Uma rapariga vai almoçar com o seu mais que tudo e a sua mini mais que tudo. Uma rapariga pele uma Margarita. Afinal, já é hora de jantar em Portugal (ao meio dia local são oito da noite em Lisboa, e quem diz em Lisboa diz em Oliveira de Azeméis).
Claro que depois a dita rapariga vem para casa adormecer a dita Margarita, mas isso são outras conversas.
Tchim tchim.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #5
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Momento gaja,
Prazerzinhos Pecaminosos,
Vida de emigrante
Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #4
Estar a ver os mails e a responder aos mails e ainda às mensagens que o Face me vai trazendo e... e tudo isto ao som do João, tudo por culpa do Miguel, a quem respondi que o oceano estava cheio de peixinhos e que os peixinhos me faziam pensar que...
Este aniversário promete. Pelo menos a banda sonora está do melhor.
"Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim."
Este aniversário promete. Pelo menos a banda sonora está do melhor.
Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #3
Estar tão feliz e derretida com os mimos que fui recebendo que ainda não são nove da manhã e eu já estou a fazer declarações de amor electrónicas aos meus amigos. Ainda por cima sentidas.
(Sou uma lamechas, ai se não sou...)
(E uma gaja de sorte.)
(Sou uma lamechas, ai se não sou...)
(E uma gaja de sorte.)
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Fofinho que até enjoa,
Idiossincrasias,
Não sou normal,
Vida de emigrante
Coisas boas de se fazer anos em dois continentes #2
Ah, suspiro absolutamente deliciada.
E a imensidão de emails que me esperou hoje pela manhã, que dizer dela?
Emails quentinhos aqui do blog, emails de amigos, emails de família, emails do Facebook que hoje me pôs na agenda de mais uns quantos felizes de me conhecerem e ansiosos por me parabenizarem, emails, emails, emails. Emails de Portugal, dos EUA, da terra das acácias, da Nova Zelândia, e da Austrália (só não sei se a T. ainda está pelos Brasis para pôr mais um visto num país distinto, não que importe, afinal o que valeu foi ler o mailito dela, mas é sempre bom saber em que aventura se perdeu a moça).
Ah, suspiro absolutamente deliciada. Hoje o sol nasceu para mim e o dia é meu.
Um sorriso, um beijo, um xi, e um pacote de bolachas shortcake.
E a imensidão de emails que me esperou hoje pela manhã, que dizer dela?
Emails quentinhos aqui do blog, emails de amigos, emails de família, emails do Facebook que hoje me pôs na agenda de mais uns quantos felizes de me conhecerem e ansiosos por me parabenizarem, emails, emails, emails. Emails de Portugal, dos EUA, da terra das acácias, da Nova Zelândia, e da Austrália (só não sei se a T. ainda está pelos Brasis para pôr mais um visto num país distinto, não que importe, afinal o que valeu foi ler o mailito dela, mas é sempre bom saber em que aventura se perdeu a moça).
Ah, suspiro absolutamente deliciada. Hoje o sol nasceu para mim e o dia é meu.
Um sorriso, um beijo, um xi, e um pacote de bolachas shortcake.
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Fofinho que até enjoa,
Vida de emigrante
domingo, 16 de outubro de 2011
Coisas boas de se fazer anos em dois continentes
(e com um desfasamento horário de oito horas)
Os parabéns e os beijos começam a chegar logo pelas quatro da tarde (meia noite em Portugal), dando-me amplo tempo para me preparar mentalmente para o (grande) dia que vai chegar.
Estais à vontade para me enviar bolachas. Maria, de aveia, de chocolate, torradas, shortcake, de manteiga,... não sou esquisita. Até dou a morada. E, a quem resolver aparecer, um cházinho.
Os parabéns e os beijos começam a chegar logo pelas quatro da tarde (meia noite em Portugal), dando-me amplo tempo para me preparar mentalmente para o (grande) dia que vai chegar.
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Vida de emigrante
sábado, 15 de outubro de 2011
Subsídio, uma defininção, um esclarecimento, ou qualquer coisa assim assim, mais ou menos, tal e qual, em jeito de serviço público
Ando aqui às voltas com uma questão. Uma questão pequenita, um detalhe, talvez. Mas é um pedregulho no meu sapato.
