta sua gaja todos os sapatos e carteiras que esta (aparentemente, perante seu governo) insiste em possuir (ouvi dizer, mas vê-los que é bom, nada).
Tudo então para dizer que o que o Estado está a tirar não é um subsídio, não é um bónus, não é um presente pelo trabalho bem feito, é uma parcela do ordenado, bolas. Fatia essa que eu ia usar para arranjar a dentuça, que bem precisa de um refresh (mania dos americanos terem todos dentes brancos e certinhos, tão lindos, como nos reclames da Colgate...), ou botar na poupança, que anda quase anorética.
Humph. Espero não ter de cortar nas bolachas.
[Ainda googlei as expressões "décimo terceiro mês" e "subsídio de férias", queria saber quando surgiram e por obra de quem, mas não consegui, pelo que considero este texto uma abordagem muito crua à questão do subsídio, mas por ora terá de servir.]
Aqueles que me vêm lendo sabem-me fanática com a significação exacta das palavras. E se cedo às redundâncias por uma questão estilística (ai amigos se me conhecesses ao vivo veríeis o que eu gosto de uma redundância, de um pleonasmo, numa espécie de esbracejar linguístico bem à português), não deixo que os floreados e nem as interjeições, às vezes em demasia, me façam perder o Norte e me deixem à deriva no que toca às opinações (também gosto de inventar palavras).
Pois hoje venho aqui esclarecer -- e desde já peço perdão por este "esclarecer" de algum modo poder sugerir que vós precisais de esclarecimento, não, de modo nenhum o queria insinuar, vede isto como se de serviço público se tratasse, eterna optimista que sou e crente de que mais do que três leitores cá virão. Tende paciência, amigos.
E é a noção do subsídio que me anda a chatear a molécula. Subsídio, subsídio, subsídio, assim escrito três vezes a ver se se quebra o feitiço e em jeitinho de Candomblé volta o seu a seu dono. Vejamos então, começando pelo começo, a etimologia (merci, Priberam, agora e sempre).
Subsídio,Atentemos concretamente ao número 3, o tal que fala da quantia atribuída para um fim específico, e cuja ilustração me parece muito adequada. E, se ainda me estais a ler algo já enfastiados porque não se ouve falar de outra coisa senão dos subsídios de férias e de Natal (será que agora se escreve com letra pequena?), dai-me apenas mais uns minutos da vossa atenção, que eu prometo arrepiar caminho.
[Substantivo masculino (do latim subsidium, -ii, tropas de reserva, reforço, socorro, auxílio.)]
1. Quantia com que o Estado ou outra corporação concorre para obras de interesse público. = SUBVENÇÃO
2. Quantia atribuída por uma entidade para um fim específico (ex.: subsídio de desemprego, subsídio de férias).
3. Aquilo que concorre para um fim determinado. = CONTRIBUTO
4. Auxílio; socorro; benefício.
Os nossos, perdão, os ex-subsídios-de-férias-e-de-Natal-dos-funcionários-públicos-mas-que-agora-são-do-governo, não são subsídios nenhuns.
Não!?
Não.
O nosso salário anual é, por uma cortesia extrema para com os empregadores e para com o Estado, que na altura dos subsídios se vê com uma fatia de ordenado mais gordinho para taxar, um empréstimo que os trabalhadores, gente que gosta de trabalhar e sentir o sol secar as pérolas de suor que teimam brilhar em suas frontes cansadas, ouvi dizer, que eu detesto transpirar, gentilmente concedem a seus patrões pela mui digna honra de estar ao seu serviço. Um empréstimo. Em-prés-ti-mo. Nada mais. Nada menos.
O que importa realmente é aquilo que a malta recebe ao fim do ano, a ver se os sortudos-abençoados-trabalhadores com cargos mais interessantes não negoceiam o seu salário anual e os bónus e prémios. Estes são, apenas, detalhes técnicos, palavras, porque o que importa no finzinho é o carcanhol que vem para casa, cá por mim até se podia chamar Efigénia, Clotilde, ou marmita, redunda no mesmo.
O subsídio que o estado nos (funcionários públicos) vai tirar a pretexto da Troika e da crise e da Madeira e..., não é subsídio e sim e tão somente uma parcela do ordenado que eu emprestei ao Estado, parcela essa que eu deixei que ele não me pagasse durante os primeiros seis meses meses do ano, mas que permito que pague e me faça sentir por uns instantes que é Natal.
Parcelas!? Álgebra. Sim, só um bocadinho.
O estado, que deve pagar W de salário anual, resolve dividi-lo em 14 suaves prestações mensais, pagando por isso, em cada mês,
mas, duas vezes por ano, paga-nos dois salários, e em Maio e Novembro recebemos(1/14).W = 0.0714W = 7.14 % do nosso salário anual
14.28% do nosso salário anual
Pelo contrário, podíamos receber pelos meses que efectivamente trabalhamos (e aqui não vou entrar em questiúnculas de só trabalharmos onze meses) e receber, mensalmente,
ou seja receber mais 1.19 p.p. (pontos percentuais, amigos, eu um dia venho cá explicar porquê, agora não me apetece) de carcanhol por mês.(1/12).W = 0.0833W = 8.33 % do nosso salário anual
Fora a parcela que o governo me roubou de ordenado, irrita-me que o Estado me passe um atestado de imbecilidade e que me diga "olha pá, tu não te governas bem, deixa cá que eu obrigo-te à poupança mas depois devolvo-te tudo". Juros?! Nã, esquece, tu é que tens de pagar pelo favor que te faço, ó perdulária, ainda vais gastar tudo em sapatos ou carteiras, coisa que eu pago com a tal subida de escalão de IRS.
