Mostrar mensagens com a etiqueta Tiradas (pouco) inteligentes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tiradas (pouco) inteligentes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de julho de 2012

Pensamentos absurdos de uma grávida em repouso e com contracções constantes

Ocorreu-me isto às seis da manhã de hoje. Contracções violentas e dolorosas (mas que passaram ao fim de vinte minutos) forçaram-me a abandonar o aconchego do Morfeu e a enfrentar a realidade de ser uma grávida de 28 semanas (e um dia!) com contracções (apesar do descanso).
Ocorreu-me então que, com tanta ginástica nesta barriga, assim que chegar a Setembro (fingers crossed), vou ter os melhores abdominais da enfermaria.
Aprecio muito esta minha capacidade de nunca perder de vista as coisas realmente importantes.

sábado, 30 de junho de 2012

Say what!? Trabalhar para o relax

E, às vinte e sete semanas e seis dias de gravidez, digo ao Mr. Bolacha: "I am working very hard on resting". Curiosamente faz sentido.

'Pdate: o útero-diva continua a contrair amiúde apesar do descanso, mas acho que menos que há quatro semanas, momento em que começou a minha prisão domiciliária. Cada semana que passa é uma vitória e razão de celebração. Acho que hoje à noite será a loucura. Talvez coma uma francesinha.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Serviço Público: A short introduction to living in Portugal 1/2

Só para aqueles mais preguiçosos e/ou que não quiseram ler o texto todo, tenho mesmo mesmo mesmo de vos vir aqui trazer uma pérola que, de tão bem apanhada, não merece ver todo seu brilhantismo (ou pelo menos parte dele) votado ao abandono, ao esquecimento, à ignorância. Aqui está, devidamente formatada, centrada e bem italicizada para que não percais nem uma gotinha deste néctar tão sapiente:

Confesso só aqui, algo em surdina para que nem todos me ouçam, que não percebi bem se este artigo tinha como objectivo trazer malta até à Lusolândia ou dizer-lhe um vade retro. Às vezes fico assim, confusa.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quem nasceu para burro lagartixa*,**

Foi pela mão da Pólo Norte do Quadripolaridades que cheguei ao Pedro do We'll Always Have Paris, nome que imediatamente indicia um blog de alguém interessante (ou quanto mais não seja interessando no Casablanca).
Coscuvilhando alegremente posts abaixo, pois que o moço escreve bonito e, estando apaixonado, coisa que eu acho normalmente ajuda à inspiração, escreve cartas de amor que me fazem querer imediatamente abandonar marido e filha e tornar-me objecto deste seu desvelo, encontrei este post que me fez reconhecer o quão simples (simplória!?) sou. É que o Pedro, ao ver uma instalação de Manuel Botelho no Centro Cultural de Cascais intitulada "Cartas de Amor e Saudade", fotografou-a e intitulou a sua posta "As minhas estão atadas com fitas de seda e guardadas numa caixa de sapatos". Eu cá só consegui pensar "e aquilo não pega fogo?".

*Quem nasceu para burro lagartixa nunca chega a cavalo jacaré. Ou quem (só) nasceu para as bolachas nunca chega ao chá das cinco com scones. Ahhh... scones... 
** Sugestão de mamãe.***
*** Mamãe anda prolífica em sugestões, agora que me apanhou por cá. Censura! Censura!!!!!!!!!!!!!! Socorro!!!!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Much to do about nothing*

