Estão a divorciar-se, o Cruise e a Holmes.
Não, I did not see it coming, como tantos arautos da desgraça hão-de proclamar. Achei estranho o gajo aos pinchos em cima do sofá da Oprah, mas a paixão dá doideira mesmo, e se não há doideira e/ou pincho mais ou menos literal, não há paixão. Também aquelas coisas da cientologia me dão alguma coceira, mas cada um é p'ró que nasce e gente há que acredita no Creacionismo e eu não desato ao insulto. Cada um sabe da sua fé e onde acende as suas velinhas (ou não) (se alguém resolver ultrajar a Nossa Senhora de Fátima e a Nossa Senhora de La-Sallete também tem de ser ver comigo e eu sou moça que vale por dois).
E prontos, you heard it here.
Talvez haja salvação para o blog. Estarei branching-out, talvez. Qualquer dia venho falar de carteiras caras. Sapatos bem que podia, sou da terra da Helsar e do Luís Onofre e conheço os big bosses.
*Holm-oak é um carvalho, mais precisamente uma azinheira. Obrigada ao Jorge Nunes pela correcção!
sábado, 30 de junho de 2012
Em primeiríssima mão: Tomás das Cruzes e Cátia Vanessa Carvalho Azinheira*
Lista de ingredientes
Armada em esperta,
Expressões que eu gosto,
Outros blogs,
Sorrisos,
Viagens
Bloga bloga Maria
Tenho andado afastada do meu blog e da blogosfera em geral. Ainda não nos divorciámos, mas o computador cansa-me.
Investidos os primeiros dias do repouso entre catching up no sono e quinhentas mil pesquisas sobre pre-term labor, e depois de ter elaborado os enunciados dos segundos testes (os meninos agora têm avaliação contínua) e tratado de mais meia dúzia de "pendentes", não me apetece computar. No caso do blog em concreto, receio não ter nada de verdadeiramente interessante para dizer.
Bom, podia escrever post atrás de post a descrever os meus findings sobre o parto pré-termo, as diferentes formas de torturar os meus vizinhos que me ocorrem, o quão saturada estou de estar em casa, ou as saudades que tenho de mim e da minha vida, mas acho que isso não seria interessante para os meus amigos blogosféricos. Talvez fosse um bom exercício para limpar o neurónio das teias de aranha que se vão instalando ou talvez fosse mais um factor de cansaço, mas o resultado é que não escrevo.
Receio estar a tornar-me uma pessoa enfadonha. Ensimesmada, um pouco por força da clausura, mas boring, o que é uma verdadeira chatice. Ao longo do dia vão-me ocorrendo alguns pensamentos bacocos que me apetecem dividir mas depois a auto-crítica inibe-me. Coisa estranha, sempre achei que escreveria o que me desse na gana sem pensar sobre o que pensariam de mim, mas não. Importo-me. Estúpida.
Penso naqueles que me conhecem e que não quero desiludir. Penso nos que não me conhecem e de alguma maneira cá vêm ler-me e não os quero desiludir.
Penso, penso, penso.
Sentada ou deitada, penso, penso, penso. E quero que passe mais um dia, mais uma semana, mais um mês. Quero que Setembro chegue rápido e que o seu fim traga o gordinho, rosado, e inevitavelmente feinho yet-to-be-named bebé que aos meus olhos será o mais bonito do mundo. Ah pois, a minha filha pergunta-me como se chama o bebé (adora perguntar o nome, até o seu, respondendo-se "M. Pequenina", tal como eu a chamo). Chama-se bebé, ora! Cheguei a ter medo de lhe dar um nome para depois o perder. Forcei-me ao desapego para não me envolver em demasia e depois sofrer ainda mais (a net vai-me mostrando que não sou a única a proceder assim; tanto do que faço e penso, aliás, é tão comum às mulheres que estão "de repouso" que é reconfortante).
Enfim.
Não tendo então nada de verdadeiramente interessante para partilhar, divido com vossas excelências, sempre tão bem vindas cá ao estaminé e recebidas com chá servido em chávenas e pires de porcelana sobre tabuleiro de prata com direito a paninho e, naturalmente, bolachinhas, como tenho usado o meu tempo internético. Há que desbastar o enguiço de qualquer maneira, e esta é a minha.
