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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Yours truly, quebrando estereótipos desde o primeiro dia do ano

Já estou farta de trabalhar nas cadeiras que vou dar no próximo semestre, três online, a qualquer coisa como 504 alunos, e e uma em pessoa, a cem. Estou, em partes iguais, vaidosa e desapontada comigo própria: se o trabalho dá saúde então que trabalhem os doentes.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A minha cabeça é uma alegria mas não tem muito cor-de-rosa, o que é uma pena

Há pouco vi esta foto fofinha no meu Facebook. Quem a publicou escreveu "I want this type of love".


A primeira coisa que me veio à cabeça quando vi a foto foi "bolas, os pés crescem". Sou uma rapariga muito simples. Hoje pouco dada ao romantismo. A culpa é do marido. A culpa é sempre do marido.

sábado, 13 de julho de 2013

Eu vou dizer devagarinho: isto. é. uma. má. ideia.

A SIC tem um programa no qual celebridades fazem pegas de caras. Não, não pegam na Caras, pegam touros, t-o-u-r-o-s, de caras. Talvez seja isto que as confundiu. Olé!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Antes que penseis que me passei de vez

Seria uma pergunta perfeitamente válida, quase expectável:
Agora que até estreaste um blog dedicado a putos e coiso, vais tentar fazer lavagens cerebrais à malta com o intuito de aumentar a taxa de natalidade?
Credo, não! Até porque, para incentivar à natalidade há outros blogs (não resisto, desculpai-me: quase me engasguei quando li, no post em que Pipoca comunicou a sua gravidez [muitos parabéns, que corra tudo bem e seja um bebé muito feliz!], um comentário de uma piquena póner dizendo que agora é que iam nascer bebés, ai valha-me Santa Engrácia que isto vai ser uma desgrácia).

Mas como as palavras são levadas pelo vento (ou pela chuva, que quem diria hoje veio benzer o deserto) e as promessas também não têm melhor destino, cá vai:


Heheehehehe...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

You gotta a problem with me!?

Eu quero, eu quero, eu quero!!!!!!!!!!!!

Ontem andei o dia todo com o coração apertado. Quando me apercebi da celeuma que o vídeo da Pépa causou e da solução que a Samsung arranjou, enrolou-se numa bolita, assim passando o dia, acanhado a um cantinho do espaço que generosamente o alberga. Um "coitadinha da rapariga" perseguiu-me do banho até ao lavar dos dentes nocturno, do cozinhar ao marcar nas paredes o espaço para onde vão os castiçais, acho que cheguei a balbuciá-lo. Apeteceu-me ir ao blog dela dizer-lhe que o dia (semana?) miserável que estaria a ter haveria de acabar em breve e que daqui a um mês já ninguém se lembra (excepto ela, naturalmente). Dir-lhe-ia também, sabeis como me foge o calcanhar para o povo e o quanto gosto de ditados, talvez ela os ignore e há sempre lugar a mais conhecimento, que os cães latem mas a caravana passa, o que, aliado ao vozes de burro não chegam ao céu, significa que em breve também este episódio vai ficar engavetado nos anais da blogosfera e rapidamente ser substituído por outro, melhor e mais sumarento.

Aliado aos considerandos sobre a tristeza da miss, que nos dias que antecederam o descalabro provavelmente andou feliz por se saber numa publicidade e o disse a amigos, família, e se calhar até à manicure, que se calhar nem tem internet e nem sabe e nem lhe interessa o que é isso de blog, blogosfera, ou publicidade na internet, o dia inteiro picou-me a razoabilidade ou aceitabilidade pública de alguém ambicionar ter uma carteira Chanel. Honestamente, vem mal ao mundo por isso? Ai não pode vir a público dizê-lo... (vistes o itálico?).

Porque é que é permitido (entenda-se publicamente aceitável) revelar que queremos fazer uma viagem, ou comprar um tablet ou livros, mas não podemos admitir que queremos um luxo? Reparai que nenhum destes bens é uma necessidade, nenhum se come ou oferece agasalho (emocional não conta!). 'Mai lindo seria dizer que o vamos doar aos pobrezinhos, aos velhinhos, ou aos jovens em risco.Porque é que temos de ter pudor em reconhecer um desejo (D-E-S-E-J-O)? E já nem venho aqui comentar a admissibilidade da posse, ai valha-me Deus que não, que não se pode revelar ter uma carteira/jóia/carro/cadeira de luxo, o chique é admitir que se compra mobiliário usado ou a preços de feira, ou que a roupa foi comprada em saldo, ou que os sapatos foram uma pechincha. Porque é que é socialmente aceitável fazer o culto do miserabilismo? Porquê, porquê, porquê? Felizmente tive mamãe para conversar sobre este meu desgosto.

