"Querido, tenho saudades de ir caçar escorpiões contigo."
(diz que lá têm aparecido uns gordos e que Monsieur Bolacha até foi picado por um, pobrezinho... bom, antes ele que eu)
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Se vós morásseis no Arizona também podiam fazer declarações de amor assim
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Maria Bê
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Fofinho que até enjoa
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Das delícias de ter uma filha bilingue #7
Piquena está entretida a enumerar os meses, anda a aprendê-los na escola e vem para casa praticar. E então cá vai disto:
Eu cá gostei muito. E achei, verdadeira e literalmente, delicioso.JanuaryStrawberry (???)FebruaryMarchuary (realmente soa melhor!)AprilMayJuneJuly (que pronuncia com a alegria imensa de quem acabou)
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Maria Bê
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Filhos,
Fofinho que até enjoa
terça-feira, 25 de setembro de 2012
max{ . }
Pensei se devia ou se não devia. Pensei se podia. E concluí que sim, que devo e posso. Porque o meu blog é feito de afectos, para aqueles que me lêem e que me acarinham, uma foto do meu mais novo amor, o Maxim, Max para os amigos, biscuit (lido à francesa) para os de cá do estaminé:
Mais tarde virei escrever sobre aquelas dúvidas que me assolavam antes do bebé nascer, se seria capaz de gostar tanto dele como da irmã. E virei dizer que se dissiparam e que sim, que o amor infinito se multiplica.
| Biscuit, 25 de Setembro, 2012 |
Mais tarde virei escrever sobre aquelas dúvidas que me assolavam antes do bebé nascer, se seria capaz de gostar tanto dele como da irmã. E virei dizer que se dissiparam e que sim, que o amor infinito se multiplica.
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Ceci n'est pas um baby post,
É o amor(e),
Estou numa de partilha,
Filhos,
Fofinho que até enjoa
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Eu sou eu!
A caminho de casa de uma amiga portuguesa (yei!), aconteceu a seguinte conversa com a minha filha:
"Mia, chamas-te Mia K***ff", perguntei.
"Não", respondeu, "eu sou eu, eu sou a Mia Pequenina".
E está tudo dito.
"Mia, chamas-te Mia K***ff", perguntei.
"Não", respondeu, "eu sou eu, eu sou a Mia Pequenina".
E está tudo dito.
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Filhos,
Fofinho que até enjoa
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Das coisas boas de ser professora
É ter alunos (uma aluna, vá), a entrar-me no gabinete, três anos depois de lhe ter dado aulas, tão genuinamente feliz por me ver como eu a ela e eu lembrar-me do nome dela e do nome dos amigos, grupo giríssimo e interessantíssimo de miúdos que eu tive o prazer e privilégio de ensinar. Lembrar-me que queria ir para Itália (e foi!) e que tinha um namorado aborrecido (que num é mais). Lembrar-me que ambas detestamos pássaros. E lembrarmo-nos do quão porreiraças eram as aulas (às vezes).
É daquelas coisas que me deixa mesmo feliz. Levou abraços e beijnhos para os amigos. De minzinha, sem o "professora" antes, como devia ser.
É daquelas coisas que me deixa mesmo feliz. Levou abraços e beijnhos para os amigos. De minzinha, sem o "professora" antes, como devia ser.
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Estou numa de partilha,
Fofinho que até enjoa,
Sorrisos
domingo, 25 de dezembro de 2011
Ceci est un post natalício #5
E eu aproveito para escrever quanto espero que vosso Natal tenha sido feliz e passado em companhia de vosso agrado.
E como já disse o que realmente importa, que venha o acréscimo desnecessário todavia de não menosprezar: que os sapatinhos tenham sido bem recheados e no lixo jazam agora (muitas) bolitas amarfanhadas de papel de embrulho e fitinhas coloridas.
E como já disse o que realmente importa, que venha o acréscimo desnecessário todavia de não menosprezar: que os sapatinhos tenham sido bem recheados e no lixo jazam agora (muitas) bolitas amarfanhadas de papel de embrulho e fitinhas coloridas.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Ceci n'est pas un post natalício #4
Quer-se dizer...
