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sábado, 3 de agosto de 2013

As calorias, aqueles bichinhos que encolhem a roupa durante a noite...

Agora que já começo a responder que me vou embora daqui a menos que quinze dias (onde está a magia dos "quinze dias", quereis explicar-me?, que têm aquelas 360 horas de tão místico que fazem todas as gentes levantar a cabeça e fazer um beicinho, tantas vezes acompanhado de uma onomatopeia reflexiva?), dão-me as saudades desta terra enquanto penso nas tolices que me esperam do outro lado.

Não resisto a partilhar uma que eternizei na memória e em jpeg, como é da praxe hoje em dia. Estava no aeroporto em Oakland (um alternativo ao de São Francisco para quem vai para os lados de Marin, onde moram os meus sogros), e a fome (ou a vontade de comer, que comigo nunca se sabe, sou moça muito dada aos desejos) começou a dar um ar da sua graça (não é preciso muito). Fui com mamãe ao Starbucks e, enquanto contemplava, já a salivar, a montra dos muffins e bolachas e scones... arrrrrrrrrrrrrrrhhhhhhhhhhh!!!! Os gajos puseram a contagem das calorias juntinho ao doçame!!!!!!!!


Idiots.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Viver aqui

Viver neste país é muito simpático. As estruturas funcionam bem, no sítio onde vivo não se conduz à maluca, há espaços verdes (sim, mesmo no deserto). Viver neste país é seguro. Excepto quando não é.

Tão amiúde quanto posso faço o refresh na página da CNN para ver se se sabe (mais) alguma coisa dos atentados em Boston. O meu coração espreme-se e quase sufoca quando eu penso que muitos dos feridos são crianças. Meu Deus, crianças. Estes pais, estas mães em frangalhos, um dia que amanheceu como tantos outros.

Raispartaosfilhosdaputacabrõesdemerda que fizeram isto. Faltam-me insultos, faltam-me impropérios. Que os tivessem morto em bebés, afogado à nascença, sei lá. Mas também os responsáveis um dia foram crianças, foram bebés de alguém. Como é possível, pá? Qual é o momento em que alguém passa de bom a mau, de normal a anormal, de saudável a enfermo, de pessoa a monstro? Houve ali um ponto de inflexão ou foi um suceder de coisas, houve a dita palhinha que quebrou as costas do camelo ou nem por isso? Terão já nascido assim? Penso sempre na questão da nature versus nurture. Nascemos assim ou é a vida que nos corrompe?

Viver neste país é, com alguma regularidade, conviver com fenómenos destes. Os tiroteios são simultaneamente chocantes e expectáveis, quase. Mas bombas, bombas não, pá. É, se o posso dizer, a cobardice extrema. Raispartaosfilhosdaputacabrõesdemerda que fizeram isto

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sou grâ-fina* (e nem sabia)

Em conversa com mamãe, e pedindo-lhe encarecidamente -- filha que é filha assim pede os favores que lhe evitam inconveniências, no caso em apreço a subida e descida da escadaria da moradia (é fazer favor reler o título), pois que mamãe é jovem esbelta e pesa menos cinco quilos e meio punhado de gramas, coisa que nem parece de avultada importância mas é, afianço-vos, especialmente aquando da subida do escadame... -- que fosse buscar um casaco para que não se me tiritassem os ossos na rua, em resposta à questão óbvia da localização do dito cujo, respondi: "no meu closet".

Ser emigra tem destas coisas. Qualquer dia também me ouvirão dizer para ir buscar qualquer coisa à porcha. Que não, não tem nada a ver com o carro e sim com o alpendre, porch.


*Título corrigido por imposição de mamãe, a quem quase dava uma apoplexia por ver escrito "granfina". Hehehehehehe. 

sábado, 24 de novembro de 2012

Diz que houve Thanksgiving e pirú e essas coisas

E houve mesmo, até pato em arroz, que o marido aprecia e eu distraí-me e fiz-lhe o gosto, havia de ser hoje que ele via -- agora me lembro que fiquei de cá vir deixar a minha receita, segredo incluído, ainda que prefira chamar-lhe truque ou miminho, não vá algum expert do tacho, da panela, e da colher-de-pau vir para aqui dizer que é mais do que conhecido e o canário e depois eu fico de trombas (não gosto de críticas, nunca gostei, e nem vou fingir apreciar o comentário).