Cá pelos US o marido recebe pelos meses que trabalha oficialmente, que são nove -- na verdade o pobre trabalha o ano todo e tira p'raí uma semana de férias, se tanto, mas enfim, isso são contas de outro rosário. Amantíssimo esposo recebe nove meses por ano e nos outros não recebe, ponto final. Tem de poupar, ter juízo, e não comprar a esta sua gaja todos os sapatos e carteiras que esta (aparentemente, perante seu governo) insiste em possuir (ouvi dizer, mas vê-los que é bom, nada).
Tudo então para dizer que o que o Estado está a tirar não é um subsídio, não é um bónus, não é um presente pelo trabalho bem feito, é uma parcela do ordenado, bolas. Fatia essa que eu ia usar para arranjar a dentuça, que bem precisa de um refresh (mania dos americanos terem todos dentes brancos e certinhos, tão lindos, como nos reclames da Colgate...), ou botar na poupança, que anda quase anorética.
Humph. Espero não ter de cortar nas bolachas.
[Ainda googlei as expressões "décimo terceiro mês" e "subsídio de férias", queria saber quando surgiram e por obra de quem, mas não consegui, pelo que considero este texto uma abordagem muito crua à questão do subsídio, mas por ora terá de servir.]
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Amizade, uma definição #2
Hoje dei por mim a dizer a uma amiga daquelas que não é do peito porque me tem toda, incluindo mãos, pés, e cabelo, enquanto ambas nos desculpávamos com a falta de tempo que nos levou a prometer durante a tarde de ontem que "daqui a dez minutos falamos um bocadinho" sem que esse bocadinho tivesse chegado a vias de facto, que se o poeta afirmou ser urgente o amor, também é urgente a amizade, pois que
Todo um dia é mais feliz quando estou com os meus queridos.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
(Eugénio de Andrade)
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Fim de Baile de Verão
As minhas vacances, cujo fim se aproxima não a passos largos mas a saltos, foram marcadas por um conjunto singular de músicas.
Se por um lado me consolei de ouvir a Adéle, e com ela cantarolei para gáudio da minha mais nova, por outro também descobri algum encanto nas músicas populares. Hã hã.
Mal sabia eu que o texto que escrevi para Izzie era meramente o começo. A Moda do Pisca Pisca da Ruth Marlene (aqui em videoclip com direito a filme introdutório onde aparecem cavalos, barbear do moço ao ar livre junto à estrada de tractores, molhos de feno...), sobre quem escrevi umas linhas que implicaram todo um conjunto de métodos e procedimentos de pesquisa por mim burilados ao longo do tempo -- os meus skills de researcher para algo me hão-de servir, ou não é? -- e que incluíram entre outros consultar o site da moça e até, confesso aqui, ir ver as fotos da Playboy da dita com a maninha (coisa que eu já não achei de tão bom gosto, fora isso a gaja é boa que se farta). Pois eu li-lhe a bio, eu pesquisei letras das canções, eu assisti a clips de espectáculos, foi um consolo.
Mas dizia-vos que o pisca pisca da Ruth foi tão somente o início da minha viagem pelo reino da pimbalhada. É que, como já fui dizendo e vou usando amiúde quando as pessoas que comigo se cruzam perguntam a habitual "então por cá?", como seu naquele momento pudesse estar em qualquer outro local que não à sua frente, eu volto sempre "para as romarias, como qualquer emigrante que se preze", assim com necessidade de aspas porque esta é a fórmula #33, como aquelas outras muitas pessoas que me perguntam, por cortesia óbvia e total falta de vontade de saber a resposta, "então, tudo bem?".
Ora a romaria de Oliveira de Azeméis é a já tão famosa Festa da Nossa Senhora da La-Salette, nome que eu tenho sempre sempre sempre de ir ver à net como se escreve pois nunca sei se são dois ll ou se são dois tt (desta vez até me saí bem à primeira).
À Moda do Pisca Pisca seguiu-se o Baile de Verão do grande José Malhoa (pai da Ana, a Malhoa, pois claro, que também é boa).
E eu apertei! A minha cria, então, apertou as farturas que se consolou! E foi vê-la feliz a lamber os dedos de açúcar e canela, aquela boquita de periquito a brilhar do óleo de fritar das farturas Couto, hoje com ar condicionado e TV LCD (ou plasma), mas sempre a saber ao mesmo.
Se por um lado me consolei de ouvir a Adéle, e com ela cantarolei para gáudio da minha mais nova, por outro também descobri algum encanto nas músicas populares. Hã hã.
Mal sabia eu que o texto que escrevi para Izzie era meramente o começo. A Moda do Pisca Pisca da Ruth Marlene (aqui em videoclip com direito a filme introdutório onde aparecem cavalos, barbear do moço ao ar livre junto à estrada de tractores, molhos de feno...), sobre quem escrevi umas linhas que implicaram todo um conjunto de métodos e procedimentos de pesquisa por mim burilados ao longo do tempo -- os meus skills de researcher para algo me hão-de servir, ou não é? -- e que incluíram entre outros consultar o site da moça e até, confesso aqui, ir ver as fotos da Playboy da dita com a maninha (coisa que eu já não achei de tão bom gosto, fora isso a gaja é boa que se farta). Pois eu li-lhe a bio, eu pesquisei letras das canções, eu assisti a clips de espectáculos, foi um consolo.
Mas dizia-vos que o pisca pisca da Ruth foi tão somente o início da minha viagem pelo reino da pimbalhada. É que, como já fui dizendo e vou usando amiúde quando as pessoas que comigo se cruzam perguntam a habitual "então por cá?", como seu naquele momento pudesse estar em qualquer outro local que não à sua frente, eu volto sempre "para as romarias, como qualquer emigrante que se preze", assim com necessidade de aspas porque esta é a fórmula #33, como aquelas outras muitas pessoas que me perguntam, por cortesia óbvia e total falta de vontade de saber a resposta, "então, tudo bem?".
