De nada.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
O blog é meu e eu faço dele o que eu quiser
Nomeadamente pista de dança de um forrózinho gostoso. Estou a trabalhar e preciso de um agito:
De nada.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Interlúdio musical (de elevada qualidade) à Sexta-feira
Fundo musical para fazer slides do modelo hicksiano (da minha disciplina de macroeconomia). Ocorrem-me alternativas melhores para fazer ao som desta música, mas por agora é para o que o tempo dá:
Não tendes de quê.
Não tendes de quê.
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sábado, 10 de setembro de 2011
Das festas de Nossa Senhora de La-Salette
Este texto, que escrevi enquanto escrevia o anterior, é um excerto. Só que é um excerto com vida própria, até mesmo com tom próprio que é, à falta de adjectivo mais apropriado, reverente. Isto porque eu, que adoro uma incursão pelo humor politicamente (in)correcto, tenho um carinho pela santinhas, a de Fátima e a de La-Salette (que eu ainda me lembro que é com dois tt), e não consigo brincar com elas. Exigem-me mesuras, não tolices, fazer o quê. E foi assim que o texto que ia gozar com o fundo musical das minhas férias de Verão 2011, e que fruto das minhas dúvidas ortográficas (La-Salette é com dois ll ou com dois tt ou ambos!?) achou por bem contextualizar a celebração da cidade, se transformou em dois.
O texto, o tal excerto, parece-me então um enxerto do anterior, pois que nele se apoiou enquanto o escrevia, tomando-lhe o fio condutor e seguindo-o na sua orientação, e vive agora aqui sozinho e dando a descendência necessária. Se de uma pereira até podemos tirar maçãs ou de uma figueira de figos pretos podemos tirar figos pingo de mel, do texto da música pimba tiramos uma procissão, fotos da Santa, e um momento cultural-existencial-religioso-filosófico-musical-e o que mais vos aprouver.
A aparição de La-Salette, que até tem direito a blog próprio com actualização regular (descobri agora), o A Aparição de La-Salette e suas Profecias, é celebrada todos os Agostos com a pompa e circunstância necessárias e reflexas de um povo crente e devoto.
A aparição propriamente dita deu-se em 1846, na montanha de La-Salette, em França, quando dois pastorinhos tiveram uma visão (os santos e apetência pelos pastorinhos... há aqui um objecto de estudo muito claro, ainda que eu não saiba bem a que domínio da ciência ele pertença, se à teologia se à psicologia, mas adiante). Contando tudo ao povo, lá foi erguida uma capelinha vinte anos mais tarde (numa clara diferença de tratamento que foi oferecida aos nossos pastorinhos na Cova da Iria, mas novamente passemos à frente que isto agora não interessa nada ainda que devesse ser objecto de estudo de...).
Para terras de Oliveira de Azeméis a Nossa Senhora da La-Salette já só veio em 1870, quando o Padre João José Correia dos Santos, Abade da Paróquia, organizou uma procissão de penitência levando o Santo Cristo ao Monte do Crasto e aí sugeriu a construção de uma capela para a Santa. Reza a lenda que ainda o padre não tinha acabado o seu discurso quando o Verão escaldante, que vinha a afligir a população pela seca que trazia e assim fazia antever o fantasma da fome e da miséria, deu lugar a uma chuva abençoada. Estava criada a lenda e, um ano mais tarde, a primeira pedra foi lançada no local onde hoje é o Parque de La-Salette. A imagem da Nossa Senhora, esculpida no Porto em 1975, aguardou pacientemente na Igreja Matriz que a Capela, a sua Capela, fosse terminada em 1980.
Actualmente, as festas em honra da N. Senhora começam com a levada da imagem da Capela até à Igreja Matriz, no centro de Oliveira, numa procissão noctívaga de uma beleza singular. Os cânticos, as velas, as pessoas tão diferentes que se juntam num mesmo propósito e assim transcendem o eu individual, passando a pertencer, quais elos de carne e osso e alma, a uma corrente de fé e de amor -- linhas que só mostram que estive a ler o "Amar, Comer e Orar" ou coisa que o valha nestas férias, mas isso é
No segundo Domingo do mês a imagem é trazida de volta à Capela, numa procissão já diurna e na qual figuram todos os meninos e meninas das Comunhões. Eu gosto, entre outros, de ver a evolução das modas, e lembro-me sempre do quanto eu queria umas mangas de balão no vestido da minha Comunhão Solene e mamãe nada, ainda hoje dizendo que eu fui muito bonita e que o meu vestido foi copiado em comunhões futuras e ainda por lá andam vestígios (era em bordado inglês de gola quadrada, e tinha um pormenor giro, um cinto feito de duas fitas de cetim largas, uma cor-de-rosa e uma marfim, que se sobrepunham).