A propósito do vídeo de como usar um cachecol/pashmina/écharpe, mamãe envia-me prontamente um email (mamãe é dada a estas modernidades, até facebooka!) a perguntar se me falta inspiração para escrever.
Mamãe (e vós que me ledes, sempre tão simpaticamente), não me falta (só) inspiração, falta-me tempo. Como consta do contómetro aqui ao lado, faltam umas meras duas semanas para voltar à pátria, e nessas duas semanas a família bolacha ainda vai dar um ar de sua graça por muito lado.
Se na Segunda vamos, mini-bolacha e sua mamãe, à Ironwood Library logo pela fresca ouvir contar histórias, já na Terça todos os três (para parecermos muitos) deixamos para trás a muito quente e soalheira Phoenix e rumamos à Califórnia, mais precisamente a San Rafael, uma terriola lindíssima onde pululam colinas de onde em onde a que os muitos veados chamam casa (pormenor de somais importância quando se conduz à noite) e que fica a cerca de 20 milhas (32 km) a norte de São Francisco. Esperam-me dias de leitura, lazer, caminhadas vigorosas, e overall dolce fare niente em casa dos sogros. Só de pensar nisso até sinto a preguiça a invadir-me os dedos. Nunca me esqueço que o primeiro livro que li depois da minha filha nascer foi lá, a miúda devidamente tratada e brincada pela avó paterna e eu finalmente com tempo. O livro o In Cold Blood, do Truman Capote.
Agora que penso em livros, tenho o desafio da Rita Maria para responder há que tempos... ai que ela me despede de blogo-compincha e depois é uma chatice (para mim). Não passa de amanhã!

*Trocadilho com o título da peça "Much Ado About Nothing", ou muito barulho por coisa nenhuma, do William. Da família dos Shakespeares, os tais que viviam em Stratford upon Avon. E nope, se o tal do rio Stratford ficar para os lados do Oriflame então é porque não são os mesmos.
Quando me dá para escrever estas palermices é certinho que está na hora de fechar o computador e ir dormir.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dúvidas existenciais: Formatação

Se eu aumentar a largura da coluna do texto, e deste modo o tornar mais curto, será que parece que o próprio texto, todo ele, minga?
Talvez assim alguns amigos me leiam...
É isso ou melhorar a qualidade da escrita. Ou escolher assuntos interessantes. Ou ambos.
Acho que vou aumentar a largura da coluna do texto...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu e a minha mente perversa #2: Desata-me!

No outro dia, enquanto tentava publicar um comentário no Margens de Erro, a moderação de comentários exigiu-me que escrevesse o seguinte código de verificação de palavras:

Moderação de comentários do Margens de Erro, 11 de Maio, 2011

Que eu li "untie me", ou seja, desata-me. Tal qual o Almodóvar, só que ao contrário. Ou de cabeça para baixo. Ou de perna às costas. Ou a fazer o pino em cima de uma árvore. Como quiserem, que eu prometo não julgar.
Já há uns tempos andei às voltas com trocadilhos sobre preservativos em Nova Iorque...

Nota de rodapé: o meu comentário era uma citação do George M. Cohan, que afirmou "I don't care what you say about me, as long as you say something about me, and as long as you spell my name right." Isto vinha a propósito de um dos muitos textos sobre a notoriedade cibernética dos principais líderes partidários. Para quem gostar do género, o Margens de Erro é um site muito interessante que analisa sondagens políticas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lady Ma-mas

