Biscuit já tem nome! Depois de umas semanas (ler meses) de agonia, finalmente Monsieur Bolacha viu a luz e concordou com a yours truly. Ele queixa-se de violência emocional, de ser votado ao ostracismo, enfim. Queixa-se que foi sob forte pressão emocional que cedeu, que não foi de sua vontade, blá blá blá pardais ao ninho. Quero que lixe.
E então, e então!? Bom, Maria vergou um bocadinho a sua vontade. Há tempos, ao tentar ir buscar votos a favor de Max ou Benjamim aos meus sogros, o meu sogro, que é russo (de rigueur filho de pais russos, nascido na Mongólia, vivido em Xangai até aos cinco anos, e americano daqueles quase impossíveis de tão nacionalista), foi buscar um livro de nomes russos e saiu-se com Maxim. Eu apaixonei-me na hora.
E foi então que sugeri ao mister que déssemos ao piqueno um nome russo, uma vez assim matávamos três coelhos de uma só cajadada. Que não, que não, que não... que sim. Finalmente, que eu já nem dormir conseguia (talvez mais por culpa de me levantar pelo menos três vezes por noite para ir à casa-de-banho). Chamar-se-á portanto Maxim, mas nós chamar-lhe-emos Max, que é bem português. Sim, como o cantor. Sim, como o cão. Sim, como a revista das gajas (boas). Mas dizei lá de vossa justiça: Mia & Max, quão fofucho é?
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O teu filho vai chamar-se o quê?! Ai coitadinho...
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Eu sou eu!
A caminho de casa de uma amiga portuguesa (yei!), aconteceu a seguinte conversa com a minha filha:
"Mia, chamas-te Mia K***ff", perguntei.
"Não", respondeu, "eu sou eu, eu sou a Mia Pequenina".
E está tudo dito.
"Mia, chamas-te Mia K***ff", perguntei.
"Não", respondeu, "eu sou eu, eu sou a Mia Pequenina".
E está tudo dito.
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Filhos,
Fofinho que até enjoa
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Meu filho,
Meu querido parasita que sempre que te mexes me fazes pensar nos filmes Alien,
A minha barriga não é o teu ginásio de boxeur, por isso por favor pára de tratar a minha bexiga como se fosse um saquinho para dar murros.
Muito grata,
A tua mãe que te adora
A minha barriga não é o teu ginásio de boxeur, por isso por favor pára de tratar a minha bexiga como se fosse um saquinho para dar murros.
Muito grata,
A tua mãe que te adora
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sábado, 1 de setembro de 2012
1 de Setembro, 2012, Part deux
Volto ao tema: hoje é dia 1 de Setembro de 2012. E este será um dia do qual eu provavelmente me lembrarei muitas vezes. Não pela enxaqueca medonha com que estou ou pela noite chata de contracções que passei, mas porque hoje, dia 1 de Setembro de 2012, é o primeiro dia do mês em que conhecerei o meu filho.
Já com a minha primogénita foi assim. Chegado do dia 1 de Setembro de 2009 (ela nasceu a 23 e estava prevista para 25), pensei conscientemente que este seria o mês que mudaria a minha vida. Eu já por cá disse que não sou mãe antes do bebé nascer. Preocupo-me, naturalmente, e trato bem de nós, mas não sou poster figure para ninguém. Estais a ver aquelas fotos de grávidas a olhar docemente para as suas barrigas, quiçá com uma mão em concha a acariciar a protuberância? Pois não sou eu. Gostava, acho que passaria bem melhor estes meses em vez de ser uma verdadeira chata insuportável de queixumes intermináveis. Ai agora que são as contracções, ai que são os pés inchados, ai que são as costas que doem, ai que não tenho roupa que me sirva (não podiam ser apenas queixas plausíveis, também são necessárias as fúteis e disparatadas).
Setembro de 2009 foi, realmente, o mês que mudou a minha vida. O que são um emprego, um doutoramento, ou um casamento quando comparados com o nascimento de um filho? Pensar na felicidade que senti quando ela nasceu e a enfermeira a pôs sobre o meu peito. Eu ria e chorava ao mesmo tempo, uma emoção tão grande que nem sou capaz de descrever. O meu coração estava ali, no aconchego do meu abraço. Lembro-me de me escorrerem lágrimas pela cara enquanto toda eu sorria. Algures durante este Setembro, de preferência lá para os lados do dia 22, conto chorar e rir assim novamente. Um daqueles momentos que, podendo classificar de "dos mais felizes da minha vida", eu escolho chamar de "mais intenso". E muito, muito, muito feliz.
