Mostrar mensagens com a etiqueta Miúdos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miúdos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tramada com F de cama*, uma definição

Não tens de quê pela publicidade, IKEA!

Hoje, enquanto eu tomava banho, de coelhinho cor-de-rosa na mão e chupeta na boca, a minha filha veio ter comigo. O pormenor que fará toda a diferença: quando fui tomar banho a minha filha estava no berço (há quem lhe chame cama de grades). O que quer dizer que, sabe-se lá como, a minha filha tirou o grobag** (essa é fácil, adora desapertar o fecho), trepou pelas grades do berço, e saltou para fora, ilesa.
Aprecio que nesta odisseia nunca tenha deixado para trás o seu fiel escudeiro, o coelhinho "Coelino", que adora (ao centro, na foto). Mas agora estou, como diz o povo mas numa versão adaptada à casa poliglota, feita ao steak.

*Li uma expressão análoga num comentário da Jonas das nozes, "lixada com F de cama". Amei.
** O grobag é um saco de dormir para bebés e crianças pequenas. A minha filha começou a usá-lo assim que abandonou o swaddle, aos seis meses. Prometo um dia escrever sobre isto.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Estou tramada, uma definição

A minha filha sabe desbloquear o iPhone.
Só para que conste, se aparecer por aí algum email manhoso ou um comentário absurdo, não fui eu.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ter filhos, citação primeira

Mão pequenina de dois meses em mão de mãe, 30 de Novembro, 2009
Duas mãos na caixa dos lápis de cera (os tais que são saborosos), 23 de Maio, 2011

Há muito muito tempo, nem tanto que fosse ainda uma criança mas o suficiente para me permitir começar o texto desta forma, ouvi uma frase que ficou comigo para todo o sempre. Eu não era ainda mãe, e nem sequer pensava em ter filhos, afinal foi há muito muito tempo, mas a frase pareceu-me, dentro da minha ignorância, adequada.
Não consegui memorizar a frase, e muito menos quem a proferiu, mas os deuses do google têm piedade destas almas desmemoriadas e basta um cheirinho da frase que eles vão lá e felizmente voltam trazendo em seus bits e bytes as pérolas que procuramos.
Há muito muito tempo eu ouvi dizer ou li, o que redunda no mesmo, que

Making the decision to have a child is momentous. It is to decide forever to have your heart go walking around outside your body.*
Elizabeth Stone

Hoje, quando vejo a minha filha caminhar, ou correr, ou dançar, ou sorrir, ou chorar, ou berrar "papá!" numa voz tão esganiçada que até dói, sei que sim, e que o meu coração, aquele que batia somente no meu peito, passou a andar por aí, a caminhar, a correr, a dançar, a sorrir, a chorar, a berrar "papá!" numa voz tão esganiçada que até dói.
O meu coração multiplicou-se e passou a bater em dois, um pedacinho que está aqui dentro da minha caixa torácica e faz o grandessíssimo favor de bombear sangue pelas veias e artérias que fazem autoestradas no meu corpo, e um pedacinho que a minha filha aperta na mão quando caminha, quando corre, quando dança, quando sorri, quando chora, quando berra "papá!" numa voz tão esganiçada que até dói.
A minha filha faz hoje vinte meses.

*A decisão de ter um filho é imensa. É decidir deixar que o coração caminhe fora do corpo para todo o sempre. É mais ou menos isto, que eu para as traduções... De muito bom grado aceito sugestões.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Momento de felicidade #2

Aquele em que a minha filha, de dezanove meses, onze dias, e algumas horas que não me apetecem calcular por causa da diferença horária e da consideração horário de Verão/horário de Inverno, finalmente sopra beijos. Não como eu, com uma mão, mas com as duas, rechonchudas e bem abertas, sobre uma boca pequenina que me faz lembrar os bicos dos passarinhos.
Escrevo com um coração de mãe tão embevecido que não cabe nas palavras.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dia de quem, afinal?

