sexta-feira, 27 de abril de 2012

Da utilidade dos Diagramas de Venn para meus pupilos*

Ainda numa de diversão com a preparação das aulas de probabilidades...

Slide 8, Capítulo 4, 27 de Abril, 2012

*E pupilas. Hahahahhaha, rio-me sozinha no gabinete...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Das coisas boas de ser professora

É ter alunos (uma aluna, vá), a entrar-me no gabinete, três anos depois de lhe ter dado aulas, tão genuinamente feliz por me ver como eu a ela e eu lembrar-me do nome dela e do nome dos amigos, grupo giríssimo e interessantíssimo de miúdos que eu tive o prazer e privilégio de ensinar. Lembrar-me que queria ir para Itália (e foi!) e que tinha um namorado aborrecido (que num é mais). Lembrar-me que ambas detestamos pássaros. E lembrarmo-nos do quão porreiraças eram as aulas (às vezes).
É daquelas coisas que me deixa mesmo feliz. Levou abraços e beijnhos para os amigos. De minzinha, sem o "professora" antes, como devia ser.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Trabalho, sim, mas sem me levar a sério

Quando venho à universidade numa altura menos "normal", leia-se à noite, ao fim-de-semana, ou a um feriado, é necessário pedir ao segurança que abra a porta (o edifício está fechado à chave) e depois preencher uma folha na qual, entre nome, hora de entrada, e hora de saída, nos é pedido o "motivo da visita".
Hoje, para espanto da C., que apesar de me conhecer há p'ra mais de treze anos e saber que sou capaz das maiores maluqueiras ainda se consegue surpreender comigo,  escrevi "fun" no espacinho. Vim a saber, minutos depois, que o L. já costumava escrever "lazer" aquando das suas visitas, tendo entretanto (crescido, digo eu) adoptado um bem mais circunspecto "trabalho" como descrição do seu propósito.
Sério ou não, o certo é que me divirto. Ó p'ra este slider tão bónito:

Capítulo 4: Probabilidades, 25 de Abril, 2012

Yep, Maria dá as aulitas em inglês (tem aluninhos Erasmus de muito longe com uma língua que pouco tem a ver com a nossa e não poderia ser de outro modo).

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Biscoito* saúda blogosfera


Helloooooooooooooooo!

*Termo da minha sempre tão querida Beijo de Mulata, a pediatra mais linda desta blogosfera (e da outra).

Entusiasmo (versão "internem-me já!"), uma definição

Vou finalmente começar a preparar os slides das aulas de Probabilidades. Iupi!

Tradutor Mamãe-Maria, Maria-Mamãe

Maria vai ao supermercado. É Domingo, assim manda a tradição, que lhe diz que abarrote seus alforges com os mantimentos de que necessitarão durante a semana, no seu caso em particular maçãs, bolachas, água, e rebuçados de fruta (é o biscoito quem manda nestes últimos).
Antes de sair, pergunta a mamãe se precisa de alguma coisa. Entre outros víveres, mamãe pede duas embalagens de Cerelac.
"Não queres dizer Nestum"?, pergunta Maria.
"Ah isso. Olha, e já agora traz-me um pacote de Chiquilim".
"Quando dizes Chiquilim estás a falar das Shortcake do Modelo"? pergunta novamente Maria, sobrolho franzido como convém a alguém em momento de profundo pensar.
"Isso, isso, tu sabes o que eu quero dizer", diz mamãe com um metafórico encolher de ombros.
Pois havia de ser lindo se não soubesse...

sábado, 21 de abril de 2012

Das coisas boas de se ser uma aniversariante blogosférica

Para a Catita mais Rita, com um sorriso a valer por 30!


A Rita é catita
E só irrita a almoçar
Ó Rita
A batata frita
Não chega
P'ra alimentar
A Rita fica aflita
E até grita
Se lhe dão
Sopinha de legumes com cebola e feijão

Tens de comer cenoura e grão
Muita alface e muito agrião
Vitaminas , minerais
E proteínas Rita senão não cresces mais
E proteínas Rita senão não cresces mais

A Rita é catita
Só irrita a almoçar
Ó Rita se és bonita
Não chores sem parar
O peixe é saboroso
E as couves também são
Ao lanche bebe o leite
Come queijo com pão

Se comeres bem podes brincar
Sem estares doente e sem te cansar
E na escola aprendes mais
Rita vá lá come e não irrites os pais
Rita vá lá come e não irrites os pais

A Rita é catita
Só irrita a almoçar
Ó Rita a batata frita
Não chega p'ra alimentar

A Rita fica aflita
E até grita
Se lhe dão
Sopinha de legumes com cebola e feijão

Se comeres bem podes brincar
Sem estares doente e sem te cansar
E na escola aprendes mais
Rita vá lá come e não irrites os pais
Rita vá lá come e não irrites os pais

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Interlúdio musical (de elevada qualidade) à Sexta-feira

Sempre achei que blog que é Blog tem de conter interlúdios musicais de alto gabarito. Ainda p'ra mais à Sexta-feira.
Pois então, e com dedicatória só para as (minhas) Roadtrippers* Blogosféricas:


*Atenção: não andar a semear "ésses" lá para para o meio das Roadtrippers! Ai as confusões, que as meninas são gente de respeito! Já o blog ou esta blogger em particular... faz-se o que se pode...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Impinsódios de um casamento transnacional

