Mas isto de deixar coisas para a última, se às vezes pode dar para o torto, outras tantas dá para bem direito e com direito a surpresas deliciosas. Andava eu cabisbaixa, desinfeliz e pensando-me esquecida, andava mesmo - e pasme-se! - pessimista, coisa que é pouco habitual em mim mas tão comum à tal massa de portugueses que estas abordagens condensam em meia dúzia de características que é bom de ver acabam por não definir ninguém, convicta de que não iria receber o meu postal de Natal polar, quando ele me aparece em todo o seu esplendor azul de barretito vermelho:
| Polar Postcrossing gang of 2011 |
A Dani do Stand up for your rights esmerou-se e mimou-me com um postal personalizadíssmo que não podia ser mais a cara deste estaminé e concomitantemente de moi. 'Tás aperdoada pelo envio tardio, chegou tarde mas valeu a pena, ah se valeu!
Foi muito engraçado participar nesta iniciativa nataleira da Pólo Norte e até Monsieur bolacha, rapaz bem mais circunspecto, achou piada ao meu entusiasmo. O meu postalito ajudou à quadripolarização do Natal da Petit Pain au Chocolat, que já por cá deu um ar de sua graça.
Acho mesmo que esta coisa dos postais ajudou a que tirasse o rabo da metafórica cadeira e enviasse um postal à Corrente de Sorrisos. É que eu sou gaja para pensar em demasia "um postal a quem tem um filho doente, mas estás maluca, em que é que isso ajuda alguma coisa, deixa-te maz'é ficar sugadita no teu canto e conta as tuas benesses, parece tolinha" e render-me às evidências de que um postal a quem tem um filho doente faz realmente muito pouco. Espero estar enganada e estes excessos de bom senso neorealista mal direccionados.
Mais posts natalícios, mi aguardem, nomeadamente riportagens fotográficas de Las Vegas e rubrica culinária com o prometido arroz de canard, de interesse pelo menos da Mariana, para uma barriguita cheia de coisas bauas.