Por acaso é Setembro, mas podia ser em qualquer mês (o Natal é a minha perdição).
Já com a minha primogénita foi assim. Chegado do dia 1 de Setembro de 2009 (ela nasceu a 23 e estava prevista para 25), pensei conscientemente que este seria o mês que mudaria a minha vida. Eu já por cá disse que não sou mãe antes do bebé nascer. Preocupo-me, naturalmente, e trato bem de nós, mas não sou poster figure para ninguém. Estais a ver aquelas fotos de grávidas a olhar docemente para as suas barrigas, quiçá com uma mão em concha a acariciar a protuberância? Pois não sou eu. Gostava, acho que passaria bem melhor estes meses em vez de ser uma verdadeira chata insuportável de queixumes intermináveis. Ai agora que são as contracções, ai que são os pés inchados, ai que são as costas que doem, ai que não tenho roupa que me sirva (não podiam ser apenas queixas plausíveis, também são necessárias as fúteis e disparatadas).
Setembro de 2009 foi, realmente, o mês que mudou a minha vida. O que são um emprego, um doutoramento, ou um casamento quando comparados com o nascimento de um filho? Pensar na felicidade que senti quando ela nasceu e a enfermeira a pôs sobre o meu peito. Eu ria e chorava ao mesmo tempo, uma emoção tão grande que nem sou capaz de descrever. O meu coração estava ali, no aconchego do meu abraço. Lembro-me de me escorrerem lágrimas pela cara enquanto toda eu sorria. Algures durante este Setembro, de preferência lá para os lados do dia 22, conto chorar e rir assim novamente. Um daqueles momentos que, podendo classificar de "dos mais felizes da minha vida", eu escolho chamar de "mais intenso". E muito, muito, muito feliz.
Por acaso é Setembro, mas podia ser em qualquer mês (o Natal é a minha perdição).
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Reclamação
Atão uma gaja escreve o seu primeiro post verdadeiramente à gaja e num há UM comentário, um obrigada, thank you, merci, N-A-D-A!? Isto assim desmotiva uma 'ssoa, tira-lhe a vontade de vir escrever sobre o hidratante/base/protector solar porreiro a uso há anos, máscara de pestanas fixolas (no meu tempo chamava-se rímel, mas agora é foleiro, e até porque Rimmel é uma marca "from London"), enfim, sobre a parafernália de coisas que uso porque gosto e estou farta de recomendar às amigas.
Humph. Venho por este meio manifestar o meu desagrado. Que fique aqui bem claro: fiquei tiste. Ingratas!
Humph. Venho por este meio manifestar o meu desagrado. Que fique aqui bem claro: fiquei tiste. Ingratas!
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Armada em esperta
1 de Setembro, 2012
Hoje é dia 1 de Setembro. Eu sei, tenho uma capacidade sempre fascinante de constatar o óbvio. Hoje é o primeiro dia do nono mês do ano, que "deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do calendário romano, que começava em Março" (assim mesmo, roubadíssimo ao Miguel, em cuja pesquisa confio).
Hoje é também o dia em que a minha gravidez inicia a sua 37ª semana, um obra que para mim é comparável à construção da Grande Muralha da China (sim, aquela que se vê do espaço e não um qualquer muro de um quintal chinês) -- donde se constata a minha também queda para a hipérbole, como vedes. E este é mais um marco em qualquer gravidez. A partir desta data, se o pequeno biscuit decidir nascer, não será mais considerado prematuro. É de dar vontade de desatar aos pulinhos, não é? Infelizmente não posso, mas o meu íntimo está repleto de luz e cor pelos muitos foguetes imaginários que hoje fui lançando. Uma gaja celebra como pode.
A comparação com a Grande Muralha da China não aparece por acaso. É um exagero, claro, mas eu explico. Para quem está de repouso desde as 23 semanas e meia, para quem mal se mexe com medo de despoletar um parto pré-termo, chegar às 37 é obra. E, convenhamos, é uma obra que de certa maneira se aproxima à construção da muralha: pedra a pedra, célula a célula, paciente e diligentemente, vai tomando corpo a empreitada. Como se fosse um puzzle feito de muitas peças diferentes que se complementam e se ajustam para no fim criarem um todo coeso e funcional.