Ora a romaria de Oliveira de Azeméis é a já tão famosa Festa da Nossa Senhora da La-Salette, nome que eu tenho sempre sempre sempre de ir ver à net como se escreve pois nunca sei se são dois ll ou se são dois tt (desta vez até me saí bem à primeira).
[e eis que o texto ganhou vontade própria e agora mudou completamente de direcção, de modo que em vez de um escrevi dois, o segundo publicá-lo-ei daqui a pouco, quando tiver paciência para uploadar as fotos e vídeos, pelo que a emissão prosseguirá dentro de instantes num registo completamente diferente (estou tentada a escrever que o texto deu uma volta de 360º e ficar a rir a tarde toda)].
À Moda do Pisca Pisca seguiu-se o Baile de Verão do grande José Malhoa (pai da Ana, a Malhoa, pois claro, que também é boa).
"Toda malta gritou
Até o padre ajudou
Aperta aperta com ela
A banda sempre a tocar
O Povo todo a cantar
Aperta aperta com ela
Nós apertamos os dois
Então ai é que foi
Aperta aperta com ela
Assim amor pois então
Começou nossa paixão
Nesse baile de verão"
| É bom, é bom, Farturas Couto, Festas de La-Salette, Agosto de 2011 |
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Ai o que eu me divirto com isto,
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Maria Bê, "bê" de believer
Estava a estudar as indicações para ir veranear e, alturas tantas, leio:
Só falta o fado."(...) on the right hand side there are signs for "Igreja Evangelica" and "Futebol Clube Bias - Polidesportivo", turn right here down the small road."
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Amanhã, e durante uma semana, ao sal, perdão, ao sol
Aqui, na Casa Flor de Sal, algures em Olhão, acho bem que seja nos Algarves, sem o duplo "l" que cá não se usam essas mariquices.
Se achardes bem aparecei, que sou moça que gosta de uma boa conversa. Também sou moça a quem não incomoda o silêncio. Sou moça de muitas coisas, parece(-me/nos). E amanhã, e durante uma semana, serei moça de botar as carnes de molho e as peles ao sol (não em demasia por causa das rugas, mas o suficiente para abandonar o aspecto lula, espero).
| Casa Flor de Sal, Algarve |
Se achardes bem aparecei, que sou moça que gosta de uma boa conversa. Também sou moça a quem não incomoda o silêncio. Sou moça de muitas coisas, parece(-me/nos). E amanhã, e durante uma semana, serei moça de botar as carnes de molho e as peles ao sol (não em demasia por causa das rugas, mas o suficiente para abandonar o aspecto lula, espero).
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Fim de tarde perfeito, uma definição
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Problemas em escrever este tipo de post (mais do mesmo)
Amigos,
Amiga de meu amigo que sou, o que de algum modo sugere que o sou vossa, pois que assim vos trato tão cheia de mesuras, devendo este "algum" ler-se com a amplitude necessária ao terno abraço desta que vos escreve com vontade de em vós fazer brotar risos e sorrisos, o que importa é que sem sisos, e desta feita com um post mais dado à cantoria, abri o próprio ficheiro que vos sugeri abrirdes e... ele é o pisca pisca para a esquerda, é o pisca pisca para a direita, é o trá-lá-la para ver se arranjam conquista, e mais um pisca pisca... conquista... pisca pisca... até aposto que o Tico e o Teco vão dar faísca, ao Tico vai dar uma apneia e o Teco vai meter uma baixa psiquiátrica. Mas até lá... pisca pisca...
Socorro!
Amiga de meu amigo que sou, o que de algum modo sugere que o sou vossa, pois que assim vos trato tão cheia de mesuras, devendo este "algum" ler-se com a amplitude necessária ao terno abraço desta que vos escreve com vontade de em vós fazer brotar risos e sorrisos, o que importa é que sem sisos, e desta feita com um post mais dado à cantoria, abri o próprio ficheiro que vos sugeri abrirdes e... ele é o pisca pisca para a esquerda, é o pisca pisca para a direita, é o trá-lá-la para ver se arranjam conquista, e mais um pisca pisca... conquista... pisca pisca... até aposto que o Tico e o Teco vão dar faísca, ao Tico vai dar uma apneia e o Teco vai meter uma baixa psiquiátrica. Mas até lá... pisca pisca...
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Ai o que eu me divirto com isto,
Anda tudo doido?,
Música,
Portugal
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Este post parece o menu de uma tasca #2
Bacalhau com natas ✓
Regueifa de Ul ✓
Queijo decabra ovelha curado ✓
Almendrados ✓
Frango de churrasco, frango de churrasco, frango de churrasco ✓✓✓
Hmmmmmmmmmmmmmmmm... nham nham...
Regueifa de Ul ✓
Queijo de
Almendrados ✓
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Hmmmmmmmmmmmmmmmm... nham nham...
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Portugal,
Só porque sim
terça-feira, 12 de julho de 2011
Portugal, cheguei!
[E agora, quem se lembra daquela música dos The Fevers, Guerra dos Sexos, "Cheguei p'ra conquistar o mundo...", da novela com o mesmo nome, emitida em 1983 ou 1984 pela RTP?]
Pois é cheguei/ámos as duas, mini-bolacha e mãe bolacha, ambas as duas (e mais aqueles todos que o avião da TAP, que vinha cheio!, trazia), ao Porto, às oito e pouco da manhã. Mamãe esperava-nos chorosa -- a mulher é dada à lágrima, chora por tudo e por nada, tem o coração ao pé do canal lacrimal, fazer o quê, há quem o tenha ao pé da boca, coisa que até não faz sentido nenhum e deve ser bastante desconfortável olfactivamente falando caso haja um chulé, que aproveito para vos dizer é das palavras predilectas de meu amantíssimo e agora saudosíssimo esposo.