Mamãe, que já viu muito mundo, diz-me que as pessoas são tendencialmente invejosas, que se não têm querem que o próximo também não tenha. Ok, eu percebo, mas porque não deixar o tal do próximo sonhar? Aqui deixo de lado a Pépa e o seu sonho (fixe para ela, que vai pôr dinheirinho de lado -- poupar, minha gente, poupar! -- para comprar a sua carteira que eu suponho ser "de uma vida", ou não sejam as ditas carteiras passadas de geração em geração, autênticas relíquias para apreciadores) para generalizar. Nomeadamente a mim, que ando a juntar trocos para (mais) uma Vuitton (aaaaaaargggggggggghhhh!) e que quando o meu filho nasceu me ofereci a caneta Montblanc que andei a namorar durante mais de uma década e que era para me ter oferecido quando terminei o mestrado e depois o doutoramento (aarrrrghhhhhhh!).

Palavra, qual é o problema!?!?!!? Desde que a Pépa (voltei!) ande na sua vidinha e não me chateie a molécula, até aprecio que gaste o seu dinheirinho em futilidades que a fazem feliz. Olhem, lindo lindo é desejar isso para o ano de 2013: felicidade a todos. A dela já sabemos como começa (e antes da carteira ela desejou sorte).

Antes de me julgardes (mais) fútil do que sou, aproveito para desejar que 2013 traga a paz no mundo. E alimento para as criancinhas e jovens e velhinhos. E paz no mundo. E que pare o sofrimento dos animaizinhos. E paz no mundo. E menos mesquinhez, mesmo que intelectual. E paz no mundo.

P.S. Escolho não me pronunciar sobre a ingenuidade na elaboração/concretização da campanha. Correu mal, mas o conceito não me parece descabido. Se o objectivo da Samsung era projectar os seus produtos enquanto "objectos de sonho", então venham as pochettes e as valises e os carros de luxo (era um BMW que gaste pouco aqui para o je, faz favor), não me parece mal.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

C is for Cookie Cucumber*


Oh nooooooooooooooo! Ao fim de 43 anos, o Monstro das Bolachas perde as ditas. Este mundo está perdido...
Na verdade, não é de hoje a adopção, pelo MB, de uma alimentação saudável, em prol das suas artérias (e quiçá motivado por um contrato mais chorudo com alguns lobbies agrícolas). Não percebo é por que é que hoje foi uma das notícias do jornal da tarde da SIC. Por outro lado, os anúncios da Depuralina andam ao rubro. Está decretado o começo oficial da silly season!

*No original "C is for Cookie (That's good enough for me! Oh Cookie, cookie, cookie starts with C!)". Versão pepino aqui.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tenho estas coisas todas à volta na minha cabeça*

Amigos, continuo na senda de vos divertir.
Desta feita com uma nesguinha de política norte americana, que se tem vindo a debruçar sobre, entre outras questiúnculas de carácter menos profundo, as mui antecipadas eleições do "leader of the free world" que ocorrerão, se o Apocalipse não se antecipar, em Novembro de 2012 (ou serão o Apocalipse -- perdoai-me, não percebo muito de religião).
Sem querer tomar demasiado do vosso tempo, que sei ser precioso, e nem demasiado da vossa boa vontade, particularmente no que diz respeito a assuntos tão peludos como são os políticos (ai eu aqui a rebolar com a chalaça... perdoai-me os incautos, eu gosto do adjectivo peludo para descrever substantivos pouco dados ao assunto, quiçá mesmo alguns sofredores de alopécia, mais ou menos precoce, ou fãs incondicionais da luz pulsada, está mais ao menos a par do delicioso, que de repente descubro neste curto circuito que é o meu cérebro serem antónimos -- acho que também não percebo muito de Português).
Desta feita trago-vos um cheirinho do candidato presidencial republicano Herman Cain, nascido em 1945 em Memphis, no Tennessee, sitio muito mau para se nascer se por acaso de dava a má sorte de ter a cor errada (estávamos, afinal, ainda a dezoito anos do célebre discurso "I have a dream", pelo que muita segregação havia pelos EUA, principalmente no Sul).
Nascido no sítio certo na hora errada ou no sítio errado à hora certa, filho de uma doméstica e trabalhadora nas limpezas e de um barbeiro/contínuo/empregado de limpezas/chauffeur do presidente da Coca-Cola que cresceu numa quinta, diz Cain que teve uma infância "poor" mas "happy" (na Wiki também estava entre aspas).
Entre vocalista de gospel, analista de balística e de sistemas, e gestor de 400 lojas do Burger King, Cain foi o impulsionador de uma campanha muito do meu agrado que foi a do "BEAMER", que ensinou os empregados das lojas a fazer sorrir os clientes sorrindo eles próprios (há tão pouca gente sorridente neste mundo, pá!).
Depois de ainda passar pela Associação de Restauração Nacional e constar da board of directors do, entre outros, Reader's Digest, Cain decidiu abraçar a política com os dois braços ainda que pareça fazê-la com os pés:


Mais tarde conversamos sobre o Rick Perry. Ooops, a menos que eu tenha um lapso de memória (se não vos estais já a rir fica aqui a promessa de outra gargalhada).
Ah, EUA, obrigada pela constante oferta de patetices.

