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quarta-feira, 2 de abril de 2014
É aproveitar que eu não duro sempre
Vivi, durante a maior parte da minha vida (quase toda mesmo!) a pensar que tinha de demonstrar aos outros que sou inteligente. Hoje sei que há virtude em deixar que nos menosprezem e nos expliquem tudo como se tivéssemos cinco anos. É mais fácil perceber exactamente quais são os pontos fracos dos argumentos e rebentá-los logo por ali. A sério, dá mesmo muito menos trabalho.
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Maria Bê
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Dúvidas mais ou menos existenciais
sábado, 15 de março de 2014
O blog é uma companhia
São quase dez da noite de Sábado e eu continuo a trabalhar. Passei o dia inteiro nisto, já fiz um exame, já planeei o sétimo trabalho de casa (quem me manda decidir fazer dez, onde estava com a cabeça!?), já preparei três aulas e continuo com a cabeça em slides. Não me lembro das coisas, preciso deles para me orientar. Penso que não sei nada e só me apetece voltar à maternidade a tempo inteiro. Os putos crescem, crescem, e eu mal os vejo. Hoje o Max aprendeu a mandar beijinhos. Todavia não por mim. Não me aborreço em demasia, mas sei que o lamentarei mais tarde (cinco segundos?). Na Pandora está a tocar o Good Luck da Vanessa da Mata com o Ben Harper. Adoro a música. E é só isto.
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Maria Bê
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21:54
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Dúvidas mais ou menos existenciais
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Os elogios a um professor revelam exactamente o quê
Se eu vier a público dizer que tenho um aluno que me disse que gostava que eu fosse professora dele no próximo ano lectivo, em Princípios de Microeconomia, a maior parte das pessoas vai dizer-me que ele está a tentar "dar-me graxa" (detesto este termo, daí as aspas). O que, asseguro-vos, é escusado, a avaliação é toda feita por trabalhos de casa e testes com cruzinhas.
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Maria Bê
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18:33
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Das coisas que me dão comichão,
Dúvidas mais ou menos existenciais
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Penso logo... mais logo eu penso
Se era vossa missão aprender aqui algum mantra devidamente motivador, inspirador, ou aspirador, é desenganarde-vos já imediatamente. Aqui não se aprende nada senão a ser uma pessoa humana mais aparvalhada. Esta é, descubro agora, uma resolução de ano novo, levar-me menos a sério.
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Maria Bê
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Dúvidas mais ou menos existenciais,
Malucos para tudo
sábado, 4 de janeiro de 2014
Queria ter coisas importantes e/ou profundas sobre as quais escrever mas só me apetece falar do meu cabelo
Mais precisamente da falta dele. Estou triste.
No dia 30 de Dezembro, em pleno processo de desenvolvimento de uma constipação, fui ao cabeleireiro. Já não cortava o cabelo, de si habitualmente bem comprido, desde Julho, e queria ter um ar mais arranjadinho no vídeo que ia filmar (e que filmei ontem). Expliquei à rapariga que o queria ligeiramente mais curto, basicamente tirar as pontas já queimadas pelas madeixas e pelo abuso que tem sofrido sem que o mime com máscaras e produtos e cenas para as quais não tenho paciência. Expliquei-lhe também que queria fazer madeixas para que o cabelo deixasse de ter aquele aspecto de quem não as faz há seis meses, raízes escuras, parece que tenho um chapéuzito escuro e o resto do cabelo com melenas alouradas. Mais, disse que queria disfarçar um bocadinho as madeixas existentes, para que o contraste não fosse tão grande. Aquiesceu, parecendo ter compreendido. Estava um frio desgraçado no instituto de beleza, e eu tão constipada...