Tenho então usado o meu tempo para responder a emails, trabalhar um bocadinho (é inevitável), e surfar o site da Amazon (já comprei um moisés ("Used, like New", uma pechincha), um bunny para a miss Bolacha (será presente do irmão, ela adora bunnies, e o Iche, seu fiel e mui britânico companheiro de sonhos, é desta marca). Até já escolhi presentes de aniversário para o Mr. Bolacha -- estou indecisa entre os primeiros três livros da Mafalda e uns auscultadores noise canceling da Bose). Também tenho Facebookado um bocadinho, mais para ver o que andam os meus amigos a fazer do que propriamente para postar o que estou a fazer no momento e que varia principalmente entre "na casa-de-banho" ou "a ver televisão no sofá". Uma animação, portanto.
É desta que me desamigam... Seria pouco caridoso.
Investidos os primeiros dias do repouso entre catching up no sono e quinhentas mil pesquisas sobre pre-term labor, e depois de ter elaborado os enunciados dos segundos testes (os meninos agora têm avaliação contínua) e tratado de mais meia dúzia de "pendentes", não me apetece computar. No caso do blog em concreto, receio não ter nada de verdadeiramente interessante para dizer.
Bom, podia escrever post atrás de post a descrever os meus findings sobre o parto pré-termo, as diferentes formas de torturar os meus vizinhos que me ocorrem, o quão saturada estou de estar em casa, ou as saudades que tenho de mim e da minha vida, mas acho que isso não seria interessante para os meus amigos blogosféricos. Talvez fosse um bom exercício para limpar o neurónio das teias de aranha que se vão instalando ou talvez fosse mais um factor de cansaço, mas o resultado é que não escrevo.
Receio estar a tornar-me uma pessoa enfadonha. Ensimesmada, um pouco por força da clausura, mas boring, o que é uma verdadeira chatice. Ao longo do dia vão-me ocorrendo alguns pensamentos bacocos que me apetecem dividir mas depois a auto-crítica inibe-me. Coisa estranha, sempre achei que escreveria o que me desse na gana sem pensar sobre o que pensariam de mim, mas não. Importo-me. Estúpida.
Penso naqueles que me conhecem e que não quero desiludir. Penso nos que não me conhecem e de alguma maneira cá vêm ler-me e não os quero desiludir.
Penso, penso, penso.
Sentada ou deitada, penso, penso, penso. E quero que passe mais um dia, mais uma semana, mais um mês. Quero que Setembro chegue rápido e que o seu fim traga o gordinho, rosado, e inevitavelmente feinho yet-to-be-named bebé que aos meus olhos será o mais bonito do mundo. Ah pois, a minha filha pergunta-me como se chama o bebé (adora perguntar o nome, até o seu, respondendo-se "M. Pequenina", tal como eu a chamo). Chama-se bebé, ora! Cheguei a ter medo de lhe dar um nome para depois o perder. Forcei-me ao desapego para não me envolver em demasia e depois sofrer ainda mais (a net vai-me mostrando que não sou a única a proceder assim; tanto do que faço e penso, aliás, é tão comum às mulheres que estão "de repouso" que é reconfortante).
Enfim.
Não tendo então nada de verdadeiramente interessante para partilhar, divido com vossas excelências, sempre tão bem vindas cá ao estaminé e recebidas com chá servido em chávenas e pires de porcelana sobre tabuleiro de prata com direito a paninho e, naturalmente, bolachinhas, como tenho usado o meu tempo internético. Há que desbastar o enguiço de qualquer maneira, e esta é a minha.
Tenho então usado o meu tempo para responder a emails, trabalhar um bocadinho (é inevitável), e surfar o site da Amazon (já comprei um moisés ("Used, like New", uma pechincha), um bunny para a miss Bolacha (será presente do irmão, ela adora bunnies, e o Iche, seu fiel e mui britânico companheiro de sonhos, é desta marca). Até já escolhi presentes de aniversário para o Mr. Bolacha -- estou indecisa entre os primeiros três livros da Mafalda e uns auscultadores noise canceling da Bose). Também tenho Facebookado um bocadinho, mais para ver o que andam os meus amigos a fazer do que propriamente para postar o que estou a fazer no momento e que varia principalmente entre "na casa-de-banho" ou "a ver televisão no sofá". Uma animação, portanto.