*Do discurso, "got all this stuff twirling around in my head" do Herman Cain,

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A pizza é um vegetal

Amigos, em primeiro lugar fechai a boca e substituí esse ar de espanto por outro de curiosidade, que vos assenta bem melhor e dá a vossos semblantes um ar menos chocado, que está já démodé de tanto que se vê pelas ruas.
Comecemos então pelo princípio, que é por onde tudo deve começar, ordeira e clamarente, pois que de argumentos turvos andamos todos saturados. Até à ponta dos cabelos ou até à medula, como melhor vos aprouver. Também podem ser as duas, que eu cá não me quero imiscuir na gestão da vossa saciedade, sem dúvida sabeis o que é melhor para vossas mercês.
Deixando de lado a massa da pizza, atentemos aos pormenores que transformam o acepipe numa pizza aux champignon, numa havaiana, ou na versão que é a preferida cá em casa, numa cowboy. Atentemos pois aos ingredientes que levam em cima.
Mas, e pedindo-vos todavia alguma calma no andor, e até alguma paciência para com esta com vossa amiga, que tomou há pouco o pequeno-almoço e por isso não sente ainda quaisquer vestígios de fome (mas dai-me aí uns dez minutos), chamo a vossa atenção para o ingrediente habitual e habitualmente ignorado aquando da decisão de qual escolher (na dúvida, havaiana ou cowboy, dependendo do frio que faz lá fora): o molho de tomate.
Concordais que o tomate é da família das plantas? Concordais que, de certo modo, a fruta deve fazer parte da fatia, não da pizza!, mas da roda alimentar? Ora então ignorando o piqueno detalhe de o tomate ser na verdade um fruto e não exactamente um vegetal, e assumindo que sendo primo é já motivo bastante para que lhe leve com o nome, ficai então sabendo que, empregando aquela propriedade mágica que é a transitividade, e agora devagar para não doer muito:
Se o tomate é um vegetal (não é, não é, é um fruto, mas adiante)
E se a pizza tem tomate (não tem, não tem, é molho de tomate!!!),
Então a pizza é um vegetal (WTF!?!)
Se achais esta perpectiva absurda, dizer-vos-ei que não é minha, pois que até sei que o tomate é um fruto. Esta é, todavia, a perpectiva do Congresso norte americano.
Ainda que a ideia completamente idiota de classificar o molho de tomate (ketchup) como vegetal em vez de condimento tenha sido ridicularizada na primeira vez que apareceu, durante os longínquos anos oitenta, a verdade é que a alimentação subsidiada nas escolas públicas americanas reflecte a perspectiva de que na verdade a pizza é um vegetal e pode (e deve) ser servida regularmente nas cantinas, ou não devessem as crianças ter a liberdade de escolher o que devem almoçar (perdão, WTF?).
Apesar de vários esforços da administração Obama no sentido de tornar os almoços nas escolas públicas mais saudáveis, e o mais saudáveis quer dizer limitando a quantidade de batatas e de sódio na alimentação dos putos, o Congresso vem imediatamente dizer que não, que isso encarece os já tão emagrecidos orçamentos escolares (olha, não é só em Portugal!), que isso é uma trabalheira para a gestão escolar dada a burocracia implicada e, o meu preferido, é uma violação da liberdade de escolha das criancinhas, coitadinhas, que devem poder comer batatas fritas e pizza todos os dias ao almoço se bem lhes aprouver.
Quem diria, o capitão no Wall-E tinha razão:
Earth is amazing! These are called "farms". Humans would put seeds in the ground, pour water on them, and they grow food - like, pizza! 
Estamos perdidos...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sabes que estás nos EUA quando... #2

Foi precisamente no dia 1 de Outubro (do corrente, não adorais esta expressão?) que eu, deambulando pelos corredores do Target (ler "targuét", como alvo, e não "targé", como em franciú), que é uma espécie de supermercado/hipermercado/Continente misturado com Rádio Popular ou Worten, que tem desde adubos a bicicletas, vitaminas a roupas e calçado, bolachas a cartões/postais, me deparei com um escaparate mais temático. Pois é, se Dezembro é o mês oficial do Natal, Outubro é o mês oficial do Halloween, tradição que se não estou em erro já foi importada para Portugal e agora é ver os putos, não bastasse o Carnaval, andar a bater de porta em porta, ou pelo menos mascarados, a dizer "doçura ou travessura", expressão que eu não sei bem se já ouvi em algum lado ou se é fruto da minha (falta de) capacidade para a tradução. Andava então eu toda lampeira a passear pelo Target, lista mental de compras em riste (mental, amigos, mental), quando vi estes adornos tão... assustadores?
É que, amigos, a malta usa mesmo destas coisas, não pensais por um momento, sequer um instante, que a malta por cá se limita à indumentária mais horrífica, à escultura das abóboras, nã, esta malta por cá eleva a coisa a todo um nível que a nós, gente mais comedida e eventualmente de melhor gosto, passa completamente ao lado.
Para hoje, que já falta menos de uma semana, recomendo um colar. Talvez também um anel, mas nada de exageros, que a fashion Crise Outono-Inverno 2011 se requer contida e depurada.