Ao fim de três horas no cabeleireiro, ia ficando apoplética quando a gaja me tira as tintas do cabelo e mostra, sorridente, o resultado final. Faltam-me dez centímetros de cabelo, o que existe e no qual ela não fez madeixas novas, está castanho escuro, quase preto. Eu adorava a cor loura maluca do meu cabelo, com as suas muitas cores de madeixas paciente e genialmente feitas pelas mãos do Tó, em Oliveira. Estou morena com umas madeixas louras que não têm nada a ver. Pior, como a gaja claramente não percebe muito da poda, só fez madeixas na metade superior da cabeça, por isso o cabelo em baixo está escuro. Ora como eu tenho caracóis e é preciso escalar o cabelo para que fique leve e não me dê um aspecto de triângulo invertido, as madeixas ficam meia dúzia de fios claros e curtos em cima de um volume de cabelo escuro. Pareço uma tentativa de fazer madeixas californianas mal sucedida, mas ao contrário (infelizmente a parte loura para cima, não a tentativa). Estou um bocado absurda e sinto-me tal e qual.
Se tivesse mais personalidade talvez a coisa não importasse tanto, mas dizem-me habitualmente, para me elogiar, que tenho um cabelo muito bonito. Ele cresce, eu sei, e em Maio o Tó voltará a fazer magia, mas até lá até me custa olhar-me ao espelho...
Faltou-me dizer que o corte ficou tão bonito mas tão bonito que no dia seguinte fui ao cabeleireiro de bairro que fica a quatro minutos de casa e no qual se paga $13 para cortar o cabelo para lhe dar um jeito. É que a gaja esqueceu-se de o cortar à frente... chuif...
No dia 30 de Dezembro, em pleno processo de desenvolvimento de uma constipação, fui ao cabeleireiro. Já não cortava o cabelo, de si habitualmente bem comprido, desde Julho, e queria ter um ar mais arranjadinho no vídeo que ia filmar (e que filmei ontem). Expliquei à rapariga que o queria ligeiramente mais curto, basicamente tirar as pontas já queimadas pelas madeixas e pelo abuso que tem sofrido sem que o mime com máscaras e produtos e cenas para as quais não tenho paciência. Expliquei-lhe também que queria fazer madeixas para que o cabelo deixasse de ter aquele aspecto de quem não as faz há seis meses, raízes escuras, parece que tenho um chapéuzito escuro e o resto do cabelo com melenas alouradas. Mais, disse que queria disfarçar um bocadinho as madeixas existentes, para que o contraste não fosse tão grande. Aquiesceu, parecendo ter compreendido. Estava um frio desgraçado no instituto de beleza, e eu tão constipada...
Ao fim de três horas no cabeleireiro, ia ficando apoplética quando a gaja me tira as tintas do cabelo e mostra, sorridente, o resultado final. Faltam-me dez centímetros de cabelo, o que existe e no qual ela não fez madeixas novas, está castanho escuro, quase preto. Eu adorava a cor loura maluca do meu cabelo, com as suas muitas cores de madeixas paciente e genialmente feitas pelas mãos do Tó, em Oliveira. Estou morena com umas madeixas louras que não têm nada a ver. Pior, como a gaja claramente não percebe muito da poda, só fez madeixas na metade superior da cabeça, por isso o cabelo em baixo está escuro. Ora como eu tenho caracóis e é preciso escalar o cabelo para que fique leve e não me dê um aspecto de triângulo invertido, as madeixas ficam meia dúzia de fios claros e curtos em cima de um volume de cabelo escuro. Pareço uma tentativa de fazer madeixas californianas mal sucedida, mas ao contrário (infelizmente a parte loura para cima, não a tentativa). Estou um bocado absurda e sinto-me tal e qual.
Se tivesse mais personalidade talvez a coisa não importasse tanto, mas dizem-me habitualmente, para me elogiar, que tenho um cabelo muito bonito. Ele cresce, eu sei, e em Maio o Tó voltará a fazer magia, mas até lá até me custa olhar-me ao espelho...
Faltou-me dizer que o corte ficou tão bonito mas tão bonito que no dia seguinte fui ao cabeleireiro de bairro que fica a quatro minutos de casa e no qual se paga $13 para cortar o cabelo para lhe dar um jeito. É que a gaja esqueceu-se de o cortar à frente... chuif...
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Dúvidas mais ou menos existenciais
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Nisto de voltar ao perfume em que se foi feliz
Ou infeliz, dá no mesmo.
