quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Orelhas de burro em versão adulta e pós moderna

Tssst, tssst, ou te portas bem ou ficas virada para a parede (o dia todo).
Acho que todo este texto está escrito para que sinta pena da (coitada?) da mulher. Não sinto. Não sou nenhuma tresloucada sem coração (atenção à parte "sem coração"), mas não consigo deixar de pensar no que fez a tal mulher para levar os patrões a preferir sentá-la a uma secretária sem fazer nenhuma das tarefas para a qual foi contratada (fazer no computador os orçamentos, introduzir no sistema informático diversos registos, nomeadamente, eventos diários, fichas de clientes, estatística de vendas e relatórios de stocks, e ainda limpar a loja -- isto é que é amplitude de qualificações!).
É que, se há maus patrões (ao que parece estes não vão propriamente receber a caneca "World's Best Boss" -- fãs do The Office, anyone?), também há maus funcionários. Mesmo maus. Daqueles que apetece mesmo pôr atrás de uma secretária sem fazer nenhum e de preferência virados para a parede. Just saying.

Economicamente brainwashed

Eu queria sentar-me aqui, na cadeirita branca comprada no IKEA, à secretária, também ela branca, e também ela comprada no IKEA, e debitar grandes postas de pescada que entretivessem vossos espíritos, alimentassem vossas mentes sedentas de saber, e fizessem sorrir, se não vossos corações, pelo menos vossas bocas e músculos adjacentes, que é certo e sabido, pelo menos por mim, que sorriso que é sorriso só vale se for até aos olhos e, entre mais ou menos branco consante a cor da dentadura, não for amarelo (nada contra, até acho cor muito linda).
Eu queria, amigos, a sério que queria, mas infelizmente não temos tempo.
Deixo-vos todavia com um pedaço de leitura interessante. Dois, aliás, sobre essa raça de gente que anda aí pelas bocas do povo, algumas bem mais amargas que outras, os economistas (cospe, cospe, blherc!). Na era dos workshops sobre tudo e mais alguma coisa, alguns haveria mais interessantes do que outros, nomeadamente aqueles que nos obrigam a pensar sobre as verdades que temos como absolutas. À maioria dos economistas conviria ler estes dois textos. À maioria da malta que acha ou tem a certeza que os economistas não percebem muito de coisa alguma também. E ao resto, assim como assim.
No primeiro podemos ler, entre outras observações pertinentes, que "[a] economia não tem uma ideologia". Mankiw, o autor desta afirmação, continuou a sua ideia citando John Maynard Keynes, um economista dos anos trinta que é considerado o pai da macroeconomia (adoro esta expressão) e que explicou que "a economia é um método que ajuda as pessoas a pensar de forma correcta e a obter as respostas certas, sem conclusões de orientação predeterminada".
É também de Keynes a expressão "animal spirits", que o Economist gentilmente explica como o nome colorido que simboliza um optimismo ingénuo de que são dotados os empreendedores e que os leva a tomar decisões (assim uma espécie de confiança). De onde vem, não sabemos. O que justamente motiva que busquemos a sua proveniência.
E eis-nos chegados ao segundo texto, que fala de neuroeconomia e de como talvez um dia será possível compreender como as economias funcionam através de um melhor entendimento de como as estruturas físicas do cérebro funcionam. Este melhor entendimento tem o potencial de vir a revolucionar o modo como a economia é pensada pois pode deitar por terra (outra expressão cá do peito) um dos verdadeiros cavalos de batalha (ai outra!) da teoria económica, o pressuposto de que os agentes são racionais e que portanto são capazes de fazer escolhas que maximizam a sua felicidade (que em patuá economês se chama utilidade).
Muito, como diria amantíssimo esposo, neat.
A emissão regular de parvoíces segue dentro de instantes que cremos fervorosamente não demorarem muito. Obrigada pela preferência.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Motivação para dias de frio #2

A culpa não é minha, amigos, afianço-vos que não é. A culpa, que por inércia e fadiga (estou acordada desde as três da manhã) não consigo atribuir à Troika, é da cara, não da revista, mas do livro da mesma, também há quem jocosamente lhe chame Fuças, ao site, mais uma vez não à revista, ou Feice, que também pode ser uma versão onomatopaica de um "faze favor feice a porta" da minha ex colega de apartamento que por cá vim avisar que o pouco que tinha em inteligência largamente compensava em vontade de ser e pretensão a saber estar e dizia "guce" em vez do mais italiano e a meu ver bem mais caro Gutchi, assim com maiúscula e tudo.
Ora não sendo minha a culpa, infelizmente também não o é o gingado, bem que eu gostaria, mas às vezes parece que tenho parafusos nas ancas que não as deixam rebolear assim com tanto saracote.
Hoje, para aquecer o dia e quiçá preparar um Carnaval, junto a um qualquer rio do nosso Portugal ou de parcela de território de nacionalidade mais criativa, aqui vos deixo uma lição de samba (são duas, até, sou alminha generosa).
Às misses, descubramos entao a gostosona que há em nós (ou a gaja com tendência para a comédia física). Aos misteres, público masculino deste estaminé, eu recomendo uns passinhos gingados também (tenho para mim que gajo bom de pé é bom de outras coisas também.)