Se estou satisfeita por chegar aqui, também estou com vontade de me torturar mais um bocadinho -- olha, também sou masoquista! -- para que o crianço venha apenas depois das 39 semanas. Claro que nestas coisas é a natureza quem sabe das coisas e eu não estou livre de clickar no "Plublish" ali em cima e pouco depois dizer "Honey, take me to the hospital" (ou qualquer coisa semelhante em que a principal diferença estará no modo de tratar o outro responsável pelo assunto). Dois motivos subjazem a esta minha vontade.
Em primeiro lugar, quanto mais longa a gestação, melhor desenvolvidos estão os pulmões e mais maduro está o sistema imunitário do feto. Ora como se isto não bastasse, estudos há (ver aqui, por exemplo) que sugerem haver uma relação positiva entre a habilidade cognitiva das crianças e a duração da gestação, relação esta que se manifesta não só entre crianças nascidas pré- e pós-termo, antes e depois das 37 semanas, respectivamente, mas também entre crianças nascidas em diferentes momentos pós-termo. Quero um puto esperto, pá! Ele até pode sair um bacoco, mas não será por desmazelo desta sua mãe.
Venham as próximas três semanas. I am ready. Or as ready can be. Não é que possa exactamente abandonar o barco nesta altura do campeonato.
Hoje é também o dia em que a minha gravidez inicia a sua 37ª semana, um obra que para mim é comparável à construção da Grande Muralha da China (sim, aquela que se vê do espaço e não um qualquer muro de um quintal chinês) -- donde se constata a minha também queda para a hipérbole, como vedes. E este é mais um marco em qualquer gravidez. A partir desta data, se o pequeno biscuit decidir nascer, não será mais considerado prematuro. É de dar vontade de desatar aos pulinhos, não é? Infelizmente não posso, mas o meu íntimo está repleto de luz e cor pelos muitos foguetes imaginários que hoje fui lançando. Uma gaja celebra como pode.
A comparação com a Grande Muralha da China não aparece por acaso. É um exagero, claro, mas eu explico. Para quem está de repouso desde as 23 semanas e meia, para quem mal se mexe com medo de despoletar um parto pré-termo, chegar às 37 é obra. E, convenhamos, é uma obra que de certa maneira se aproxima à construção da muralha: pedra a pedra, célula a célula, paciente e diligentemente, vai tomando corpo a empreitada. Como se fosse um puzzle feito de muitas peças diferentes que se complementam e se ajustam para no fim criarem um todo coeso e funcional.
Se estou satisfeita por chegar aqui, também estou com vontade de me torturar mais um bocadinho -- olha, também sou masoquista! -- para que o crianço venha apenas depois das 39 semanas. Claro que nestas coisas é a natureza quem sabe das coisas e eu não estou livre de clickar no "Plublish" ali em cima e pouco depois dizer "Honey, take me to the hospital" (ou qualquer coisa semelhante em que a principal diferença estará no modo de tratar o outro responsável pelo assunto). Dois motivos subjazem a esta minha vontade.
Em primeiro lugar, quanto mais longa a gestação, melhor desenvolvidos estão os pulmões e mais maduro está o sistema imunitário do feto. Ora como se isto não bastasse, estudos há (ver aqui, por exemplo) que sugerem haver uma relação positiva entre a habilidade cognitiva das crianças e a duração da gestação, relação esta que se manifesta não só entre crianças nascidas pré- e pós-termo, antes e depois das 37 semanas, respectivamente, mas também entre crianças nascidas em diferentes momentos pós-termo. Quero um puto esperto, pá! Ele até pode sair um bacoco, mas não será por desmazelo desta sua mãe.
Venham as próximas três semanas. I am ready. Or as ready can be. Não é que possa exactamente abandonar o barco nesta altura do campeonato.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Cá em casa orgasmica-se todos os dias
Ena ena ena, mais devagar com o andor. Este é, infelizmente para vós mas felizmente para mim, um daqueles títulos meramente publicitários que têm como objectivo atrair audiência e entreter quem o escreveu pela malandrice envolvida. Mas sobra em parra o que falta em uva.
Com tanto que se fala em blogs que fazem publicidade, paga ou não, por exemplo ainda ontem a Izzie veio confessar que é demasiado mandriona para se deixar levar pela cantiga das marcas -- hey, eu cá vendo a alma baratinha, baratinha! e não estou com pruridos em fazê-lo (acho muito bem que quem tem pruridos não o faça, tratar o ardor da alma não deve ser fácil, suponho não dever haver fluconazol que lhe valha).