Há pouco cheirei um daqueles papelinhos que vem com algumas revistas -- neste caso até foi um folheto promocional da Ulta, que é uma espécie de loja Wells -- e lembrei-me de quando o usei, algures a partir do dezasseis anos e durante, talvez, uns dois ou três anos. Era um papelinho do Trésor, da Lancôme, que entretanto foi substituído pelo Jaipur, da Boucheron, que usei durante a licenciatura e eventualmente depois durante o mestrado. Ainda me aventurei por um perfume cuja marca foi tão importante que eu nem me lembro e depois foi a vez de me derreter toda com o Light Blue, da Dolce & Gabbana, que mamãe ofereceu para marcar o início do doutoramento, estávamos em 2002 e o perfume era ainda desconhecido. E como me marcou! Lembro-me inclusive de várias pessoas me perguntarem o que usava, que cheirava tão bem.
Depois do doutoramento descobri a Hermès e nunca mais quis outra coisa. ele foi o Eau des Merveilles (há lá nome mais bonito?), o Jardin sur le Nil, e finalmente o Kelly Calèche, tão eu. Interessante sobre este último foi descobrir que também era o perfume da Rita, que me fez senti-la mais real e mais comigo.
Até que, com os miúdos, foi-se a capacidade de gostar de cheiros (em mim) tão intensamente como dantes (dantes?!). O Emporio Armani Lei, de que eu tanto gostava, e que era o cheiro da loja Friday's Project (ou assim me parecia), fazia-me atravessar para o outro lado do corredor e passar bem encostadinha à porta da loja em frente (ainda hoje e só de pensar nisso sinto uma ligeira náusea, blergh).
Actualmente, e porque ando estranhíssima nestes meus afectos do olfacto, adoro o Candy, da Prada, e consolo-me com o seu cheiro adocicado, que não tem nada a ver comigo (ainda que saiba de fonte segura que sou "dulcíssima" -- é acreditar, é acreditar!). E agora ando em conversações comigo mesma sobre a Eau Première da Chanel, o que não faz sentido nenhum porque também é muito doce. Manias. Tenho outras.
Há pouco cheirei um daqueles papelinhos que vem com algumas revistas -- neste caso até foi um folheto promocional da Ulta, que é uma espécie de loja Wells -- e lembrei-me de quando o usei, algures a partir do dezasseis anos e durante, talvez, uns dois ou três anos. Era um papelinho do Trésor, da Lancôme, que entretanto foi substituído pelo Jaipur, da Boucheron, que usei durante a licenciatura e eventualmente depois durante o mestrado. Ainda me aventurei por um perfume cuja marca foi tão importante que eu nem me lembro e depois foi a vez de me derreter toda com o Light Blue, da Dolce & Gabbana, que mamãe ofereceu para marcar o início do doutoramento, estávamos em 2002 e o perfume era ainda desconhecido. E como me marcou! Lembro-me inclusive de várias pessoas me perguntarem o que usava, que cheirava tão bem.
Depois do doutoramento descobri a Hermès e nunca mais quis outra coisa. ele foi o Eau des Merveilles (há lá nome mais bonito?), o Jardin sur le Nil, e finalmente o Kelly Calèche, tão eu. Interessante sobre este último foi descobrir que também era o perfume da Rita, que me fez senti-la mais real e mais comigo.
Até que, com os miúdos, foi-se a capacidade de gostar de cheiros (em mim) tão intensamente como dantes (dantes?!). O Emporio Armani Lei, de que eu tanto gostava, e que era o cheiro da loja Friday's Project (ou assim me parecia), fazia-me atravessar para o outro lado do corredor e passar bem encostadinha à porta da loja em frente (ainda hoje e só de pensar nisso sinto uma ligeira náusea, blergh).
Actualmente, e porque ando estranhíssima nestes meus afectos do olfacto, adoro o Candy, da Prada, e consolo-me com o seu cheiro adocicado, que não tem nada a ver comigo (ainda que saiba de fonte segura que sou "dulcíssima" -- é acreditar, é acreditar!). E agora ando em conversações comigo mesma sobre a Eau Première da Chanel, o que não faz sentido nenhum porque também é muito doce. Manias. Tenho outras.