Aqueles que me vêm lendo sabem-me fanática com a significação exacta das palavras. E se cedo às redundâncias por uma questão estilística (ai amigos se me conhecesses ao vivo veríeis o que eu gosto de uma redundância, de um pleonasmo, numa espécie de esbracejar linguístico bem à português), não deixo que os floreados e nem as interjeições, às vezes em demasia, me façam perder o Norte e me deixem à deriva no que toca às opinações (também gosto de inventar palavras).
Pois hoje venho aqui esclarecer -- e desde já peço perdão por este "esclarecer" de algum modo poder sugerir que vós precisais de esclarecimento, não, de modo nenhum o queria insinuar, vede isto como se de serviço público se tratasse, eterna optimista que sou e crente de que mais do que três leitores cá virão. Tende paciência, amigos.
E é a noção do subsídio que me anda a chatear a molécula. Subsídio, subsídio, subsídio, assim escrito três vezes a ver se se quebra o feitiço e em jeitinho de Candomblé volta o seu a seu dono. Vejamos então, começando pelo começo, a etimologia (merci, Priberam, agora e sempre).
Os nossos, perdão, os ex-subsídios-de-férias-e-de-Natal-dos-funcionários-públicos-mas-que-agora-são-do-governo, não são subsídios nenhuns.
Não!?
Não.
O nosso salário anual é, por uma cortesia extrema para com os empregadores e para com o Estado, que na altura dos subsídios se vê com uma fatia de ordenado mais gordinho para taxar, um empréstimo que os trabalhadores, gente que gosta de trabalhar e sentir o sol secar as pérolas de suor que teimam brilhar em suas frontes cansadas, ouvi dizer, que eu detesto transpirar, gentilmente concedem a seus patrões pela mui digna honra de estar ao seu serviço. Um empréstimo. Em-prés-ti-mo. Nada mais. Nada menos.
O que importa realmente é aquilo que a malta recebe ao fim do ano, a ver se os sortudos-abençoados-trabalhadores com cargos mais interessantes não negoceiam o seu salário anual e os bónus e prémios. Estes são, apenas, detalhes técnicos, palavras, porque o que importa no finzinho é o carcanhol que vem para casa, cá por mim até se podia chamar Efigénia, Clotilde, ou marmita, redunda no mesmo.
O subsídio que o estado nos (funcionários públicos) vai tirar a pretexto da Troika e da crise e da Madeira e..., não é subsídio e sim e tão somente uma parcela do ordenado que eu emprestei ao Estado, parcela essa que eu deixei que ele não me pagasse durante os primeiros seis meses meses do ano, mas que permito que pague e me faça sentir por uns instantes que é Natal.
Parcelas!? Álgebra. Sim, só um bocadinho.
O estado, que deve pagar W de salário anual, resolve dividi-lo em 14 suaves prestações mensais, pagando por isso, em cada mês,
ou mais ou menos, porque subimos de escalão no IRS e lá se vão mais uns trocos nos impostos.
Pelo contrário, podíamos receber pelos meses que efectivamente trabalhamos (e aqui não vou entrar em questiúnculas de só trabalharmos onze meses) e receber, mensalmente,
Fora a parcela que o governo me roubou de ordenado, irrita-me que o Estado me passe um atestado de imbecilidade e que me diga "olha pá, tu não te governas bem, deixa cá que eu obrigo-te à poupança mas depois devolvo-te tudo". Juros?! Nã, esquece, tu é que tens de pagar pelo favor que te faço, ó perdulária, ainda vais gastar tudo em sapatos ou carteiras, coisa que eu pago com a tal subida de escalão de IRS.
Cá pelos US o marido recebe pelos meses que trabalha oficialmente, que são nove -- na verdade o pobre trabalha o ano todo e tira p'raí uma semana de férias, se tanto, mas enfim, isso são contas de outro rosário. Amantíssimo esposo recebe nove meses por ano e nos outros não recebe, ponto final. Tem de poupar, ter juízo, e não comprar a esta sua gaja todos os sapatos e carteiras que esta (aparentemente, perante seu governo) insiste em possuir (ouvi dizer, mas vê-los que é bom, nada).
