domingo, 17 de junho de 2012

Geek humor alert: Cartas de amor


Na minha to do list da tarde: fazer um teste de estatística.

Das coisas boas que podemos (posso) ensinar aos nossos (minha) filhos (filha)

M., quanto é que gostas da "Fofósh" (mamãe)?
Ela, abrindo os braços: "Muuuuuuuuuuitooooooooooooooooo!".
Investimento: um minuto (a gaja é esperta). Resultado: três sorrisos rasgados.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Das delícias de ter uma filha bilingue, #6

A minha filha pega num post-it que eu tinha no sofá, nele desenhadas à balda (nã, estilo Siza!) umas estantes Expedit da Ikea, e diz:
"Ó mááááááááe, a máe fez etangue!" ou qualquer coisa assim meio mastigada.
"A mãe fez um desenho, um de-se-nho, filha", respondo com cuidado na dicção.
"Ó mááááe, a máe fez etangue!" repete para ver se eu finalmente a percebo.
"Ah! A mamã fez um rectangle, sim!", respondo com um sorriso aberto. É um génio, esta minha filha. Também gosta muito de squaéx, taiangues, e ovâs.

sábado, 9 de junho de 2012

As prioridades e os interruptores

daqui

Há muitos anos, o Herman, o José de sobrenome alemão esquisito, disse, talvez no Tal Canal, uma verdade que me tem acompanhado. Não me lembro se o sujeito da frase era "a vida", mas francamente este é um pormenor de somenos importância (diz uma busca pelo Oráculo do Google que sim, que é mesmo a vida). O que de relevante tinha a frase viria a seguir, verbo incluído: "é como os interruptores, ora para cima, ora para baixo". E se a vida é como os interruptores, também as prioridades às vezes o são. Eu explico, se me derdes licença.
Foi em Novembro do ano passado, mais dia, menos mês, que descobri que no segundo semestre deste ano lectivo que agora termina daria cinco disciplinas. Uma, já repetida, com um blá blá blá interminável e que me custa imenso ensinar, pois que se era aquela a minha vida antes do doutoramento, deixou de o ser, outra, uma disciplina cuja primeira metade já tinha dado, e três disciplinas novas. Destas, uma dada ao nível de mestrado, que "só" duraria quatro aulas, nada mais que verborreia, de políticas europeias. De quê, valha-me Deus?! Que sei eu das políticas europeias?! Também já ensinei isso noutra vida, quando ainda éramos quinze e o euro uma novidade, mas hoje... arrepios frios... Outras duas. Uma de macroeconomia, a um nível tão básico que eu devo ter aprendido isso na licenciatura há quase vinte anos, e outra de estatística descritiva e rudimentos de probabilidades, nada difícil mas trabalhosa porque já dei probabilidades há dez anos e o bom de se aprender teoria das probabilidades é, para alguns, esquecê-la.
Claro que, com as aulas, um horário medonho. Só à Quinta-feira, por exemplo, dava dez horas de aulas. As Sextas eram dia de enxaqueca, aprendi-o rapidamente, a exaustão do dia anterior era superior à minha resistência.
Entre tanta azáfama, uma gravidez, às três pancadas encaixada na minha indisponibilidade para sequer ter vida pessoal (às minhas amigas, por exemplo, cheguei a dizer-lhes que só estaria relativamente livre em Abril, para me esquecerem por completo durante Março!). E uma filha que só via ao Sábado e ao Domingo, mini-bolacha ficava com a minha mãe durante a semana, um colo seguro e tão (ou mais) competente que o meu.
E assim se passaram os meses desde Janeiro, a trabalhar para dar umas aulas minimamente decentes e aceitáveis para os meus padrões. Com uma carga docente tão brutal, não me sobraria tempo nenhum para a investigação, pelo que abracei a nova realidade sem me queixar em demasia (pobre Cris, que aguentou tão estoicamente os meus lamúrios..., entre tantas outras coisas, amizade é isto mesmo, ouvir queixumes contínuos e familiares como se fossem sempre novos e quase improváveis).
Workaholic profissional, tinha sempre mil e uma tarefas para acabar, desde a preparação das próprias aulas aos trabalhos de casa e questiúnculas absurdas de que os alunos se lembram (recebi um email de uma aluna de uma disciplina da qual sou coordenadora no qual constava, alturas tantas, "aviso-a já que" -- como!?!?). Top priority, portanto, trabalho.
Até que, na Quarta-feira, dia 30 de Maio, faltavam dois dias para o fim do período lectivo, exactamente três aulas, pumba, o que era top ficou bottom e o que era bottom ficou top. "Upside down", como alegremente diz a minha filha de mãos e pés no chão e rabo bem arrebitado. Contracções. Urgências obstétricas. Amigos em tumulto. Repouso (daí o turismo). Se o trabalho desse saúde os doentes estavam todos no activo, penso.
E as disciplinas, os alunos? Teimo em fazer os testes e ainda pensei que os conseguiria corrigir. Estúpida, não consigo estar ao computador mais de meia hora sem que as contracções voltem. Mas algo se há-de arranjar. Só tenho de me lembrar e relembrar que agora a prioridade é o biscoito. Que tem de ficar no forno a engordar e crescer (brinco muito com mamãe dizendo que me sinto um ganso ou pato na engorda para fazer foie gras, mas é um bocado assim).
Felizmente temos televisão por cabo. E com o descanso as contracções acalmaram.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Turismo, uma definição (ou uma visão diferente sobre o "estar de repouso")