Mas voltando ao orgasmo e à sua frequência, que foi isso que hoje vos trouxe à minha companhia, e à sua relação -- ou falta dela -- com a publicidade blogueira. E permiti-me desde já esclarecer que este não é, is not, n'est-ce pas um post de publicidade. É somente um post de partilha de uma coisa de que eu gosto, uso diariamente há uns anos valentes (não me lembro quantos, mas certamente mais de seis), e adoro. O meu blush, da marca NARS, no tom Orgasm:
Os meus rituais de beautê são simples, direi mesmo básicos, e não são exemplo para ninguém, ainda que me ande a apetecer vir partilhá-los com malta igualmente prática no approach ao putting one's face on antes de sair de casa. Hum... não, não lhes vou chamar simples, que dá um ar de "pouco". Não, vamos aqui inserir um palavrão ainda p'ra mais em estrangeiro, para ter mais frisson. Vamos então chamá-los streamlined, que dá um ar mais Vogue e menos Maria.
O blush é em pó (acho que também há em creme) e é dos mais vendidos da marca. Creio que será mais pelas suas qualidades de ficar bem à generalidade dos tons de pele do que pela promessa dos prazeres sensuais que o nome encerra. Afinal, os outros tons também prometem delícias. Há, por exemplo, o tom Sin, o tom Torrid, o tom Deep Throat, e até o Super Orgasm (quem quer um só orgasminho quando pode ter um super?). Em termos de prémios, só a revista Allure reconheu-o como Best of Beauty 2008, 2007, 2006, 2005, and 2004; Best of Beauty Hall of Fame 2011; Readers' Choice 2012, 2011, 2010, 2009, 2008, 2007, 2006, 2005, 2004, 2003, and 2002. Nada mal para um pó que nos deixa com um ar mais saudável. O tom é meio pêssego corado e tem uns brilhinhos discretos que fazem a pele luzir.
Este é o passo três no meu regime de beleza diário, que muitas vezes termina no seguinte, quando penteio as sobrancelhas (sou moça de sobrancelha farta e indomável). Gosto muito do efeito.
Acho que a NARS não se encontra facilmente à venda em Portugal, mas não sei ao certo. Mas a Amazon tem e disponibiliza com prazer.
A quem veio ao engano e mesmo assim leu até ao fim, obrigada e desculpai qualquer coisinha. Mas serviu a lição: orgasmos há vários, e cabe a cada uma procurá-los. Ao menos este tem a vantagem de nunca ser fingido.
Com tanto que se fala em blogs que fazem publicidade, paga ou não, por exemplo ainda ontem a Izzie veio confessar que é demasiado mandriona para se deixar levar pela cantiga das marcas -- hey, eu cá vendo a alma baratinha, baratinha! e não estou com pruridos em fazê-lo (acho muito bem que quem tem pruridos não o faça, tratar o ardor da alma não deve ser fácil, suponho não dever haver fluconazol que lhe valha).
Mas voltando ao orgasmo e à sua frequência, que foi isso que hoje vos trouxe à minha companhia, e à sua relação -- ou falta dela -- com a publicidade blogueira. E permiti-me desde já esclarecer que este não é, is not, n'est-ce pas um post de publicidade. É somente um post de partilha de uma coisa de que eu gosto, uso diariamente há uns anos valentes (não me lembro quantos, mas certamente mais de seis), e adoro. O meu blush, da marca NARS, no tom Orgasm:
| Blush NARS, Orgasm |
Os meus rituais de beautê são simples, direi mesmo básicos, e não são exemplo para ninguém, ainda que me ande a apetecer vir partilhá-los com malta igualmente prática no approach ao putting one's face on antes de sair de casa. Hum... não, não lhes vou chamar simples, que dá um ar de "pouco". Não, vamos aqui inserir um palavrão ainda p'ra mais em estrangeiro, para ter mais frisson. Vamos então chamá-los streamlined, que dá um ar mais Vogue e menos Maria.
O blush é em pó (acho que também há em creme) e é dos mais vendidos da marca. Creio que será mais pelas suas qualidades de ficar bem à generalidade dos tons de pele do que pela promessa dos prazeres sensuais que o nome encerra. Afinal, os outros tons também prometem delícias. Há, por exemplo, o tom Sin, o tom Torrid, o tom Deep Throat, e até o Super Orgasm (quem quer um só orgasminho quando pode ter um super?). Em termos de prémios, só a revista Allure reconheu-o como Best of Beauty 2008, 2007, 2006, 2005, and 2004; Best of Beauty Hall of Fame 2011; Readers' Choice 2012, 2011, 2010, 2009, 2008, 2007, 2006, 2005, 2004, 2003, and 2002. Nada mal para um pó que nos deixa com um ar mais saudável. O tom é meio pêssego corado e tem uns brilhinhos discretos que fazem a pele luzir.