Tudo então para dizer que o que o Estado está a tirar não é um subsídio, não é um bónus, não é um presente pelo trabalho bem feito, é uma parcela do ordenado, bolas. Fatia essa que eu ia usar para arranjar a dentuça, que bem precisa de um refresh (mania dos americanos terem todos dentes brancos e certinhos, tão lindos, como nos reclames da Colgate...), ou botar na poupança, que anda quase anorética.
Humph. Espero não ter de cortar nas bolachas.
[Ainda googlei as expressões "décimo terceiro mês" e "subsídio de férias", queria saber quando surgiram e por obra de quem, mas não consegui, pelo que considero este texto uma abordagem muito crua à questão do subsídio, mas por ora terá de servir.]
Aqueles que me vêm lendo sabem-me fanática com a significação exacta das palavras. E se cedo às redundâncias por uma questão estilística (ai amigos se me conhecesses ao vivo veríeis o que eu gosto de uma redundância, de um pleonasmo, numa espécie de esbracejar linguístico bem à português), não deixo que os floreados e nem as interjeições, às vezes em demasia, me façam perder o Norte e me deixem à deriva no que toca às opinações (também gosto de inventar palavras).
Pois hoje venho aqui esclarecer -- e desde já peço perdão por este "esclarecer" de algum modo poder sugerir que vós precisais de esclarecimento, não, de modo nenhum o queria insinuar, vede isto como se de serviço público se tratasse, eterna optimista que sou e crente de que mais do que três leitores cá virão. Tende paciência, amigos.
E é a noção do subsídio que me anda a chatear a molécula. Subsídio, subsídio, subsídio, assim escrito três vezes a ver se se quebra o feitiço e em jeitinho de Candomblé volta o seu a seu dono. Vejamos então, começando pelo começo, a etimologia (merci, Priberam, agora e sempre).
Subsídio,Atentemos concretamente ao número 3, o tal que fala da quantia atribuída para um fim específico, e cuja ilustração me parece muito adequada. E, se ainda me estais a ler algo já enfastiados porque não se ouve falar de outra coisa senão dos subsídios de férias e de Natal (será que agora se escreve com letra pequena?), dai-me apenas mais uns minutos da vossa atenção, que eu prometo arrepiar caminho.
[Substantivo masculino (do latim subsidium, -ii, tropas de reserva, reforço, socorro, auxílio.)]
1. Quantia com que o Estado ou outra corporação concorre para obras de interesse público. = SUBVENÇÃO
2. Quantia atribuída por uma entidade para um fim específico (ex.: subsídio de desemprego, subsídio de férias).
3. Aquilo que concorre para um fim determinado. = CONTRIBUTO
4. Auxílio; socorro; benefício.
Os nossos, perdão, os ex-subsídios-de-férias-e-de-Natal-dos-funcionários-públicos-mas-que-agora-são-do-governo, não são subsídios nenhuns.
Não!?
Não.
O nosso salário anual é, por uma cortesia extrema para com os empregadores e para com o Estado, que na altura dos subsídios se vê com uma fatia de ordenado mais gordinho para taxar, um empréstimo que os trabalhadores, gente que gosta de trabalhar e sentir o sol secar as pérolas de suor que teimam brilhar em suas frontes cansadas, ouvi dizer, que eu detesto transpirar, gentilmente concedem a seus patrões pela mui digna honra de estar ao seu serviço. Um empréstimo. Em-prés-ti-mo. Nada mais. Nada menos.
O que importa realmente é aquilo que a malta recebe ao fim do ano, a ver se os sortudos-abençoados-trabalhadores com cargos mais interessantes não negoceiam o seu salário anual e os bónus e prémios. Estes são, apenas, detalhes técnicos, palavras, porque o que importa no finzinho é o carcanhol que vem para casa, cá por mim até se podia chamar Efigénia, Clotilde, ou marmita, redunda no mesmo.
O subsídio que o estado nos (funcionários públicos) vai tirar a pretexto da Troika e da crise e da Madeira e..., não é subsídio e sim e tão somente uma parcela do ordenado que eu emprestei ao Estado, parcela essa que eu deixei que ele não me pagasse durante os primeiros seis meses meses do ano, mas que permito que pague e me faça sentir por uns instantes que é Natal.
Parcelas!? Álgebra. Sim, só um bocadinho.