É desta que me desamigam... Seria pouco caridoso.
Lista de ingredientes
Ceci n'est pas um baby post
Say what!? Trabalhar para o relax
E, às vinte e sete semanas e seis dias de gravidez, digo ao Mr. Bolacha: "I am working very hard on resting". Curiosamente faz sentido.
'Pdate: o útero-diva continua a contrair amiúde apesar do descanso, mas acho que menos que há quatro semanas, momento em que começou a minha prisão domiciliária. Cada semana que passa é uma vitória e razão de celebração. Acho que hoje à noite será a loucura. Talvez coma uma francesinha.
'Pdate: o útero-diva continua a contrair amiúde apesar do descanso, mas acho que menos que há quatro semanas, momento em que começou a minha prisão domiciliária. Cada semana que passa é uma vitória e razão de celebração. Acho que hoje à noite será a loucura. Talvez coma uma francesinha.
Lista de ingredientes
Ceci n'est pas um baby post,
Tiradas (pouco) inteligentes
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Bolachas, gravidezes, e Oreo
És doida por bolachas e (por acaso) estás grávida?
Se respondeste que sim a pelo menos duas das questões anteriores, é o suficiente para que uma tua querida (Ruiva todavia morena da Cidade das Acácias todavia acidentalmente na ocidental praia lusitana) te chame "bolacha recheada".
E eu que prometi não me ir às Oreo... Ai... Maria sofre...
Lista de ingredientes
Amigos
[Em repouso*] Queridos vizinhos...
Queridos vizinhos,
Infelizmente também é um facto que, apesar das promessas do nosso construtor, que tantas vezes jurou que este prédio tem acabamentos de luxo, placas blá blá blá, isolamento acústico, espuma blá blá blá entre os andares, zzzzzz zzzzzzzzzzzz, todos temos pavimento flutuante que é uma treta e portanto o som propaga-se, viaja, circula, para baixo e/ou para cima, e vem fornicar os meus ouvidos de sensibilidade quase maníaca ao barulho.
Pois é, talvez a culpa não seja dos meus pobres ouvidos, seja minha mesmo, gaja pouco tolerante a tudo quanto são invasões do meu espaço, que é, segunda minha visão/ideal, entre tantas outras coisas, silencioso. Mais vos digo que estar trancafiada em casa há três semanas só tendo saído três vezes, duas para ir à obstetra e uma para ir ao dentista, não é fácil e uma gaja começa a ficar (mais) intolerante.
Vede, não havia necessidade de agredirdes o chão com vossos calcanhares como se ele vos tivesse esbofeteado e fosse com desmedida sede de vingança que vossos delicados pézinhos pousam sobre ele enquanto vos deslocais. Também não havia necessidade de brincardes com bolas, que driblam pelo chão num pum pum pum, pum-pum-pum ritmicamente irritante. E nem as cadeiras que teimosamente arrastais necessitam gritar tanto, podíeis sufocá-las um pouco com aquelas pantufinhas que o supermercado vende e que até protegem o chão de riscos. As máquinas a funcionarem entre a meia noite e a uma da manhã, hora mais económica para quem tem tarifa discriminatória, também são uma chatice, meus queridos. Os brummmmmmms e tec tec que fazem perturbam o descanso de outros que, certamente preguiçosos, planeiam descansar a tão pouco adiantadas horas.
Sou a primeira a dizer que no meu apartamento também se produz mais ruído do que eu consideraria aceitável. A minha cria, de dois anos e nove meses, adora correr e dar saltos. Estando muito tempo sossegada, é acometida de momentos de loucura e não há quem a segure. Obrigá-la a saltar em cima do tapete ajuda mas não resolve, bem sei. Mas a dita cria ruidosa tem, como disse, dois anos e nove meses, e é desprovida de discernimento que lhe sugira que é incorrecto o seu comportamento pelo que, apesar de ser a primeira a encostar o dedo indicador aos lábios e balbuciar um "xiu, não faz baiúlho" quando eu falo mais alto, gosta de um bom salto barulhento.