A blogosfera tem destas coisas e o "destas coisas" de ontem estava à minha espera na caixa do correio: um postal de Natal chegadinho de Pombal, terras de Portugal. Há lá coisa igual!?
A blogosfera tem destas coisas e o "destas coisas" de ontem estava à minha espera na caixa do correio: um postal de Natal chegadinho de Pombal, terras de Portugal. Há lá coisa igual!?
| Postal de Natal de Pombal, Dezembro de 2011 |
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Amigos,
Arizona,
Fofinho que até enjoa
Ceci n'est pas un post natalício #3
Mas ó Maria, tanto blog jeitoso a exibir foto de sua árvore natalícia e tu nada, sua blogger (à) rasca!
Não querendo que vos falte nada (e nem a mim, nomeadamente epítetos delicodoces e presentes debaixo do pinheiro que brilha na sala/cozinha, perdão family room, que isto de ser emigrante tem de ter outra chiqueza), aqui vos deixo uma foto de uma das minhas (nossa, my love) árvores.
E isto, amigos, isto não é nada...
Não querendo que vos falte nada (e nem a mim, nomeadamente epítetos delicodoces e presentes debaixo do pinheiro que brilha na sala/cozinha, perdão family room, que isto de ser emigrante tem de ter outra chiqueza), aqui vos deixo uma foto de uma das minhas (nossa, my love) árvores.
E isto, amigos, isto não é nada...
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Arizona,
Fofinho que até enjoa,
Ils sont fous ces américains
Ceci n'est pas un post natalício #2
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Fofinho que até enjoa
Ceci n'est pas un post natalício
Mas devia. E tanto devia que, imbuída do maior e melhor espírito de que sou capaz, seja de Natal, de Hanukkah, de Kwanzaa, ou coisa que o valha, que sou moça de respeitar as várias tradições, assim mo ensinou mamãe, cá estou a começar uma série de textos natalícios.
A verdade é que, entre as minhas muitas deambulações pelas terras férteis em cactos de Ahwatukee, me fui lembrando sempre de vós e fui fotografando, filmando, enfim registando piquenas pérolas de pendor natalício que se me foram entrando retinas adentro e risos afora.
Faltando-me por cá quaisquer hipóteses de registar em jpeg futuras memórias de vendedores de castanhas em plena Santa Catarina, no Porto, enevoadas pelo fumo que sai daqueles forninhos ambulantes que fazem as delícias dos transeuntes, não deixam de haver outras tantas iguarias igualmente dignas de registo, por exemplo umas fatias de bolo rei da melhor confeitaria do mundo (meu mundo é pequenito, bem o sabeis), a Ideal (que segundo minha avó Emília, a tal excelsa esposa de D. Álvaro, é onde se "come muito e não faz mal", coisa que talvez não tenha em atenção perímetros de cintura, coxas, e rabo e tampouco o congestionamento vascular, mas tão somente gramas de guestesura, também expressão da própria, pois que a mim não bafejaram quaisquer resquícios de criatividade linguística).
Abrimos pois em grande esta série, que tentarei terminar já amanhã, dia 24 de Dezembro de 2011, que portanto e sem qualquer réstia de dúvida antecede, também há quem lhe chame véspera, o dia 25 (de Dezembro de 2011 e, a bem dizer, de todos os anos que aí vêm, permito-me acrescentar e duvido que cá vireis questionar, era só o que faltava, até estamos quase no Natal).
Começo então por vos desejar, amigos, e sabei que não uso a expressão levemente, pois que se por cá passais e comigo partilhais algum do vosso tempo é porque gostais (um bocadinho) de moi, começo então por vos desejar umas boas trincas. Pois que do comer e do coçar, já diz o povo na voz que ouço risonha da senhora ali de cima, a tal casada com D. Álvaro e que sabe escrever o seu nome completo com caligrafia primorosa, tudo vai do começar.
A verdade é que, entre as minhas muitas deambulações pelas terras férteis em cactos de Ahwatukee, me fui lembrando sempre de vós e fui fotografando, filmando, enfim registando piquenas pérolas de pendor natalício que se me foram entrando retinas adentro e risos afora.
