sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Uma questão de expectativas, hoje faz sol (o que, a bem dizer, não é novidade nenhuma)

Maria, ocupada até às orelhas na preparação das suas aulas de macroeconomia, persiste na sua tentativa de vos ensinar qualquer coisinha de economia.
Desta feita, e uma vez que estou a escrever um capítulo sobre a génese da macroeconomia (zzzzzzz zzzzzzzzz), trago-vos um ensinamento p'rá vida (ainda por cima tem a mania).
E vem isto a propósito do conceito de expectativas racionais, cunhado por Robert Lucas na década de 70. Lucas, talvez Bob para os amigos (raio de nome para se chamar ao vencedor do Prémio Nobel da Economia de 1995), estendeu o conceito de racionalidade dos agentes vulgarmente usado na microeconomia e adaptou-o à macroeconomia sob a forma de expectativas racionais, segundo o qual as pessoas eventualmente se apercebem do modelo económico usado pelo governo e portanto antecipam as suas medidas. Se, por exemplo, o governo resolver aumentar a oferta de moeda para reduzir o desemprego, esta medida só funciona se o aumento for superior ao esperado ou completamente inesperado. Só os choques monetários inesperados ou a sua componente inesperada podem ter efeitos reais (sobre o emprego, produto, coisas assim que não tenham a ver com preços).
Mas isto seria apenas blá blá económico (interessantíssimo, apesar de tudo), não fosse a lição de vida que aqui vos trago.
Estais atentos?
E agora?
Quando, em 1988, Lucas se divorciou da sua mulher, ela incluiu nos termos do divórcio uma cláusula que estabelecia que 50% dos ganhos que ele recebesse com a atribuição do Prémio Nobel seriam dela, cláusula essa que expirava a 31 de Outubro de 1995. Lucas ganhou o prémio a 10 de Outubro desse ano. Uma piada entre os economistas é que a ex-mulher do Lucas, Rita, tinha expectativas racionais.
Ora!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Das delícias ter uma filha bilingue #4, Uma cowé uma vaca!

Descobri recentemente via Monsieur Bolacha, que consegue tudo da cria sem que esta pareça uma encarnação da menina do exorcista, que posso usar o iBicho para me ajudar a vestir a criatura e a mudar-lhe a fralda (não vou dizer que também já descobri o truque do Pocoyo para lhe dar a papa de manhã porque, como sei que este blog é lido por quem entende destas coisas e eu acho que ainda posso esconder a minha falta de habilidade por mais algum tempo, pumba, não digo nada). Sou uma mãe horrível e prometo ir autoflagelar-me só um bocadinho assim que acabar de escrever este texto.

Hoje de manhã, cria desnuda no muda fraldas. Tem o meu telefone na mão e já viu o Twinkle Twinkle Little Star, que adora e chama "couuxas" três vezes. Como estamos a usar a app do Youtube, quando acaba o filme aparece uma lista de possíveis interesses. Um deles é o Old MacDonald (had a farm, ia-ia-oooo!). E moça pede "cow, cow, mamã". Ante o meu ar confuso, explica: "vaca".
Coisa linda desta mãe!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Das delícias ter uma filha bilingue #3, Spop it!

É o que me diz a minha filha, de sobrolho carregado e ar impossivelmente mais carrancudo.
Hoje de manhã adicionou-lhe uma coreografia, um pé rechonchudo que bateu no chão -- mas onde é que ela viu isto!?!
A frase é minha velha conhecida, costumo usá-la in extremis, normalmente no carro quando está a tirar as cintas da cadeira dos ombros. Nada me vale, é raro chegar ao nosso local de destino sem que pelo menos um braço tenha encontrado o seu percurso libertador e o ombro correspondente esteja já solto. Um perigo, uma chatice, e um "stop it!" dito o mais sério e mau possível.
Que agora decidiu morder-me o rabo. Ainda por cima com um pézinho. Rechonchudo. A bater no chão.