Acessórios: brincos, anéis, e colares, Target, 1 de Outubro, 2011

Colares: pormenor, Target, 1 de Outubro, 2011

Anéis: pormenor, Target, 1 de Outubro, 2011

Baby fashion, Target, 1 de Outubro, 2011

Baby fashion: pormenor, Target, 1 de Outubro, 2011

Nota da confeitaria: Eu nunca disse que não tinha pretensões a ter um fashion blog, portanto cá está, e aviso desde já que isto é só o começo. Mi aguarde!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #8

(não sendo já mais dia 17 em lado nenhum do mundo, é dia 18, de modo que é altura de vir contar alguns pormenores do dia, nomeadamente o que interessa mesmo, e que são os presentes. Ah eu não ligo nada a isso, o que importa são os beijinhos e os xis e os mimos. Tretas. Venham os presentes.).

Uma das coisas boas de se fazer anos longe é relembrá-lo à famelga até à exaustão, porém com o detalhe utilitário de se acentuar o cariz solitário da celebração longe da qual nada é tão feliz, pelo menos da que me é próxima e que me faz falta todos os dias mas ainda mais em alguns. Daí que tenha vindo de casa com presentinho embrulhado, coitada da Z. que vai na minha conversa e não nega nada à sobrinha querida. Uma camisola, perdão pullover muito giro, cinzento, aos corações cor-de-rosa, que comprámos juntas numa sessão de shopping.
Mas não foi só de uma camisola que se fez a minha lista de presentes.
Sogra querida, bem levada pelo marido que me sabe fã de pipocas, deu-me uma popcorn popper, ou máquina de pipocar, que as faz com ar, sem necessidade de óleo ou panelas/tachos sujos. Bem podeis dizer que também o micro-ondas as popa (do verbo popar), mas o meu anda a queimá-las e a menina não gosta. E com a máquina veio um frasco de milho (a sério, a minha sogra não existe!) e ainda o mais recente livro do Daniel Silva, que eu já por cá confessei ser um dos meus guilty pleasures.
E mais, e mais?
(calma, estou a fazer suspense)
Mamãe, também bem treinada por moi même, ofereceu a sua filha bolacha meio relógio (sou filha atenta aos cortes orçamentais nacionais e não gosto que deite os seus aeurios à rua sem mais nem quê). Pormenor do relógio e coisa que eu tenho andado para cá vir comentar com V. Exas., em pleno processo de auto-análise que me leva a chegar até ao centro das minhas angústias, manias, teimas, e idiossincrasias (foi para rimar, notaram?), é dourado. Dourado, assim como o ouro amarelo (não do branco, que é d'ouro mas prateado, coisa que não faz assim muito sentido mas enfim, é bonito). É dourado. E depois? E depois... eu não sou gaja de dourados, pá. Eu sou calça de ganga, t-shirt branca, e sapatilhas (ténis). Eu sou relógio prateado, brincos em zircónia tipo solitários. Eu sou rabo de cavalo, batom de cieiro. Eu sou aquela que se funde com a paisagem e não a que a decora. Cheira-me a post...
E o amantíssimo esposo, Maria, que foi que te deu?
(pois ainda não estou bem em mim com o choque)
Vindas as bolachas exigidas pela madame e sem as quais seria automaticamente vedado o acesso do senhor ao leito conjugal, vindas ainda umas bolachas que dito senhor, dando asas à criatividade decidiu ofertar, com nozes da macadâmia e chocolate branco e às quais sua senhora, purista por convicção, partido político, e fé, torceu o nariz, eis que chegou a surpresa maior.
(a sério que ainda não me refiz)
Marido ofereceu-me uma garrafa de cachaça.
A sério.
Amantíssimo esposo de Maria há dias foi comprar scotch whisky e, lembrando-se que eu lhe tinha dito que queria beber umas caipirinhas e que portanto por favor comprasse cachaça quando fosse à loja, pumba, viu encontrado o meu presente. Diga-se em abono de boa vontade do senhor que a garrafa que comprou é exactamente igual a uma que eu trouxe do Brasil em 2001 e que tive de deixar para trás numa mudança porque era proibido o transporte de bebidas alcoólicas.
Mas bolas, faço 36 anos e o gajo dá-me uma garrafa de cachaça?!
Ainda não sei o que pensar. Aceito ajudas, sou jovem impressionável e de feitio facilmente moldável à opinião alheia.
Pelo sim pelo não deixei-o dormir na nossa cama, mas desconfio que preciso rever esta posição.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Problemas em escrever este tipo de post (mais do mesmo)

Amigos,
Amiga de meu amigo que sou, o que de algum modo sugere que o sou vossa, pois que assim vos trato tão cheia de mesuras, devendo este "algum" ler-se com a amplitude necessária ao terno abraço desta que vos escreve com vontade de em vós fazer brotar risos e sorrisos, o que importa é que sem sisos, e desta feita com um post mais dado à cantoria, abri o próprio ficheiro que vos sugeri abrirdes e... ele é o pisca pisca para a esquerda, é o pisca pisca para a direita, é o trá-lá-la para ver se arranjam conquista, e mais um pisca pisca... conquista... pisca pisca... até aposto que o Tico e o Teco vão dar faísca, ao Tico vai dar uma apneia e o Teco vai meter uma baixa psiquiátrica. Mas até lá... pisca pisca...  
Socorro!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Temperamental, moi?!