A procissão deste ano foi assim...
| O antes de e o começo, os cavalos a abrir a procisão, as bandas, e os meninos. |
| A Nossa Senhora de La-Salette. |
| O fecho da procissão. |
| As gentes crentes. |
| O fim. |
E como não há procissão sem tambores e banda filarmónica...
Ide em paz e que A Força vos acompanhe.
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Ceci n'est pas um baby post,
Conversas profundas durante as férias,
Música,
Serviço Público,
Vida de emigrante
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Problemas em escrever este tipo de post (mais do mesmo)
Amigos,
Amiga de meu amigo que sou, o que de algum modo sugere que o sou vossa, pois que assim vos trato tão cheia de mesuras, devendo este "algum" ler-se com a amplitude necessária ao terno abraço desta que vos escreve com vontade de em vós fazer brotar risos e sorrisos, o que importa é que sem sisos, e desta feita com um post mais dado à cantoria, abri o próprio ficheiro que vos sugeri abrirdes e... ele é o pisca pisca para a esquerda, é o pisca pisca para a direita, é o trá-lá-la para ver se arranjam conquista, e mais um pisca pisca... conquista... pisca pisca... até aposto que o Tico e o Teco vão dar faísca, ao Tico vai dar uma apneia e o Teco vai meter uma baixa psiquiátrica. Mas até lá... pisca pisca...
Socorro!
Amiga de meu amigo que sou, o que de algum modo sugere que o sou vossa, pois que assim vos trato tão cheia de mesuras, devendo este "algum" ler-se com a amplitude necessária ao terno abraço desta que vos escreve com vontade de em vós fazer brotar risos e sorrisos, o que importa é que sem sisos, e desta feita com um post mais dado à cantoria, abri o próprio ficheiro que vos sugeri abrirdes e... ele é o pisca pisca para a esquerda, é o pisca pisca para a direita, é o trá-lá-la para ver se arranjam conquista, e mais um pisca pisca... conquista... pisca pisca... até aposto que o Tico e o Teco vão dar faísca, ao Tico vai dar uma apneia e o Teco vai meter uma baixa psiquiátrica. Mas até lá... pisca pisca...
Socorro!
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Maria Bê
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Ai o que eu me divirto com isto,
Anda tudo doido?,
Música,
Portugal
terça-feira, 28 de junho de 2011
Sempre a mesma coisa, Maria e as viagens
Naqueles muitos momentos em que não tenho nada de verdadeiramente importante para fazer, e me permito portanto pensar na vida que a bezerra potencialmente teria não fora eu uma imbecil que só pensa na sua morte, faço uma lista mental das músicas que deviam formar a banda sonora da minha vida.
Uma música seria sem dúvida a daquele visionário que foi o António Variações, "Estou Além" -- e agora, enquanto penso no post que a Rita Maria escreveu há dias, sobre a sua vontade de regressar a casa pois que a vida lhe parece mais simples quando rodeada de amor, permito-me generalizar e achar que é maldição do emigrante o só estar bem onde não está, o só estar bem onde não vai.
De malas feitas, roupa interior devidamente acondicionada no saquinho de cetim cor-de-rosa, cremes e loções e poções mágicas anti-envelhecimento/borbulhas/manchas/you name it, I have it já postos naqueles frasquinhos que vou coleccionando das amostras e que são muito úteis para quando se viaja, por sua vez bem guardados dentro daqueles saquinhos com fecho de levar ao congelador (ou de passar no controle de segurança), sandálias pretas, sandálias de cerimónia, havaianas, pochette, vestidos (vou a um casamento), écharpes (três, que gaja que é gaja não faz a coisa por menos), bla bla bla. De malas feitas e tudo preparado não me apetece ir, apetece-me mesmo é ficar em casa.