O estado, que deve pagar W de salário anual, resolve dividi-lo em 14 suaves prestações mensais, pagando por isso, em cada mês,
mas, duas vezes por ano, paga-nos dois salários, e em Maio e Novembro recebemos(1/14).W = 0.0714W = 7.14 % do nosso salário anual
14.28% do nosso salário anual
Pelo contrário, podíamos receber pelos meses que efectivamente trabalhamos (e aqui não vou entrar em questiúnculas de só trabalharmos onze meses) e receber, mensalmente,
ou seja receber mais 1.19 p.p. (pontos percentuais, amigos, eu um dia venho cá explicar porquê, agora não me apetece) de carcanhol por mês.(1/12).W = 0.0833W = 8.33 % do nosso salário anual
Fora a parcela que o governo me roubou de ordenado, irrita-me que o Estado me passe um atestado de imbecilidade e que me diga "olha pá, tu não te governas bem, deixa cá que eu obrigo-te à poupança mas depois devolvo-te tudo". Juros?! Nã, esquece, tu é que tens de pagar pelo favor que te faço, ó perdulária, ainda vais gastar tudo em sapatos ou carteiras, coisa que eu pago com a tal subida de escalão de IRS.
Cá pelos US o marido recebe pelos meses que trabalha oficialmente, que são nove -- na verdade o pobre trabalha o ano todo e tira p'raí uma semana de férias, se tanto, mas enfim, isso são contas de outro rosário. Amantíssimo esposo recebe nove meses por ano e nos outros não recebe, ponto final. Tem de poupar, ter juízo, e não comprar a esta sua gaja todos os sapatos e carteiras que esta (aparentemente, perante seu governo) insiste em possuir (ouvi dizer, mas vê-los que é bom, nada).
Tudo então para dizer que o que o Estado está a tirar não é um subsídio, não é um bónus, não é um presente pelo trabalho bem feito, é uma parcela do ordenado, bolas. Fatia essa que eu ia usar para arranjar a dentuça, que bem precisa de um refresh (mania dos americanos terem todos dentes brancos e certinhos, tão lindos, como nos reclames da Colgate...), ou botar na poupança, que anda quase anorética.
Humph. Espero não ter de cortar nas bolachas.
[Ainda googlei as expressões "décimo terceiro mês" e "subsídio de férias", queria saber quando surgiram e por obra de quem, mas não consegui, pelo que considero este texto uma abordagem muito crua à questão do subsídio, mas por ora terá de servir.]
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Das coisas que me dão comichão,
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Irritada que eu cá sei,
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Vinte e dois ponto oitenta e seis, mais coisa menos coisa
A sério que vão roubar aos funcionários da função pública 1/7 do seu salário? Depois de já lhes ter sido retirado, no ano passado, cerca de 10%? Não, eu não devo ter ouvido bem. Contas de cabeça... não, por favor... resiste, resiste, resiste...
Maria, estás a esquecer-te do corte do subsídio de Natal deste ano?
Não, não estou. Mas estou a tentar...
E depois...
Depois podia vir cá dizer que é preciso pagar o défice. E que o corte salarial é uma medida tão boa como qualquer outra para minorar a despesa, que se quer bem mais contida. Podia dizer também que a teoria económica sugere que pagar menos aos funcionários não incentiva ao emprego, muito pelo contrário. Tenho a certeza que estudos psicológicos apontarão para os efeitos nefastos na eficiência (já para não falar na motivação) que esta medida terá. Mas sinceramente não me apetece. Apetece-me mesmo é cruzar os braços, enrolar-me numa bolinha com a minha filha e ir ver a Rua Sésamo.
Sim, acho que é melhor.
O Elmo está a aprender a andar de triciclo, coisa que a própria cria está a fazer. E acho que no episódio de hoje só se conta até três. Parece-me melhor, a álgebra está a dar-me dores de cabeça.
P.S. A minha filha acabou de dar uma lambidela no comando, do topo ao fundo. Não sei se isto tem alguma significação particular, mas achei que íeis gostar de saber.
1.º Corte de ordenado de 10% --> ficam 90%Pelo que os vencimentos, de há um ano para cá, diminuíram em cerca de 22.86%.