Houve então Thanksgiving em casa de uns colegas do Monsieur Bolacha, gente de muitos lados, mesmo ao meu gosto. Conheci uma turca casada com um argentino que está a dar aulas em Madrid e trocámos estórias de horror à mão dos nossos pupilos. Afinal a preguiça e o self-entitlement abunda também por lá e não é exclusivo nosso. Fiquei mais descansada, há qualquer coisa de reconfortante na distribuição geográfica da miséria intelectual.

O pato estava muito bom, disseram-me, e o facto de ter voltado para casa com a travessa vazia porque todos insistiram em levar um poucachinho para casa confirma-o. Foi pena, já tinha almoço ou jantar para uns dias, ainda p'ra mais saboroso -- sim, eu venho cá dar a receita.

E graças, dei? Dei sim. Aliás, acho que as dou todos os dias, graças diferentes cunsante a ocasião, mas sei-me uma pessoa grata ao universo. Tenho uma família linda e tenho conseguido rodear-me de pessoas incríveis. Tenho saúde quase todos os dias. Também tenho muito sono, o que até é muito útil como desculpa pelas alarvidades que digo e escrevo. Ando muito in touch com os meus feelings e digo muito às pessoas que gosto delas. O sono e a idade. E os gringos. A osmose a fazer das suas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Eleições Presidenciais 2012, Prognóstico na manhã do jogo

Presidential election caampaign day, 6 de Novembro, 2012

Resultados eleitorais na escola da minha filha. Houve votação, apuramento de votos, e autocolantes. Há esperança, portanto.

Nota: No indicador esquerdo a minha filha tem fita azul de pintor, aquela usada para delimitar áreas. Para dói-dóis imaginários, fita na qual se pode escrever.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Da (grand)maternidade vista dos dois lados do oceano

Ontem à noite, enquanto skypávamos com os meus sogros, americanos, e que vivem na Califórnia, mamãe contou à minha sogra que o biscuit estava a dormir no quarto dela, levando-o até mim quando é hora de mamar & mudar a fralda. Estavam embrenhadas em gargalhadas pela brejeirice de mamãe, feliz por "ter um homem na sua cama", palavras da própria, quando a minha sogra lhe disse que ela era uma "excellent grandmother" (que é). Mamãe não pensou nem um segundo antes de lhe dizer que não, o que é realmente é uma "excellent mother", que isto de andar com o baby de um quarto para o outro é feito pela sua filha, moi-même, e não pelo neto (piqueno faz muitos barulhos enquanto dorme e não me deixa dormir).

Comendas, reconhecimentos, e agradecimentos à parte, que mamãe merece todos e ninguém está mais grato do que eu, é interessante notar o desprendimento que os americanos têm em relação aos filhos. Podeis dizer-me que é um exemplo só, que não é do grão que se faz a colheita, que é apenas mais um estereótipo, mas eles andem aí, amigos, eles existem mesmo: pais desprendidos, deslargados das suas crias quando já graúdas. Não é mau, é só diferente. Mas eu cá ainda bem que num gasto disso.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A minha matrícula é...

Ontem, no parque de estacionamento da clínica pediátrica, vi esta matrícula e pensei que podia ser minha:

TLC Pediatrics parking lot, 24 de Setembro, 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Do you ❤ My Little Pony?

Se sim, se realmente és fã do My Little Pony: Friendship is Magic, se és um adulto, se vives em Phoenix, e se queres encontrar-te com outros bronies (pronuncia-se "brounies" e nope, não tem nada a ver com brownies) para conviver, conversar, e simplesmente divertires-te, então este é o grupo para ti!

Bronies de Phoenix

Ah pois é, ao que parece, anda para aí malta aficionada pelos piquenos póneis que se (a)junta para um convívio temático durante o qual são visionados e amplamente discutidos episódios da série My Little Pony. Diz o presidente do club de Phoenix (também há delegações em Nova Iorque ou na Bay Area, por exemplo) que o programa é popular "because of its artistic style and intricately developed characters". Pois imagino que sim, deve estar ali mesmo ao lado do "The Good Wife" ou "Breaking Bad"...