Mesmo com o calor que se faz sentir lá fora (agora estão 37ºC, amanhã esperam-se 46ºC) não me apetece ir para lado nenhum. Nem San Rafael, nem San Francisco, nem o caraças. Apetece-me ficar em casa com os meus livros, com o ginásio da pequena, com a ida à biblioteca, com o mergulho de piscina ao fim da tarde. Apetecem-me já o meu sofá, a minha almofada, o meu fogão, a minha casa-de-banho. Apetecem-me os bolos de iogurte que não farei ou mesmo as bolachas de aveia cuja receita me foi prometida mas nada -- hum, miss, vamos lá, receitinha cá para o je! Apetecem-me as águas com gás de sabores que temos sempre bem fresquinhas, os cereais logo pela manhã em frente à televisão sem ninguém conversar comigo.
A tanta antecipação sobre esta visita esboroa-se assim com este meu saudosismo/comodismo/sedentarismo e mais algumas coisas decerto terminadas em "ismo" que de momento não me ocorrem. Não me apetece ir, pronto. Mas irei e por lá andarei toda lampeira.
Resta-me pois, uma vez que este post é feito de música, despedir-me com a flor que entretanto amanhã levarei no cabelo. Afinal, quando se vai a San Francisco, é assim.
Uma música seria sem dúvida a daquele visionário que foi o António Variações, "Estou Além" -- e agora, enquanto penso no post que a Rita Maria escreveu há dias, sobre a sua vontade de regressar a casa pois que a vida lhe parece mais simples quando rodeada de amor, permito-me generalizar e achar que é maldição do emigrante o só estar bem onde não está, o só estar bem onde não vai.
De malas feitas, roupa interior devidamente acondicionada no saquinho de cetim cor-de-rosa, cremes e loções e poções mágicas anti-envelhecimento/borbulhas/manchas/you name it, I have it já postos naqueles frasquinhos que vou coleccionando das amostras e que são muito úteis para quando se viaja, por sua vez bem guardados dentro daqueles saquinhos com fecho de levar ao congelador (ou de passar no controle de segurança), sandálias pretas, sandálias de cerimónia, havaianas, pochette, vestidos (vou a um casamento), écharpes (três, que gaja que é gaja não faz a coisa por menos), bla bla bla. De malas feitas e tudo preparado não me apetece ir, apetece-me mesmo é ficar em casa.
Mesmo com o calor que se faz sentir lá fora (agora estão 37ºC, amanhã esperam-se 46ºC) não me apetece ir para lado nenhum. Nem San Rafael, nem San Francisco, nem o caraças. Apetece-me ficar em casa com os meus livros, com o ginásio da pequena, com a ida à biblioteca, com o mergulho de piscina ao fim da tarde. Apetecem-me já o meu sofá, a minha almofada, o meu fogão, a minha casa-de-banho. Apetecem-me os bolos de iogurte que não farei ou mesmo as bolachas de aveia cuja receita me foi prometida mas nada -- hum, miss, vamos lá, receitinha cá para o je! Apetecem-me as águas com gás de sabores que temos sempre bem fresquinhas, os cereais logo pela manhã em frente à televisão sem ninguém conversar comigo.
A tanta antecipação sobre esta visita esboroa-se assim com este meu saudosismo/comodismo/sedentarismo e mais algumas coisas decerto terminadas em "ismo" que de momento não me ocorrem. Não me apetece ir, pronto. Mas irei e por lá andarei toda lampeira.
Resta-me pois, uma vez que este post é feito de música, despedir-me com a flor que entretanto amanhã levarei no cabelo. Afinal, quando se vai a San Francisco, é assim.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Há trinta anos cantávamos todos em Playback
Foi há trinta anos que Carlos Paião, ou Carlos Paio, como pronuncia o locutor do vídeo, levou a Playback ao Festival da Eurovisão da Canção. Cantou em décimo quinto lugar e a sua pontuação não andou longe, com os nove pontos que teve a granjearem um mui honroso décimo oitavo lugar entre as vinte canções a concurso.
Reza o oráculo da Wikipedia que este foi um concurso memorável. Entre outras peripécias destacou-se uma coreografia na qual dois bailarinos arrancaram as camisas de duas bailarinas. Quiçá foi nesta actuação que se inspiraram Justin Timberlake e a Janet Jackson no halftime da XXXVIII Superbowl, em 2004, quando o rapaz arrancou o triângulozito que cobria a mamoca direita da moça, rebentando assim uma escandaleira que espevitou a América puritana e virtuosa e a levou a rever todo um manancial de classificações sobre o que é, afinal, a indecência.