Esperava mamãe duas moças, uma mais portátil que outra, cansadas até à vesícula (órgão que eu não sei bem para que serve ainda que o oráculo da Wikipedia o motive como armazém (palavras minhas), mas que sei pode ser tirado e depois a pessoa tem de ter atenção às gorduras, coisa que aliás todos devíamos ter a bem do castrol).
Estou rota. A mini-miss, criança endiabrada e que me faz muitas vezes questionar sobre se realmente tenho what it takes para ser mãe, pois que dou por mim a querer rifá-la um grande número de birras ao dia. Anda impossível a catraia, aquela coisa dos "terrible two's" e que eu pensava ser uma urban legend veio morder-me as carnes da traseira onde me sento. Quer chacha (bolacha), não quer chacha, quer áuei (água), não quer áuei, quer o Iche (coelhinho), não quer o Iche.
Hoje, perdão, ontem, não quis calçar as sapatilhas, de modo que andou o dia inteiro em meias (ainda as tirou umas vezes, mas não teve grande sucesso e calcei-lhas imediatamente. Depois não quis dormir. Nunca! Nem mesmo com o Benadryl a gaja deu um ronco que durasse mais de um quarto de hora em cada voo (o primeiro de quase cinco horas e o segundo quase sete), para um grand total de cerca de vinte minutos. Já vos disse que desde que saí de casa até que aterrei no Porto foram dezanove horas? XIX? 19!!!!!!!!!! Sabeis o que é que uma criança assim faz à cabeça de uma mãe?! Alturas houve em que eu, debatendo-me com uma criança-virada-enguia que escorregava qual peso-morto pelas minhas mãos, só me ria -- parece-me sempre bem, a cria a esgoelar-se e eu a rir-me. Resultado: as meias, que nasceram brancas, estão no saco do lixo, e o sono, bom, esse dorme-o agora. E eu também vou dormir.
Até amanhã!
P.S. Já marcharam cinco bolachas Shortcake do Modelo, que mamãe comprou só para mim.
P.P.S. Criança-bolacha gosta mais de mamãe de Maria do que da própria Maria, não raras vezes preterindo o colo desta última, para sua tristeza mas grande alívio. Ahhhhhhh. Estou como Calvin quando começaram as férias, já sinto o cérebro a encolher, só que eu em vez de ser o cérebro é a responsabilidade total sobre o bem estar da minha pessoa pequenina que o paizinho também ajuda a criar mas de quem foge a sete pés quando a fralda se cheira a um metro. Homens...
P.P.S.E. Gostaram do excesso do inglês? Estou a treinar para ser uma emigranta bem estereotipada, não quero desiludir alminha nenhuma da minha fan base. Ouvida em emigringlês, no aeroporto em Newark: "He has the mala!"
P.P.S.E.^2. Gostei do emigringlês.
P.P.S.E.^2.explicado: O acento circunflexo usa-se, aquando da escrita em linguagem matemática, enquanto potência, por exemplo 2^2=2 ao quadrado=4, ou 3^2=3 ao quadrado=9. Se pelo contrário quisermos escrever a raiz, ou seja o conceito inverso da potência, usamos o número inverso, por exemplo a raiz quadrada escreve-se 9^1/2=3 ou a raíz cúbica, 8^1/3=2. Já agora, para ver se perceberam mesmo (ou se lêem as minhas notas/postas até ao fim, quanto é 8^(2/3)? Uma bolacha Maria ao primeiro a acertar.
Pois é cheguei/ámos as duas, mini-bolacha e mãe bolacha, ambas as duas (e mais aqueles todos que o avião da TAP, que vinha cheio!, trazia), ao Porto, às oito e pouco da manhã. Mamãe esperava-nos chorosa -- a mulher é dada à lágrima, chora por tudo e por nada, tem o coração ao pé do canal lacrimal, fazer o quê, há quem o tenha ao pé da boca, coisa que até não faz sentido nenhum e deve ser bastante desconfortável olfactivamente falando caso haja um chulé, que aproveito para vos dizer é das palavras predilectas de meu amantíssimo e agora saudosíssimo esposo.
Esperava mamãe duas moças, uma mais portátil que outra, cansadas até à vesícula (órgão que eu não sei bem para que serve ainda que o oráculo da Wikipedia o motive como armazém (palavras minhas), mas que sei pode ser tirado e depois a pessoa tem de ter atenção às gorduras, coisa que aliás todos devíamos ter a bem do castrol).
Estou rota. A mini-miss, criança endiabrada e que me faz muitas vezes questionar sobre se realmente tenho what it takes para ser mãe, pois que dou por mim a querer rifá-la um grande número de birras ao dia. Anda impossível a catraia, aquela coisa dos "terrible two's" e que eu pensava ser uma urban legend veio morder-me as carnes da traseira onde me sento. Quer chacha (bolacha), não quer chacha, quer áuei (água), não quer áuei, quer o Iche (coelhinho), não quer o Iche.
Hoje, perdão, ontem, não quis calçar as sapatilhas, de modo que andou o dia inteiro em meias (ainda as tirou umas vezes, mas não teve grande sucesso e calcei-lhas imediatamente. Depois não quis dormir. Nunca! Nem mesmo com o Benadryl a gaja deu um ronco que durasse mais de um quarto de hora em cada voo (o primeiro de quase cinco horas e o segundo quase sete), para um grand total de cerca de vinte minutos. Já vos disse que desde que saí de casa até que aterrei no Porto foram dezanove horas? XIX? 19!!!!!!!!!! Sabeis o que é que uma criança assim faz à cabeça de uma mãe?! Alturas houve em que eu, debatendo-me com uma criança-virada-enguia que escorregava qual peso-morto pelas minhas mãos, só me ria -- parece-me sempre bem, a cria a esgoelar-se e eu a rir-me. Resultado: as meias, que nasceram brancas, estão no saco do lixo, e o sono, bom, esse dorme-o agora. E eu também vou dormir.