2.º Corte de 2/14 = 1/7 = 0.1429 -- > ficam 85.71%
3.º Mas... atenção que os corte foram sequenciais, pelo que realmente
90 * 85.71 = 77.14% é o verdadeiro salário que nos resta depois destes cortes
Maria, estás a esquecer-te do corte do subsídio de Natal deste ano?
Não, não estou. Mas estou a tentar...
E depois...
Depois podia vir cá dizer que é preciso pagar o défice. E que o corte salarial é uma medida tão boa como qualquer outra para minorar a despesa, que se quer bem mais contida. Podia dizer também que a teoria económica sugere que pagar menos aos funcionários não incentiva ao emprego, muito pelo contrário. Tenho a certeza que estudos psicológicos apontarão para os efeitos nefastos na eficiência (já para não falar na motivação) que esta medida terá. Mas sinceramente não me apetece. Apetece-me mesmo é cruzar os braços, enrolar-me numa bolinha com a minha filha e ir ver a Rua Sésamo.
Sim, acho que é melhor.
O Elmo está a aprender a andar de triciclo, coisa que a própria cria está a fazer. E acho que no episódio de hoje só se conta até três. Parece-me melhor, a álgebra está a dar-me dores de cabeça.
P.S. A minha filha acabou de dar uma lambidela no comando, do topo ao fundo. Não sei se isto tem alguma significação particular, mas achei que íeis gostar de saber.
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Irritada que eu cá sei
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Ternura dos 60
Mamãe faz hoje 60 anos. Sessenta. Sessenta vezes 365 + 12 dias pelos anos bissextos, quase meio milhão de horas de vida. Da vida desta mulher que é tão fantástica, tão fabulosa, tão melhor mãe do (meu) mundo que a lista das suas qualidades que eu andei a fazer mentalmente para vir aqui postar não lhe faria jus.
Todavia uma filha pode tentar, afinal até são os anos da própria. Vejamos, então. Mamãe é...
Mamãe é tudo isto e ainda mais. Acreditai, amigos, é um mulherão a muitos níveis e que vale mesmo a pena conhecer. Então ser filha nem vos conto.
Mamãe é continuamente uma fonte de orgulho e de inspiração para mim, mesmo quando lhe digo, com as palavras todas, que não sei como sobrevive sem mim (aquele nunca se lembrar de onde pôs as chaves ou os óculos ou a carteira ou... cérebro, talvez). Mamãe, como todas as mães, oh raça!, tem a capacidade de me tirar do sério como ninguém.
Disse-lho pouco depois de ser mãe que enfim compreendia porque fazia tantas coisas por mim. Foi preciso ser mãe para ver o outro lado do amor, ser amada nunca foi o suficiente para se saber o que é amar, não é?
É todavia fácil amar alguém assim como mamãe, mesmo sabendo que ela nunca saberá onde deixou os óculos e que impreterivelmente deixará o chão da cozinha cheio de migalhas por mais cuidado que jure ter.
Parabéns, mamãe!
Todavia uma filha pode tentar, afinal até são os anos da própria. Vejamos, então. Mamãe é...