Aberto a "everypony" (juro que não estou a inventar), o club é composto pela comunidade de pony loving bros, ou bronies, incluindo nas suas trincheiras (deverei dizer estábulos?) homens e mulheres, ainda que algumas destas últimas prefiram ser chamadas "Pegasisters" (bro é um termo normalmente aplicado aos machos). Aliás, o club parece apelar mais a homens do que a mulheres, segundo James Moore, um estudante de IT porque os personagens são arrapazados (no original "The characters of the ponies on the show are tomboyish."). É, póneis pestanudos e efeminadamente decorados com estrelinhas, flores, arco-íris e afins realmente são másculos...

Quando inquiridos, alguns bronies dizem que a essência do programa, a amizade, aproxima os seus fãs. Isto, associado à sua natureza tímida e introvertida (you think!?), torna o grupo muito unido. Aaron Wolfe, por exemplo, um jovem de 23 anos, diz que não se importa que os seus amigos achem estranho o seu gosto pelo My Little Pony. Afinal, "I'm already weird to begin with, so no one really cares," e "these people in this room are just about the only friends I have." Grande surpresa aqui...

Enfim, e eu que julgava ser difícil este país surpreender-me... Se eu não visse no jornal do burgo também não acreditava.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Tirem-me deste filme

Nunca foi pretensão minha ser fashionista, perceber de moda, ou até estar na moda. Em miúda as minhas tias chamavam-me "parola" porque eu optava por me vestir de um modo muito clássico. Este era, afinal, o modo de vestir da minha mãe, muito simples, e como o dinheiro não abundava, muito pelo contrário, as escolhas eram sempre seguras: a clássica camisola azul marinho, blusas brancas com golas bonitas (para a altura!), calças de ganga, numa palavra, enfadonhas.

Esta tendência no vestir tem-se mantido, e continuo pouco arrojada nas minhas escolhas. Sei o que me fica bem e não fujo muito disso. Se a Ivone nunca se comprometia com um simples vestido preto, também eu opto pelas camisas ou t-shirts brancas, calças de ganga, bejes, ou pretas, e uns casacos de malha beges ou azuis, nada nunca muito vistoso. Às vezes pego numa écharpe ou numas pulseiras coloridas para dar um bocadito de cor ao boneco e off I go à conquista do mundo.

Agora que me conheceis um bocadinho o gosto, talvez possais perceber-me melhor quando rogo que me tireis deste filme. Atentai a como vestiu uma piquena miss a progenitora da própria:

-- foto censurada --

Desenganai-vos, isto não é um clip promocional dos Toddlers & Tiaras, até porque um toddler é um pequeno ser com mais de um ano e esta baby tem pouco mais de dois meses. Confesso-vos não saber o que é pior. Se é a dita progenitora vestir a menina desta maneira tão... brilhante, se é ter o descaramento de postar a foto no feice. Senhor, dai-me coragem para aceitar o que não posso mudar...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

To, Too, Two

A sério, faz-me confusão quando os native speakers trocam os "to" (para) pelos "too" (também) ou pelos "two" (dois). A minha missão não é explicar, por isso se houver mais significados ou melhores, so be it, é só dizer que detesto, prontes.

domingo, 8 de julho de 2012

O peso de um nome (letra A)

Começou mais uma batalha Madame versus Monsieur Bolacha: há que escolher o nome do rapaz. Sendo Madame portuguesa dos quatro costados e Monsieur uma miscelânea rafeira de várias nacionalidades mas de cidadania americana e de sobrenome russo, a tarefa afigura-se difícil. Para complicar um pouco mais a demanda, são ambos teimosos. E Madame quer que o nome próprio seja português. É veemente nesta exigência. Acha justo. Adiante.