Até amanhã!
P.S. Já marcharam cinco bolachas Shortcake do Modelo, que mamãe comprou só para mim.
P.P.S. Criança-bolacha gosta mais de mamãe de Maria do que da própria Maria, não raras vezes preterindo o colo desta última, para sua tristeza mas grande alívio. Ahhhhhhh. Estou como Calvin quando começaram as férias, já sinto o cérebro a encolher, só que eu em vez de ser o cérebro é a responsabilidade total sobre o bem estar da minha pessoa pequenina que o paizinho também ajuda a criar mas de quem foge a sete pés quando a fralda se cheira a um metro. Homens...
P.P.S.E. Gostaram do excesso do inglês? Estou a treinar para ser uma emigranta bem estereotipada, não quero desiludir alminha nenhuma da minha fan base. Ouvida em emigringlês, no aeroporto em Newark: "He has the mala!"
P.P.S.E.^2. Gostei do emigringlês.
P.P.S.E.^2.explicado: O acento circunflexo usa-se, aquando da escrita em linguagem matemática, enquanto potência, por exemplo 2^2=2 ao quadrado=4, ou 3^2=3 ao quadrado=9. Se pelo contrário quisermos escrever a raiz, ou seja o conceito inverso da potência, usamos o número inverso, por exemplo a raiz quadrada escreve-se 9^1/2=3 ou a raíz cúbica, 8^1/3=2. Já agora, para ver se perceberam mesmo (ou se lêem as minhas notas/postas até ao fim, quanto é 8^(2/3)? Uma bolacha Maria ao primeiro a acertar.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
Há tradições que ainda são o que eram
Dia vinte e três de Junho, escolham um qualquer ano dos últimos... sei lá, vinte, e garanto-vos que em Santiago de Riba-Ul, lugar recôndito de Oliveira de Azeméis e onde se escondem localidades finíssimas como Carcavelos (aha!), Alto da Fábrica, Giesteira, e Ponte de Cavaleiros, só para enumerar algumas, algures entre o Outeiro e a Costa, e salvo raras excepções que incluem chuvas torrenciais ou cirurgias, houve festa.
Todos os anos o meu avô dá uma festa na noite de São João, para a qual convida a família, os amigos, os amigos da família, e a família dos amigos. Todos os anos ele afina a agulha do gira-discos, testa as colunas, e lá vêm o Quim (Barreiros) e mais outros tantos cujos nomes me são estranhos mas as melodias até nem por isso.
Nas brasas são assadas febras, sardinhas, frangos, o que quer que apareça temperado e salgado para a ocasião. Pelas muitas mesas que se montam espalham-se panados, rissóis, croquetes, bolinhos de bacalhau, rojões, pataniscas, eu sei lá. Por todo o lado há pão-de-Ul (se não sabeis o que é, é uma pena, garanto-vos, e até este meu frigorífico Phoenixiano lhe conhece o cheiro, trazido há uns meses largos por mamãe aquando da sua visita). Batatas fritas em taças várias, pratos de papel, copos de plástico, mãos gordurosas que se vão lavar à fonte pequenita que o meu avô mandou construir e que é guardada por um santinho da sua preferência (quero dizer que é o próprio João, mas não tenho a certeza).
À agua da fonte juntam-se outros tantos bebes. Para os nostálgicos há sempre uma Sumol de qualquer sabor, para os mais americanos há 7-Up, Pepsi-, ou Coca-cola, e para os valentes há a sangria do meu avô, sangria à Don Álvaro (termo de sua amantíssima esposa Emília e senhora minha avó, mamãe de minha própria). Vem até nós num garrafão de plástico, daqueles grandes de agricultor (lides que esperamos não conheça todavia nos recusamos a questionar, isto com o meu avô nunca se sabe). A sangria tem vinho mau e fruta boa, tem mel, tem... uma colher da sopa para servir e escorrega que é uma maravilha.
Mais para o fim da noite há o acender da mítica fogueira, que não só se salta como se avança, num qualquer acto de coragem cujo significado mais profundo me escapa. Talvez se avance apenas o medo de chamuscar o rabo nas chamas por vezes demasiado altas (em que pensaria mamãe!?!?!), talvez se avancem outros medos, não sei (o meu de pássaros nunca se foi!), mas o saltar da fogueira é sempre recebido com aplausos e abraços como se se tivesse corrido uma maratona e a fitinha da meta tivesse mesmo ali sido avançada.
Hoje, enquanto eu limpava o chão e os balcões e nem sei o que mais, lá por casa, pela outra casa, houve acepipes vários, sangria, e uma fogueira. Por cá, por esta casa, haverá bifes de vaca panados, Moscato, e um sol abrasador. Cada um festeja como pode. Mas para o ano lá estou!
Todos os anos o meu avô dá uma festa na noite de São João, para a qual convida a família, os amigos, os amigos da família, e a família dos amigos. Todos os anos ele afina a agulha do gira-discos, testa as colunas, e lá vêm o Quim (Barreiros) e mais outros tantos cujos nomes me são estranhos mas as melodias até nem por isso.