Faltando-me por cá quaisquer hipóteses de registar em jpeg futuras memórias de vendedores de castanhas em plena Santa Catarina, no Porto, enevoadas pelo fumo que sai daqueles forninhos ambulantes que fazem as delícias dos transeuntes, não deixam de haver outras tantas iguarias igualmente dignas de registo, por exemplo umas fatias de bolo rei da melhor confeitaria do mundo (meu mundo é pequenito, bem o sabeis), a Ideal (que segundo minha avó Emília, a tal excelsa esposa de D. Álvaro, é onde se "come muito e não faz mal", coisa que talvez não tenha em atenção perímetros de cintura, coxas, e rabo e tampouco o congestionamento vascular, mas tão somente gramas de guestesura, também expressão da própria, pois que a mim não bafejaram quaisquer resquícios de criatividade linguística).
Abrimos pois em grande esta série, que tentarei terminar já amanhã, dia 24 de Dezembro de 2011, que portanto e sem qualquer réstia de dúvida antecede, também há quem lhe chame véspera, o dia 25 (de Dezembro de 2011 e, a bem dizer, de todos os anos que aí vêm, permito-me acrescentar e duvido que cá vireis questionar, era só o que faltava, até estamos quase no Natal).
Começo então por vos desejar, amigos, e sabei que não uso a expressão levemente, pois que se por cá passais e comigo partilhais algum do vosso tempo é porque gostais (um bocadinho) de moi, começo então por vos desejar umas boas trincas. Pois que do comer e do coçar, já diz o povo na voz que ouço risonha da senhora ali de cima, a tal casada com D. Álvaro e que sabe escrever o seu nome completo com caligrafia primorosa, tudo vai do começar.
| Bolo rei, Confeitaria Ideal, Dezembro de 2011 |
| Já era(m), Fatias de Bolo Rei, Confeitaria Ideal, Dezembro de 2011 |
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Cozinho para o povo,
Expressões que eu gosto,
Famelga,
Fofinho que até enjoa
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
"Quero ser teu amigo" versão blog
Quando era pequenita era coisa fácil e habitual perguntar aos potenciais friends to be se queriam ser meus amigos. Assim, sem subtilezas, sem manias. Talvez envergonhadita e de olhos no chão, mas se tinha alguma coisa a dizer ou a perguntar, dizia-a ou perguntava-a. Tudo então era mais simples.
Trazem os anos, com as rugas, os cabelos brancos (alguém falou em cabelos brancos, o que é isso?!), e o cansaço, algum pudor nesta arte de fazer amigos, e então já não perguntamos e limitamo-nos a esperar. Um frase aqui, um sorriso cúmplice ali, uma gargalhada em sintonia, e aos poucos vamos pegando em cada ponta daquele novelo fofinho que é a amizade (deixo a cor do novelo metafórico para V. Exas., não quero aqui ferir susceptibilidades clubísticas ou daltónicas) e tricotando qualquer coisa bonita.
Mas eis que as social networks entram no esquema e é preciso voltar a pedir aos amigos que nos amiguem (ainda há minutos enviei um pedido de amizade, vamos lá ver se corre bem).
Quando a pessoa aceita o friend request, lá vamos nós coscuvilhar no mural, ver o álgum de fotografias (se a pessoa é cá do peito comentamos como os anos não passaram por ela perfeitamente convictos do facto, se nem por isso é certo e sabido que vem ao pensamento "eu estou tão melhor"), e assim inteiramo-nos do por onde anda e a que tem dedicado o seu tempo (às vezes até nos inteiramos demais, há malta que eu juro não percebo onde vai buscar o tempo!).
Na blogosfera os pedidos de amizade não são tão claros, e fora os primeiros emails que o blogger envia a comunicar a abertura do coiso, há pouco mais a fazer (vamos por favor ignorar aqueles bloggers que deixam comentários em outros blogs, normalmente os mais conhecidos, e nos quais escrevem, depois de duas ou três patacoadas, qualquer coisa como "olha também tenho um blog muito giro, passa por lá, é o www.tenhoumbloggiro.blogspot.eu quero lá saber, pá, ou tens um alter-ego castiço e um comentário porreiro ou bye-bye).