Dúvida existencial a um Sábado de manhã de Janeiro

Maria está, coisa pouco habitual, às voltas com o seu Facebook. Sente-se arrojada e clicka no botão "people you may know" (faz-lhe impressão a versão em português que mamãe usa). E aparece-lhe, entre tantos outros, seu querido orientador de tese de doutoramento (o gajo é mesmo simpático). Adiciona, não adiciona, adiciona, não adiciona...
E prontes, é isso.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Optimismo, uma definição

Marcar uma consulta no oftalmologista para uma Sexta-feira 13.
E eu que ando tão pitosga...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

É internar-me já!

Amigos, o adjectivo workaholic não me descreve. Estou para além disso. Marido ontem brincava dizendo que sua Maria tem apenas dois modos de trabalho, on e off.
Ultimamente Maria tem estado apenas on, Maria só trabalha, Maria só prepara aulas, Maria só vê Macroeconomia à sua frente, só estuda os agregados nacionais (o tal do PIB) e faz continhas com índices de preços. Maria tem arrepios só de pensar no tanto que ainda tem de estudar para se preparar. E Maria sua as estopinhas para transformar a disciplina numa coisa interessante e que motive.
Maria anda desinfeliz de tanto que trabalha. Quase nem sai, dias há que quase nem sai de casa e areja o queijo.
É internar-me. Já.
Saudades...

domingo, 8 de janeiro de 2012

O trabalho doméstico e o PIB

Sim, amigos, a economia está mesmo por cá em full force, que é como quem diz em potência.
A culpa não é minha, afianço-vos, juro-vos! A culpa é destas aulas que ando a preparar (talvez a expressão "com as quais ando a obcecar" seja mais apropriada).
Então hoje, mamãe e Maria conversavam sobre o muito trabalho doméstico que mamãe tem feito de maneira a que esta vos saúda se possa vestir de workaholic, roupagem que, vá-se lá saber por obra de que economista abençoado ou homenageado ou doutorado honoris causa, ainda serve, e assim preparar o material de apoio que distribuirá aos seus pupilos.
E a conversa versou, alturas tantas, sobre a contribuição de cada uma de nós para o PIB, que quer dizer Produto Interno Bruto. Produto quem, perguntais já a pensar se é desta que desistis de cá vir malbaratar vosso tempo, ou se não tanto desistir da minha companhia, pelo menos se é de parar já por aqui que o texto parece vir ratado e por isso xô!
Amigos, tende calma que eu vou com jeitinho.
O PIB é, tão simplesmente,
o valor de mercado de todos os bens finais e serviços produzidos por um país durante um determinado período de tempo.
E podia agora ficar a explicar as implicações de cada expressão nos parágrafos acima, desde isso do "valor de mercado", passando pelo "produzidos" e pelo "finais" até chegar à parte do "período" mas, porque vos estimo, é passar à frente.
E pronto, mamãe dizia-me da sua produção durante o dia (pelo menos o jantar foi um absolutamente delicioso arroz branco com lulas) e que tinha contribuído muito para o PIB. Indirectamente, talvez, ao deixar-me trabalhar, expliquei.
É que o trabalho doméstico, a bem dizer qualquer trabalho efectuado para autoconsumo, como o cozinhar, limpar, ou tomar conta das crianças ou dos idosos não é considerado pelo PIB. Essencialmente por razões de ordem prática, afinal como medir -- entenda-se avaliar -- o trabalho de alguém na sua casa? Por exemplo, como avaliar o valor da refeição preparada por uma mãe CEO com salário milionário a cozinhar para o filho? Será que este valor difere do valor da refeição preparada por uma mãe que recebe o salário mínimo; e se o pai ajudar a descascar as batatas enquanto toma conta de um filho e ajuda o outro nos trabalhos de casa, como se divide o tempo entre as tarefas?
Mamãe não gostou da observação e remeteu para o arquivo a minha explicação. Que se dane o PIB parece ser a opinião, trabalhou que se fartou.
E as lulas, amigos, as lulas estavam a derreter na boca.