As semanas da chegada são sempre atribuladas, e esta última não foi excepção. A única excepção que lhe encontro, aliás, é a dimensão do caos, em grande parte explicado pelo jet-lag da mini-bolacha, que acordava às quatro da manhã com uma disposição fabulosa para a conversa, saltos, abraços e xis, correrias, e tropelias várias. Por isso as minhas tardes, ao invés de serem investidas em actividades de amplitude utilitária vasta, foram investidas no meu colchão Molaflex, do qual até tinha saudades. Muitos têm portanto sido os textos que me têm apetecido escrever mas que têm ficado invariavelmente adormecidos nas gavetas do meu cérebro e que, mal-grada boa vontade, muito provavelmente aí ficarão sem nunca chegar a ver a luz do dia.
Ora uma das muitas ideias (geniais, sem dúvida, adjectivo que posso invocar sem falsas modéstias pois que V. Exas. o mais provável é jamais lhes botarem as vistinhas em cima) que tive foi escrever sobre a Moody's. Mas Maria, dizeis vós com um tom imediatamente (e com todo o direito!) arreliado, já andamos saturados disso. Esperai, amigos, e dai-me algum tempo para explicar a ideia e o trocadilho tão giro que me ocorreu, até ides achar graça, eu prometo (e se por acaso já o tiverdes lido noutras tascas, peço-vos apenas alguma tolerância com esta ovelha que tem andado mais tresmalhada mas que com tempo vai voltar a este albergue virtual no qual debita opinanças que vós fazeis o obséquio de ler e que, para seu incomensurável gáudio, até comentais).
Voltemos então à Moody's...
O Webster, dicionário (também online) nascido um mui pomposo Merriam-Webster mas a que eu, moça de trazer por casa e dada a estas proximidades abusivas, carinhosamente trato pelo segundo nome, e que conheci como um calhamaço sensivelmente maior do que uma folha A4 e da grossura de quase um palmo, preto de lombada amarelada pelo tempo e pelas muitas investidas curiosas e sedentas de saber, define moody da seguinte forma:

Merriam-Webster, moody, 19 de Julho, 2011

Adjectivo cujo primeiro uso foi registado em meados de 1593, portanto sério, de provecta idade, e ao qual devemos algum respeito não obstante o seu uso habitual se destinar à descrição do estado de humor das gaijas quando momentaneamente acometidas daquele instinto assassino capaz de virar o mundo pelas costuras, e que se me permitem o aparte devia ser admissível em tribunal como desculpa perfeitamente plausível para seja o que for. Alguém moody é alguém que está num estado de humor muito particular, normalmente mais negro, ou então dado à mudança de humor, mais ou menos repentina. Amigas, isto faz tocar campainhas? Amigos, isto faz tocar campainhas?
Faz portanto todo o sentido, pelo menos nesta minha cabeça destrambelhada, que a agência de rating Moody's seja, também ela, dada à oscilação de humor repentina, à maluqueira, e à tomada de atitudes que, uma vez passada a hormona, parecem tristes e dignas de arrependimento (a lágrima também condiz com o estado de espírito, quer um quer outro). É pois de cabeça quente que são tomadas estas decisões sobre scores e pontos e lixeira. Que foi, agência, querias uns sapatinhos Helsar, a malta não tos deu, e agora amuaste e resolveste dizer que estão verdes, não prestam? Ou quem diz uns sapatinhos diz uns pasteis de nata, que te fazem engordar e lá se vão as calças brancas estivais, as tais que têm estado na gaveta à espera de dias mais quentes e rabos menos grandes.
Penso na Moody's e vêm-me à cabeça gaijas. Gaijas altas e baixas, gordas e magras, louras e morenas, mais ou menos pitosgas, mais ou menos cheirosas, fazer o quê? Já não é a primeira vez que confesso gostar de um estereótipo! E de tanto fazer as pazes com este meu lado menos científico até quis ir pesquisar o organograma da instituição, analisá-lo com cuidado, entender até que ponto (não) estou enganada, saber do mulherio que por lá esbanja charme. Confesso-vos mesmo que, sabendo de antemão que a minha queda para o estereótipo já tangencia o exagero, espero ver na sua direcção uma dama e não um cavalheiro, não que estes últimos não sejam dados à hormona e se passem do ovário, esquerdo ou direito isso é lá com eles e este não é o momento de para aqui vir discutir política, mas assumo a minha expectativa, a minha hipótese nula, se quiserdes que aqui ponha um ar mais científico (da treta), que na direcção da Moody's há por lá muita gaija (dada ao desarranjo hormonal, temperamental, ou eléctrico).
E foi assim que descobri: o acesso ao site da Moody's está vedado a IP's portugueses. Porquê? Porque aqui a malta, enraivecida com a cotação fedorenta atribuída pela agência ao nosso Portugal, que isto de dizer mal dos portugueses é propriedade única, exclusiva, e privada dos próprios portugueses (ah pois!), consta que decidiu boicotar o site e invadi-lo com utilizadores, tornando-o inoperante (ver mais aqui). O site da própria está, portanto, inacessível aos portugueses, a Moody's está amuada e não atende os nossos telefonemas e nem lê os nossos SMS. Talvez se lhe mandarmos flores a fera acalme. Ou bolachas, que comigo resultam sempre.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Precisais de um milagre?