Mas digo-vos também que, no que posso, sou excepcionalmente cuidadosa com vosso bem-estar mental. Cá em casa, por motivos higiénicos, não se usam sapatos. Mas também não se usam chinelos com solinhas duras e nem daqueles de quarto com peninhas e saltos em bico cujo toc-toc-toc os faz anunciar com pelo menos sete segundos de avanço. Também os calcanhares se pousam sobre o chão com cuidado e não em ataque. As máquinas funcionam tarde, mas antes das horas impróprias. A música nunca está alto, e nem a televisão.
Muito grata pela vossa atenção, cordialmente,
O que eu realmente gostava de lhes dizer:
"Meus grandessíssimos cabrões: parem de fazer barulho!!!! Caminham como elefantes gordos e pançudos e as putas das cadeiras estão a dar-me cabos dos nervos. Parem lá com essa merda, grandes bestas mal educadas".**
*Os meus nérfes andam em franja. Sou uma grávida em repouso, há que ter tolerância para comigo.
** O que me vale é que sou bem educada e só os comparei aos elefantes. Eles são mesmo gordos, parecem hipopótamos.
Começo esta minha missiva com um conjunto de realidades que são inegáveis. É uma perfeita chatice vivermos todos encavalitados tipo formigas, térmitas, ou abelhas. Antes fôssemos todos ricos e pudéssemos comprar maisons afastadas uns dos outros (e de estradas barulhentas, comboios, ou demais meios de transporte, gentes com cães que latem ininterruptamente e, já agora, galinhas, galos cantantes, ou rolinhas, malta adepta da jardinagem que teima em cortar relva pela fresca, vizinhas que se interpelam sonoramente a distâncias impensavelmente propícias ao tête-à-tête...) mas hélas, somos todos uns tesos e por enquanto há que aceitá-lo (sem contudo esmorecer no esforço de conseguir um futuro melhor -- e de preferência bem longe de mim).-- começo tentativamente empático --
Infelizmente também é um facto que, apesar das promessas do nosso construtor, que tantas vezes jurou que este prédio tem acabamentos de luxo, placas blá blá blá, isolamento acústico, espuma blá blá blá entre os andares, zzzzzz zzzzzzzzzzzz, todos temos pavimento flutuante que é uma treta e portanto o som propaga-se, viaja, circula, para baixo e/ou para cima, e vem fornicar os meus ouvidos de sensibilidade quase maníaca ao barulho.
Pois é, talvez a culpa não seja dos meus pobres ouvidos, seja minha mesmo, gaja pouco tolerante a tudo quanto são invasões do meu espaço, que é, segunda minha visão/ideal, entre tantas outras coisas, silencioso. Mais vos digo que estar trancafiada em casa há três semanas só tendo saído três vezes, duas para ir à obstetra e uma para ir ao dentista, não é fácil e uma gaja começa a ficar (mais) intolerante.
Mas também é um facto que vocês abraçaram esta inevitabilidade da convivência forçada com uma desnecessária displicência, tomando como fait accompli o incómodo que causamos uns aos outros.-- o ataque subtil --
Vede, não havia necessidade de agredirdes o chão com vossos calcanhares como se ele vos tivesse esbofeteado e fosse com desmedida sede de vingança que vossos delicados pézinhos pousam sobre ele enquanto vos deslocais. Também não havia necessidade de brincardes com bolas, que driblam pelo chão num pum pum pum, pum-pum-pum ritmicamente irritante. E nem as cadeiras que teimosamente arrastais necessitam gritar tanto, podíeis sufocá-las um pouco com aquelas pantufinhas que o supermercado vende e que até protegem o chão de riscos. As máquinas a funcionarem entre a meia noite e a uma da manhã, hora mais económica para quem tem tarifa discriminatória, também são uma chatice, meus queridos. Os brummmmmmms e tec tec que fazem perturbam o descanso de outros que, certamente preguiçosos, planeiam descansar a tão pouco adiantadas horas.