Este é o passo três no meu regime de beleza diário, que muitas vezes termina no seguinte, quando penteio as sobrancelhas (sou moça de sobrancelha farta e indomável). Gosto muito do efeito.
Acho que a NARS não se encontra facilmente à venda em Portugal, mas não sei ao certo. Mas a Amazon tem e disponibiliza com prazer.
A quem veio ao engano e mesmo assim leu até ao fim, obrigada e desculpai qualquer coisinha. Mas serviu a lição: orgasmos há vários, e cabe a cada uma procurá-los. Ao menos este tem a vantagem de nunca ser fingido.
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Knowledge is power
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Despudorada, uma definição
É oficial. Sou uma despudorada. Pior, sou uma mãe despudorada e que está a pavimentar o caminho para uma filha percorrer igualmente despudoradamente. Vede bem o bilhete que a nova professora da minha filha, para cuja sala mudou esta Segunda-feira, me enviou:
Ou seja, quando a indumentária da cria incluir uma saia ou um vestido, é favor cobrir a cuequinha com uns calções ou leggins, ó sua maluca, sua impudica duma figa!
Pergunto-me agora: as mães em Portugal também cobrem as cuequinhas das filhas quando estas usam vestidos ou saias? É que francamente não sei, nunca reparei e por isso nunca me ocorreu perguntar. Mas será que é um costume que só eu desconheço, e que portanto me desculpo com a ignorância, ou é apenas mais um pormenor de diferença cultural que me veio, não morder o rabo tão literalmente assim, mas a cueca da pequena?
Se a resposta for a diferença cultural, isto comicha-me. Naturalmente que respeito e cumpro, a miúda tem ido para a escola de calções todos os dias (nem saias nem vestidos), mas custa-me compactuar com as regras sobre imodéstia. Talvez, se ela fosse mais velha, isso me preocupasse, mas acho-a tão pequenina, tão assexuada, que o tapar do que tapa as partes pudendas me parece maldoso pela maldade que implica reconhecer.
Fora o facto da urticária intelectual, para a qual bem tento tomar chá de cidreira mas parece não haver meio de passar, incomoda-me a cedência. Americanizo-me ma non troppo.
Fica a pergunta: vós, gente melhor informadas sobre estas coisas, sabeis se em Portugal também se tapa a cueca das mini-misses? Sempre grata, vossa Maria.
Ou seja, quando a indumentária da cria incluir uma saia ou um vestido, é favor cobrir a cuequinha com uns calções ou leggins, ó sua maluca, sua impudica duma figa!
Pergunto-me agora: as mães em Portugal também cobrem as cuequinhas das filhas quando estas usam vestidos ou saias? É que francamente não sei, nunca reparei e por isso nunca me ocorreu perguntar. Mas será que é um costume que só eu desconheço, e que portanto me desculpo com a ignorância, ou é apenas mais um pormenor de diferença cultural que me veio, não morder o rabo tão literalmente assim, mas a cueca da pequena?
Se a resposta for a diferença cultural, isto comicha-me. Naturalmente que respeito e cumpro, a miúda tem ido para a escola de calções todos os dias (nem saias nem vestidos), mas custa-me compactuar com as regras sobre imodéstia. Talvez, se ela fosse mais velha, isso me preocupasse, mas acho-a tão pequenina, tão assexuada, que o tapar do que tapa as partes pudendas me parece maldoso pela maldade que implica reconhecer.
Fora o facto da urticária intelectual, para a qual bem tento tomar chá de cidreira mas parece não haver meio de passar, incomoda-me a cedência. Americanizo-me ma non troppo.
Fica a pergunta: vós, gente melhor informadas sobre estas coisas, sabeis se em Portugal também se tapa a cueca das mini-misses? Sempre grata, vossa Maria.
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Das coisas que me dão comichão,
Definições,
Ils sont fous ces américains
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Eu queria muito ter outra menina
Entre outros motivos, porque seria tão mais fácil escolher um motivo fofinho para bordar numa fralda! A culpa, essa galdéria, mais uma vez não morre solteira, abraçando Monsieur Bolacha num affaire tórrido que muito me aborrece.