Amor, uma definição #8

Marido chega a casa de Chicago, foi lá a uma conferência e está fora desde Quinta-feira (hoje é Domingo). Maria toma banho e, para surpresa de sua mamãe, tenta pentear-se (Maria normalmente não se penteia, este é o sinal de amor, se é que ainda não tínheis percebido).
O que leva Maria a chegar à primeira conclusão brilhante do ano: se não consegues desfazer os ninhos-de-rato no cabelo, não te penteies e sorri instead.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sabes que te estás a divertir com a preparação das aulas quando... #2

Quando ilustras o método científico aos teus alunos assim:

The NASA Sci-files

Sabes que te estás a divertir com a preparação das aulas quando...

Este ano vou dar uma disciplina nova, que nunca dei: macroeconomia. Já tive, já detestei, e agora estou do outro lado da secretária (o universo, garanto-vos, tem um sentido de humor muito manhoso).
E tenho estado, portanto, envolvida na preparação de alguns textos de apoio (fundamentalmente daquele material que não acho esteja bem tratado ou completo no livro, por exemplo a Contabilidade Nacional -- como é que se calcula o Produto Interno Bruto e o que é, o que o défice público e como difere da dívida pública...
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz ronc ronc zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Isto ajuda a explicar a minha relativa ausência da blogosfera e o atraso na resposta aos mails que se vão acumulando na inbox.
Tendo começado um capítulo novo, que por acaso antecede o calhamaço de quarenta páginas que estou a terminar, escrevi os primeiros dois parágrafos assim:
Qualquer professor dirá aos seus alunos, no primeiro dia de aulas e depois repetidamente ao longo do semestre, que a sua disciplina é importante. Alguns têm mesmo razão, nomeadamente os professores de macroeconomia. E têm razão porque a economia influencia e continuará a influenciar a vida dos alunos para todo o sempre (cuja frequência da disciplina e das aula na universidade, mesmo que os alunos não o saibam, tem subjacente uma razão económica, a de que os alunos esperam ter um melhor emprego do que se tivessem parado a sua formação académica no liceu, por exemplo). 

A macroeconomia, em particular, é importante para os alunos porque, ignorando agora as suas características individuais, tais como fluência em línguas, proactividade, e capacidade de trabalho, são o nível geral de emprego e de desemprego que determinam a facilidade com que encontram emprego depois de terminar o curso, com que poderão mudar de emprego, ou conseguir promoções no futuro. A taxa de inflação é um dos principais determinantes da taxa de juro, que influencia a remuneração que os alunos receberão pelos seus depósitos e os juros que terão de pagar pelos seus empréstimos. A taxa de inflação determina também até que ponto o poder de compra da poupança estará ou não enfraquecido por preços mais elevados. É portanto importante entender de que trata a macroeconomia.
É desta que me despedem...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Já temos figo e moelas

Óculos com lentes cor-de-rosa, o fashion accessory de qualquer optimista digno do nome