Bem sei que ontem foi Dia da Mãe em Portugal, dia este que acontece precisamente uma semana antes do Mother's Day aqui pelos US.
O que eu achei digno de registo, porém, foi que cá em casa pareceu mais Dia do Pai.
Pai e filha passaram o jantar assim...

Mão na mão

... o que obviamente não dá muito jeito para comer. Mas isso não importa nada.

domingo, 1 de maio de 2011

A estória do atilho IKEA, ou como encontrar acessórios na gaveta da cozinha


Havia que prender o cabelo da miúda, as melenas do projecto de franjinha sempre nos olhos, incomodativas, a dificultar a visão. Não havendo travessões por perto, foi criativo o marido, veio da gaveta o atilho do IKEA. A combinar com a cor dos olhos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quinta-feira, 21 de Abril, o Regresso

Fort Lauderdale

Os regressos têm destas coisas. Se começam por indiciar um retorno, sugerem também uma interrupção. Começo por esta, que a semana longe das minhas amigas vai deixando saudades. E se não são mais aquelas saudades que advêm das rotinas partilhadas, tal como os champôs e os cremes do corpo, que cheiram sempre melhor quando são emprestados, são umas saudades mais calmas que advêm das lembranças das gargalhadas, do cansaço dos dias, da fome e da vontade de comer (e de beber uns copos).
Ora então na Quinta-feira passada disse au revoir às minhas amigas no gate que fica mesmo à direita do balcão da US Airways, em Fort Lauderdale, FL, todas prometendo fervorosamente juntarmo-nos para mais vacances lá para meados de Agosto. E se às amigas foi um à bientôt, a Phoenix foi um hello. Assim como o foi às ruas de Ahwatukee (ler áuatukii), à minha casa, às minhas coisas, e à minha rotina de há alguns meses. Há coisas boas nos regressos, nomeadamente os abraços que nos esperam. Para não falar nas camas fofinhas e nas toalhas que já conhecem a nossa pele, que eu cá sou doidinha pelas minhas coisas e sou gaja de estranhar tudo o que é cama alheia.
Mas voltando ao regresso...
É tudo muito lindo (a despedida em muito isso, borratada das pestanas mascaradas por entre um ou outro soluço), mas a parte da viagem é uma verdadeira chatice. Ainda há quem goste de andar de avião, mas essas são as pessoas que andam pouco ou quase nunca. Ou então são as que viajam confortavelmente em primeira ou em business - eu aí acho que não me importaria, ou talvez sim, quanto mais não fosse por necessidade de fingimento de um enfado advindo do status de quem voa assim. Sou gaja que gosta de um estereotipo ou quê?
Mas de estereotipo em estereotipo desta feita vim cair no da madame (ler pobre infeliz) que viaja sozinha com a criança filha do diabo. A minha piquena, que normalmente é um doce de criatura, foi acometida de um ataque de doideira que, durante uns bons seis ou sete minutos que me pareceram uma eternidade esperneou, gritou, esticou-se toda, deitou-se no chão aos meus pés, chorou, esperneou mais um bocado, e gritou, amigos, gritou como se não houvesse amanhã. Bem sei que a causa foi a falta de descanso, da naninha interrompida cinco minutos depois de ter começado porque havia uma fralda para mudar e a segurança para passar. Mas caramba, era preciso aquilo tudo? Quase a atirei pela janela fora! Aqui que ninguém nos ouve, para a próxima ninguém me apanha sem a versão infantil do Benadryl, um remédio para as alergias e que eu tenciono usar como sonífero. Uma colherzinha de chá a cada seis horas, a quantidade apropriada para o peso da moça...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Momento de felicidade #1

Ena pá, hoje acordei mesmo com o coração ao pé da boca. Ou, uma vez que a nossa conversa se limita a um monólogo escrito, direi que acordei com os deditos ao pé da boca. Vai daí, decidi criar mais uma rubrica no blog, minudências que me vão fazendo sorrir ao longo do dia.                     
Elmo
A de há pouco...
Enquanto estava no escritório a ver e a responder a mails e a bloggar, a minha filha estava na sala contígua a ver a Sesame Street devidamente alojada no Jumperoo para que não escapasse e se metesse em apuros.
O sorriso veio quando ouvi, no silêncio interrompido pelo teclar do marido e da ventoinha do computador, as palavras "emu, emu", sinal de que o "Elmo's World" já tinha começado. É que ela adora o Elmo. E eu aprendi a adorar também. O Elmo é um castiço.