| 1 | Afável | |
| 2 | Afortunada (por me ter como filha) | |
| 3 | Amiga do seu amigo | |
| 4 | Arejada das ideias | |
| 5 | Astuta | |
| 6 | Atenta | |
| 7 | Avó | |
| 8 | Bonita | |
| 9 | Cantora | |
| 10 | Melhor mãe do mundo | |
| 11 | Capaz de acalmar a filha | |
| 12 | Capaz de guardar um segredo | |
| 13 | Capaz de ver sempre o outro lado de um argumento | |
| 14 | Carinhosa | |
| 15 | Companheiraça | |
| 16 | Confiável | |
| 17 | Culta | |
| 18 | Curiosa | |
| 19 | De riso fácil | |
| 20 | Melhor mãe do mundo | |
| 21 | Delicada | |
| 22 | Desarrumada (julgavam que eram só qualidades?) | |
| 23 | Desmemoriada | |
| 24 | Diligente | |
| 25 | Distraída | |
| 26 | Doce | |
| 27 | Elegante | |
| 28 | Empenhada | |
| 29 | Esforçada (a ver se não terminou o secundário depois dos quarenta com média de… eu nem vos digo). | |
| 30 | Melhor mãe do mundo | |
| 31 | Esperta como um alho | |
| 32 | Feliz | |
| 33 | Filha | |
| 34 | Incansável | |
| 35 | Incapaz de pregar um prego | |
| 36 | Inteligente | |
| 37 | Interessada | |
| 38 | Irmã | |
| 39 | Jeitosa (ah sim, mamãe é muito jeitosa!) | |
| 40 | Melhor mãe do mundo | |
| 41 | Lindona | |
| 42 | Mãe | |
| 43 | Maria rapaz | |
| 44 | Meiga | |
| 45 | Não julga pessoas nem atitudes | |
| 46 | Optimista | |
| 47 | Perspicaz | |
| 48 | Prima | |
| 49 | Pronta para a pândega | |
| 50 | Reconfortante | |
| 51 | Melhor mãe do mundo | |
| 52 | Sempre pronta a ajudar o próximo | |
| 53 | Simpática | |
| 54 | Sobrinha | |
| 55 | Sofisticada | |
| 56 | Sorridente | |
| 57 | Terna | |
| 58 | Traquina | |
| 59 | Um espectáculo! | |
| 60 | Minha! |
Mamãe é continuamente uma fonte de orgulho e de inspiração para mim, mesmo quando lhe digo, com as palavras todas, que não sei como sobrevive sem mim (aquele nunca se lembrar de onde pôs as chaves ou os óculos ou a carteira ou... cérebro, talvez). Mamãe, como todas as mães, oh raça!, tem a capacidade de me tirar do sério como ninguém.
Disse-lho pouco depois de ser mãe que enfim compreendia porque fazia tantas coisas por mim. Foi preciso ser mãe para ver o outro lado do amor, ser amada nunca foi o suficiente para se saber o que é amar, não é?
É todavia fácil amar alguém assim como mamãe, mesmo sabendo que ela nunca saberá onde deixou os óculos e que impreterivelmente deixará o chão da cozinha cheio de migalhas por mais cuidado que jure ter.
Parabéns, mamãe!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Contra-senso, uma definição
Ontem, Domingo, senhor bolacha, meu amantíssimo esposo, madame bolacha, que sou eu própria, e mini bolacha, que é a nossa prole, fomos a Scottsdale comprar cadeiras para a sala de jantar. Pelo menos era esse o plano. Por lá, entre uma visita à Victoria dos segredos e à Crate and Barrel (não me ocorre nenhuma tradução apropriada, caixa e barril!?), almoço.
Ainda em casa, em pleno processo daquilo que os ingleses chamam de "put my face on", dei por mim a ir buscar um batom de uma cor muito viva, quase vermelho. E foi então que pensei que era preciso ter tomates para se ser assim mulher. Achei um contra-senso.
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domingo, 9 de outubro de 2011
Amor, uma definição, #6 [Lamechas alert]
Há pouco, enquanto instalava o software da máquina fotográfica no computador, a minha filha veio ter comigo e pediu-me "ápis" (lápis). E lá foi ela, toda lampeira, para a sua secretária, pois que só aí pode dar asas ao Picasso que há em si. Eu fiquei na minha secretária a olhar para ela, as barras da instalação do software a ficarem mais e mais cheias de verde, a contagem decrescente a decrescer, como esperado.
E, vindo do nada, aquele soneto da Florbela Espanca tão bem cantado pelo Represas começou a tocar na minha cabeça:
Há dias em que percebo tão bem a mãe (entenda-se, a sua tolerância para comigo, que ando impossível).
P.S. Este post também se podia ter chamado de "Fartura, uma definição": no escritório cá de casa há três secretárias, a do marido, a minha, e a da pequenita (a mais bonita):
E é amar-te assim perdidamente
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
P.S. Este post também se podia ter chamado de "Fartura, uma definição": no escritório cá de casa há três secretárias, a do marido, a minha, e a da pequenita (a mais bonita):
| Secretária da mini bolacha, 9 de Outubro, 2011 |
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É o amor(e),
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sábado, 8 de outubro de 2011
Bons velhos tempos, uma nostalgia
Ahhhhhhhhhhhhhh, já parece os meus tempos de doutoramento: sentada a trabalhar e a ouvir a RFM. A música não está particularmente memorável, ou se calhar até está, pois que fez parar a edição e vir cá dar um ar da minha (des)graça.