Fonte: Caras.pt


Com a blogosfera ao rubro, e com "blogosfera" quero dizer um ou dois, quiçá três blogs que visito com uma regularidade que outros poderiam classificar de obsessiva se eu para tal lhes desse confiança a comentarem as mamocas da Bárbara no programa Portugal Tem Talento, eu tive de ir ver.
É que, meus amigos, eu sou perdida por duas coisas, não necessariamente por esta ordem ou talvez sim, mamas e celebridades portuguesas, e então desde que moro nos EUA, refinei. Ora juntaram-se as duas à esquina de uns textos e pumba, dá uma rapariga uma escorregadela tecnológica até ao google e pesquisa a Senhora Dona Bárbara e a outra senhora, Lady de seu primeiro nome artístico, Gaga de sobrenome, ainda que o que rapariga não é é gaga, ah não senhora, que até fala muito docentemente e canta que é uma maravilha para quem gosta do estilo, e eu cá até gosto, faz-se-me ter vontade de agitar a molécula, o que é uma coisa muito boa de se fazer, e já de se ver não sei, mas os dez anos de ballet que tenho no lombo hão-de ter servido para alguma coisinha e não somente saber o que é um plié, um chassé, ou a posição de attittude, e não, nunca fui capaz de um fouetté e sempre me vi tramada com as mais simples piruetas (será que devia ter escrito pirouettes?).
Mas voltando ao púgrama do talento em Portugal, ou quiçá muitas vezes falta dele, que eu sempre que vejo um programa americano ser adaptado em Portugal fico com uma sensação de vazio no estômago, se bem que uma vez até segui os Ídolos, quando a Cláudia estava grávida, e até gostei muito e só tive pena que não ganhasse a Diana, que bem se nota era a minha predilecta e portanto sabia cantar muito melhor que o outro que ganhou, o puto, não sei como se chama(va). Bolas, esta minha memória...
Mas voltando ao talento, li na Caras.pt, pasquim de conteúdo valiosíssimo, que Bárbara se sentiu "muito feliz por ter trabalhado para mostrar em palco algo diferente", adiantando também que participou em ensaios durante cerca de uma semana, mais tendo sido "submetida a longas horas de caracterização de forma a conseguir chegar ao resultado apresentado".
Gostando "de tudo o que é diferente", nas palavras da própria, Bárbara diz ainda que lhe deu "imenso prazer transformar-[s]e em Lady Baba", notai aqui a adaptação do Gaga para Baba, e nem por isso Bábá, que creio lhe assentaria bem melhor e se não estou em erro de facto lhe assentou quando mais chavalita.
Ora a Bábá, desculpem não lhe consigo chamar Baba, está um portento do alto dos seus 38 anos, dois filhos, e um marido que anda por longe, longe, longe, e falo eu cá de experiência que namorar um marido à distância não é fácil, e nem andar de avião com malas e mais malas atrás é chique e/ou elegante, se bem que tenho a certeza que a moça e eu viajamos em contextos -- leia-se classes -- diferentes e com luxos, no meu caso clara falta deles, igualmente distintos.
Mas Bábá, que foste tu fazer, rapariga? Num havia necessidade, rapariga, tu que és tão chique agora foste pôr-te nesses preparos? Ainda por cima a fazer um play back tão pobrezinho que até se me eriçaram os pelos dos braços, pá? Eu não sou propriamente fã de pedir autorização ao marido, ou perguntar em demasia a sua opinião, porque gaja que é gaja até tem a sua e dá-a quando quer e bem lhe apetece, mas moça bonita, se calhar desta feita devias. É que há figurinhas que a gente faz em privado, karaokes mais gingados, por exemplo, mas não as traz a público. Queres armar-te em pop star, arma! Queres brincar ao Glee club, tu brinca! Agora faz isso tudo no aconchego da tua sala, não venhas assim para a de toda gente, que eu gosto de pensar em ti como nos reclames da L'Oréal, a usar aquele verniz vermelho vivo, o número 500, de que eu tanto gosto e já usava ainda mesmo antes da tua publicidade mas agora, de cada vez que sou elogiada respondo "é o da Bárbara!" como se tu o usasses mesmo no dia-a-dia, que tenho para mim que és mais transparente ou branco suave, ou então como nos reclames da Chaumet, sempre tão glamorosa, estilo e elegância personificados, já nem tanto dos reclames dos bancos, que acho serem demasiado povo para ti. O que te vale são mesmo as mamas, rapariga, que eu fiquei tão em transe que até me esqueci do quão de mau gosto foi actuação.
Daqui se pode concluir que a inveja faz coisas muito tristes às pessoas, no caso em apreço a inveja das mamas da Bárbara... e da altura, já que estou numa de sinceridade. E, se querem saber, do patrocínio da Chaumet...