Ontem à noite, no quarto de mamãe, mamãe já na caminha refastelada com um livro nas mãos (se eu fossa uma filha à altura saberia que livro anda a ler, talvez seja o Sidartha do Herman Hesse, já me falou dele algumas vezes). Estamos a conversar sobre o main event do dia. Lá aproveita para me dizer que gostou do post que escrevi (como gosta de todos) e que não percebe como é que eu tenho coragem de o publicar, de mostrar ao mundo a minha intimidade tão íntima (redundância minha). Respondo que o mundo a que ela se refere é muito pequenino, são poucos os que me lêem.
Pergunta-me se não tenho vergonha de que se saiba deste capítulo da minha história. Digo-lhe que, dos poucos que me lêem, são ainda menos os que sabem quem sou (para estes tenho um metro e setenta e cinco, sou loura, e se se cruzassem comigo na rua perguntar-me-iam se sou a irmã mais nova da Irina Shyak e como é possível ser ainda mais bonita).
E sossego-a dizendo ainda que posso retirar o texto do blog se me sentir desconfortável, que logo decido, aquilo de ter o fígado de fora está a toldar-me o julgamento (aliás viu-se).
Mas depois de uma noite mal dormida acordei para uma caixa de comentários que me fez pensar que fiz bem em escrevê-lo: acordei para abraços e beijinhos em jeito de palavras e alguns sorrisos, forma habitual de me despedir quando deixo comentários em blog alheio.
Acordei para mais um dia de escolhas e na manhã do qual novamente decidi ver o copo meio cheio. Talvez morar num sítio onde só chove meia dúzia de dias por ano e o céu é habitualmente de um azul inspirador facilite a escolha de deixar o sol brilhar e iluminar até os recônditos mais escuros da minha existência.
Nem de propósito, há dias contava-me este poço de sabedoria (e de mails manhosos) que é mamãe de ter recebido um forward com a história do Pepe, um senhor que todos os dias escolhia estar de bom humor, aprender com os desaires, e ver o lado positivo da vida. Tendo levado uns balázios e estando à espera de ser operado, respondeu à pergunta habitual das alergias sê-lo às balas e pediu com a força que pôde que o operassem como estando vivo ainda e não já morto. Este tipo de historietas é habitualmente acompanhado de paisagens, ora naturais, ora man made, onde invariavelmente há árvores solitárias, casas à beira de lagos, e uma qualquer viela de cidade europeia antiga e a do Pepe não desiludiu (mas quem raio se dedica a fazer destas coisas!?).
Eu há muito tempo que decidi ser uma Pepe em, para aqueles que não me conhecem, optimista e feliz versão irmã mais nova e mais bonita da Irina (para os que conhecem hey, é assim que eu me imagino todos os dias quando acordo e são os espelhos que estão mal calibrados). Apercebi-me que gosto mais de viver assim. Não sou menos cínica ou sarcástica bem no cá íntimo, mas não deixo que isso leve a melhor (só quando durmo pouco e estou afectada da hormona, aí o filtro vira fino e esburacado, coisa que até me dá algum gozo porque eu costumo ser uma paz d'alma e isso sempre traz algum elemento de espontaneidade e surpresa a uma existência mais pacífica e, porque não dizê-lo, algo monótona).
Este texto serve portanto de agradecimento pelas vossas palavras meigas e sábias. E para vos dizer que só pelo vosso feedback neste e noutros momentos mais conturbados, não esqueço jamais o quão mal me senti por ter batido na minha filha e no bem que me fez exorcizá-lo e receber palavras de bom exemplo -- ainda te estou a dever um mail, Helena!, vale a pena ter este blog. Perdoem-me pela pieguice, mas não resisto a dizer-vos que sou mais feliz por vos ter desse lado, ao meu lado ainda que ciberneticamente. Sou uma gaja de sorte, pá, a sério que sou (ainda por cima em versão mais nova e -- pasme-se!!! -- mais bonita da Irina!).
Um sorriso já com as peças todas encaixadas. Amanhã nem me vou lembrar que saíram do sítio!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Menina simpática e normalmente bem aparafusada em precisão de psicoterapia ou qualquer coisa com bolhinhas