Já agora, não, pequeno biscuit ainda não tem nome. Da última vez que conversámos, disse ao pai da criatura que decidimos o vocábulo quando ele nascer. Uma vez que conhece tão bem a minha vontade (Max, Max, Max!), espero que o ver-me parir a criança lhe amoleça o coração empedernido, afirmei-lho. Mais, perguntei-lhe com clareza como (ou se de todo), caso o trabalho de parto seja maioritariamente nocturno, como aquando do da nossa filha, deseja dormir. He he he... (sorriso maléfico)
Já agora, não, pequeno biscuit ainda não tem nome. Da última vez que conversámos, disse ao pai da criatura que decidimos o vocábulo quando ele nascer. Uma vez que conhece tão bem a minha vontade (Max, Max, Max!), espero que o ver-me parir a criança lhe amoleça o coração empedernido, afirmei-lho. Mais, perguntei-lhe com clareza como (ou se de todo), caso o trabalho de parto seja maioritariamente nocturno, como aquando do da nossa filha, deseja dormir. He he he... (sorriso maléfico)
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Do you ❤ My Little Pony?
Se sim, se realmente és fã do My Little Pony: Friendship is Magic, se és um adulto, se vives em Phoenix, e se queres encontrar-te com outros bronies (pronuncia-se "brounies" e nope, não tem nada a ver com brownies) para conviver, conversar, e simplesmente divertires-te, então este é o grupo para ti!
Ah pois é, ao que parece, anda para aí malta aficionada pelos piquenos póneis que se (a)junta para um convívio temático durante o qual são visionados e amplamente discutidos episódios da série My Little Pony. Diz o presidente do club de Phoenix (também há delegações em Nova Iorque ou na Bay Area, por exemplo) que o programa é popular "because of its artistic style and intricately developed characters". Pois imagino que sim, deve estar ali mesmo ao lado do "The Good Wife" ou "Breaking Bad"...
Aberto a "everypony" (juro que não estou a inventar), o club é composto pela comunidade de pony loving bros, ou bronies, incluindo nas suas trincheiras (deverei dizer estábulos?) homens e mulheres, ainda que algumas destas últimas prefiram ser chamadas "Pegasisters" (bro é um termo normalmente aplicado aos machos). Aliás, o club parece apelar mais a homens do que a mulheres, segundo James Moore, um estudante de IT porque os personagens são arrapazados (no original "The characters of the ponies on the show are tomboyish."). É, póneis pestanudos e efeminadamente decorados com estrelinhas, flores, arco-íris e afins realmente são másculos...
Quando inquiridos, alguns bronies dizem que a essência do programa, a amizade, aproxima os seus fãs. Isto, associado à sua natureza tímida e introvertida (you think!?), torna o grupo muito unido. Aaron Wolfe, por exemplo, um jovem de 23 anos, diz que não se importa que os seus amigos achem estranho o seu gosto pelo My Little Pony. Afinal, "I'm already weird to begin with, so no one really cares," e "these people in this room are just about the only friends I have." Grande surpresa aqui...
Enfim, e eu que julgava ser difícil este país surpreender-me... Se eu não visse no jornal do burgo também não acreditava.
| Bronies de Phoenix |
Ah pois é, ao que parece, anda para aí malta aficionada pelos piquenos póneis que se (a)junta para um convívio temático durante o qual são visionados e amplamente discutidos episódios da série My Little Pony. Diz o presidente do club de Phoenix (também há delegações em Nova Iorque ou na Bay Area, por exemplo) que o programa é popular "because of its artistic style and intricately developed characters". Pois imagino que sim, deve estar ali mesmo ao lado do "The Good Wife" ou "Breaking Bad"...
Aberto a "everypony" (juro que não estou a inventar), o club é composto pela comunidade de pony loving bros, ou bronies, incluindo nas suas trincheiras (deverei dizer estábulos?) homens e mulheres, ainda que algumas destas últimas prefiram ser chamadas "Pegasisters" (bro é um termo normalmente aplicado aos machos). Aliás, o club parece apelar mais a homens do que a mulheres, segundo James Moore, um estudante de IT porque os personagens são arrapazados (no original "The characters of the ponies on the show are tomboyish."). É, póneis pestanudos e efeminadamente decorados com estrelinhas, flores, arco-íris e afins realmente são másculos...
Quando inquiridos, alguns bronies dizem que a essência do programa, a amizade, aproxima os seus fãs. Isto, associado à sua natureza tímida e introvertida (you think!?), torna o grupo muito unido. Aaron Wolfe, por exemplo, um jovem de 23 anos, diz que não se importa que os seus amigos achem estranho o seu gosto pelo My Little Pony. Afinal, "I'm already weird to begin with, so no one really cares," e "these people in this room are just about the only friends I have." Grande surpresa aqui...
Enfim, e eu que julgava ser difícil este país surpreender-me... Se eu não visse no jornal do burgo também não acreditava.