P.S. Eu era daquelas pessoas avidamente críticas do TV-sitting. Até que fui mãe. Obrigada Sesame Street, obrigada Baby Einstein! Do fundo do coração, obrigada!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

I am a stay at home mother #1: a culpa

Mão de mini-bolacha em mão de mãe bolacha

Para aqueles que me lêem sem saber muito bem quem está deste lado, e sim, sobeja aqui a esperança de ser lida por mais do que um ou outro amigo que sabe a cor dos meus olhos, deixem-me dizer-vos um pouco mais sobre mim. 
Neste momento estou de licença de maternidade. A minha filha tem dezoito meses e eu continuo de licença de maternidade. Não me lembro do nome, e sinto que devia, quando mais não seja por cortesia para com o Estado português. Não me lembro de como se chama, mas é uma licença que os funcionários da administração pública podem tirar, até dois anos, licença essa que não é paga, não conta para efeitos de reforma, e não tem quaisquer tipos de apoio - queria deixar isto aqui claro, não vão os menos informados achar que eu estou a viver à custa do Estado, e não é verdade. Eu gostava que fosse, não me interpretem mal, eu gostava mesmo que o Estado me pagasse para eu estar em casa, mas não é o caso.
Tampouco uma digressão sobre os privilégios de se ser funcionário público é o objectivo deste post. Até porque, se houver alguma cabecita por aí já a pensar "esses papa-jantares que são os funcionários públicos, não trabalham nada e só querem viver à nossa custa", e por "nossa" entenda-se à custa dos que pagam impostos, deixem-me só responder rapidinho que, número um, os funcionários públicos tiveram em Janeiro um corte no ordenado e uma palmadita nas costas em jeito de obrigadinha, porque o Estado não só esteve à vontade como até esteve "à vontadinha", e número dois, os funcionários públicos também pagam impostos.
Mas então dizia...
Eu sou uma stay at home mother. Por enquanto, até o meu departamento me chamar e, espero, receber de braços de abertos tão saudoso de mim quanto eu estou dele. E aí é que vão ser elas.
Se a profissional em mim quer dar o grito do Ipiranga e voltar a trabalhar, a sentar-se à secretária, a ter tempo de responder a emails e soar toda "professora", a mãe em mim sente já na ponta dos dedos os carinhos que não farei no cabelo da minha riqueza, os beijinhos que não lhe darei antes de fazer a sesta, as brincadeiras que não verei, as gargalhadas que não ouvirei mas de que saberei quando a for buscar à escola.
Eu gosto muito de estar em casa com a minha filha. Adoro poder respeitar as rotinas dela, levá-la ao ginásio para que socialize (outra promessa de post), ler-lhe os milhentos livros que temos em casa, em português e em inglês, ir passear... tudo isso eu adoro e não há dinheiro que pague assistir à viagem que percorre de lagartinha até bubuleta.
E aqui a outra em mim, insidiosa, vem ao de cima de fininho com o outro lado da culpa. Como tantos amigos fizeram aquando da tomada de decisão, a outra em mim censura-me. No meio de impropérios lembra-me que estudei anos e anos para agora estar em casa a limpar ranhos e cocós. A estudiosa em mim até já está aqui já aos pulos a lembrar-me da meia-dúzia de economismos que permeiam as minhas afirmações. São muitos, e deixo-vos aqui alguns.
Vejamos, por exemplo, o conceito de trade-off, que nos diz que para se ter uma coisa se tem de abdicar de outra. Em segundo, o aquele "não há dinheiro que pague" está a dar-me uma coceira: então não há dinheiro que pague!? E o dinheiro que eu decidi deixar o patrão não me pagar, chama-se o quê? E vamos pensar para além do ordenado, vamos pensar nas deduções que não estou a fazer para a minha reforma, por exemplo. E vamos, já agora, pensar no tiro no pé que estou a dar profissionalmente. Num meio onde cada pessoa vale pelo que produz em termos de contribuição para o desenvolvimento científico na área, sob a forma de artigos, por exemplo, suspeito que a minha não produção, mesmo que justificada por não estar "ao serviço", não seja vista com bons olhos.
De modo resumido, portanto, qual é o custo de oportunidade de estar em casa versus ter ido trabalhar?
Confortavelmente instalada na decisão de ter ficado em casa pergunto-me, exactamente assim:  pior, qual é o custo de oportunidade de ir trabalhar e deixar a minha filha entregue aos cuidados de outrem?
Espero que a solução para o meu problema de optimização intertemporal seja a que escolhi. 
Cheira-me que voltarei a este assunto mais vezes.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eu speak português, and tu?