A cria acordou às duas e meia da manhã (constipadita, coitada, é da bicheza esperada que a cada canto e esquina, cubo e carrinho da creche, aguarda as mãos petizes) e eu perdi o sono.
Olázio.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Moda, talvez
Não sei se é moda ou simples cortesia, mas tenho visto em alguns blogs simpáticos (hallo Rita Maria, feliz por estares de volta! -- nada me tira da cabeça que ela é tal e qual a Norah Jones, será que sabe cantar, tenho de lhe perguntar...) a malta vir dizer que ainda está para as curvas, todavia ocupada, afinal estamos na época das vindimas e das desfolhadas (ou mais ou menos), de qualquer modo ouvi dizer que por esses lados (entenda-se por Portugal, que pela terra da Ruiva há sempre solzinho do bom) está calor.
Por cá vive-se muito bem, mini bolacha adora a escola e contou-me ontem a professora irlandesa ou escocesa, vá-se a gente entender com um nome como Flannigan ou Flannagan ou coisa que ou valha e um sotaque a condizer com as dúvidas ortográficas, que se ri à gargalhada com um amiguinho que entretanto fez. Um. Gajo. Tão pequenina e já assim descarada...
Mas impele-me o trabalho de edição que tenho ali à espera a arrepiar caminho. Depois conto tudo, prometo. Ou quase tudo, que este blog ainda se quer com companhia e não vos quero espantar com uma descrição aborrecidamente pormenorizada do meu dia-a-dia.
Nos entretantos, se não nos virmos antes, ora tende um muito bom fim-de-semana, de trabalho, de sol, de picnic, ou tudo em um.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Uma filha na escola, uma mãe sabe-se lá
Não dormi bem esta noite.
Podia culpar a Chloe, a cadela da vizinha (duplo sentido mais do que propositado), que latiu mesmo à minha janela às onze da noite e novamente às seis e dez da manhã. Podia culpar o colchão, o frio do ar condicionado sem o qual o marido não dorme e depois o excesso de calor por causa dos quinze cobertores que uso para o compensar. Podia culpar os abdominais que fiz antes de dormir ou o meio copo de leite que bebi antes de subir as escadas para o quarto. Podia culpar o ter estado a escrever um post na cama, post esse que me estava engasgado na garganta e no qual disse mais com o que não escrevi do que o contrário. Podia tudo isso mas não seria verdade.
Tenho o coração apertado com esta coisa da separation anxiety. A cria está na escolinha, percurso que segundo o pai a espera para os próximos vinte e oito anos -- rica maneira de animar uma pessoa logo pela manhã! Felizmente que ela não percebeu e teve imediatamente a mãezinha a dizer que qual grad school qual quê, não quero nada dessas coisas para a minha filha!
Prometo não me alongar nas lamechices, mas hoje sinto-me meio nem sei como e um bocado por aqui e por acoli. Falta-me o meu piu piu a atazanar-me o juízo e a não me deixar comer/escrever/ler o mail/tomar banho/fazer xixi/trabalhar... sem me dizer "up, up, mamã", que é o que diz quando quer colinho. Ora bolas. Agora sabia-me bem um colinho era a mim.
A escola tem umas janelas espelhadas, pode ver-se o que se passa na sala de aula sem interromper as actividades dos meninos. Eu fiquei lá uns dez minutos, lágrima no canto do olho, funga aqui funga ali, emocionada. A minha pequenina logo à vontade e a fazer amigos. Entrou sala adentro sem medo e foi logo brincar. Outro menino, também é o primeiro dia dele, chorou o tempo todo que lá estive, coitadinho. Aquela mãe não estava ali ao meu lado, talvez as fungadelas dela fossem mais em privado. As minhas, aqui neste sofá tão confortável, entretanto já passaram e estão a dar lugar à calma e felicidade de saber que hoje é o primeiro dia do resto da vida da pequenita.
Também porque...
Enfim, livre.