Aberta a lista de vocábulos admitidos e não admitidos como nomes próprios do Registo Civil, Maria depara-se com algumas pérolas. Como estas:
Aldo Dino (página 3)
Alpoim (página 4)
Amauri (página 5)
Amável ""
Amor ""
Anania (página 6)
Ariosto (página 8)
Armelim ""
Azul (página 10)

Até agora Maria propôs Max e Benjamim. Marido propôs Alek, Domminick, e Matteas (este último porque Maria sugeriu, há tempos, Mateus). Respondendo à provocação de seu legítimo marido de que tinha sugerido mais nomes do que a própria, Maria sugeriu Manuel e João (sabendo de antemão que este último é impraticável nos EUA). Resposta imediata do senhor: Manuel é nome de cortador de relva mexicano. Resposta de Maria: é nome de rei. Afinal, ele queria chamar Anastasia à nossa filha, nome de princesa russa.

Tenho inveja das mulheres cujos maridos as deixam escolher os nomes dos filhos. Como será a taxa de divórcio dessa gente?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A silly season está de volta, desta feita com guizos #2

Pronto, com o 1 de Dezembro a abrir a época oficial do Natal (isto de desejar "Happy Holidays" a partir do Thanksgiving não me convence de modo algum, nem com o espírito de perdão que envolve a Casa Branca e assim concede mais um ano de vida ao sortudo do pirú), sinto que posso começar a trazer para o blog mais alguns enfeites natalícios, uma nevezita aqui, um pinheiro ali, uma coroa de poinsettias acoli, mais uns presépios piri-pi-pi. Não esqueço, afinal, que este não é o primeiro post de cariz natalício. Por acaso já vos esquecestes do carro-rena-Rudolph? Se sim, ide aqui num instantinho que eu prometo esperar por vós.
Ora acho que quadra que é quadra (e não estamos a falar das quadras da Sra. D. Emília, deixai-a lá no seu cantinho com D. Álvaro, tratamento empregue pela própria, quiçá sentada a uma mesa a fazer caixas de papel e a pensar nas suas flores, bem sossegada) deve começar com uma deambulação pela fashion, do prêt-à-porter à couture, da escolha do parfum, eau de parfum, ou eau de toilette à bijouterie. Hoje ficamo-nos por esta última. Afinal, já dizia Marylin, que os diamonds são a girl's best friend (não fui eu, não fui eu, foi ela! eu sou bem menos dada a estas frivolidades, estando ainda para ser lida a sentença sobre se isto é uma coisa boa ou má, pois que a minha caixinha das jóias tem muita caixa e muito poucas jóias).
Indo eu indo eu pelos corredores da tal meca do consumo que é o Target (como alvo, em inglês, não em francês), deparei-me com aquele expositor que já por altura do Halloween vos mostrei, com gatos e caveiras e abóboras, mas desta vez... ahhhhhhh desta vez... com guizos (palavra!, os colares e as pulseiras tinham mesmo guizos, o que até deve ser engraçado não fora as pessoas não serem gatos, o que para algumas até seria uma grandessíssima promoção):

It's a Jolly Jolly Christmas, 26 de Novembro, 2011

Jingle Rings, Jingle Alfinetes de Peito, trá-lá-lá lá lá!, 26 de Novembro, 2011

We wish a merry Christmas and a happy new Earring!, 26 de Novembro, 2011

É favor enviar os pedidos para o endereço do costume.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Happy Thanksgiving

When in the US, do as the Americans.
E por cá daremos então as graças devidas e que felizmente são muitas. Todavia com pato, que estou nos EUA mas sou bem mais portuguesa. E uma portuguesa que gosta de pato.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Gooogleooo-gloooo-gloooo



É oficial. Amanhã estou (ainda mais) perua.
E se eu, assim de repente, em vez de vos oferecer flores vos perguntasse o que agradeceriam, responderíeis o quê?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tenho estas coisas todas à volta na minha cabeça*