Na blogosfera, então, penso eu de que, não há tanto os pedidos como há as ofertas. E, na minha, o mimo começa com a seguinte frase "adicionei-te ao reader".
Hoje adicionei mais dois.
Trazem os anos, com as rugas, os cabelos brancos (alguém falou em cabelos brancos, o que é isso?!), e o cansaço, algum pudor nesta arte de fazer amigos, e então já não perguntamos e limitamo-nos a esperar. Um frase aqui, um sorriso cúmplice ali, uma gargalhada em sintonia, e aos poucos vamos pegando em cada ponta daquele novelo fofinho que é a amizade (deixo a cor do novelo metafórico para V. Exas., não quero aqui ferir susceptibilidades clubísticas ou daltónicas) e tricotando qualquer coisa bonita.
Mas eis que as social networks entram no esquema e é preciso voltar a pedir aos amigos que nos amiguem (ainda há minutos enviei um pedido de amizade, vamos lá ver se corre bem).
Quando a pessoa aceita o friend request, lá vamos nós coscuvilhar no mural, ver o álgum de fotografias (se a pessoa é cá do peito comentamos como os anos não passaram por ela perfeitamente convictos do facto, se nem por isso é certo e sabido que vem ao pensamento "eu estou tão melhor"), e assim inteiramo-nos do por onde anda e a que tem dedicado o seu tempo (às vezes até nos inteiramos demais, há malta que eu juro não percebo onde vai buscar o tempo!).
Na blogosfera os pedidos de amizade não são tão claros, e fora os primeiros emails que o blogger envia a comunicar a abertura do coiso, há pouco mais a fazer (vamos por favor ignorar aqueles bloggers que deixam comentários em outros blogs, normalmente os mais conhecidos, e nos quais escrevem, depois de duas ou três patacoadas, qualquer coisa como "olha também tenho um blog muito giro, passa por lá, é o www.tenhoumbloggiro.blogspot.eu quero lá saber, pá, ou tens um alter-ego castiço e um comentário porreiro ou bye-bye).
Na blogosfera, então, penso eu de que, não há tanto os pedidos como há as ofertas. E, na minha, o mimo começa com a seguinte frase "adicionei-te ao reader".
Hoje adicionei mais dois.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Das consequências de amigar mamãe no Facebook, parte 3 5/8
(a saga continua)
Confesso aqui o meu espanto: tantos "Like" no Facebook, tanto comentário abonatório e ainda ninguém comentou que o cabelo está um horror, as raízes estão medonhas (eu fiz madeixas em Portugal há quatro meses). Conclusão:-- Esta malta não dava para juiz em púgama féshion-coiso.
-- A amizade tem um filtro tão bónito!
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #3
Estar tão feliz e derretida com os mimos que fui recebendo que ainda não são nove da manhã e eu já estou a fazer declarações de amor electrónicas aos meus amigos. Ainda por cima sentidas.
(Sou uma lamechas, ai se não sou...)
(E uma gaja de sorte.)
(Sou uma lamechas, ai se não sou...)
(E uma gaja de sorte.)
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Idiossincrasias,
Não sou normal,
Vida de emigrante
Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #2
Ah, suspiro absolutamente deliciada.
E a imensidão de emails que me esperou hoje pela manhã, que dizer dela?
Emails quentinhos aqui do blog, emails de amigos, emails de família, emails do Facebook que hoje me pôs na agenda de mais uns quantos felizes de me conhecerem e ansiosos por me parabenizarem, emails, emails, emails. Emails de Portugal, dos EUA, da terra das acácias, da Nova Zelândia, e da Austrália (só não sei se a T. ainda está pelos Brasis para pôr mais um visto num país distinto, não que importe, afinal o que valeu foi ler o mailito dela, mas é sempre bom saber em que aventura se perdeu a moça).
Ah, suspiro absolutamente deliciada. Hoje o sol nasceu para mim e o dia é meu.
Um sorriso, um beijo, um xi, e um pacote de bolachas shortcake.
E a imensidão de emails que me esperou hoje pela manhã, que dizer dela?