Coisas de se ter uma filha bilingue:
  pato = dâqui (de ducky, patinho)
  peixe = fichi (de fishy, peixinho)
  aranha = anhanha
  macaco = acaco
  olho = áái (de eye, olho em inglês)
  bola = báli (porque o pai lhe diz bally, bolinha)
  flor = shôish (não faço ideia onde o foi buscar)
  pão = cáu (seria tão mais giro se fosse cão, mas não, não é, e ela quer mesmo os grissini, aqueles palitinhos de pão italianos, se bem que pão também marcha que é uma maravilha -- é mesmo minha filha!)
  água = auéi
  banana = anana (dito à portuguesa e não à inglesa, tipo "banéna")
  tchau = tchaaau
  mamã = mamma (com uma intensa pronúncia italiana)
  papá = papá
  avô (grandpa) = apápá
  bebé = ébé
  chupeta = pê ou pêpê
  pé = a pê (tal qual chupeta, ainda que saiba bem a diferença e nunca tenha tentando meter o pé na boca - até ver)
  xi = xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii (o meu preferido, especialmente quando vem a correr e se agarra às minhas pernas ou, quando estou sentada, aos meus braços)
  já está = játá

Também é muito castiço pedir-lhe que faça os sons dos animais em qualquer das línguas:
  vaca/cow = muuuuu
  coruja/owl = uuu-uuu
  passarinho/birdie = tii-tii
  pato /duckie = cá-cá
  cão/doggie = uuufff-uuufff
  ovelha/sheep = baaaa-baaaa
  cabra/goat = maaa-maaa
  lobo/wolfie = auuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
  gato/cat = miauuuuu
  peixe/fishy = pac-pac-pac
  porco/piggie = ronc-ronc
  galo/rooster = glglglglgllgoooooo (de cock-a-doo-dle-doo, que cá em casa os galos andam armados em finos e não fazem cócórócócó)
Finalmente, e sinal irrefutável de que os pais não se entendem quanto ao barulho que a criatura faz:
  cavalo = cloc, cloc, cloc (barulhinho com a língua)
  horsie = neííííííííííííííííííííííííííííííííííí (do verbo neigh, relinchar)
se bem que ela sabe que um cavalo é um cavalo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...