Fazer diariamente o percurso da cama para o sofá e do sofá para a cama, com pequenas incursões pela casa-de-banho.
Ou uma interpretação moderna do slogan "Vá para fora cá dentro!": sair do quarto e entrar na sala, sair da sala e entrar no quarto, com as ditas breves visitas à casa-de-banho.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Post delico-doce, fófi, ou coisa assim mas culpa da hormona

Acho que a hormona hoje está completamente marada. Pelo menos hoje ou particularmente hoje, vá-se lá saber.
Quatro meses e cinco dias volvidos depois de me ter despedido de Monsieur Bolacha e o deixar entregue aos escorpiões, coiotes, e demais bicharada, deu-me a saudade. Não as saudades, que isso é coisa abundante e "povo". Só uma. Mas das boas.

Mensagem da hormona, que grande cruz carrega: Diz que a Maria hoje comprou a Lux Woman por causa do saco às riscas. Ignorants, just ignorants.*
*Referência ao Mr. Jefferson (Michael Jackson) no Soupark.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sabes que não estás bem da cabeça quando...

Postas no Facebook que começas o conjunto de slides de cada ponto da matéria com uma piada, até dizes que vais começar o conjunto das "Discrete Random Variables and Probability Distributions" com a figura a seguir, e depois... ahhhhhh... depois fazes tu própria uma nerd joke: "If I were a Probability Distribution, I would not be Normal".

http://mathjokes4mathyfolks.files.wordpress.com/2010/09/chef-threeeggs.jpg?w=455&h=404

Internem-me já. Obrigada!

domingo, 27 de maio de 2012

Das preocupações mais ou menos legítimas que tenho com a cria

Mãe que é mãe preocupa-se com a sua cria. Parece que vem com o líquido amniótico e que, tal como as mil e quinhentas prendinhas que a gravidez deixa para trás, entre estrias e flacidez, nunca vai embora.
Preocupações normais começam com o será feliz, encontrará a sua alma gémea, alguém que a trate bem, descobrirá a sua vocação e segui-la-á, realizando-se...
Ontem dei por mim a pensar nestes moldes enquanto a minha filha, alegremente, descolava os olhinhos de uns sapos, patos, e hipopótamos de papel que estavam num vácuo da nossa ex cortina de duche. Mais concretamente, pensei assim: "será uma psicopata in the making?".