Venho portanto pedir-vos, o mais delicadamente que sou capaz, que parem de fazer barulho estupidamente. Se há um puto em casa a correr, eu entendo. Se há uma festa de aniversário à uma da manhã, eu entendo. Se há um jogo da selecção e o ânimo é desenfreado, eu entendo. Os berros da criança que chora às três e meia da manhã, eu entendo (e sou solidária!). Agora o que eu não entendo é que gente supostamente educada ignore o estardalhaço que faz.-- o pedido --
-- mea culpa, tentativa de passar a mão pelo pêlo --
-- a ligeira ameaça: eu podia ser uma cabra --
Venho portanto pedir-vos um pouco mais de atenção, de vigilância, de cuidado na emissão de ruído. Um poucochinho mais de cuidado ao caminhar e pantufas nos móveis, é só. Coisa pouca, como podeis constatar.-- reiteração do pedido e despedida --
Muito grata pela vossa atenção, cordialmente,
A vizinha do 4.4, Maria
O que eu realmente gostava de lhes dizer:
"Meus grandessíssimos cabrões: parem de fazer barulho!!!! Caminham como elefantes gordos e pançudos e as putas das cadeiras estão a dar-me cabos dos nervos. Parem lá com essa merda, grandes bestas mal educadas".**
*Os meus nérfes andam em franja. Sou uma grávida em repouso, há que ter tolerância para comigo.
** O que me vale é que sou bem educada e só os comparei aos elefantes. Eles são mesmo gordos, parecem hipopótamos.
Lista de ingredientes
Irritada que eu cá sei
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Oximoro, uma definição
Andava com o pensamento na cabeça, mas a culpa do palavrão é do Miguel e da sua (nossa) Monica (semelhante monumento não pode ser propriedade única da própria).
Mas a minha definição, então: estou de baixa médica por ameaça de parto pré-termo e ontem fiquei a trabalhar até às três da manhã (já tinha trabalhado durante a manhã e depois ataquei-o diligentemente às seis da tarde). Acho que isto em certas partes do mundo é proibido.
Mas a minha definição, então: estou de baixa médica por ameaça de parto pré-termo e ontem fiquei a trabalhar até às três da manhã (já tinha trabalhado durante a manhã e depois ataquei-o diligentemente às seis da tarde). Acho que isto em certas partes do mundo é proibido.
Lista de ingredientes
Definições,
É desta que corto os pulsos,
Knowledge is power
domingo, 17 de junho de 2012
Das coisas boas que podemos (posso) ensinar aos nossos (minha) filhos (filha)
M., quanto é que gostas da "Fofósh" (mamãe)?
Ela, abrindo os braços: "Muuuuuuuuuuitooooooooooooooooo!".
Investimento: um minuto (a gaja é esperta). Resultado: três sorrisos rasgados.
Ela, abrindo os braços: "Muuuuuuuuuuitooooooooooooooooo!".
Investimento: um minuto (a gaja é esperta). Resultado: três sorrisos rasgados.
Lista de ingredientes
Filhos
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Das delícias de ter uma filha bilingue, #6
A minha filha pega num post-it que eu tinha no sofá, nele desenhadas à balda (nã, estilo Siza!) umas estantes Expedit da Ikea, e diz:
"Ó mááááááááe, a máe fez etangue!" ou qualquer coisa assim meio mastigada.
"A mãe fez um desenho, um de-se-nho, filha", respondo com cuidado na dicção.
"Ó mááááe, a máe fez etangue!" repete para ver se eu finalmente a percebo.
"Ah! A mamã fez um rectangle, sim!", respondo com um sorriso aberto. É um génio, esta minha filha. Também gosta muito de squaéx, taiangues, e ovâs.
"Ó mááááááááe, a máe fez etangue!" ou qualquer coisa assim meio mastigada.
"A mãe fez um desenho, um de-se-nho, filha", respondo com cuidado na dicção.
"Ó mááááe, a máe fez etangue!" repete para ver se eu finalmente a percebo.
"Ah! A mamã fez um rectangle, sim!", respondo com um sorriso aberto. É um génio, esta minha filha. Também gosta muito de squaéx, taiangues, e ovâs.