Conversa de Skype, ontem à noite. Marido queixa-se: "you complain a lot". Não satisfeito, desfere o golpe (há quem lhe chame) fatal: "the other wives don't do that".
Maria empertiga-se e antecipa que assim será até ao final do período lectivo (até 1 de Junho), pelo que talvez seja melhor ponderarem a ideia de voltarem à conversa nessa altura (Maria não é gaja de meias palavras). Deixa o marido a conversar com a filha e vai para a cozinha descascar e fatiar um tomate e fazer pasta de atum, tem fome e é o que lhe apetece (decisão que mais tarde vem a lamentar dada a guerra que a cebola resolveu travar com os seus sucos gástricos).
Maria fica a pensar em remoques igualmente pouco amistosos: afinal, quantas wives é que o gajo tem? Ou quantas já teve? Parecem-lhe perguntas pertinentes para que possa Monsieur Bolacha proceder a inferência informada.
O que realmente chateia Maria é que o gajo tem razão. Mas isso só nós sabemos e o próprio marido nem sonha (ele não lê o blog e nem lhe interessa).
Qualquer dia divorcio-me e acabo com esta palhaçada. Humph, a ver se os maridos das outras wives também não as tratam nas palminhas estando elas em "estado de graça".

quinta-feira, 12 de abril de 2012

É tramado querer cobrir de beijinhos alguém que não conheço

Madalena Homem Cardoso, perdão, Doutora Madalena Homem Cardoso, apetece-me cobri-la de beijinhos. Ou só uns abraços mimosos, que não deve ser pessoa de se dar ao desfrute assim sem mais nem quê.
Eu quase me atrevo a sonhar com o fim desta bosta de (des)acordo ortográfico. Quase...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Amizade, uma definição

É estarmos a trabalhar, no gabinete, às precisamente 9:46 da noite, e recebermos uma fotita assim. Só porque se lembrou de mim e achou fofinho.


Quem tem amigos assim tem tudo. Merci, Cris, também gosto muito de ti.

domingo, 8 de abril de 2012

Arizona vida selvagem: Feliz Páscoa

Coelhinho da Páscoa, cortesia de Monsieur Bolacha:

"Baby bunny likes our lawn", mensagem do marido de Maria, 8 de Abril, 2012

E que tenha sido muito doce a vossa Páscoa.

sábado, 31 de março de 2012

Das avós e das netas

Hoje, a minha cria chegou a casa nesta figura:

Néls rouge, 31 de Março, 2012

E vinha tão, mas tão, mas tão imensamente feliz...
Ai mamãe, que fizeste tu à minha menina!?

Das coisas que (des)aprendemos com os alunos

Começo por avisar que podia ter escolhido um título diferente para este post (que prevejo se venha a tornar numa série não tarda nada). Concretamente, podia ter escolhido "Procrastinação, uma definição", que viria bem a propósito. É que estou sentada à mesa da sala de jantar com o firme propósito de corrigir testes (bem se vê que o meu conceito de firmeza se presta a uma interpretação mais liberal, não sendo portanto nada inabalável, talvez ao propósito lhe falte um pouco de "hirto", agora que penso no assunto).
Mas sentei-me com o tal do propósito, que até agora ainda não mexeu uma palha, e juntos decidimos aproveitar o que resta desta manhã de Sábado para corrigir uns testes (entenda-se "deprimir-me um pouco", é que já aquando da recolha reparei que a esmagadora maioria dos alunos resolveu não responder ao conjunto de três perguntas que valia oito valores, optando ao invés por concentrar a sua sabedoria nos doze valores que atribuí às perguntas de escolha múltipla).
Mas esta primeira abordagem ao teste, durante a qual já assinalei na grelha de correcção as questões a que os alunos não responderam (símbolo de "menos trabalho, menos trabalho"*), já me ofertou a primeira pérola de conhecimento. Ah pois, é que não tenho jamais a presunção de isto ser uma one way street, durante a qual eu só ensino, faço o download de conhecimento (importantíssimo) e não recebo nada em troca. Acabei de aprender, por exemplo, uma palavra nova:

Aventuras na correcção, 31 de Março, 2012

*O "menos trabalho, menos trabalho" é uma ilusão: os alunos que agora tirarem menos de oito valores vão aparecer-me todos no exame, em Julho. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sabes que és casada com um nerd quando...

Recebes, logo pela manhã, um email dizendo "You might be interested to know that, statistically, we are now less likely to get divorced." Isto porque, de acordo com Gordon Dahl e Enrico Moretti  no seu artigo de 2008, The Demand for Sons:

Do parents have preferences over the gender of their children, and if so, does this have negative consequences for daughters versus sons? In this paper, we show that child gender affects the marital status, family structure, and fertility of a significant number of American families. Overall, a first-born daughter is significantly less likely to be living with her father compared to a first-born son. Three factors are important in explaining this gap. First, women with first-born daughters are less likely to marry. Strikingly, we also find evidence that the gender of a child in utero affects shotgun marriages. Among women who have taken an ultrasound test during pregnancy, mothers who have a girl are less likely to be married at delivery than those who have a boy. Second, parents who have first-born girls are significantly more likely to be divorced. Third, after a divorce, fathers are much more likely to obtain custody of sons compared to daughters. These three factors have serious negative income and educational consequences for affected children. What explains these findings? In the last part of the paper, we turn to the relationship between child gender and fertility to help sort out parental gender bias from competing explanations for our findings. We show that the number of children is significantly higher in families with a first-born girl. Our estimates indicate that first-born daughters caused approximately 5500 more births per year, for a total of 220,000 more births over the past 40 years. Taken individually, each piece of empirical evidence is not sufficient to establish the existence of parental gender bias. But taken together, the weight of the evidence supports the notion that parents in the U.S. favour boys over girls.

O meu gajo não existe.