Instantes depois de publicar o post sobre a Marta Azedo o blogspot brindou-me com este écran:

Miracle Prayer Requests, 6 de Junho, 2011

Não tendes de quê. Aleluia!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu e a minha mente perversa #2: Desata-me!

No outro dia, enquanto tentava publicar um comentário no Margens de Erro, a moderação de comentários exigiu-me que escrevesse o seguinte código de verificação de palavras:

Moderação de comentários do Margens de Erro, 11 de Maio, 2011

Que eu li "untie me", ou seja, desata-me. Tal qual o Almodóvar, só que ao contrário. Ou de cabeça para baixo. Ou de perna às costas. Ou a fazer o pino em cima de uma árvore. Como quiserem, que eu prometo não julgar.
Já há uns tempos andei às voltas com trocadilhos sobre preservativos em Nova Iorque...

Nota de rodapé: o meu comentário era uma citação do George M. Cohan, que afirmou "I don't care what you say about me, as long as you say something about me, and as long as you spell my name right." Isto vinha a propósito de um dos muitos textos sobre a notoriedade cibernética dos principais líderes partidários. Para quem gostar do género, o Margens de Erro é um site muito interessante que analisa sondagens políticas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Gaijos nous"

Alguém veio parar às minhas bolachas porque googlou a expressão "gaijos nous". Ainda não decidi se isto é bom, mau, ou muito pelo contrário.
Foi difícil fazer o marido perceber por que é que eu desatei a rir, mas vós percebeis, certo? Cegto...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Blogspot, reflexões durante/depois do blackout

Aparece-lhe em casa com um ramo de rosas vermelhas. Estúpido, não se lembra que ela anda na fase das camélias desde que descobriu que eram a flor preferida de Mademoiselle Chanel.
— Anda aqui benzinho, deixa-me fazer-te um cafuné nos comentários. Prometo fazer-te aquelas coceguinhas nos hyperlinks de que tu gostas tanto. Eu sei que não esperavas que eu demorasse tanto, e p'ra te falar verdade nem eu, docinho! Tens razão, minha bolinha de berlim, as mensagens que te fui deixando não diziam quando voltava, porque saí assim tão de repente...  São os hackers, pastelinho de nata, não ouviste o que se passou com a PS3? Eu gosto tanto do teu template, fofinha. Anda aqui, anda ao papá, meu algodãozinho doce.
— Vai mas é para o cara**inho, tu e a tua tecnologia para blogs, meu grandessíssimo cabrão. Eu vou dar uns bordejos e arejar as tranças.
— Mas fofinha!
Bate com a porta resmungando entre dentes:
— Vai para a pu** que te pariu, blogspot, a ver se um dia destes não te troco pelo sapo, pelo clix, ou pelo wordpress.
Enquanto caminha determinada, pensa que a tagarelice do gajo lhe deu fome.  E resolve, logo ali, ir num instante à pastelaria ver se tem bolachas fresquinhas.

Explicação para quem a precisa: o blogger tomou chá de sumiço dois dias.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Inspira, expira, inspira, expira, inspira...

Inspira. Devagar, pausadamente. Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Chego aos seis? Seis. Agora expira. Um. Dois. Três. Este foi rápido, compensa no próximo. Quatro. Cinco. Seis. Ainda sobrou um bocadinho de ar, batoteira. Sete. Inspira. Um. Dois. Três...
Também na preparação para o parto foi assim. A minha tão querida Enfermeira Fátima, de cronómetro na mão, monitorizava o progresso das minhas respirações dizendo que o objectivo era chegar a contar até, talvez, treze, ainda que o que importasse verdadeiramente era a viagem e não propriamente o destino. Ainda bem, porque nunca lá cheguei. Houve um dia, um dia só, solitário, sozinho, que cheguei aos doze segundos, mas a minha moda foi onze.#1
Respirar conscientemente não foi novidade para mim, lembro-me de o fazer quando ainda andava no secundário. A verdade é que os testes de matemática me deixavam numa pilha de nervos, e a dada altura percebi que, respirando intensa e pausadamente, conseguia centrar-me. Nem tanto concentrar-me, não era e não é isso. O que realmente acontece quando eu respiro assim é que o mundo pára. De olhos fechados, que já que sou tola também há que o parecer, à minha volta deixam de existir pessoas, deixa de existir mundo. O tempo e o espaço passam a existir noutra dimensão que finalmente me é alheia e me permite encontrar-me no centro de mim.
Mais tarde, durante a prova específica de matemática, com o cérebro em quinta a trautear o "Amor de água fresca", da Dina, e já prestes a passar-me dos carretos com uma prova demasiado longa numa sala demasiado pequena cheia de "Maria José", fi-lo e resultou.
Lembro-me distintamente de o fazer no doutoramento, antes dos preliminary exams. Enquanto os professores organizavam a distribuição das provas e os colegas debatiam a organização anónima das ditas, fui à minha procura e, ao que parece, encontrei-me, porque passei nos dois testes e ainda fui capaz de uma piadola num deles.#2
Hoje de manhã tive de respirar fundo. Duas vezes quase me saía o coração pela boca.
A primeira vez foi quando, ainda de olhos remelentos e mal abertos, peguei no telefone para ver os mails. Na Inbox os comentários ao meu blog. Um da Rita Maria, a dizer que sim, que é ela quem por cá dá um ar da graça, e que graça cá trazes, menina, e outro da I., que com toda a licença veio ao meu humilde estabelecimento confessar que também ela é poupadinha. Fiquei em choque, claro está, que é o mínimo que se pode esperar!
A segunda foi quando, na minha digressão matinal do meu universo bloguístico, vou ler as intenções da Rita Maria, sim a mesma do parágrafo acima, e leio que ela me presenteou com um questionário sobre, à falta de melhor descrição, os nossos livros, aqueles que lemos e relemos e voltamos a reler (sim, querida, sei que o voltar a reler é assim um bocado a modos que coiso). Está doida, a moça! Ó Maria Rita, então não sabes que eu sou mãe e que por cá é mais Rua Sésamo, e cocós, e mãos cheias de terra ou pedrinhas? Mas eu responderei, claro. Certa de que a minha lista será muito menos impressionante que a dela e que a de todos a quem passou a estafeta, mas nem por isso menos escrita com menos afecto.
Agora, se me dais licença, vou ali respirar mais um bocadinho e já volto. Inspira. Um. Dois. Três. Quatro... é desta que chego aos treze...