Ora o Festival da Eurovisão da Canção de 1981, o vigésimo sexto, realizou-se no Simmonscourt Pavillion da Royal Dublin Society, portantos e por tão poucos na própria Dublin, um recinto de alto gabarito que habitualmente cedia o palco a espectáculos hípicos e agrícolas, e cuja capacidade era de quinze mil pessoas. Não sei agora se ficou repleto, mas posso contar-vos que mais de 250 soldados e polícias se juntaram à festa para prevenir eventuais arruaças.
Não chegando os portugueses ao pódio, impera saber quem levou o troféu para casa: foram os bifes, ou steaks, que ganharam por quatro pontos depois de uma votação renhidíssima que colocou, mesmo antes do penúltimo voto, o Reino Unido, a Alemanha, e a Suíça, em igualdade de circunstâncias.
Carlitos da família dos Paiões não trouxe para casa para o troféu, assim como não o trouxeram o seu predecessor José Cid, com "Um grande, grande amor", e nem como as suas sucessoras Doce, com "Bem bom". Mas Carlitos voltou para o seu curso de medicina, que concluiu dois anos depois, e para a sua grande paixão, a música, escrevendo muitos êxitos para a sua voz e para a de tantos outros, inclusive a da própria Amália.
Lembro-me do Agosto em que o Carlos Paião nos deixou, quando o seu regresso a casa depois de um concerto o levou para demasiado longe. Permanece a sua música e o sorriso que inevitavelmente nos invade quando ouvimos os primeiros acordes de uma qualquer sua música.
Ponhamos então o microfone à frente, assim muito disfarçadamente, e vamos sorrindo de modo a que a gente lá presente não note. E cantemos, melhor ou pior, mas sem desafinar:
Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!
Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!
Põe o microfone à frente,
Muito disfarçadamente,
Vai sorrindo, que é p'ra gente
Lá presente
Não notar!...
Em play-back tu és alguém
Mesmo afónico cantas bem...
Em play-back,
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar
em play-back, respirar p'ra quê?
Quem não sabe também não vê...
Em play-back,
A fazer play-back
E viva o play-back
Dá p'ra toda uma soirée!..
Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!
Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!
.
Abre a boca, fecha a boca
Não te enganes, não te esganes,
Vais ter uma apoteose,
Põe-te em pose
P´ra agradar!...
Em play-back é que tu és bom,
A cantar sem fugir do tom...
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar
com play-back até pedem bis:
Mas decerto, dirás feliz...
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Agradeces e sorris!!
Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!
Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!
Em play-back, em play back, em play-back!
Em play-back, em play back, em play-back!
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!
Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!
Põe o microfone à frente,
Muito disfarçadamente,
Vai sorrindo, que é p'ra gente
Lá presente
Não notar!...
Em play-back tu és alguém
Mesmo afónico cantas bem...
Em play-back,
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar
em play-back, respirar p'ra quê?
Quem não sabe também não vê...
Em play-back,
A fazer play-back
E viva o play-back
Dá p'ra toda uma soirée!..
Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!
Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!
.
Abre a boca, fecha a boca
Não te enganes, não te esganes,
Vais ter uma apoteose,
Põe-te em pose
P´ra agradar!...
Em play-back é que tu és bom,
A cantar sem fugir do tom...
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Hás-de sempre cantar
com play-back até pedem bis:
Mas decerto, dirás feliz...
Em play-back
A fazer play-back
E viva o play-back
Agradeces e sorris!!
Podes não saber cantar,
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em play-back, em play back, em play-back!
Só precisas de acertar,
Não tem nada que enganar,
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar
Em play-back, em play back, em play-back!
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Em play-back, em play back, em play-back!
Carlitos, uma salva de palmas para ti.
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domingo, 3 de abril de 2011
Beija-me! Mucho!
Este devia ter sido o post anterior.
Este sim, é um post de Domingo.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Hoje é Sábado
Eu sei, eu sei, é fascinante a minha capacidade de constatar o óbvio.
Fazer o quê, eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabrieeeeeeeeeeeelaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!
E assim o meu Sábado, que amanheceu cinzento, ficou mais iluminado, com mais uma gingada no passo.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Momentos perfeitos
| São Francisco, 3 de Janeiro de 2009 |
(Maria Callas, Norma, Bellini)
Hoje de manhã apeteceu-me actualizar a lista dos blogs de que gosto muito e que visito com alguma, quiçá demasiada, regularidade. É essa lista aí ao lado direito, intitulada "Blogs que eu saboreio". Ando há imenso (qual imenso, qual quê, se o meu blog mal tem duas semanas de existência!) para escrever o porquê desta lista, mas não será hoje ou pelo menos neste post.