Lista de ingredientes
Filhos
sábado, 9 de junho de 2012
As prioridades e os interruptores
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| daqui |
Há muitos anos, o Herman, o José de sobrenome alemão esquisito, disse, talvez no Tal Canal, uma verdade que me tem acompanhado. Não me lembro se o sujeito da frase era "a vida", mas francamente este é um pormenor de somenos importância (diz uma busca pelo Oráculo do Google que sim, que é mesmo a vida). O que de relevante tinha a frase viria a seguir, verbo incluído: "é como os interruptores, ora para cima, ora para baixo". E se a vida é como os interruptores, também as prioridades às vezes o são. Eu explico, se me derdes licença.
Foi em Novembro do ano passado, mais dia, menos mês, que descobri que no segundo semestre deste ano lectivo que agora termina daria cinco disciplinas. Uma, já repetida, com um blá blá blá interminável e que me custa imenso ensinar, pois que se era aquela a minha vida antes do doutoramento, deixou de o ser, outra, uma disciplina cuja primeira metade já tinha dado, e três disciplinas novas. Destas, uma dada ao nível de mestrado, que "só" duraria quatro aulas, nada mais que verborreia, de políticas europeias. De quê, valha-me Deus?! Que sei eu das políticas europeias?! Também já ensinei isso noutra vida, quando ainda éramos quinze e o euro uma novidade, mas hoje... arrepios frios... Outras duas. Uma de macroeconomia, a um nível tão básico que eu devo ter aprendido isso na licenciatura há quase vinte anos, e outra de estatística descritiva e rudimentos de probabilidades, nada difícil mas trabalhosa porque já dei probabilidades há dez anos e o bom de se aprender teoria das probabilidades é, para alguns, esquecê-la.
Claro que, com as aulas, um horário medonho. Só à Quinta-feira, por exemplo, dava dez horas de aulas. As Sextas eram dia de enxaqueca, aprendi-o rapidamente, a exaustão do dia anterior era superior à minha resistência.
Entre tanta azáfama, uma gravidez, às três pancadas encaixada na minha indisponibilidade para sequer ter vida pessoal (às minhas amigas, por exemplo, cheguei a dizer-lhes que só estaria relativamente livre em Abril, para me esquecerem por completo durante Março!). E uma filha que só via ao Sábado e ao Domingo, mini-bolacha ficava com a minha mãe durante a semana, um colo seguro e tão (ou mais) competente que o meu.
E assim se passaram os meses desde Janeiro, a trabalhar para dar umas aulas minimamente decentes e aceitáveis para os meus padrões. Com uma carga docente tão brutal, não me sobraria tempo nenhum para a investigação, pelo que abracei a nova realidade sem me queixar em demasia (pobre Cris, que aguentou tão estoicamente os meus lamúrios..., entre tantas outras coisas, amizade é isto mesmo, ouvir queixumes contínuos e familiares como se fossem sempre novos e quase improváveis).
Workaholic profissional, tinha sempre mil e uma tarefas para acabar, desde a preparação das próprias aulas aos trabalhos de casa e questiúnculas absurdas de que os alunos se lembram (recebi um email de uma aluna de uma disciplina da qual sou coordenadora no qual constava, alturas tantas, "aviso-a já que" -- como!?!?). Top priority, portanto, trabalho.
Até que, na Quarta-feira, dia 30 de Maio, faltavam dois dias para o fim do período lectivo, exactamente três aulas, pumba, o que era top ficou bottom e o que era bottom ficou top. "Upside down", como alegremente diz a minha filha de mãos e pés no chão e rabo bem arrebitado. Contracções. Urgências obstétricas. Amigos em tumulto. Repouso (daí o turismo). Se o trabalho desse saúde os doentes estavam todos no activo, penso.
E as disciplinas, os alunos? Teimo em fazer os testes e ainda pensei que os conseguiria corrigir. Estúpida, não consigo estar ao computador mais de meia hora sem que as contracções voltem. Mas algo se há-de arranjar. Só tenho de me lembrar e relembrar que agora a prioridade é o biscoito. Que tem de ficar no forno a engordar e crescer (brinco muito com mamãe dizendo que me sinto um ganso ou pato na engorda para fazer foie gras, mas é um bocado assim).