#1. Não, não rumei a outras praias e decidi ter um blog mais fashion. Moda é, estatisticamente falando -- já vos disse que fui professora de estatística? -- é... a observação que ocorre com mais frequência numa determinada série. Por exemplo, se algum curioso um dia quiser saber o número de bolachas que eu como por dia, e se eu responder que num dia comi cinco, no dia seguinte comi oito, no dia a seguir a esse comi seis, e no dia a seguir comi cinco, e depois desgracei-me e comi treze, depois para me redimir comi três, mas no dia seguinte lá voltei a escorregar e comi cinco... Em primeiro lugar, constatará que eu sou uma grandessíssima mentirosa, porque eu comer menos do que sete bolachas de uma só vez é virtualmente impossível. Não havendo nada a fazer quanto à mentira, em segundo lugar observará que a moda dos meus lanches é cinco, as tais cinco bolachas que eu afirmo, juro as pés juntos, e quem mais jura é quem mais mente, ter comido nesses dias. Cinco foi o número de bolachas diário que eu mais comi nessa semana.
Gostavam de ter uma professora de estatística como eu, não gostavam?

#2. Os preliminary exams da North Carolina State University, também conhecidos como qualifiers noutras instituições, têm lugar no final do primeiro ano, o core year, durante o qual se estudam as disciplinas basilares da economia, microeconomia, macroeconomia, e econometria (daí o nome core). No meu caso, os exames foram só de micro e macro, mas há escolas onde há exames de econometria e mesmo das disciplinas de especialização (economia internacional e desenvolvimento). De quatro horas cada um, os exames são hard core, e qualquer coisa pode ser perguntada, desde a economia mais simples, para testar a nossa intuição, à mais complicada, para testar o nosso conhecimento. Claro está que às vezes há perguntas mesmo maradas cuja finalidade é apenas e só testar o nosso desenrascanço, o que também tem de pertencer ao rol de faculdades de qualquer economista que se preze. Todavia o pior destes exames é que não há nota, há apenas um pass ou fail no final. No primeiro caso, isso significa até ao próximo semestre, goza as férias. No segundo caso, basicamente significa faz as malinhas e xau xau. Há uma, uma só possibilidade de refazer o exame, mas um segundo fail é mesmo have a nice life. Stressantes? Não, que ideia!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lady Ma-mas