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Dúvidas mais ou menos existenciais
domingo, 13 de outubro de 2013
Ainda viva mas prestes a descabelar-me
Talvez seja da pílula nova que comecei a tomar há dois meses, mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja da miúda que passou a semana de férias em casa, mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja do calor que finalmente está a dar tréguas e me reteve tanto em casa, mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja do ligeiro distúrbio obsessivo-compulsivo que me obriga a manter o chão limpo e sem migalhas, mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja da privação do sono, o puto já dorme a noite toda e a miúda também, mas têm acordado à vez durante a noite e o cabrão do pica-pau que picou a janela às seis da manhã de Sexta-feira não ajudou, certamente, mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja do trabalho que começa a entrar-me pelo mail e ao qual não consigo responder porque mal me consigo sentar para responder às mensagens que vão entrando, safam-me os iCoisos, mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja porque vou fazer trinta e oito anos na Quinta-feira, mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja porque tenho um marido que espera que eu seja tudo nesta família enquanto o seu único trabalho, e que em verdade é importante e eu tiro-lhe o chapéu, é trazer aquilo com que se compram os melões para casa (hey, o dinheiro não compra a felicidade mas paga as contas!, e eu dou uma infeliz melhor com a barriga e a despensa cheias do que nem por isso, são escolhas), mas sinto-me a ficar louca. Talvez seja porque me faltam as minhas outras pessoas, todas as minhas outras pessoas, mas sinto-me a ficar louca.
Sinto-me a perder o juízo, sempre cansada. Quero dormir, quero passear, quero estar sozinha, quero que me deixem em paz mas que me perguntem o que tenho, como estou, se "está tudo bem". Está, obrigada, com a graça do Senhor, mas quero que perguntem na mesma para que eu depois possa perguntar "e contigo" e começar a fazer perguntas. Gosto muito de fazer perguntas. Gosto muito de ouvir as respostas. Nunca invasiva, sou comedida, mas gosto muito de ouvir as respostas. Gosto muito de ouvir as pessoas, mais até do que de ouvir a mim, pessoa que acho tem alguma graça e opiniões com as quais na sua esmagadora maioria concordo. Estou bem, obrigada, mas um bocado cansada. Ah, pois, e isso, sinto-me a ficar louca.
Hanging on by a thread, diria se me perguntassem por cá. Crazy ou insane não são bem a tradução adequada. Ainda não lá cheguei, ainda me prendem uns fios, mais do que o literal, talvez deste cabelo cada vez mais comprido. É curioso, sempre pensei que chegaria aos quase trinta e oito anos com ele bem mais curto (está pelo meio das costas). Será uma questão meramente estética, o cabelo é bonito por si só e fica-me bem assim ou será também uma forma de me recusar a envelhecer, a aceitar o que é próprio, adequado, lady-like. Bolas, já vou fazer trinta e oito anos. Só posso estar a ficar louca.
Sinto-me a perder o juízo, sempre cansada. Quero dormir, quero passear, quero estar sozinha, quero que me deixem em paz mas que me perguntem o que tenho, como estou, se "está tudo bem". Está, obrigada, com a graça do Senhor, mas quero que perguntem na mesma para que eu depois possa perguntar "e contigo" e começar a fazer perguntas. Gosto muito de fazer perguntas. Gosto muito de ouvir as respostas. Nunca invasiva, sou comedida, mas gosto muito de ouvir as respostas. Gosto muito de ouvir as pessoas, mais até do que de ouvir a mim, pessoa que acho tem alguma graça e opiniões com as quais na sua esmagadora maioria concordo. Estou bem, obrigada, mas um bocado cansada. Ah, pois, e isso, sinto-me a ficar louca.
Hanging on by a thread, diria se me perguntassem por cá. Crazy ou insane não são bem a tradução adequada. Ainda não lá cheguei, ainda me prendem uns fios, mais do que o literal, talvez deste cabelo cada vez mais comprido. É curioso, sempre pensei que chegaria aos quase trinta e oito anos com ele bem mais curto (está pelo meio das costas). Será uma questão meramente estética, o cabelo é bonito por si só e fica-me bem assim ou será também uma forma de me recusar a envelhecer, a aceitar o que é próprio, adequado, lady-like. Bolas, já vou fazer trinta e oito anos. Só posso estar a ficar louca.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Sarcástica, moi?