Amigos, continuo na senda de vos divertir.
Desta feita com uma nesguinha de política norte americana, que se tem vindo a debruçar sobre, entre outras questiúnculas de carácter menos profundo, as mui antecipadas eleições do "leader of the free world" que ocorrerão, se o Apocalipse não se antecipar, em Novembro de 2012 (ou serão o Apocalipse -- perdoai-me, não percebo muito de religião).
Sem querer tomar demasiado do vosso tempo, que sei ser precioso, e nem demasiado da vossa boa vontade, particularmente no que diz respeito a assuntos tão peludos como são os políticos (ai eu aqui a rebolar com a chalaça... perdoai-me os incautos, eu gosto do adjectivo peludo para descrever substantivos pouco dados ao assunto, quiçá mesmo alguns sofredores de alopécia, mais ou menos precoce, ou fãs incondicionais da luz pulsada, está mais ao menos a par do delicioso, que de repente descubro neste curto circuito que é o meu cérebro serem antónimos -- acho que também não percebo muito de Português).
Desta feita trago-vos um cheirinho do candidato presidencial republicano Herman Cain, nascido em 1945 em Memphis, no Tennessee, sitio muito mau para se nascer se por acaso de dava a má sorte de ter a cor errada (estávamos, afinal, ainda a dezoito anos do célebre discurso "I have a dream", pelo que muita segregação havia pelos EUA, principalmente no Sul).
Nascido no sítio certo na hora errada ou no sítio errado à hora certa, filho de uma doméstica e trabalhadora nas limpezas e de um barbeiro/contínuo/empregado de limpezas/chauffeur do presidente da Coca-Cola que cresceu numa quinta, diz Cain que teve uma infância "poor" mas "happy" (na Wiki também estava entre aspas).
Entre vocalista de gospel, analista de balística e de sistemas, e gestor de 400 lojas do Burger King, Cain foi o impulsionador de uma campanha muito do meu agrado que foi a do "BEAMER", que ensinou os empregados das lojas a fazer sorrir os clientes sorrindo eles próprios (há tão pouca gente sorridente neste mundo, pá!).
Depois de ainda passar pela Associação de Restauração Nacional e constar da board of directors do, entre outros, Reader's Digest, Cain decidiu abraçar a política com os dois braços ainda que pareça fazê-la com os pés:


Mais tarde conversamos sobre o Rick Perry. Ooops, a menos que eu tenha um lapso de memória (se não vos estais já a rir fica aqui a promessa de outra gargalhada).
Ah, EUA, obrigada pela constante oferta de patetices.

*Do discurso, "got all this stuff twirling around in my head" do Herman Cain,

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A pizza é um vegetal

Amigos, em primeiro lugar fechai a boca e substituí esse ar de espanto por outro de curiosidade, que vos assenta bem melhor e dá a vossos semblantes um ar menos chocado, que está já démodé de tanto que se vê pelas ruas.
Comecemos então pelo princípio, que é por onde tudo deve começar, ordeira e clamarente, pois que de argumentos turvos andamos todos saturados. Até à ponta dos cabelos ou até à medula, como melhor vos aprouver. Também podem ser as duas, que eu cá não me quero imiscuir na gestão da vossa saciedade, sem dúvida sabeis o que é melhor para vossas mercês.
Deixando de lado a massa da pizza, atentemos aos pormenores que transformam o acepipe numa pizza aux champignon, numa havaiana, ou na versão que é a preferida cá em casa, numa cowboy. Atentemos pois aos ingredientes que levam em cima.
Mas, e pedindo-vos todavia alguma calma no andor, e até alguma paciência para com esta com vossa amiga, que tomou há pouco o pequeno-almoço e por isso não sente ainda quaisquer vestígios de fome (mas dai-me aí uns dez minutos), chamo a vossa atenção para o ingrediente habitual e habitualmente ignorado aquando da decisão de qual escolher (na dúvida, havaiana ou cowboy, dependendo do frio que faz lá fora): o molho de tomate.
Concordais que o tomate é da família das plantas? Concordais que, de certo modo, a fruta deve fazer parte da fatia, não da pizza!, mas da roda alimentar? Ora então ignorando o piqueno detalhe de o tomate ser na verdade um fruto e não exactamente um vegetal, e assumindo que sendo primo é já motivo bastante para que lhe leve com o nome, ficai então sabendo que, empregando aquela propriedade mágica que é a transitividade, e agora devagar para não doer muito:
Se o tomate é um vegetal (não é, não é, é um fruto, mas adiante)
E se a pizza tem tomate (não tem, não tem, é molho de tomate!!!),
Então a pizza é um vegetal (WTF!?!)
Se achais esta perpectiva absurda, dizer-vos-ei que não é minha, pois que até sei que o tomate é um fruto. Esta é, todavia, a perpectiva do Congresso norte americano.
Ainda que a ideia completamente idiota de classificar o molho de tomate (ketchup) como vegetal em vez de condimento tenha sido ridicularizada na primeira vez que apareceu, durante os longínquos anos oitenta, a verdade é que a alimentação subsidiada nas escolas públicas americanas reflecte a perspectiva de que na verdade a pizza é um vegetal e pode (e deve) ser servida regularmente nas cantinas, ou não devessem as crianças ter a liberdade de escolher o que devem almoçar (perdão, WTF?).
Apesar de vários esforços da administração Obama no sentido de tornar os almoços nas escolas públicas mais saudáveis, e o mais saudáveis quer dizer limitando a quantidade de batatas e de sódio na alimentação dos putos, o Congresso vem imediatamente dizer que não, que isso encarece os já tão emagrecidos orçamentos escolares (olha, não é só em Portugal!), que isso é uma trabalheira para a gestão escolar dada a burocracia implicada e, o meu preferido, é uma violação da liberdade de escolha das criancinhas, coitadinhas, que devem poder comer batatas fritas e pizza todos os dias ao almoço se bem lhes aprouver.
Quem diria, o capitão no Wall-E tinha razão:
Earth is amazing! These are called "farms". Humans would put seeds in the ground, pour water on them, and they grow food - like, pizza! 
Estamos perdidos...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