Nas brasas são assadas febras, sardinhas, frangos, o que quer que apareça temperado e salgado para a ocasião. Pelas muitas mesas que se montam espalham-se panados, rissóis, croquetes, bolinhos de bacalhau, rojões, pataniscas, eu sei lá. Por todo o lado há pão-de-Ul (se não sabeis o que é, é uma pena, garanto-vos, e até este meu frigorífico Phoenixiano lhe conhece o cheiro, trazido há uns meses largos por mamãe aquando da sua visita). Batatas fritas em taças várias, pratos de papel, copos de plástico, mãos gordurosas que se vão lavar à fonte pequenita que o meu avô mandou construir e que é guardada por um santinho da sua preferência (quero dizer que é o próprio João, mas não tenho a certeza).
À agua da fonte juntam-se outros tantos bebes. Para os nostálgicos há sempre uma Sumol de qualquer sabor, para os mais americanos há 7-Up, Pepsi-, ou Coca-cola, e para os valentes há a sangria do meu avô, sangria à Don Álvaro (termo de sua amantíssima esposa Emília e senhora minha avó, mamãe de minha própria). Vem até nós num garrafão de plástico, daqueles grandes de agricultor (lides que esperamos não conheça todavia nos recusamos a questionar, isto com o meu avô nunca se sabe). A sangria tem vinho mau e fruta boa, tem mel, tem... uma colher da sopa para servir e escorrega que é uma maravilha.
Mais para o fim da noite há o acender da mítica fogueira, que não só se salta como se avança, num qualquer acto de coragem cujo significado mais profundo me escapa. Talvez se avance apenas o medo de chamuscar o rabo nas chamas por vezes demasiado altas (em que pensaria mamãe!?!?!), talvez se avancem outros medos, não sei (o meu de pássaros nunca se foi!), mas o saltar da fogueira é sempre recebido com aplausos e abraços como se se tivesse corrido uma maratona e a fitinha da meta tivesse mesmo ali sido avançada.
Hoje, enquanto eu limpava o chão e os balcões e nem sei o que mais, lá por casa, pela outra casa, houve acepipes vários, sangria, e uma fogueira. Por cá, por esta casa, haverá bifes de vaca panados, Moscato, e um sol abrasador. Cada um festeja como pode. Mas para o ano lá estou!
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Efemérides,
Famelga,
Portugal,
Vida de emigrante
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A retracção da retracção devida -- Vítor da Bica e do PNV, tu és um gajo porreiro!
Caríssimos,
We've got mail podia ter sido a frase mais ouvida minha humilde maison durante o dia. E, consequentemente, andei feliz. Porquê? O Vítor escreveu-me, o Vítor respondeu-me (não sou rapariga particularmente exigente no que à felicidade diz respeito e tudo o que vem à rede é sapateira já arranjada e pronta a comer)!
Qual Vítor, perguntais, já confusos pois que afinal eu disse existirem dois. Não, meus amigos, afinal não, pois que se fundiram num muito agradável dois-em-um, limpando este espírito ressabiado e nutrindo esta fé no jornalismo português que já tinha visto dias mais crentes.
O Vítor Matos, o tal "jovem que por sinal é jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto" é, afinal de contas, o mesmo Vítor Matos que é Editor-in-Chief do Portugal Daily View (PDV). E ambos, que afinal são apenas um mesmo, são mesmo um gajo porreiro! (não sei se se lembram mas eu tinha um "aparentemente" antes do gajo porreiro explicando que o Vítor e eu não nos conhecíamos que agora tirei).
Mas conheceste o Vítor Matos, o tal que "é jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto", e que também é Editor-in-Chief do PDV? Bom, conhecer conhecer, não, mas trocámos uns emails delicados e acabámos a conversar no Facebook, onde nos befriendámos (ia escrever que nos amigámos, mas isto de repente poderia levar o post numa direcção completamente diferente da que pretendo).
Para além do email do PDV ser recente e por isso o Vítor ainda mal tenha começado a usá-lo, e daí a demora na resposta, explicou-me também que no PDV já estão a tratar de melhorar o inglês, que ainda não está no seu melhor mas que para lá caminha. E não só caminha como corre, que notei já uma diferença abissal na qualidade dos textos (e acho que não era só boa vontade da minha parte).
Ainda que neste caso em concreto o destino seja mais importante do que o passeio, gostei muito de conhecer a perspectiva do Vítor e que é a de abraçar os comentários e as críticas, aliás recebê-las de braços abertos para assim fazer um trabalho melhor.
Vítor Matos, tu que és "jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto", e que também és o Editor-in-Chief do PDV, és oficialmente um gajo porreiro. E um jornalista que eu admiro ainda mais pela tua vontade de ir mais longe e de levar Portugal contigo (também nos ficámos a tratar por tu).
Eu continuarei picuinhas -- private joke com o Vítor a quem eu não falei do meu blog e por isso não o lê porque, enfim, ele é o Vítor que é "jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto", e que também é o Editor-in-Chief do PDV, e é oficialmente um gajo porreiro e uma gaja, mesmo armada em carapau de corrida, às vezes intimida-se. E eu gosto do meu blogzito assim pequeno, só entre nós, que ninguém nos ouve.
We've got mail podia ter sido a frase mais ouvida minha humilde maison durante o dia. E, consequentemente, andei feliz. Porquê? O Vítor escreveu-me, o Vítor respondeu-me (não sou rapariga particularmente exigente no que à felicidade diz respeito e tudo o que vem à rede é sapateira já arranjada e pronta a comer)!
Qual Vítor, perguntais, já confusos pois que afinal eu disse existirem dois. Não, meus amigos, afinal não, pois que se fundiram num muito agradável dois-em-um, limpando este espírito ressabiado e nutrindo esta fé no jornalismo português que já tinha visto dias mais crentes.
O Vítor Matos, o tal "jovem que por sinal é jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto" é, afinal de contas, o mesmo Vítor Matos que é Editor-in-Chief do Portugal Daily View (PDV). E ambos, que afinal são apenas um mesmo, são mesmo um gajo porreiro! (não sei se se lembram mas eu tinha um "aparentemente" antes do gajo porreiro explicando que o Vítor e eu não nos conhecíamos que agora tirei).