(gosto muito dos títulos da Rita Maria e pensei que hoje merecia tentar sem ser desancada daqui deste jardim -- ia escrever do mato, de onde acabei de sorrir e desafligir este meu peito, mas lembrei-me a tempo).
Foi uma coincidência o dia ter entrado por ali, normalmente nem me lembro destas coisas. No blog onde se procede à sacralização do descanso, à beatificação do ócio, e à santificação do fazer nenhum hoje, pela primeira vez, falei de ter um pai imbecil. Gosto de pensar que nem é má pessoa, mas é um imbecil, e está tudo dito.
Depois de meses sem dizer água vai, ligou-me hoje. Grandes conversas. Espírito zen, está bem com a vida, o Portugal que não via há mais de vinte de anos e reencontrou há dias diz não estar em crise, há muitos carrões nas ruas.
Entre queixas da senhora que ajuda a minha avó e conversas ocas diz-me que todos o receberam bem, que tem umas primas fantásticas (que o estão a tratar, imagino pelas almas generosas que são, nas palminhas e com uma boa vontade infinda). Tendo passado a perna ao próprio irmão, que não conseguiu abraçar antes deste ter ido embora, diz não dever nada a ninguém. Pateta que é, vive num mundo feliz.
Ouvi tanta baboseira junta, tanta estupidez que sinto que tenho o fígado de fora. A minha querida doutora do mato, que vê mais crianças do que malta espigadota, ou mesmo a outra querida sem teias de aranha talvez me digam que é impossível estar para aqui a escrever tão lampeira com uma parte do tronco assim ao ar, mas eu juro-vos que há conversas capazes de nos deixar com as vísceras de fora. Talvez não seja exactamente o fígado, não sei. Pode ser um rim, o baço, ou até mesmo a vesícula, sei que se pode viver bem sem ela, há é que ter atenção às gorduras. Facto é que estou assim sem norte, entranhas ao relento e a noite avizinha-se fria.
Perdoai-me este desabafo, amigos, normalmente sou mais comedida.
Sei também e asseguro-vos, se estiverdes já um bocadito preocupados com a sanidade mental desta que vos (me?) escreve, que amanhã ou depois já terá passado e tudo o que é órgão mais ou menos competente terá voltado ao seu lugar de origem e esquecido a aventura. Sou uma palerma porque os últimos vinte e seis anos me ensinaram algumas lições (escrevi cópias infindas em cadernos de duas linhas com caligrafia caprichada) e eu teimo em esquecê-las. Eterna optimista e convicta de que as pessoas mudam -- sou a primeira a dizer que ninguém muda ninguém, e pelos vistos nem a vida -- caio sempre na esparrela e depois arrependo-me.
O que vale é que também sei que amanhã -- optimista! -- ou pouco depois me terei esquecido de tudo. Até à próxima vez, naturalmente. E depois lá virá o aconchego da memória dedicada a outras causas e um esquecimento benevolente.
Com mil perdões por ter gasto o vosso tempo, espero contar-vos mais tontearias deste deserto amanhã. Hoje vi mais uma matrícula gira que fotografei para cá vos vir mostrar.

Resoluções de blog velho

Quando criei este blog, justifiquei-o levemente com a necessidade de escrever mais vezes a palavra nenúfar, de que tanto gosto.
Hoje a Pólo Norte lembrou-mo quando mostrou as crianças de Djufunco a brincar com os brinquedos que elas próprias pensam e executam, quais piquenos Geppettos em potência:


Na tabanca de Djufunco (na baia de Varela, junto à foz do rio Cacheu) as crianças da escola EVA constroem elas proprias os seus brinquedos, recorrendo ao seu engenho, criatividade, inteligencia e aproveitando os produtos que a natureza lhes propicia: neste caso, uma flor de nenúfar.
Aproveito para dizer que Madame Pólo, a mesma do Polar PostCrossing, tem em seu blog um poster do Elmo em versão naughty, desnuda, sem roupa. Em pêlo, portanto. Ouvi dizer que está (prestes a entrar) na moda! Fechionistas, fostes avisados!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Das delícias de ter uma filha bilingue #2

Flores coloridas do IKEA, 1 de Janeiro, 2011

Ontem, enquanto embalava a minha filha e lhe dava os últimos miminhos do dia, fazíamos o inoportuno exercício de dizer as cores das flores pequeninas que a piquena segurava em mãos. E digo inoportuno porque, como as boas mães sabem (hello mamãe!) e as outras andam a aprender, não é boa ideia ensinar ou rever conhecimentos mesmo antes do deitar.
Baloiçávamos então docemente na cadeira que a minha queridíssima sogra usou para embalar os três filhos e por isso devia estar melhor treinada na arte de conduzir os petizes para o sono enquanto eu lhe perguntava as cores das flores.
E a conversa foi, alturas tantas, mais ou menos esta:
-- E esta flor, meu amor?, perguntei apontando para a cor-de-rosa.
-- Piiiink!
-- E esta?, perguntei eu pegando na verde.
-- Veeeeeeeeeede!
-- E esta, doçura?, perguntei mostrando-lhe a laranja.
-- Óóóaaaaaaaaange!
-- E esta?, perguntei apontando para a amarela.
-- Amaieio!
-- E esta, ternura?, perguntei eu mostrando-lhe a roxa.
-- Cinco!

Nota: a ordem pode não ter sido esta e a flor em causa pode não ter sido a quinta, mas lembro-me de que era a roxa.