Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Domingo, 5 de Maio de 2013

Dúvida existencial

Sou só eu que acho que os novos Chocapic sabem o mesmo que os velhos?

Respirar é overrated

Já entro nas calças de ganga que usava antes de engravidar.

Quarta-feira, 24 de Abril de 2013

Optimismo, uma definição

Amanhã vou para Portugal (vamos, aliás, biscuit, mini-bolacha, e euzinha) e eu levo uma revista para ler (que, só para me armar um bocadinho aos cucos, revelo ser a The Economist). Ha ha ha, viajo sozinha com uma mini-miss de três anos e meio e um bebé e acho que vou ter tempo de pegar numa revista. Ahhhhhhhhh the dreams some people have...

Terça-feira, 23 de Abril de 2013

Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

Viver aqui

Viver neste país é muito simpático. As estruturas funcionam bem, no sítio onde vivo não se conduz à maluca, há espaços verdes (sim, mesmo no deserto). Viver neste país é seguro. Excepto quando não é.

Tão amiúde quanto posso faço o refresh na página da CNN para ver se se sabe (mais) alguma coisa dos atentados em Boston. O meu coração espreme-se e quase sufoca quando eu penso que muitos dos feridos são crianças. Meu Deus, crianças. Estes pais, estas mães em frangalhos, um dia que amanheceu como tantos outros.

Raispartaosfilhosdaputacabrõesdemerda que fizeram isto. Faltam-me insultos, faltam-me impropérios. Que os tivessem morto em bebés, afogado à nascença, sei lá. Mas também os responsáveis um dia foram crianças, foram bebés de alguém. Como é possível, pá? Qual é o momento em que alguém passa de bom a mau, de normal a anormal, de saudável a enfermo, de pessoa a monstro? Houve ali um ponto de inflexão ou foi um suceder de coisas, houve a dita palhinha que quebrou as costas do camelo ou nem por isso? Terão já nascido assim? Penso sempre na questão da nature versus nurture. Nascemos assim ou é a vida que nos corrompe?

Viver neste país é, com alguma regularidade, conviver com fenómenos destes. Os tiroteios são simultaneamente chocantes e expectáveis, quase. Mas bombas, bombas não, pá. É, se o posso dizer, a cobardice extrema. Raispartaosfilhosdaputacabrõesdemerda que fizeram isto

Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Não me parece que será assim que ganharei o galardão de mãe mais mete-nojo do mundo

Estava a ver as fotos que finalmente uploadei para o computador (só tinha fotos desde Novembro do ano passado para organizar!) e, olhando para um close-up do meu mai' novo, sai-me a seguinte exclamação de questionável orgulho maternal: "parece mesmo o Smeagol". Esperando algum tipo de validação das minhas capacidades de ser uma boa mãe in spite of, mostro a foto ao pai da criatura que me responde, imediatamente, "he even has a precious, his pêpê!" (chupeta). Vamos longe, vamos. Ai coitadinho do menino...

Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Das coisas que eu, gaja de mama pequena, não sabia até ser gaja de mama grande*

*Já aqui disse que a gravidez e maternidade são a boob job da mulher pobre.

As migalhas que caem por entre os refegos que tão rubenescamente adornam o meu decote são uma chatice.

Querido blog

Querido blog,
Tenho saudades tuas. Tenho saudades de me sentar à secretária, umas vezes mais calmamente do que outras, e escrever até sentir que não tenho mais uma vírgula, mais um ponto, frequentemente um ponto e uma vírgula, a acrescentar.
Tenho saudades de sentir que pertenço à pequena comunidade que é a minha blogosfera, participar em conversas via caixa de comentários, dar os meus cinco tostões para assuntos importantíssimos como sejam receitas de arroz de pato, sítios para visitar em Phoenix, ou swaddling.
Mas mesmo mesmo mesmo, eu tenho saudades de mim.
Esta tua tão ocupada pen pal,
-- Maria

#1. Apêndice: Mamãe, volta, estás aperdoada!
#2. Esclarecimento: mamãe regressou das suas so called férias desérticas há quase duas semanas e caiu-me o céu em cima da cabeça. Duas crianças pequenas que dormem muito mal, uma casa imensa para manter apresentável, roupa para lavar, comida para preparar, compras de supermercado, the works. Marido chega a casa mais cedo mas vai para o escritório trabalhar just a little bit longer ("do you know how much work I have to get done?!", varia a forma mas não o conteúdo, ao menos deixo o puto a dormir em casa enquanto vou buscar a piquena à escola e/ou a levo ao ballet ou à natação). Ser suburbanite neste desterro sai-me do corpo. Literalmente. Um quilo já foi à vida.

Sexta-feira, 5 de Abril de 2013

Tudo o que quisestes saber sobre o cérebro e nunca heis ousado perguntar

Sabeis, amigos, que podeis contar comigo para qualquer coisinha, nomeadamente para a partilha de conhecimento.


Com o mais profundo perdão pela mui prolongada ausência e o maior respeito por V. Exas., esta vossa tão humilde serva aproveita para vos desejar um fim-de-semana de descanso e diversão, na ordem e combinação que melhor vos aprouver.

Quinta-feira, 28 de Março de 2013

To have or not to have... children

Há dias, a São João perguntava razões racionais para se ter filhos. Lembrei-me logo de uma quando estava confortavelmente esparramada no sofá e o comando da televisão estava impossivelmente longe. Chamei a catraia e pedi-lho. Ela obedeceu (eu sei, até me surpreendeu). Portanto, cá está uma razão de valor a não negligenciar.

Domingo, 24 de Março de 2013

Crescer, uma definição

Passas de ser aquela pessoa que sai de uma divisão da casa e deixa as luzes ligadas para ser aquela que as desliga e admoesta os outros com "tu sabes quanto custa a electricidade?", "e o aquecimento global, as calotas, o ambiente, o planeta, hum?!?", e similares.

Quinta-feira, 21 de Março de 2013

É o fim de um ciclo (e dos cocós sem cheiro insultuosamente nauseabundo)

O meu filho comeu a sua primeira colherada de papa. Cerelac, naturalmente. Ao preço do ouro cá pelo deserto, mas há que o europeizar desde cedo e treinar-lhe as papilas desde o primeiro queixo lambuzado.

O meu filho ontem fez seis meses


Bolas, where did the time go? Seria capaz de jurar que nasceu há, talvez, no máximo, dois meses. A privação do sono é tramada: rouba-me memórias, rouba-me momentos de felicidade plena. Suponho que os tive. Gosto de pensar que sim, mas honestamente não me lembro. Sei que fui feliz com o primeiro sorriso, com o ver-me reconhecida, com o sentir-me a sua preferida (por enquanto).

Seis meses de conhecer uma das minhas pessoas preferidas. Que privilégio.