![]() |
| "I speak sarcasm as a 2n language", um tão apropriado like do meu Facebook |
Foi fortuito este post da Pólo Norte e por de mais apropriado. Não vou tão longe a dizer que me fofizei, acho que sou uma alma gentil por natureza e de uma sensibilidade extrema (digo-o quase em jeito de assunção de defeito, não como qualidade), por isso a maternidade não me fez ser apenas paz e amor, arco-íris e oh tão linda que está a lua. Mas gostei de me saber mais acompanhada na cabrice.
É que ultimamente dou por mim mais arisca, menos... numa palavra que explica tudo para quem me conhece, doce. Eu sou doce. Ou eu era doce. Ou mais doce, como quiserdes. Aliás, ainda há poucos posts vim dizer que estava azeda, por isso não há coincidências. Não ando infeliz, não ando triste, não ando desiludida, a vida corre-me bem. Tenho descoberto pessoas absolutamente incríveis através do blog e da blogosfera, e só isso chega para me fazer sorrir e ficar quentinha no peito. Fosga-se, há malta tão impecável por aí (claro que depois fico frustrada por viver em cascos de rolha e não conseguir viver em pleno essas amizades em estado embrionário, acho que me divertiria tanto com as minhas misses...).
Mas vá, culpemos as hormonas ou o muito sol, o fim da silly season e a proximidade das holidays (meus amigos, nos escaparates já quase esgotaram os fatos para o Halloween, e mesmo o IKEA não tarda a pôr os trastes decorativos para o Natal à venda).
Resta-me esperar que a São João se despache com o botão da ironia e que, já que vai mandar fazer um, que faça outro, um de sarcasmo, que estou muito precisadinha.
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Maria Bê
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Uma gaja está sempre a aprender: há casar e há "casar"
Acho que vos disse, quiçá em mais do que uma ocasião, que o spam do meu email lê a Caras. Suponho que podia ser pior. Se lesse a Maria ou a Playboy portuguesa eu não me sentiria tão à vontade para vos dizer, o que é um critério para aferir a qualidade do pasquim tão bom como qualquer outro.
Na Caras desta semana vem um título que me despertou suficientemente a curiosidade para ir ler a notícia, exactamente como o pretendido pelos senhores que a publicam, e eu sou menina obediente: "Patrícia Tavares e Pedro Iglésias 'casaram-se'".
Fiquei logo regalada de saber que a moça se casou com a pessoa que ama e "não podia estar mais feliz". Gosto muito de ler felicidades alheias. Faz-me logo pensar que tenho uma vida completamente desinteressante e tenho de mudar de marido, mas fora isso gosto muito. Talvez se usasse mais brilhos...
Mas continuando, que se eu começo nunca mais me calo, a rapariga, que ainda disse que "A vida é mesmo assim, tem sempre surpresas guardadas para nós" (eu cá gosto das minhas surpresas reluzentes em caixas pequeninas), explicou que "não se tratou de um casamento oficial, mas "simbólico"" (coisa que me está a confundir um bocadinho porque esta minha última citação é da Caras, e já lá o simbólico está entre aspas mas o resto não -- pormenores).
Estou toda embaralhadinha das ideias. Eu casei-me oficialmente mas não houve festa, num houve cumbíbio, que a malta toda aprecia e eu decerto também (especialmente a parte dos presentes, nunca m'aresolvi a comprar o serviço de louça e faqueiro da praxe, maneiras que só tenho os baratuchos que comprei no Ikea e não servem para impressionar ninguém -- ahhhhhhhhhh, o drama!!!!). Ora por cá houve casório mas num houve cerimónia. Por lá houve cerimónia mas num houve casório. Talvez por isso ela diga, em entrevista, que não podia estar mais feliz. Bolas, há por aí alguém que me entreviste? Também quero dizer que me casei comntra a pessoa que amo e não podia estar mais feliz.