Emails quentinhos aqui do blog, emails de amigos, emails de família, emails do Facebook que hoje me pôs na agenda de mais uns quantos felizes de me conhecerem e ansiosos por me parabenizarem, emails, emails, emails. Emails de Portugal, dos EUA, da terra das acácias, da Nova Zelândia, e da Austrália (só não sei se a T. ainda está pelos Brasis para pôr mais um visto num país distinto, não que importe, afinal o que valeu foi ler o mailito dela, mas é sempre bom saber em que aventura se perdeu a moça).
Ah, suspiro absolutamente deliciada. Hoje o sol nasceu para mim e o dia é meu.
Um sorriso, um beijo, um xi, e um pacote de bolachas shortcake.
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Vida de emigrante
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Fechando a trilogia de posts em f de perf eito
À nossa frente, era o areal que se fundia com o céu e assim nos desafiava a imaginar o mar, para o que muito úteis foram as capirinhas.
Continuo na minha: não fez falta nenhuma o sol. Deixo-vos então a minha receita para um fim de tarde perfeito:
| Fim de tarde, Ar d' Mar, Canidelo, 11 de Agosto, 2011 |
Continuo na minha: não fez falta nenhuma o sol. Deixo-vos então a minha receita para um fim de tarde perfeito:
O resto é decoração.Ingredientes para um fim de tarde perfeito segundo Maria BêUma amiga daquelas.
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Amigos,
Em (mau) português,
Fofinho que até enjoa
terça-feira, 5 de julho de 2011
O amor nao se importa com os acentos
Talvez seja de propósito que a palavra amor não tenha acentos e nem cedilhas. Poupa-me pelo menos ao embaraço de estar para aqui a debitar ternuras atrás de ternuras num teclado que não se compadece deste meu sentir e assim quase me obriga a escrever abraco em vez do abraço desejado (sei escrever abraço porque a minha sogra, querida como só ela, termina os seus emails com beijinhos e abraços, cujo "ç" aparece magicamente quando se prime alt+135). De qualquer modo teria sempre um xi, palavra que a minha filha reconhece e distribui, quer verbal quer fisicamente, com aqueles bracitos que de tão curtos conseguem apenas envolver o meu pescoço e isso chega muito bem.
Deixámos, marido e eu, o hotel perto das nove e meia (eram precisamente nove e trinta e quatro mas eu não quero dar o ar de quem olhou para o relógio com o cuidado necessário para memorizar a hora, acho bem mais cool fingir que não me importo com essas coisas). Queríamos voltar para San Rafael a tempo de ver a cria antes da sua afternoon nap. Saudosos, não nos ocorreu (ou não quisemos que ocorresse) que excitar a rapariga com a surpresa do nosso regresso fosse um antídoto para o sono e não exactamente um sonífero. Tontos!
Deu-se 'a porta de casa o reencontro. O pai ficou lá fora a estacionar o carro enquanto eu, mãe como todas as mães, nem esperei pelo completo parar do carro para lhe dizer "I'll see you back inside". E assim bati 'a porta de vidro que divide a sala do pátio, pés em bicos como se isso ajudasse a ver alguma coisa ainda que o meu problema fosse a ausência de pessoal e não exactamente um obstáculo vertical. Parece-me esta posição ainda menos adequada quando penso que o objecto do meu querer não mede ainda nem um metro de altura, mas fazer o quê.
Bati 'a porta e isso espicaçou-lhe a curiosidade. Ouvia, dentro de casa, a avo' dizer-lhe "mommy is here, mommy is here", termo que eu durante muito tempo escrevi com "u", 'a inglesa, até que coincidentemente me ocorreu que também queria dizer múmia e logo ali me converti ao americanismo.