Uma das coisas giras de morar nos Estados Unidos é que aqui e ali tropeçamos nas mais diversas nacionalidades. Ele é chineses, indianos -- daqueles que vêm da Índia, se bem que peles-vermelhas também os há, mexicanos (então aqui no Arizona são mais que as mães), russos, checos, eslovacos, bifes...
Atrás de culturas vêm, normalmente, línguas, e não é raro ouvir falar pelo menos três distintas de cada vez que vou ao supermercado, ao ginásio, ou mesmo ao médico. Às vezes identifico-as, às vezes não, mas em todas é giro apreciar quem fala descontraidamente na certeza de que mais ninguém, para além da companhia, o entende. A própria Kate e eu nos damos a estas facilidades amiúde.
Ora hoje, depois do ginásio infantil, a mini-bolacha e eu fomos às compras, andávamos à procura de almofadas quadradas para pôr na minha cama. E eis senão quando ouvi, naquele tom melodioso que é o português do Brasil, uma conversa entre um casal. Dizia ele, segurando numa jarra por sinal hedionda, que a dita ficava bem em qualquer casa -- dele, porque na minha nem pensar! A loja é relativamente grande, imaginem a dimensão de um Pingo Doce, e de vez em quando lá os ouvia conversar sobre candeeiros, toalhas, ou tapetes. Mas piada teve quando fui pagar, não as almofadas, mas três pares de meias para mim e também três pares de cuecas para o mister bolacha, que ao que parece a conta divina estava na ordem do dia, e atrás de mim na fila estava o casal de brasileiros.
A mini-bolacha, que é uma simpatia, rasgou logo um sorriso para o senhor, que não resistiu a comentar para a companheira "nossa, qui minina mais linda, qui princesa, 'cê tá vendo qui linda? E tão simpátchica, ai que coisa mais linda!!! 'Cê tá vendo qui olho lindo que ela tem?". Ainda estiveram nestes mimos uns momentos até que eu lhes agradeci no meu/nosso português (de Portugal), dizendo-lhes que também a pequena o fala, português pela parte da mãe e inglês pela parte do pai.
Já pensastes se os gajos tinham dito que a mini-bolacha era um estafermo de tão feia?! E não me venham com coisas de que não há bebés feios, porque os há, meus amigos. Ai há, há! Mas nenhum meu.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vamos passear?


Então, o que fizeste hoje?
Hoje fui às compras para a mini-bolacha!
Ah sim!?
Foi, comprei-lhe uma trela.

(Chama-se Mafalda, que todos os bonecos da miss têm nome. Ainda lhe falta a flor que vou crochetar para a orelhinha.)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Felizmente a mini-bolacha é pouco exigente


Primeiro foram os patinhos. Depois foram as baleias. Depois foram as bubuletas. E finalmente foram os caracois.
O que me falta em jeito sobra-me em vontade.

E pelos vistos em tempo.

sábado, 12 de março de 2011

O mundo hoje ficou mais bonito

Imagem de Saint-Exupéri, Le petit prince

Hoje o mundo ficou um bocadinho mais bonito. Só um bocadinho porque o Alexandre ainda é pequenino, cerca de 50 cm e 3,50 kg de gente. Um coelhinho.
Mas não se medem as pessoas aos palmos, mesmo teimando os crescidos em medir os pequeninos ao cm, e Alexandre um dia será grande. E mesmo não sendo ensinado por Aristóteles ou não comandando um império, Alexandre será ensinado por nós, que sabemos uma imensidade de histórias, cantigas e  parvoíces, e imperará nos nossos corações.
O mundo hoje é um pouco mais azul porque o Alexandre é um menino e assim ditam os costumes da sociedade ocidental. O mundo hoje é um pouco mais amarelo porque é a cor do sol, e uma que eu acho feliz. O mundo hoje é mais vermelho, que é cor que os Brasileiros associam à prosperidade, à vitalidade. Sabem que mais, o mundo hoje é cheio de arco-íris.
O mundo hoje é um bocadinho mais bonito porque o Alexandre finalmente chegou.
Aos pais e aos avós, parabéns! Um xi apertado de nós os três.
Ao Alexandre, tudo de bom, que te sorriam os deuses. E quando não sorrirem, porque às vezes se distraem, nós estamos aqui, os nossos sorrisos en garde para te fazermos sorrir a ti.
Bem-vindo, Alexandre! Mal vejo a hora de te lambuzar de beijinhos...

terça-feira, 8 de março de 2011

Procura-se tradutor fluente em adolescente

Excerto de uma conversa facebookiana entre dois teenagers:
        :  k windu ninuh du cenix :p
        :  tueh goxtax :b
        :  mtoh, tuh éx tdoh o k euh xempre xonhei : )
        :  euh xaviah dixo, nuncah meh enganaxteh :D
        :  ex 1 ninuh k prontux tenx akeleh inkantuh 
 ?

domingo, 6 de março de 2011

Programa matinal para pais & filhos, Kindermusik

 

Amanhã de manhã serei uma destas. Dez e um quarto, Chandler Community Center. Vemo-nos lá?