Lição #1 (introdução quase indolor):


Lição #2 (para entusiastas):


P.S. Adoro um belo par de pernas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Il pleut dans le désert d'Arizona

A sério. É daquelas coisas que a malta ouve falar mas não consegue imaginar. Mesmo que eu o tenha visto várias vezes. Olha, a chuva, assim dito de queixo caído e expressão aparvalhada.

Prova de que não se pode acreditar no que se lê nos jornais

Público - Os mais inteligentes deitam-se tarde

Qual eventual queda do euro, qual subida da taxa moderadora, qual quê. Ouvi dizer que cá por casa a malta se deita cedo.

Motivação para dias de frio

Em que a última coisa que apetece é ir ao ginásio e o que ia mesmo bem agora era um chocolate quente, uns scones de frutos silvestres, e um bom livro (à lareira ou não).


Agora com licença, vou ali só fazer quinhentos abdominais e já volto.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

É de pequenina...

"What do you know about tweetle beetles? Well...

When tweetle beetles fight,
it's called a tweetle beetle battle.

And when they battle in a puddle,
it's a tweetle beetle puddle battle.

AND when tweetle beetles battle with paddles in a puddle,
they call it a tweetle beetle puddle paddle battle.

AND...

When beetles battle beetles in a puddle paddle battle
and the beetle battle puddle is a puddle in a bottle...
...they call this a tweetle beetle bottle puddle paddle battle muddle.

AND...

When beetles fight these battles in a bottle with their paddles
and the bottle's on a poodle and the poodle's eating noodles...
...they call this a muddle puddle tweetle poodle beetle noodle
bottle paddle battle.

AND...

Now wait a minute, Mr. Socks Fox!

When a fox is in the bottle where the tweetle beetles battle
with their paddles in a puddle on a noodle-eating poodle,
THIS is what they call...

...a tweetle beetle noodle poodle bottled paddled
muddled duddled fuddled wuddled fox in socks, sir!

Fox in socks, our game is done, sir.
Thank you for a lot of fun, sir."

Fox in Socks, by Dr. Seuss
(umas das leitura nocturnas da piquena)
Como é que a criatura há-de sair fina ao invés de teimar vestir a fatiota de joaninha (do Halloween) e andar pela casa a fazer Bzzzzzzzzzzzzzzzz Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!

Das coisas que nunca perguntei enquanto namorávamos

É certo que bem cedo (ou adequadamente cedo) tratei de saber se era dog-lover ou se tendia mais para gatos. Se era vegetariano, vegan, alérgico aos amendoins ou à lactose, se cheirava mal dos pés. Se gostava de ler ou de ir ao cinema (eu nessa altura ainda gostava, depois é que fiquei traumentalizada da minha vidinha e desde 2008 que nunca mais lá pus os pés). Se gostava de cozinha portuguesa, em particular de lulas. Se era asseado e estava bem treinado na arte de deixar o assento da sanita pousado (foram até hoje raras as vezes em que, distraída, molhei as partes pudibundas). Se era mais montanha ou mais mar (diz que duas horas de praia são "one day at the beach", true story, mas estamos a trabalhar nisso).
Nunca me ocorreu, todavia, ainda mademoiselle, perguntar se gostava de brincar com bonecas. Se sequer sabia.
Gosta. E sabe.
Melhor do que eu, atrevo-me a acrescentar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Alguém disse Wednesday

Há coisas fixes no Face, 7 de Dezembro, 2011

Parece oficial. Tornei-me num blogger que posta fotos sem texto. E daí talvez não.

Nota: Há lá palavra mais estranha de escrever que "Wednesday"?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Phoenix, Arizona, ali para os lados de entre Aveiro e Porto

Il fait froid (tradução elegante de "Fónix, que grizo!"), 5 de Dezembro, 2011

Here comes Santa Claus, here comes Santa Claus, Right down Smile lane*


Aviso aos mais caligraphy-inclined: comentários depreciativos serão perdidos durante a sua viagem de servidor em servidor.

*Adaptado do "Here comes Santa Claus (Right Down Santa Claus Lane), de 1947, de Gene Autry e Oaley Haldeman. Numa versão muito Disney aqui.

Qualquer dia também me dá para isto


Na falta de tempo para escrever mas demasiada palermice para partilhar, qualquer dia é ver-me armada em Blog-ó-istar.

Faz-me sorrir um sorriso azul!