Mas conheceste o Vítor Matos, o tal que "é jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto", e que também é Editor-in-Chief do PDV? Bom, conhecer conhecer, não, mas trocámos uns emails delicados e acabámos a conversar no Facebook, onde nos befriendámos (ia escrever que nos amigámos, mas isto de repente poderia levar o post numa direcção completamente diferente da que pretendo).
Para além do email do PDV ser recente e por isso o Vítor ainda mal tenha começado a usá-lo, e daí a demora na resposta, explicou-me também que no PDV já estão a tratar de melhorar o inglês, que ainda não está no seu melhor mas que para lá caminha. E não só caminha como corre, que notei já uma diferença abissal na qualidade dos textos (e acho que não era só boa vontade da minha parte).
Ainda que neste caso em concreto o destino seja mais importante do que o passeio, gostei muito de conhecer a perspectiva do Vítor e que é a de abraçar os comentários e as críticas, aliás recebê-las de braços abertos para assim fazer um trabalho melhor.
Vítor Matos, tu que és "jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto", e que também és o Editor-in-Chief do PDV, és oficialmente um gajo porreiro. E um jornalista que eu admiro ainda mais pela tua vontade de ir mais longe e de levar Portugal contigo (também nos ficámos a tratar por tu).
Eu continuarei picuinhas -- private joke com o Vítor a quem eu não falei do meu blog e por isso não o lê porque, enfim, ele é o Vítor que é "jornalista da revista Sábado e, ainda por cima, um dos bloggers do Elevador da Bica, que é tão simpático e agradável ao olho e ao intelecto", e que também é o Editor-in-Chief do PDV, e é oficialmente um gajo porreiro e uma gaja, mesmo armada em carapau de corrida, às vezes intimida-se. E eu gosto do meu blogzito assim pequeno, só entre nós, que ninguém nos ouve.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Estou pr'aqui tão consoladinha...
(infelizmente a roubar quatro fotografias à descarada e a colá-las em mosaico com o paint enquanto ouço a playlist do site abusado)
A verdade é que estava regalada da vida a ouvir e ler e ver o Momentos e Olhares do meu conterrâneo virado setubalense quando, sem aviso, tropecei nas imagens da minha terra:
Ora no site do Jorge há um aviso que avisa (adoro uma redundância) que "[n]enhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a prévia permissão do autor." Por isso eu, enquanto me consolo mais um bocadinho -- tenho o site do Jorge aberto num tab e a música continua em background (agora canta a Ana Moura, que disse agorinha mesmo "eu estava a ouvir só porque tinha que estar") -- cruzo os dedinhos para que a autorização me seja dada a posteriori.
É que eu estou tão, tão, mas tão satisfeita... as fotos lindíssimas, os textos magníficos, a musiquinha boa...
Obrigada, Jorge. E este obrigada é pelo teu blog. A autorização, se ma deres, eu agradeço depois. Se não deres, olha, eu tiro o mosaico dali de cima mas deixo o texto. Não garanto que fique a fazer sentido. E daí, se calhar muitos textos meus não fazem...
Adenda matinal: o Jorge deixou. Obrigada Jorge!
A verdade é que estava regalada da vida a ouvir e ler e ver o Momentos e Olhares do meu conterrâneo virado setubalense quando, sem aviso, tropecei nas imagens da minha terra:
![]() |
| Oliveira de Azeméis vista pelo Jorge, aqui No sentido dos ponteiros do relógio, a "casa do Moreirinha", como lhe chamo, mesmo à esquerda da Câmara Municipal, que aparece na foto seguinte (e portanto à direita, isto não faz sentido nenhum!), a seguir e já por ordem (i.e., da esquerda para a direita) pormenores do painel de azulejos na Praça José da Costa (mesmo ao cimo da rua da farmácia Falcão, do lado esquerdo da Câmara). |
Ora no site do Jorge há um aviso que avisa (adoro uma redundância) que "[n]enhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a prévia permissão do autor." Por isso eu, enquanto me consolo mais um bocadinho -- tenho o site do Jorge aberto num tab e a música continua em background (agora canta a Ana Moura, que disse agorinha mesmo "eu estava a ouvir só porque tinha que estar") -- cruzo os dedinhos para que a autorização me seja dada a posteriori.
É que eu estou tão, tão, mas tão satisfeita... as fotos lindíssimas, os textos magníficos, a musiquinha boa...
Obrigada, Jorge. E este obrigada é pelo teu blog. A autorização, se ma deres, eu agradeço depois. Se não deres, olha, eu tiro o mosaico dali de cima mas deixo o texto. Não garanto que fique a fazer sentido. E daí, se calhar muitos textos meus não fazem...
Adenda matinal: o Jorge deixou. Obrigada Jorge!
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sábado, 11 de junho de 2011
Um mês, trinta e um dias, 744 horas, 44.640 minutos, mais coisa menos coisa...
De Phoenix saímos, mini-bolacha e eu, a 11 de Julho. Ainda não sei a hora, mas acho que é de manhã. Saímos rumo a Newark, a de New Jersey, aquela que não é New York mas anda lá perto, uma escassa meia hora de comboio, talvez menos de táxi.
Se me quiserdes encontrar é fácil. Duas horas antes do voo para o Porto, lá estaremos, as duas cachopas, mãe bolacha e sua prole, junto ao balcão da TAP, no terminal B, mesmo ao cimo das escadas à direita.
Eu serei aquela que, de cabelos desgrenhados (ai estão tão compridos, valham-me os deuses dos cabeleireiros e das mises, lá me vai a Márcia dar o gozo do costume), criança a tiracolo, mochila, saco de coisas da babe, e mais um ou outro peluche que entretanto ela tiver resolvido tirar para brincar, terei um ar profundamente desinfeliz.