(Eu prometo que um dia venho explicar a minha fixação por mamas.)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Optimismo*, uma definição

A primeira orquídea, comprada ontem. A segunda orquídea, comprada na semana passada
Pormenor da terceira orquídea, com uma folhinha nova, comprada há alguns meses, talvez três

Eu, pecadora, me confesso: sou uma assassina de orquídeas. Se lerdes o meu perfil sabereis que no rol de injúrias à santidade da vida já blasfemei duas vezes. Já matei duas infaustas orquídeas, duas infelizes que não me fizeram mal algum e cujo único desvio do caminho da felicidade foi virem parar-me às mãos.
Mas eu persisto na minha demanda de ter orquídeas vivas em casa e nada me demove. Vai daí, ontem trouxe para casa mais uma, uma muito corrrrrrrrrrrrrósa pela qual me apaixonei enquanto, carrinho abastecido para as compras da semana, caminhava para a caixa registadora do Safeway. A da ponta esquerda, a que fica mesmo colada à secção das flores e, para que não penseis que eu sou dada à botânica ou à contemplação floral, mesmo ao fim do corredor dos vinhos, onde efectivamente fui em último lugar.
Não sei se foi o destino que me levou a comprar o moscatel, não sei se foi a mente já toldada pelos golinhos que havia de saborear mais à noitinha, mas a vontade venceu a razão e a orquídea veio comigo para casa. Garanto-vos todavia que a poupei ao embaraço de partilhar a mala do carro com as frutas, leites, e demais parcelas da minha lista de compras entretanto rabiscada graças ao excesso de zelo e, porque não assumir, um ligeiro transtorno obsessivo-compulsivo, e a trouxe ao meu lado no banco do passageiro.
Uma visita à IKEA hoje à tarde e já a orquídea tem penico novo, um potezinho jeitoso com muito espaço para respirar, diz o senhor bolacha, que é cá em casa quem tem o green-thumb, literalmente polegar verde, que significa disposição para a jardinagem e não revela, de modo algum, a cor do seu polegar, quer do esquerdo, quer do direito, que na real verdade são cor-de-rosa. Obriga-me a devoção pela verdade a dizer que têm ambas as orquídeas pote novo, pois que a mais pequerrucha, a das flores brancas piltalgadas de cor-de-rosa, também teve direito a um pote mais adequado.
Até ver a minha sala ficou tão mai' linda!

* Ou teimosia, deixo ao vosso critério.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O mundo divide-se em.... #2: Pingos


O mundo divide-se entre as pessoas que deixam pingos e as que não deixam.
Cá em casa, quem acham que deixa o quê? Hum?

(Pensamento de indiscutível perspicácia que me ocorreu enquanto limpava as casas-de-banho.)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Chiu!