Felizmente temos televisão por cabo. E com o descanso as contracções acalmaram.
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Ceci n'est pas um baby post,
Estou numa de partilha,
Sorrisos,
Viagens
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Turismo, uma definição (ou uma visão diferente sobre o "estar de repouso")
Fazer diariamente o percurso da cama para o sofá e do sofá para a cama, com pequenas incursões pela casa-de-banho.
Ou uma interpretação moderna do slogan "Vá para fora cá dentro!": sair do quarto e entrar na sala, sair da sala e entrar no quarto, com as ditas breves visitas à casa-de-banho.
Ou uma interpretação moderna do slogan "Vá para fora cá dentro!": sair do quarto e entrar na sala, sair da sala e entrar no quarto, com as ditas breves visitas à casa-de-banho.
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Definições
terça-feira, 29 de maio de 2012
Post delico-doce, fófi, ou coisa assim mas culpa da hormona
Acho que a hormona hoje está completamente marada. Pelo menos hoje ou particularmente hoje, vá-se lá saber.
Quatro meses e cinco dias volvidos depois de me ter despedido de Monsieur Bolacha e o deixar entregue aos escorpiões, coiotes, e demais bicharada, deu-me a saudade. Não as saudades, que isso é coisa abundante e "povo". Só uma. Mas das boas.
Mensagem da hormona, que grande cruz carrega: Diz que a Maria hoje comprou a Lux Woman por causa do saco às riscas. Ignorants, just ignorants.*
*Referência ao Mr. Jefferson (Michael Jackson) no Soupark.
Quatro meses e cinco dias volvidos depois de me ter despedido de Monsieur Bolacha e o deixar entregue aos escorpiões, coiotes, e demais bicharada, deu-me a saudade. Não as saudades, que isso é coisa abundante e "povo". Só uma. Mas das boas.
Mensagem da hormona, que grande cruz carrega: Diz que a Maria hoje comprou a Lux Woman por causa do saco às riscas. Ignorants, just ignorants.*
*Referência ao Mr. Jefferson (Michael Jackson) no Soupark.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Sabes que não estás bem da cabeça quando...
Postas no Facebook que começas o conjunto de slides de cada ponto da matéria com uma piada, até dizes que vais começar o conjunto das "Discrete Random Variables and Probability Distributions" com a figura a seguir, e depois... ahhhhhh... depois fazes tu própria uma nerd joke: "If I were a Probability Distribution, I would not be Normal".
Internem-me já. Obrigada!
![]() |
| http://mathjokes4mathyfolks.files.wordpress.com/2010/09/chef-threeeggs.jpg?w=455&h=404 |
Internem-me já. Obrigada!
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É desta que corto os pulsos
domingo, 27 de maio de 2012
Das preocupações mais ou menos legítimas que tenho com a cria
Mãe que é mãe preocupa-se com a sua cria. Parece que vem com o líquido amniótico e que, tal como as mil e quinhentas prendinhas que a gravidez deixa para trás, entre estrias e flacidez, nunca vai embora.
Preocupações normais começam com o será feliz, encontrará a sua alma gémea, alguém que a trate bem, descobrirá a sua vocação e segui-la-á, realizando-se...
Ontem dei por mim a pensar nestes moldes enquanto a minha filha, alegremente, descolava os olhinhos de uns sapos, patos, e hipopótamos de papel que estavam num vácuo da nossa ex cortina de duche. Mais concretamente, pensei assim: "será uma psicopata in the making?".
Preocupações normais começam com o será feliz, encontrará a sua alma gémea, alguém que a trate bem, descobrirá a sua vocação e segui-la-á, realizando-se...
Ontem dei por mim a pensar nestes moldes enquanto a minha filha, alegremente, descolava os olhinhos de uns sapos, patos, e hipopótamos de papel que estavam num vácuo da nossa ex cortina de duche. Mais concretamente, pensei assim: "será uma psicopata in the making?".
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Filhos
Sabes que te americanizaste a little bit quando... #8
A tua mãe te pergunta se queres pão para pôr na manteiga de amendoim (que eu, feliz, comia do frasquinho à colher).
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Sabes que estás nos EUA quando
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