Na Caras desta semana vem um título que me despertou suficientemente a curiosidade para ir ler a notícia, exactamente como o pretendido pelos senhores que a publicam, e eu sou menina obediente: "Patrícia Tavares e Pedro Iglésias 'casaram-se'".
Fiquei logo regalada de saber que a moça se casou com a pessoa que ama e "não podia estar mais feliz". Gosto muito de ler felicidades alheias. Faz-me logo pensar que tenho uma vida completamente desinteressante e tenho de mudar de marido, mas fora isso gosto muito. Talvez se usasse mais brilhos...
Mas continuando, que se eu começo nunca mais me calo, a rapariga, que ainda disse que "A vida é mesmo assim, tem sempre surpresas guardadas para nós" (eu cá gosto das minhas surpresas reluzentes em caixas pequeninas), explicou que "não se tratou de um casamento oficial, mas "simbólico"" (coisa que me está a confundir um bocadinho porque esta minha última citação é da Caras, e já lá o simbólico está entre aspas mas o resto não -- pormenores).
Estou toda embaralhadinha das ideias. Eu casei-me oficialmente mas não houve festa, num houve cumbíbio, que a malta toda aprecia e eu decerto também (especialmente a parte dos presentes, nunca m'aresolvi a comprar o serviço de louça e faqueiro da praxe, maneiras que só tenho os baratuchos que comprei no Ikea e não servem para impressionar ninguém -- ahhhhhhhhhh, o drama!!!!). Ora por cá houve casório mas num houve cerimónia. Por lá houve cerimónia mas num houve casório. Talvez por isso ela diga, em entrevista, que não podia estar mais feliz. Bolas, há por aí alguém que me entreviste? Também quero dizer que me casei co
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
A abnegação da maternidade, um desabafo
Eu não sou eu mais eu. Já não me pertenço. Divido-me em cinco, mãe, dona de casa, enfermeira, chefe de banda, cozinheira. Limpo o pó e o ranho. Lavo chão e rabos. Arrumo pratos e brinquedos.
E estou tão farta, como quero uma folga... Duas ou três horas para arejar as tranças não me chegam. Preciso sair, espairecer sem hora marcada para dar de mamar ou ir buscar à escola. Apetece-me olhar apenas para o meu umbigo só um bocadinho.
Sou uma ingrata para com a vida tão generosa que vivo, bem sei. Não me falta nada -- juízo não conta -- mas falto-me eu. Tenho saudades de mim, de dar umas gargalhadas sem hora marcada, de ter a ilusão de que sou independente, de que sou livre.
Stop that! Aproveita o que tens, o tempo passa rápido e daqui a instantes os petizes já partiram à conquista do mundo, armados até aos dentes com a confiança que o teu colo lhes deu e aí não terás senão tempo em mãos. Lembra-te dos pais a quem foram roubados os sonhos de uma paternidade pacata e comezinha, keep things in perspective!
Estou exausta. Pergunto-me como fazem os outros (as outras?). E como raio calo o grilo.
E estou tão farta, como quero uma folga... Duas ou três horas para arejar as tranças não me chegam. Preciso sair, espairecer sem hora marcada para dar de mamar ou ir buscar à escola. Apetece-me olhar apenas para o meu umbigo só um bocadinho.
Sou uma ingrata para com a vida tão generosa que vivo, bem sei. Não me falta nada -- juízo não conta -- mas falto-me eu. Tenho saudades de mim, de dar umas gargalhadas sem hora marcada, de ter a ilusão de que sou independente, de que sou livre.
Stop that! Aproveita o que tens, o tempo passa rápido e daqui a instantes os petizes já partiram à conquista do mundo, armados até aos dentes com a confiança que o teu colo lhes deu e aí não terás senão tempo em mãos. Lembra-te dos pais a quem foram roubados os sonhos de uma paternidade pacata e comezinha, keep things in perspective!
Estou exausta. Pergunto-me como fazem os outros (as outras?). E como raio calo o grilo.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Espelho meu, espelho meu, haverá blogger mais _____ do que eu?
Sempre que vejo um blog que contém fotos que incluem o (suposto) blogger-autor pergunto-me quem estará do outro lado a tirar a fotografia. Será o iBicho, será o modo automático, um espelho não será certamente e a polaróide não fica assim.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Nem eu me percebo ( shame on you , Maria!)