Eu detesto viajar. Eu detesto ainda mais viajar com a minha própria cria. Eu detesto ainda mais mais viajar sozinha com a minha própria cria. Mas, se tudo correr bem e eu não me esquecer, o Benadryl infantil vai comigo. A cria é alérgica aos aviões, causam-lhe birras e pontapés e choros estridentes.
Se não vos convier um rendez-vous em Newark, estamos combinados no Porto creio que às oito da manhã. Eu serei aquela que, de cabelos desgrenhados, criança a tiracolo, mochila, saco de coisas da babe, e mais um ou outro peluche que entretanto ela tiver resolvido tirar para brincar, terei um ar profundamente desinfeliz e umas olheiras monumentais.
Ficando as olheiras, o ar profundamente desinfeliz passa-me assim que ouço o português de quem nos quer bem.
Se me quiserdes encontrar é fácil. Duas horas antes do voo para o Porto, lá estaremos, as duas cachopas, mãe bolacha e sua prole, junto ao balcão da TAP, no terminal B, mesmo ao cimo das escadas à direita.
Eu serei aquela que, de cabelos desgrenhados (ai estão tão compridos, valham-me os deuses dos cabeleireiros e das mises, lá me vai a Márcia dar o gozo do costume), criança a tiracolo, mochila, saco de coisas da babe, e mais um ou outro peluche que entretanto ela tiver resolvido tirar para brincar, terei um ar profundamente desinfeliz.
Eu detesto viajar. Eu detesto ainda mais viajar com a minha própria cria. Eu detesto ainda mais mais viajar sozinha com a minha própria cria. Mas, se tudo correr bem e eu não me esquecer, o Benadryl infantil vai comigo. A cria é alérgica aos aviões, causam-lhe birras e pontapés e choros estridentes.
Se não vos convier um rendez-vous em Newark, estamos combinados no Porto creio que às oito da manhã. Eu serei aquela que, de cabelos desgrenhados, criança a tiracolo, mochila, saco de coisas da babe, e mais um ou outro peluche que entretanto ela tiver resolvido tirar para brincar, terei um ar profundamente desinfeliz e umas olheiras monumentais.
Ficando as olheiras, o ar profundamente desinfeliz passa-me assim que ouço o português de quem nos quer bem.
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Oração para não partir o focinho dos colegas
Entre as várias manias que colecciono encontra-se a do sentido de humor refinado -- não estou a dizer que o meu sentido de humor o é, notai, simplesmente a reconhecer que tenho a mania de que sim, coisas substancialmente diferentes e que vós, malta que me lê e que é obviamente inteligente, percebeu imediatamente sendo portanto desnecessário este esclarecimento.
Essa mania de refinamento que se estende ao humor faz com que raramente ache piada aos muitos forwards de piadas que diariamente recebo -- pessoas há a quem tive de atribuir quotas (olá mamãe!) ou não faria mais nada do que estar a abrir mails com piadas atrás de piadas atrás de piadas muitas vezes sem piada nenhuma e eu já bufar de frustração (vós também bufais, perdão, ventilais aquando da frustração?).
Mas hoje recebi uma que achei digna de aqui a vir partilhar. Dizendo ter sido enviada por alguém do PS, acho que se aplica a uma miríade de situações (também tenho a mania de que uso palavras diferentes com direito a itálico). Concordais comigo?
Um aparte mais sério.
Esta brincadeira é baseada na Oração da Serenidade, cuja versão completa da autoria de Reinhold Niebuhr eu não conhecia e reza assim:
Deus, concedei-me,
A serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar
Coragem para modificar as coisas que posso, e
Sabedoria para saber a diferença.
Vivendo um dia de cada vez
Desfrutando um momento por vez
Aceitando as dificuldades como o caminho da paz
Tomando, como Ele fez, este mundo pecaminoso como Ele e, não como eu gostaria que fosse
Confiando em que ele fará todas as coisas certas se eu submeter-me a sua vontade.
Que eu possa ser razoavelmente feliz nesta vida
E infinitamente feliz com Ele para sempre na próxima.
Amém.
Achei bonito.
Essa mania de refinamento que se estende ao humor faz com que raramente ache piada aos muitos forwards de piadas que diariamente recebo -- pessoas há a quem tive de atribuir quotas (olá mamãe!) ou não faria mais nada do que estar a abrir mails com piadas atrás de piadas atrás de piadas muitas vezes sem piada nenhuma e eu já bufar de frustração (vós também bufais, perdão, ventilais aquando da frustração?).
Mas hoje recebi uma que achei digna de aqui a vir partilhar. Dizendo ter sido enviada por alguém do PS, acho que se aplica a uma miríade de situações (também tenho a mania de que uso palavras diferentes com direito a itálico). Concordais comigo?
Um aparte mais sério.
Esta brincadeira é baseada na Oração da Serenidade, cuja versão completa da autoria de Reinhold Niebuhr eu não conhecia e reza assim:
Deus, concedei-me,
A serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar
Coragem para modificar as coisas que posso, e
Sabedoria para saber a diferença.
Vivendo um dia de cada vez
Desfrutando um momento por vez
Aceitando as dificuldades como o caminho da paz
Tomando, como Ele fez, este mundo pecaminoso como Ele e, não como eu gostaria que fosse
Confiando em que ele fará todas as coisas certas se eu submeter-me a sua vontade.
Que eu possa ser razoavelmente feliz nesta vida
E infinitamente feliz com Ele para sempre na próxima.
Amém.
Achei bonito.
Desempacotado por
Maria Bê
às
09:57
1 Trincas
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