Fonte: Caras.pt


Com a blogosfera ao rubro, e com "blogosfera" quero dizer um ou dois, quiçá três blogs que visito com uma regularidade que outros poderiam classificar de obsessiva se eu para tal lhes desse confiança a comentarem as mamocas da Bárbara no programa Portugal Tem Talento, eu tive de ir ver.
É que, meus amigos, eu sou perdida por duas coisas, não necessariamente por esta ordem ou talvez sim, mamas e celebridades portuguesas, e então desde que moro nos EUA, refinei. Ora juntaram-se as duas à esquina de uns textos e pumba, dá uma rapariga uma escorregadela tecnológica até ao google e pesquisa a Senhora Dona Bárbara e a outra senhora, Lady de seu primeiro nome artístico, Gaga de sobrenome, ainda que o que rapariga não é é gaga, ah não senhora, que até fala muito docentemente e canta que é uma maravilha para quem gosta do estilo, e eu cá até gosto, faz-se-me ter vontade de agitar a molécula, o que é uma coisa muito boa de se fazer, e já de se ver não sei, mas os dez anos de ballet que tenho no lombo hão-de ter servido para alguma coisinha e não somente saber o que é um plié, um chassé, ou a posição de attittude, e não, nunca fui capaz de um fouetté e sempre me vi tramada com as mais simples piruetas (será que devia ter escrito pirouettes?).
Mas voltando ao púgrama do talento em Portugal, ou quiçá muitas vezes falta dele, que eu sempre que vejo um programa americano ser adaptado em Portugal fico com uma sensação de vazio no estômago, se bem que uma vez até segui os Ídolos, quando a Cláudia estava grávida, e até gostei muito e só tive pena que não ganhasse a Diana, que bem se nota era a minha predilecta e portanto sabia cantar muito melhor que o outro que ganhou, o puto, não sei como se chama(va). Bolas, esta minha memória...
Mas voltando ao talento, li na Caras.pt, pasquim de conteúdo valiosíssimo, que Bárbara se sentiu "muito feliz por ter trabalhado para mostrar em palco algo diferente", adiantando também que participou em ensaios durante cerca de uma semana, mais tendo sido "submetida a longas horas de caracterização de forma a conseguir chegar ao resultado apresentado".
Gostando "de tudo o que é diferente", nas palavras da própria, Bárbara diz ainda que lhe deu "imenso prazer transformar-[s]e em Lady Baba", notai aqui a adaptação do Gaga para Baba, e nem por isso Bábá, que creio lhe assentaria bem melhor e se não estou em erro de facto lhe assentou quando mais chavalita.
Ora a Bábá, desculpem não lhe consigo chamar Baba, está um portento do alto dos seus 38 anos, dois filhos, e um marido que anda por longe, longe, longe, e falo eu cá de experiência que namorar um marido à distância não é fácil, e nem andar de avião com malas e mais malas atrás é chique e/ou elegante, se bem que tenho a certeza que a moça e eu viajamos em contextos -- leia-se classes -- diferentes e com luxos, no meu caso clara falta deles, igualmente distintos.
Mas Bábá, que foste tu fazer, rapariga? Num havia necessidade, rapariga, tu que és tão chique agora foste pôr-te nesses preparos? Ainda por cima a fazer um play back tão pobrezinho que até se me eriçaram os pelos dos braços, pá? Eu não sou propriamente fã de pedir autorização ao marido, ou perguntar em demasia a sua opinião, porque gaja que é gaja até tem a sua e dá-a quando quer e bem lhe apetece, mas moça bonita, se calhar desta feita devias. É que há figurinhas que a gente faz em privado, karaokes mais gingados, por exemplo, mas não as traz a público. Queres armar-te em pop star, arma! Queres brincar ao Glee club, tu brinca! Agora faz isso tudo no aconchego da tua sala, não venhas assim para a de toda gente, que eu gosto de pensar em ti como nos reclames da L'Oréal, a usar aquele verniz vermelho vivo, o número 500, de que eu tanto gosto e já usava ainda mesmo antes da tua publicidade mas agora, de cada vez que sou elogiada respondo "é o da Bárbara!" como se tu o usasses mesmo no dia-a-dia, que tenho para mim que és mais transparente ou branco suave, ou então como nos reclames da Chaumet, sempre tão glamorosa, estilo e elegância personificados, já nem tanto dos reclames dos bancos, que acho serem demasiado povo para ti. O que te vale são mesmo as mamas, rapariga, que eu fiquei tão em transe que até me esqueci do quão de mau gosto foi actuação.
Daqui se pode concluir que a inveja faz coisas muito tristes às pessoas, no caso em apreço a inveja das mamas da Bárbara... e da altura, já que estou numa de sinceridade. E, se querem saber, do patrocínio da Chaumet...

(Eu prometo que um dia venho explicar a minha fixação por mamas.)

domingo, 10 de abril de 2011

FMI, espera um instantinho que eu vou já!!!!

http://www.imf.org/external/np/sec/pr/2011/pr11124.htm

Ponto número um, ninguém se chega à frente. Vejamos: Aníbal Cavaco Silva, o nosso Presidente da República, recusa "intervir na negociação com a oposição do pacote de ajuda financeira a Portugal"; Teixeira dos Santos, ex-actual-por enquanto-whatever Ministro das Finanças, afirma que "[n]egociar com a oposição o programa de assistência financeira da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) não é uma responsabilidade do Governo”, mais dizendo que "cabe à missão europeia que vier a Portugal acordar a ajuda externa a responsabilidade de negociar com a oposição o pacote de assistência". Já a mui doce Bruxelas dos chocolates praliné "considera que essa é a tarefa do Governo".
Ponto número dois, eu sou uma moça dada. Eu dou-me à cozinha, eu dou-me à maternidade, eu dou-me à pintura, eu dou-me ao crochet... Já houve dias em que me dei às aulas na universidade (bom, dei as aulas), me dei ao doutoramento, me dei à economia, que isto não é só regabofe, e é bom que saibais que sou moça educada e bem (obrigada Universidade do Minho, obrigada North Carolina State University -- que sou dada porém não mal agradecida).
Por isso, meus amigos, se não há quem negoceie, vou eu, que até já fui ao Egipto (Egito?) e por lá negociei, entre outras bugigangas, tapetes, papiros, e estátuas em lápis-lazúli que foi um miminho, só vos digo.