Gaja que é gaja vale por si e não pelos seus adornos, sejam eles jóias, valises, roupagens, ou mesmo uma vírgula, iniciais, e pontinhos a seguir ao nome. Eu acredito piamente nisto, que o que conta é a pessoa, o inside é que vale e essas coisas (queria lembrar-me de uma daquelas frases muito insightful que pululam na blogosfera mas não me vem nada à cabeça). Mas então, que fazer da minha vontade de gastar uma quantia pornográfica de dinheiro a comprar uma carteira de marca que ainda por cima nem é de pele? Não me percebo. Eu introspecto, introspecto, introspecto e não saio daqui. Eu quero. Eu não devia querer. Mas eu quero. Oh bolas. No, Maria, no! Bad girl!
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Ainda nem sei que pensar disto
Hoje voltei ao activo e fui dar um ar da minha graça até à escola onde ensino. E, de regresso ao gabinete que partilho com mui ilustre colega, apercebi-me de que o aquecimento está ligado (em todos os gabinetes, não é só meu). E dei-me por tão feliz quanto surpresa. Ainda nem sei que pensar disto.
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sábado, 14 de janeiro de 2012
Dúvida existencial a um Sábado de manhã de Janeiro
Maria está, coisa pouco habitual, às voltas com o seu Facebook. Sente-se arrojada e clicka no botão "people you may know" (faz-lhe impressão a versão em português que mamãe usa). E aparece-lhe, entre tantos outros, seu querido orientador de tese de doutoramento (o gajo é mesmo simpático). Adiciona, não adiciona, adiciona, não adiciona...
E prontes, é isso.
E prontes, é isso.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
É internar-me já!
Amigos, o adjectivo workaholic não me descreve. Estou para além disso. Marido ontem brincava dizendo que sua Maria tem apenas dois modos de trabalho, on e off.
Ultimamente Maria tem estado apenas on, Maria só trabalha, Maria só prepara aulas, Maria só vê Macroeconomia à sua frente, só estuda os agregados nacionais (o tal do PIB) e faz continhas com índices de preços. Maria tem arrepios só de pensar no tanto que ainda tem de estudar para se preparar. E Maria sua as estopinhas para transformar a disciplina numa coisa interessante e que motive.
Maria anda desinfeliz de tanto que trabalha. Quase nem sai, dias há que quase nem sai de casa e areja o queijo.
É internar-me. Já.
Saudades...
Ultimamente Maria tem estado apenas on, Maria só trabalha, Maria só prepara aulas, Maria só vê Macroeconomia à sua frente, só estuda os agregados nacionais (o tal do PIB) e faz continhas com índices de preços. Maria tem arrepios só de pensar no tanto que ainda tem de estudar para se preparar. E Maria sua as estopinhas para transformar a disciplina numa coisa interessante e que motive.
Maria anda desinfeliz de tanto que trabalha. Quase nem sai, dias há que quase nem sai de casa e areja o queijo.
É internar-me. Já.
Saudades...
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Dúvidas mais ou menos existenciais,
É desta que corto os pulsos,
Sorrisos,
Viagens
domingo, 1 de janeiro de 2012
Dúvidas existenciais de começo de ano
Decidir se devo começar uma campanha para oficializar dormir no sofá como arte ou como desporto.
Até agora tenho conseguido descansar a mente pensando-o como um desporto artístico, ali na vizinhança da patinagem ou da ginástica.
Estão por enquanto por contabilizar os ganhos para a sociedade em geral que tal medida traria, desde os de saúde pública, que dormir faz muito bem ao corpo, aos emocionais, descomplexando de uma vez os praticantes.
Até agora tenho conseguido descansar a mente pensando-o como um desporto artístico, ali na vizinhança da patinagem ou da ginástica.
Estão por enquanto por contabilizar os ganhos para a sociedade em geral que tal medida traria, desde os de saúde pública, que dormir faz muito bem ao corpo, aos emocionais, descomplexando de uma vez os praticantes.
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Maria Bê
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10:10
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Trincas
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