De utilidade para condutores

Messagem útil, 9 de Novembro, 2011

Mensagem útil, detalhe, 9 de Novembro, 2011

Confesso que tenho alguma curiosidade em saber se alguém virou o computador ao contrário pare ler a mensagem. E se acham este comentário absurdo é porque não conhecem mamãe.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O mundo divide-se em... #5

Pessoas que gostam de manteiga de amendoim e as que não sabem o que é bom.
Pensando bem, acho que este post também podia ter como título "sabes que te americanizaste um pouco quando..." mas para isso talvez tivesse de para cá ter trazido a jam, para fazer a tão celebérrima PBJ sandwich (ler pi-bi-and-jay, acrónimo de peanut butter and jam), sandes de manteiga de amendoim e compota. 
Amigos, também eu fiz cara feia quando vi amantíssimo esposo a abocanhar uma destas mas depois, porque sou gaja de experimentar (quase) tudo pelo menos uma vez, trinquei e, numa palavra cuja ligação à fé não é acidental, converti-me.
Tenho pena de quem é alérgico a amendoins, só vos digo. Recomendo a de morango. A de frutos silvestres também não liga mal.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quando já tudo foi dito

Ahwatukee, 6 de Novembro, 2011

(Continuo a achar que as "normal people" são um mito urbano. Alguém já viu alguma?).

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sabes que te americanizaste a little bit quando... #7

Quando vês uma fotografia de uma moça com as maminhas ao léu e pensas, quase como um jovem imberbe de hormona' ao salto, "mamas, mamas, mamas".
Moça que gosta de apreciar coisas bonitas que sou, desde uma paisagem a uma obra de arquitectura, desde uma criança bonita a uma mulher escultural, gosto naturalmente de apreciar um belo par de mamas.
Ora nos EUA isso é um bocado mais difícil de fazer no dia-a-dia e eu explico porquê (peço desculpa aos que já me vêm seguindo há mais tempo, acho que esta propensão à repetição advém também dos anos que passam). É que há censura (óbvia) na televisão! Maneiras que hoje, ainda no rescaldo do Dia das Bruxas, trago um exemplo.
Estava esta vossa amiga descansadamente assistindo ao programa que segundo os apresentadores é o "your ticket to Hollywood" (ou coisa assim, não lembra não), o mui sério E! News, quando vê as mamocas da Heidi Klum todas pixiladas. Num momento de elevada inspiração querendo promover o segmento, diz a apresentadora, contradizendo-se imbecilmente:
(Vamos revelar fatos ainda mais exuberantes dos A-listers incluindo um que envolve três palavras: mamilos de macaco pixilados. Gozai!)
Enjoy!?!?!

Haja pudor, Heidi Klum & Seal, E! News, 1 de Novembro, 2011

Felizmente há a Caras:

Mamas, mamas, mamas!!!!, Heidi Klum & Seal, Caras, 2 de Novembro, 2011

Este puritanismo bacoco é das coisas que mais me irrita nestes gajos.