Campanha "Um Postal Um Sorriso" da Corrente de Sorrisos*
Corrente de Sorrisos - Projecto de Solidariedade Pioneiro em Portugal: Um simples brinquedo, para uma criança que está internada num Hospital, pode ser a porta de entrada de mundo imaginário e alegre que a vai fazer esquecer, nem que seja por um momento, todo o sofrimento e dor pela qual passa.
Porque às vezes é preciso pouco para fazer sorrir. E quem resiste a um sorriso?
E-mail: correntedesorrisos@hotmail.com
Site: http://www.correntedesorrisos.blogspot.com

Nota da preguiçosa autora do blog: ainda não enviei o meu, este foi o A. quem enviou. Mas o meu já cá canta e está só à espera que a inspiração baixe em mim (tem até ao fim do dia de hoje, depois Deus nos acuda) e amanhã pumba, lá vai ele todo catita.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um postal, Um sorriso


E sim, também eu já aderi ao Polar Poscrossing deste Natal, e até já recebi a identidade do jovem (que pode ser um ou uma, mas a regra é não dizer nada, por isso chiu!), todavia não é disso que vos venho aqui falar. Pelo menos não hoje!
Neste texto venho falar da Corrente de Sorrisos, uma associação non-profit que se dedica a dar a mão e fazer sorrir aqueles pais que têm o coração a doer porque os seus bebés, os seus meninos, os seus tesouros, os seus amores pequeninos maiores do mundo estão a curar os seus boo-boos no hospital. Se uma pisadura (perdão, nódoa negra) ou um arranhão passam com um beijinho e um "esse dói-dói já vai embora, vamos ver se a lua já apareceu no céu", há bichos malucos ou mazelas diversas que não deslargam com um simples "xô, vai-te embora", e teimam em só desaparecer com a sopinha do hospital (e aqui vão perdoar-me, mas não consigo pensar nos dói-dóis que não vão embora, não quero e o blog é meu, prontes).
Diz no blog da Corrente de Sorrisos que os postais não precisam ser elaborados, basta uma folhita dobrada ao meio, um contorno de uma mão ou uma carita sorridente et voilá, temos mimo a uma criança ou pai entristecido, ou a um profissional de saúde empenhado que também precisa de um agradecimento terno (ainda que, imagino eu, não haja melhor agradecimento do que o aceno de xau quando a criança se vai embora pelo seu próprio pé).
Isto custa pouco mas pode significar tanto... uma amiga diz que sim, ela que já passou por isto e que habitualmente voluntaria a sua alegria e ternuras (e acreditem, a moça tem genica e meiguice imensos) no Hospital de São Sebastião.
Diz que no Natal é suposto andarmos todos a trocar amor. Eu cá tanto não direi, que amantíssimo esposo pode ter algumas quezílias com isso, mas trocar postais é simpático. E, parece-me, natalício.
Para que não vos falte nada, aqui está uma listinha dos hospitais:
Hospital Geral de S. João
Serviço de Pediatria
A/C Educadora Cristina Pinheiro
Alameda Professor Hernani Monteiro
4200-319 PORTO

Dr.ª Almerinda Barroso Pereira
Directora do Serviço de Pediatria
Hospital de Braga
Largo Carlos Amarante,
Apartado 2242
4700-308 Braga

Internamento de Pediatria - Piso 4
Enf. Chefe Celina Capela
Hospital de S. Sebastião
Rua Dr. Candido de Pinho
4520-211 Santa Maria da Feira

CHAA - Centro Hospitalar Alto Ave
Serviço de Pediatria - Piso 4
Rua dos Cutileiros
Creixomil
4835-044 Guimarães

Hospital S Pedro
Serviço de Pediatria
Av Noruega, Lordelo
5000-508 Vila Real

Hospital de Chaves
Serviço de Pediatria
Av Dr Francisco Sá Carneiro
5400-279 Chaves

Hospital de Lamego
Serviço de Pediatria
Lugar da Franzia
5100-182 Lamego

Hospital de Santa Marta
Serviço de Cardiologia
Pediátrica
Rua de Santa Marta, s/n
1169-024 Lisboa

HPP Cascais
A/c Serviço de Pediatria
Av. Brigadeiro Victor Novais Gonçalves
2755-009 Alcabideche
Se não enviarem nada são... sei lá, o que quiserdes, desde que não seja bonito e nem docinho.
By the way, esta iniciativa também se faz de bonecada, jogos, e livros, mas eu não quis ser abusadora. Mais informações no blog. Aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ai ai ai Inês, que nunca mais apareces!

Para um relato blogosférico que seria um page-turner abolutamente delicioso se fosse um livro, é pisar neste mato com cuidado e jamais, repito jamais!, passar debaixo dos cajueiros se os passarinhos estiverem caladinhos e não se ouvir chilrear, é que pode haver cobras nos ramos. A primeira página está aqui.