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Americanices,
É desta que corto os pulsos,
Ils sont fous ces américains
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Arizona vida selvagem: Beija-flor
A minha blogosfera é feita de afectos, de ternuras. Esta é para a minha tão doce D.(N.C.)*: um muito, mesmo muito pequenino beija-flor, a voar sobre a relva (vê-se a mancha quando em modo full screen). Tinha estado mais perto de nós, mamãe e eu, instantes antes, mas eu não fui rápida o suficiente para o filmar.
O beija-flor é uma ave (blherc, pássaros!) que até para os meus padrões (blherc, pássaros!!) é fofinha: é dos pássaros mais pequenos que por aí avoam avoam, medindo geralmente entre os 7.5 e os 13 cm. Conseguem a proeza de aparentemente flutuar em pleno voo, tudo porque são capazes de bater as asas a uma velocidade impressionante, entre 12 e 80 vezes por segundo (por se-gun-do!), dependendo das espécies. Também aprendi pelo oráculo da Wikipédia que é o único grupo de pássaros que consegue voar de trás para a frente. Mas o que realmente me derrete toda é o nome: beija-flor. Há lá vocábulo mais ternurento? Beija-flor...
E porque estou mesmo numa de delícias, aqui vos deixo o Cazuza com o seu próprio (Codinome) Beija-flor:
*Desculpa, querida, este ano não há escorpiões aqui por casa. Acho que o dinheiro que estamos a pagar ao exterminador é mesmo bem pago, que não os há em lado nenhum. Monsieur Bolacha já por umas vezes foi passear pelo jardim à procura dos bichos (de propósito para ti!), mas estão ausentes em parte incerta. Mantém-se todavia a promessa: o próximo vídeo é todo teu.
O beija-flor é uma ave (blherc, pássaros!) que até para os meus padrões (blherc, pássaros!!) é fofinha: é dos pássaros mais pequenos que por aí avoam avoam, medindo geralmente entre os 7.5 e os 13 cm. Conseguem a proeza de aparentemente flutuar em pleno voo, tudo porque são capazes de bater as asas a uma velocidade impressionante, entre 12 e 80 vezes por segundo (por se-gun-do!), dependendo das espécies. Também aprendi pelo oráculo da Wikipédia que é o único grupo de pássaros que consegue voar de trás para a frente. Mas o que realmente me derrete toda é o nome: beija-flor. Há lá vocábulo mais ternurento? Beija-flor...
E porque estou mesmo numa de delícias, aqui vos deixo o Cazuza com o seu próprio (Codinome) Beija-flor:
*Desculpa, querida, este ano não há escorpiões aqui por casa. Acho que o dinheiro que estamos a pagar ao exterminador é mesmo bem pago, que não os há em lado nenhum. Monsieur Bolacha já por umas vezes foi passear pelo jardim à procura dos bichos (de propósito para ti!), mas estão ausentes em parte incerta. Mantém-se todavia a promessa: o próximo vídeo é todo teu.
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Amigos,
Arizona Vida Selvagem
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Coisas que dão um jeitaço
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Armada em esperta
Número mágico: 34
Há pessoas que gostam ou desgostam de um número em particular. Se creio ser vulgar gostar-se do 7 ou (des)gostar-se do 13, sei por exemplo que mamãe que detesta o 19 e eu cá gosto muito do 17 (o dia do meu aniversário -- quão mais narcisista posso ser?). Ultimamente, porém, o meu conjunto de números mágicos, ou predilectos, se preferirdes um termo menos esotérico, tem vindo a alargar-se.
Tudo começou com um comentário da minha querida Beijo de Mulata (bem conheceis o meu gosto na atribuição de créditos, quiçá um resquício da minha faceta de investigadora que teima em vir ao de cima quando eu me distraio) quando por cá vim partilhar a (má) notícia do estado da minha gravidez, de risco, e da necessidade do repouso. Falou-me então a querida doutora do número 34, que é o número de semanas a partir do qual, apesar de ainda ser considerado prematuro (classificação que deixa de se aplicar quando o bebé nasce depois das 37 semanas), tem uma excelente hipótese de sobreviver (creio de 90%).
Não vos querendo maçar com pormenores médicos, até porque me falta competência, posso dizer-vos o quão reconfortante foi, ao longos destas onze semanas de repouso e desassossego (porque, desenganai-vos, mulher alguma está sossegada quando "de repouso" por uma gravidez que pode terminar a um medicamente avisado breve trecho), pensar que em vez de ter de ir até ao quarenta, número tão mais longínquo e inatingível, havia ali um meio termo mais próximo. Uma meta mais tangível, se quiserdes chamar-lhe assim.