Pedagogia segundo Madame Bolacha: voar com criancinhas

Minha rica filha do meu coração: ou te portas bem aquando dos nossos voos transatlânticos ou faço como a senhora dona assistente de bordo da Virgin Blue e fecho-te no overhead bin (como é que isto se diz em português?).

sábado, 5 de março de 2011

Pergunto-me #4: Procura-se role model. Urgente

De cada vez que vejo a minha filha, que tem quase ano e meio, pegar na vassoura e tentar varrer o chão, questiono-me sobre o tipo de exemplo que lhe ando a dar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Putos e lápis de cera

Pela primeira vez, a minha filha brincou com lápis de cera (crayons). Achou-os saborosos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Diz-ciplina: CI-PLI-NA! Hã!?


Leio por aí que os miúdos são imitadores, que é assim que aprendem. É assim que aprendem a falar, seja baixo ou alto, mas principalmente baixo, já que "children should be seen and not heard", que por sua vez vem do tempo em que as crianças não deviam falar na presença dos adultos a menos que interpeladas (e obrigadinha aos queridos que me continuam a gozar com o "aqui em casa fala-se baixinho").
Para os miúdos, que revelam a nossa intimidade com a ingenuidade com que pedem um gelado ou para ir fazer xixi, não há dentro ou fora de casa, momento em que um comportamento é aceitável ou inadmissível. Mas então posso dar um arroto(zinho) para gáudio do avô mas não quando estou sentado na marquesa do senhor doutor!?
Começam portanto os bons hábitos ou comportamentos dentro de casa.
Desculpai-me o aparte, mas sempre que penso em comportamentos ditos próprios segundo os ditames da sociedade ocidental (sim, porque há tantos hábitos diferentes e tão próprios a cada cultura que... esperem!, invade-me num instante a memória a Tao, coleguita de gabinete na NCSU que todos os dias às 10:30, sua hora de almoço, me punha a correr para gabinetes onde as massinhas não fossem sorvidas com uma banda sonora digna de um filme de terror para quem não suporta barulhos à mesa (segundo-parêntesis: eu detesto!, com ponto de exclamação e tudo!, barulhos à mesa, detesto, detesto, detesto!!!!!!!!, fecha segundo-parêntesis) e agora que já vos pus a pensar numa chinesa de metro e meio de altura a segurar numa malga quase ao nível do queixo, de colher em riste a devorar a comida como se não houvesse amanhã, e se não pus devia, vou voltar à minha linha de pensamento inicial). Estava no primeiro aparte, no do antes do parêntesis, no qual vos ia dizer que me estava a lembrar de um amigo de adolescência que explicava que, como não tinha contribuído para a formação das "normas de etiqueta", termo que dizia com o maior desdém de que era capaz (e, está nos livros, adolescente tem uma capacidade para o desdém que é impossível de igualar no mundo dos mamíferos -- e quer-se-me parecer nos dos peixes também, mas já não digo nada sobre os répteis, é ver os camaleões empoleirados nos ranquinhos a pensar, para com os botões que decerto pensariam se os tivessem, vê se me vês (estão a ver a piadinha?!), fecha parêntesis novamente)... então não as seguiria.
Voltando aos bons hábitos, dizia então que aprendem os crianços a andar, a mimar, a partilhar, a sorrir... tudo isto quais macaquinhos de imitação.
Ora como não queremos a mini-bolacha a "peganhar" o sofá com suas mãozinhas cheias de gosma e nem a macular nosso tapete (ainda) tão bege clarinho que é um mimo, já não posso tomar o pequeno-almoço no sofá.
Apetece-me chorar.