Estou a ler a Note on policy guidelines and measures the Portuguese Government will adopt to address main economic challenges, o documento que o governo português apresentou em Bruxelas e que contém uma lista de medidas que vão ser implementadas com vista a, como consta da introdução:
"In the light of the challenges currently faced by the Portuguese economy, namely
related to the need to consolidate the public finances, to foster economic growth and
correct macroeconomic imbalances and to stabilize and strengthen the financial sector
and to improve the financing conditions in the Portuguese economy, the Government is
fully committed not only to the implementation of the measures already decided but
also to take the additional measures outlined in this note and to pursue the structural
reform agenda."
Em primeiro lugar, não consigo evitar dizer-vos que esta merda está tão mal escrita, mas tão mal escrita, que até tenho vergonha que isto seja levado a Bruxelas -- diz o marido, a quem eu li este excerto, que o documento foi escrito por advogados. Resta-me esperar que quem o vai ler tenha qualificações idênticas. Se foram economistas, então espero que saibam melhor economia do que a sabem verbalizar em inglês.
Infelizmente, o conteúdo está igualmente merdoso -- ia escrever escatológico para soar mais erudito, mas acho que o vernáculo cai melhor.
Eu entendo que isto são guidelines, linhas orientadoras de política, e não uma descrição exaustiva do que vai ser feito. Mas não consigo evitar a sensação incómoda que me estão a vender a banha da cobra. Vamos fazer e acontecer. Corta aqui, corta ali, corta acoli. Muito corte se avizinha. Corta, diminui, reduz. Poupa. Flexibiliza. Despede. Desnuda. O povo.
Eu juro que me apetece emigrar. Meter o rabo entre as pernas e fugir do problema. IVA a 23%? Perdão, 6% para os golfistas.
Ainda a propósito do IVA, estava aqui à procura no site da DGCI do IVA sobre as bolachas. Ainda não o encontrei, todavia aprendi que as visitas a um navio histórico estão isentas e que as bebidas de aloé vera são tributadas à taxa de 5%. Estou bem mais descansada. Continuo sem encontrar o IVA das bolachas, o que provavelmente é incompetência minha.
Uma sugestãozinha aqui do je para o governo... e se não implementássemos o acordo ortográfico? Penso, por exemplo, nas atualizações de software desnecessárias nos organismos públicos, no evitar de reescrever os códigos jurídicos para refletir o novo português. Ah, e en route vamos também poupar uns euros às famílias que assim não têm de comprar novos manuais escolares. Ou comprar novas edições dos livros do Plano Nacional de Leitura (o que, cá entre nós, até é capaz de não ser mau, porque eu já peguei em livros do plano e apeteceu-me atirar com eles à cabeça da menina da caixa registadora da livraria -- malta, era a cabeça assim por dizer mais à mão! -- porque é cada pontapé na língua que, olha filho, mais vale ser brasileira. Ou inculta!).
A minha amiga costuma dizer-me que Portugal está a saque. Pois se ao menos quem o saca o levasse a bom porto...
Acho que vou dormir angustiada.

Nota: o Económico tem aqui um resuminho do PEC IV.
Nota muito grande: desculpem lá começar assim a semana...

quinta-feira, 17 de março de 2011

E tu, para onde levas o teu telemóvel?

Não havendo (ou não me ocorrendo) uma tradução, Potty talk  pode traduzir-se como conversa de casa-de-banho. Potty é o termo que normalmente se usa com as crianças para referir a casa-de-banho. 

Eu já para aqui vim dizer que gosto muito de ler na casa-de-banho.
Ah sim, a casa-de-banho é um local onde passo imenso tempo e me dedico a várias actividades, das menos às mais necessárias, ainda que a classificação seja ambígua em determinadas categorias. Atentemos, por exemplo, à problemática da aplicação da maquilhagem. Para mim, estar sem maquilhagem é quase estar sem lavar os dentes. Sair à rua de cara lavada, então, nem pensar, dada a enorme probabilidade de ainda assustar alguém até meio caminho entre o mero pânico e um ligeiro ataque cardíaco. Já o mister bolacha, pragmático e fofo que nem ele, não raras vezes questiona a sua precisão dizendo-me, e já se sabe que o marido não fala português, "but you are already so beautiful, you don't need any of that!". E ele tem toda a razão, meus amigos, uma vez (bem) maquilhada eu já não preciso da maquilhagem para nada.
É portanto a casa-de-banho palco de muitas actividades, das mais lúdicas às mais utilitárias. Concentremo-nos por um instante nas primeiras. Ele é o ler, que de tão vulgar até já foi tema de post, ele é o ouvir música, ele é o pensar na vida, ele é jogar joguinhos no IPhone (do Physics, obrigada Bruno! ao Freecell, no qual sou viciada desde o terceiro ano da licenciatura)...
Esperai lá, alguém falou em levar o telefone para a casa-de-banho!?
Pois é, meus caros. Tal como 56% dos donos de telemóveis inquiridos pela Kathryn Koegel do Advertising Age, eu levo o meu telefone para a casa-de-banho (onde é que acham que ouço a música!?). Não sei como é que a rapariga organizou o seu inquérito e nem quantos foram os respondentes, não quero saber disso para nada. Também não quero saber se incluiu perguntas de controlo para saber se lhe estariam a dizer a verdade ou se os inquiridos trancaram a portinha da casa-de-banho bem trancada e até ligaram a ventilação para não se ouvir nada dos seus assuntos, que não é à toa que os brasileiros lhe chamam "privada".
Mas voltemos aos detalhes "pouco higiénicos" (termo da própria) que a Kathryn descobriu. O que faz a malta com os seus telefones na casa-de-banho, perguntais vós curiosos, o que aliás eu vejo como sinal de futuro promissor a fazer investigação e portanto só abona a vosso favor (passe o pleonasmo).
Cerca de 70% dos inquiridos confessa aproveitar o seu momento de relaxamento para botar a conversa em dia (o que cá entre nós dá depois lugar àquele tossir ou falar mais alto aquando do momento de puxar o autoclismo). Não havendo lugar a conversas, 62% aproveita para mandar uns sms, que também são simpáticos e evitam o tal momento desagradável do autoclismo e possivelmente a perguntinha embaraçosa "onde é que estás?" ou "o que estás a fazer?". Mais... 27% admite jogar e 20% aproveitam para ouvir música.
Conclusão: eu sou tão normalzinha...