Sabes que te americanizaste a little bit quando... #8

A tua mãe te pergunta se queres pão para pôr na manteiga de amendoim (que eu, feliz, comia do frasquinho à colher).

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Crescer também é isto

Fazer as pazes com o coração mole que sou, a lamechas. Anos e anos a tentar lutar contra esta característica tão minha para baixar os braços tão cobardemente ao fim de umas míseras décadas. Talvez passe as próximas a tentar perceber se isto é uma boa coisa. E os próximos minutos a tentar perceber exactamente a que isto me refiro.

Interlúdio musical (de elevada qualidade) à Sexta-feira

Fundo musical para fazer slides do modelo hicksiano (da minha disciplina de macroeconomia). Ocorrem-me alternativas melhores para fazer ao som desta música, mas por agora é para o que o tempo dá:


Não tendes de quê.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eles andem aí e sabem quem sou

Colega (amiga querida do coração, a minha N.) bate à porta do gabinete e pergunta, literalmente e sem quaisquer embelezamentos da minha parte: "A vaca louca é tua?".
Numa sala de aula perto de si, às 14:00.

Comunicação com a grávidas, uma lição em vários módulos

Don'ts
(nunca, jamais, em tempo algum)
#1. Saudar a grávida como se esta tivesse perdido a personalidade e o seu estado (de graça) a definisse como indivíduo. A grávida continua a ser uma mulher e o seu nome permanece um vocábulo ao qual responde, sendo o seu uso veementemente encorajado.
#2. Saudar a grávida com "Olá gorda" ou quaisquer variantes deste adjectivo, por mais mimosas e fofinhas que soem, nomeadamente "gordinha", "gordita", ou "gorduxa". É um no-no. Sempre.
#3. São igualmente ofensivas quaisquer variantes de "a tua barriga cresceu imenso" ou "a tua barriga está enorme" (insulto ainda pior).
Dos
#1. Saudar a grávida com "estás com tão bom aspecto que nem pareces grávida", (fingindo ar de surpresa) "grávida, tu!?, de frente ou de costas nem se nota!". Quaisquer variantes desta última são perfeitamente aceitáveis e até se incentiva o seu uso (e abuso).
Just perfect
#1. Comparar a grávida a uma top model (ver aqui a mestria, a sabedoria, a arte).

(em permanente actualização, pelo menos até Setembro)

Nota da jardinagem: este blog subscreve o movimento "Grávida também é gente".

terça-feira, 22 de maio de 2012

Dos emails que podíeis receber se uma vossa cria andasse numa escola em Phoenix, AZ

Extreme heat warning, 22 de Maio, 2012
"Due to extreme heat we will not be conducting curbside pick-up today at 2:45pm.  We apologize for the inconvenience and greatly appreciate your assistance in keeping the children and our staff safe.  Please let us know if you have any questions."
Nota da senhora da banca dos legumes do mercado municipal: De momento, cria e eu própria gozamos as muito mais amenas temperaturas atlânticas e mini bolacha não vai à escola, nem à de cima nem a nenhuma outra. Mas continua matriculada e para lá voltará nesse muito propício mês aos inícios que é Agosto. Também ele muito temperado lá para aqueles lados.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Também eu vou/gostava de escrever sobre os Globos de Ouro da SIC

Ou sobre a gala. Ou sobre a passadeira vermelha. Ou...
O problema é que foi tanto vestido, tanta entrevista, tanta pergunta desinteressante, ..., e eu pasmada a olhar para a cruz em néon verde que brilhava em todo o seu esplendor a assinalar o estado de actividade da farmácia bem atrás da passadeira vermelha. E perdida cá comigo a pensar como é que os clientes lá chegariam e o que iriam comprar... assim foi até mudar de canal.
A distrair-me assim nunca serei fashion blogger...