Munida do IPhone e de alguma paciência, propus-me então à tarefa. IPhone porquê? Porque eu sou uma bloguista (atenção não blogueira!) de cama. Já há dias aqui revelei que gosto de ler na cama. Ele é livros, revistas, catálogos do Ikea (da Ikea?), o que for, mas desde que tenho o IPhone, entre as notícias de última hora e o tempo que fará no dia seguinte, eu gosto mesmo é de ler os posts mais recentes dos bloggers da minha preferência (desta feita, e para que fique oficial, aqui fica a promessa de um dia descrever, melhor ou pior, os critérios que me levam a saborear um blog, porque os critérios são muitos, quase tantos como os blogs).
Um dos blogs que gosto (ia escrever adoro, ou como agora anda tão popular em Portugal, "amo") ler é A Gota de Ran Tan Plan da Teresa. A autora assina "Teresa" e por isso não estou a invadir a privacidade dela ao escarrapachar-lhe aqui o nome. A Teresa escreve bem, escreve muito bem, escreve mesmo muito bem, mas para além disso é, como a etiquetou um conhecido, "A Mulher da Ópera" (assim com maiúsculas e tudo, porque quer-me parecer que a Teresa é grande em tudo o que faz). E aqui vou desculpar-me por fazer mais um aparte, desta feita sobre uma ideia que também tenho vindo a cozinhar, lentamente, na esperança de que um dia vire post: eu tendo a gostar dos bloggers que leio. É, desenvolvo uma relação, unilateral, é certo, que as minhas patologias psicológicas ainda não me deram para achar que os bloggers que leio escrevem (só) para mim, ou que me conhecem. Mas começo a gostar deles, e portanto já comecei a gostar da Teresa.
Então a Teresa, descobri hoje, mesmo há pouco, tem música no blog! Como a lia só via IPhone, não sabia do fundo musical, o que é uma valente perda da minha parte. E, não sei se é a música de hoje, da semana, do mês ou coisa que o valha, ao abrir o blog da Teresa começa a ouvir-se Regnava nel Silenzio pela voz da Dame Joan Sutherland (gosto que tenha escrito assim, Dame). E que lindo, pá.
E de repente voltei a São Francisco, a Janeiro de 2009, quando lá passei uns dias à conta de uma conferência da minha cara-metade. Ora então cara-metade na conferência, moi-même a explorar a cidade. Nesse dia caminhei que me consolei - a escolha do verbo não foi de modo algum acidental, eu adoro caminhar e por cá caminho pouco, mas isso, tal como os blogs que saboreio, é tema para post em data incerta (aqui fica mais uma promessa). Nesse dia caminhei, caminhei, caminhei... um saltinho pequenino (todavia gracioso) da Market St. & 4th até Chinatown e depois uns quantos maiores até à Lombard Street, aquela aos zigue-zagues, almoço algures pelos Piers a olhar para a baía, depois regresso ao hotel. Já em fim de dia, tão cansada quanto consolada, também de ver as vistas, obriguei-me a passar pela minha rua preferida de São Francisco, a Maiden Lane - até do nome gosto, Rua da Donzela. No meio do bulício que é o centro de São Francisco, mesmo ali em plena Union Square mais ou menos um bairro, há uma ruela fechada ao trânsito que é um paraíso no meio do caos. Nessa rua, não sei se coincidentalmente, ficam as lojas da Hermès, Chanel, e Max Mara, só para listar algumas, apesar de que a rua é pequenina e não há espaço para muitas. Mas divago... Ao chegar à Maiden Lane ouvi, ainda antes de ver, música. Não uma música qualquer, ópera. Ignorante, não sei que compositor ouvia, de que aria se tratava - cá entre nós, se fosse a Teresa, eu sei, tenho a certezinha, a Teresa saberia. Todavia eu não. Mas sei que era bonito. Maiden Lane tinha sido invadida por uma soprano imensa, como consta da fotografia que postei acima. Era imensa na figura e no cantar. Fiquei ali um minuto que podem ter sido cinco ou dez. O mundo reduzido àquela rua, àquela voz. Perdi-me no tempo e no espaço, e guardei essa memória na caixinha dos momentos perfeitos.
Teresa, este post foi só para si, por hoje a ter aberto (espero não a desgostar com a minha escolha musical). Obrigada.
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