Foi então com muita alegria que no Sábado pude riscar da minha tabela (sim, tenho uma tabela colada no lado do frigorífico onde, religiosamente, faço sumir com uma talvez excessiva alegria cada semana de gravidez) a semana 33 e fazer uma bolinha redondinha na semana 34, esta, que já vai a meio, quase quase a tocar na 35. E estou, finalmente, um pouco mais sossegada.
Agora satisfeita mesmo vou estar quando aqui vos vier dizer que já fiz a bolinha na semana 37! Mas até lá ainda tenho de vos contar as minhas aventuras nestas primeiras semanas de américas.
Tudo começou com um comentário da minha querida Beijo de Mulata (bem conheceis o meu gosto na atribuição de créditos, quiçá um resquício da minha faceta de investigadora que teima em vir ao de cima quando eu me distraio) quando por cá vim partilhar a (má) notícia do estado da minha gravidez, de risco, e da necessidade do repouso. Falou-me então a querida doutora do número 34, que é o número de semanas a partir do qual, apesar de ainda ser considerado prematuro (classificação que deixa de se aplicar quando o bebé nasce depois das 37 semanas), tem uma excelente hipótese de sobreviver (creio de 90%).
Não vos querendo maçar com pormenores médicos, até porque me falta competência, posso dizer-vos o quão reconfortante foi, ao longos destas onze semanas de repouso e desassossego (porque, desenganai-vos, mulher alguma está sossegada quando "de repouso" por uma gravidez que pode terminar a um medicamente avisado breve trecho), pensar que em vez de ter de ir até ao quarenta, número tão mais longínquo e inatingível, havia ali um meio termo mais próximo. Uma meta mais tangível, se quiserdes chamar-lhe assim.
Foi então com muita alegria que no Sábado pude riscar da minha tabela (sim, tenho uma tabela colada no lado do frigorífico onde, religiosamente, faço sumir com uma talvez excessiva alegria cada semana de gravidez) a semana 33 e fazer uma bolinha redondinha na semana 34, esta, que já vai a meio, quase quase a tocar na 35. E estou, finalmente, um pouco mais sossegada.
Agora satisfeita mesmo vou estar quando aqui vos vier dizer que já fiz a bolinha na semana 37! Mas até lá ainda tenho de vos contar as minhas aventuras nestas primeiras semanas de américas.
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Ceci n'est pas um baby post
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Trabalhar para o descanso
Isto de trabalhar para o descanso dá uma canseira que nem vos digo... Os 44ºC que lá fora se fazem sentir não contribuem para a motivação, entorpecendo-me ainda mais as vontades.
Todos os dias (noites? madrugadas?) acordo, noite já alta, corpo cuspindo vitupérios contra esta bexiga enclausurada numa barriga que já não lhe pertence em absoluto, e penso em escrever. Acho mesmo, toldada pelo sono que estou, que são ideias estupendas que se traduzirão em textos fantásticos e altamente comentados. Mas depois... o sofá, as sestas, as pinturas, os puzzles, os livros... tudo se intromete para me fazer adiar a escritura. Até a minha querida D. já me veio admoestar, falar-me da promessa não cumprida (eu, pecadora, me confesso).
Eu venho cá escrever, prometo. Mas agora vou para a piscina. É que estão 44'C.
Todos os dias (noites? madrugadas?) acordo, noite já alta, corpo cuspindo vitupérios contra esta bexiga enclausurada numa barriga que já não lhe pertence em absoluto, e penso em escrever. Acho mesmo, toldada pelo sono que estou, que são ideias estupendas que se traduzirão em textos fantásticos e altamente comentados. Mas depois... o sofá, as sestas, as pinturas, os puzzles, os livros... tudo se intromete para me fazer adiar a escritura. Até a minha querida D. já me veio admoestar, falar-me da promessa não cumprida (eu, pecadora, me confesso).
Eu venho cá escrever, prometo. Mas agora vou para a piscina. É que estão 44'C.
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Arizona
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Biscoito no forno, uma definição
Já chegámos, e é ao Arizona que chamamos casa. A família está bem e feliz. Monsieur Bolacha está consolado de tanto mulherio (sua mini-bolacha, Madame, e progenitora da própria, Mamãe) e prestes a desejar ver-nos pelas costas, quase se vê.
Agora que já vi que não dói muito, prometo voltar amiúde.
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