Olhou-me com aqueles olhos cinzentos a fugir para o azul que também dizem olá ao verde, olhos perscrutadores, ar de nada. Sorriu calmamente e inclinou a cabeça até a encostar ao vidro. Baixei-me, cada uma no seu sítio. Não correu para mim como se vê nos filmes, ficou ali, cabeça encostada ao vidro, peso apoiado ora numa ora noutra perna. O sorriso continuou calmo, os olhos continuaram sérios. "Flor, a mãe já chegou", murmurei no tom mais terno que consegui. Aproximei-me dela e peguei-lhe ao colo. "Up, up", disse durante a viagem do chão até ao alto do meu metro e sessenta e pouco. E então enfiei os lábios naquele cantinho doce e inspirei profundamente. Os beijos vieram depois. Meigos, depois sonoros, que afinal estava entusiasmada por a ver. Deixou que a abraçasse e a beijasse sem se debater. E assim ficou, no meu colo, até o pai saudoso a vir desprender do meu abraço, cheguei mesmo a dizer-lhe "you have to pry open my arms to get her", que é como quem diz traz daí o pé de cabra ou não lhe pegas de modo algum.
Todos os três mais felizes por estarmos juntos, fica-nos a cria com febre, avisa o termómetro 103F (39.4C). Andou a coçar o ouvido esquerdo durante o dia, diz-nos a avo'. Bonito... nada como uma febrezinha para dizer a uma mãe "tive saudades tuas". Eu também.
Nota acentuada e devidamente cedilhada: Ia bem lançada nos caracteres quando me lembrei que a Jonas das nozes disponibiliza aos necessitados um corrector ortográfico, o FLip, que tratou de tornar mais legível texto. Ainda que eu não desgoste completamente do ar sarapintado que lhe dão os apóstrofes a servir de acentos, o antes da letra com um ar grave e o depois da letra nem obtuso nem recto, agudo, se faz favor.
Deixámos, marido e eu, o hotel perto das nove e meia (eram precisamente nove e trinta e quatro mas eu não quero dar o ar de quem olhou para o relógio com o cuidado necessário para memorizar a hora, acho bem mais cool fingir que não me importo com essas coisas). Queríamos voltar para San Rafael a tempo de ver a cria antes da sua afternoon nap. Saudosos, não nos ocorreu (ou não quisemos que ocorresse) que excitar a rapariga com a surpresa do nosso regresso fosse um antídoto para o sono e não exactamente um sonífero. Tontos!
Deu-se 'a porta de casa o reencontro. O pai ficou lá fora a estacionar o carro enquanto eu, mãe como todas as mães, nem esperei pelo completo parar do carro para lhe dizer "I'll see you back inside". E assim bati 'a porta de vidro que divide a sala do pátio, pés em bicos como se isso ajudasse a ver alguma coisa ainda que o meu problema fosse a ausência de pessoal e não exactamente um obstáculo vertical. Parece-me esta posição ainda menos adequada quando penso que o objecto do meu querer não mede ainda nem um metro de altura, mas fazer o quê.
Bati 'a porta e isso espicaçou-lhe a curiosidade. Ouvia, dentro de casa, a avo' dizer-lhe "mommy is here, mommy is here", termo que eu durante muito tempo escrevi com "u", 'a inglesa, até que coincidentemente me ocorreu que também queria dizer múmia e logo ali me converti ao americanismo.
Olhou-me com aqueles olhos cinzentos a fugir para o azul que também dizem olá ao verde, olhos perscrutadores, ar de nada. Sorriu calmamente e inclinou a cabeça até a encostar ao vidro. Baixei-me, cada uma no seu sítio. Não correu para mim como se vê nos filmes, ficou ali, cabeça encostada ao vidro, peso apoiado ora numa ora noutra perna. O sorriso continuou calmo, os olhos continuaram sérios. "Flor, a mãe já chegou", murmurei no tom mais terno que consegui. Aproximei-me dela e peguei-lhe ao colo. "Up, up", disse durante a viagem do chão até ao alto do meu metro e sessenta e pouco. E então enfiei os lábios naquele cantinho doce e inspirei profundamente. Os beijos vieram depois. Meigos, depois sonoros, que afinal estava entusiasmada por a ver. Deixou que a abraçasse e a beijasse sem se debater. E assim ficou, no meu colo, até o pai saudoso a vir desprender do meu abraço, cheguei mesmo a dizer-lhe "you have to pry open my arms to get her", que é como quem diz traz daí o pé de cabra ou não lhe pegas de modo algum.