Nota: Encontrei a referência a este estudo no blog Beijo na Boca. Merci Kiss Me (é o nom de plume da rapariga, deixai-vos de achar que estou à cata de beijos -- se bem que se quiserem muito, o meu email está aí no cantinho inferior direito)!

segunda-feira, 7 de março de 2011

(Des)Acordo Ortográfico #2

Expresso, 7 de Março, 2011
Língua: Projeto de revitalização tenta salvar minderico da extinção*

Mas e ao português, quem é que o salva?

*Eu acho muito bem, isso e salvar os pandas, que são muito lindos e fofinhos (ó p´ra eles aqui).

domingo, 6 de março de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coisas sobre os americanos que eu não sabia até vir morar para os EUA #4

Que os americanos têm por hábito aparecer antes da hora marcada. Por exemplo, o senhor que veio entregar o sofá do escritório chegou às 7:50. A entrega era a partir das oito. Da manhã.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Coisas sobre os americanos que eu não sabia até vir morar para os EUA #3

Que se pode virar à direita num sinal vermelho. A menos que haja um sinal a proibi-lo, por exemplo como este:
 Obrigada à Luisinha!

Coisas sobre os americanos que eu não sabia até vir morar para os EUA #2

Que os americanos não usam bidés. A grande maioria nem sabe para que são.

Agora imaginai-vos a explicar para que serve um bidé, vá, é um desafiozinho que aqui vos deixo.

Coisas sobre os americanos que eu não sabia até vir morar para os EUA #1

Que os americanos não fecham os talheres depois de comer. Mesmo nos restaurantes mais chiques.

Nota da redacção: Se vós, distintos leitores deste mui humilde blog, vos lembrardes de mais algumas coisas, não hesitai em informar-me, seja por sms, email, postal, pombo correio, sinal de fumo, ou mensagem de avião.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O mundo divide-se em.... Leituras

 
O mundo divide-se entre as pessoas que lêem na casa-de-banho e as que não.
Eu pertenço ao primeiro grupo, o senhor bolacha pertence ao segundo, o que me leva a questionar o sucesso da nossa relação. Ambos gostamos de ler na cama, o que espero conte para alguma coisinha. E-s-p-e-r-a-n-ç-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a...

[O meu tio O. dizia assim, um esperança longo e com um saltinho para cima no último "a". Saudades.]

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pergunto-me #3: Na onda do Facebook


Se o meu blog estivesse no Facebook, será que seríamos amigos?
É que nem ele nem eu somos de dar confiança assim a qualquer um...

(Ouvi dizer que lá por casa anda uma febre facebookiana...)