Todos os três mais felizes por estarmos juntos, fica-nos a cria com febre, avisa o termómetro 103F (39.4C). Andou a coçar o ouvido esquerdo durante o dia, diz-nos a avo'. Bonito... nada como uma febrezinha para dizer a uma mãe "tive saudades tuas". Eu também.
Nota acentuada e devidamente cedilhada: Ia bem lançada nos caracteres quando me lembrei que a Jonas das nozes disponibiliza aos necessitados um corrector ortográfico, o FLip, que tratou de tornar mais legível texto. Ainda que eu não desgoste completamente do ar sarapintado que lhe dão os apóstrofes a servir de acentos, o antes da letra com um ar grave e o depois da letra nem obtuso nem recto, agudo, se faz favor.
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Americanices,
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Filhos,
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domingo, 3 de julho de 2011
Primeira noite
Desde que a minha filha nasceu que não me afastei dela mais do que um par de horas (e quem diz um par diz dois ou três, ainda que não diga quatro). A rapariga tem vinte e um meses e mais uns salpicos de dias, por isso bem posso dizer que há quase dois anos que não me afasto da minha filha mais do que um par de horas. E quem diz quase dois anos bem que pode mandar o quase dar uma volta e arredondar para os dois. Se atentarmos ao tempo da gravidez, então, bom, isso são quase dois anos e meio, mas eu nem quero ir tão longe.
Onde eu quero mesmo ir é àquele cantinho onde pescoço e ombro perdem o nome e se fundem num macio cheiroso do que é o cheiro que é tão dela, afastar os cabelos que teimam em se intrometer entre o meu alvo e a minha boca e assim, delicadamente como quem sopra dentes de leão ao vento para que se vagarosamente se façam à vida, dar o beijo de boa noite enquanto lhe sussurro o quanto gosto dela.
Onde eu quero mesmo ir é àquele cantinho onde pescoço e ombro perdem o nome e se fundem num macio cheiroso do que é o cheiro que é tão dela, afastar os cabelos que teimam em se intrometer entre o meu alvo e a minha boca e assim, delicadamente como quem sopra dentes de leão ao vento para que se vagarosamente se façam à vida, dar o beijo de boa noite enquanto lhe sussurro o quanto gosto dela.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
Amizade, uma definição
Amizade é eu levantar-me ainda nem o sol espreitou o céu, que ao invés brilha de tão estrelado, e ir levar Sra. Dona Olha e seu Luca-Maluca ao aeroporto, têm voo às cinco e meia da manhã.
Amizade é a Olha pegar no seu Luca-Maluca, deixar marido e filha de vinte e sete meses na outra costa, e vir de mala e carrinho-de-bebé passar uns dias ao Arizona. Mesmo sabendo que tem de voltar no voo das cinco e meia da manhã.
Muitos considerandos haveria a tecer sobre a amizade, mas às vezes não é preciso.
Amizade é a Olha pegar no seu Luca-Maluca, deixar marido e filha de vinte e sete meses na outra costa, e vir de mala e carrinho-de-bebé passar uns dias ao Arizona. Mesmo sabendo que tem de voltar no voo das cinco e meia da manhã.
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
From Ukraine with love
Привіт -- Pryvit -- Olá
До побачення -- Do pobachennya -- Adeus
Поцілунок -- Potsilunok -- Beijo
E por insistência da própria,
Моя товаришка -- Moja tovaryshka -- Minha amiga
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sábado, 11 de junho de 2011
Amor, uma definição #3
Chega a casa cansado. Duas conferências em três dias, a primeira em Seattle, no estado de Washington, na Quinta-feira, e a segunda em St. Louis, no estado do Missouri, na Sexta.
Diz-me que foi bumped para primeira classe nos dois últimos voos, de Seattle para St. Louis e de St. Louis para Phoenix. E que, vendo-as tão convidativas no seu pacotinho de gémeas, resolveu trazer-me as bolachas do avião.
Diz-me que foi bumped para primeira classe nos dois últimos voos, de Seattle para St. Louis e de St. Louis para Phoenix. E que, vendo-as tão convidativas no seu pacotinho de gémeas, resolveu trazer-me as bolachas do avião.
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Maria Bê
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Monsieur Bolacha
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