Podia culpar a Chloe, a cadela da vizinha (duplo sentido mais do que propositado), que latiu mesmo à minha janela às onze da noite e novamente às seis e dez da manhã. Podia culpar o colchão, o frio do ar condicionado sem o qual o marido não dorme e depois o excesso de calor por causa dos quinze cobertores que uso para o compensar. Podia culpar os abdominais que fiz antes de dormir ou o meio copo de leite que bebi antes de subir as escadas para o quarto. Podia culpar o ter estado a escrever um post na cama, post esse que me estava engasgado na garganta e no qual disse mais com o que não escrevi do que o contrário. Podia tudo isso mas não seria verdade.
Tenho o coração apertado com esta coisa da separation anxiety. A cria está na escolinha, percurso que segundo o pai a espera para os próximos vinte e oito anos -- rica maneira de animar uma pessoa logo pela manhã! Felizmente que ela não percebeu e teve imediatamente a mãezinha a dizer que qual grad school qual quê, não quero nada dessas coisas para a minha filha!
Prometo não me alongar nas lamechices, mas hoje sinto-me meio nem sei como e um bocado por aqui e por acoli. Falta-me o meu piu piu a atazanar-me o juízo e a não me deixar comer/escrever/ler o mail/tomar banho/fazer xixi/trabalhar... sem me dizer "up, up, mamã", que é o que diz quando quer colinho. Ora bolas. Agora sabia-me bem um colinho era a mim.
| First day of school, Montessori Educare, 3 de Outubro, 2011 |
Também porque...
Enfim, livre.
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domingo, 2 de outubro de 2011
Primeiro dia
A vida é feita de primeiras vezes.
Começa logo por começar (redundância propositada, já o sabeis e nem precisais perguntar) naquele preciso (olha outra!) momento em que se realiza a frase batida e tão bem cantada pelo Sérgio "hoje é o primeiro dia do resto da tua vida".
E depois há outros primeiros. O primeiro sorriso, o primeiro passo, a primeira palavra, o primeiro beijo atirado ao ar. A primeira papa, a primeira sopa, o primeiro gelado. A primeira bolacha. O primeiro bolo de arroz. A primeira batata frita. O primeiro bife panado. O primeiro banho, o primeiro corte de cabelo, o primeiro dente. O primeiro amigo, o primeiro amor, o primeiro segredo.
Hoje devia ser dia um. Não é, é dia três, e não acho que combine assim tão bem com esta coisa dos primeiros. Até o dia da semana não ajuda, uma Segunda-feira que se queria primeira, valha-nos ao menos a Monday ou a lundi, que os franceses escrevem modernaço e em minúsculas.
Hoje é um dia primeiro que ficará para sempre registado nas nossas vidas como o primeiro dia de escola da minha filha.
É um dia primeiro porque para ela todo um mundo novo se abre perante os seus olhitos inquiridores. São os meninos novos que a esperam na sala de aula, são os brinquedos novos, são as actividades... recebi ontem a newsletter da semana passada na qual a professora descrevia o que a turma agora da M. andou a fazer e ficámos ambos, mãe-bolacha e pai-bolacha, entusiasmados. Do espirrar para a manga até aos dias da semana, de como lavar bem as mãos à forma do cubo, é uma nova vida que a recebe. Uma fase da vida, talvez devesse ter escrito, mas uma nova qualquer coisa sem sombra de dúvida.
Mas este primeiro dia é o encerrar de um ciclo que se desenhou a duas. Estes dois anos de licença de maternidade que me foram permitidos gozar foram vividos intensamente pela filha e pela mãe, e há um pedacinho de mim que está triste por o encerrar. O meu bebé. O meu bebé já vai para a escolinha. E só por isso aqui fica outra música, desta feita do Zeca, só porque sim.
Bom primeiro!
Começa logo por começar (redundância propositada, já o sabeis e nem precisais perguntar) naquele preciso (olha outra!) momento em que se realiza a frase batida e tão bem cantada pelo Sérgio "hoje é o primeiro dia do resto da tua vida".
E depois há outros primeiros. O primeiro sorriso, o primeiro passo, a primeira palavra, o primeiro beijo atirado ao ar. A primeira papa, a primeira sopa, o primeiro gelado. A primeira bolacha. O primeiro bolo de arroz. A primeira batata frita. O primeiro bife panado. O primeiro banho, o primeiro corte de cabelo, o primeiro dente. O primeiro amigo, o primeiro amor, o primeiro segredo.
Hoje devia ser dia um. Não é, é dia três, e não acho que combine assim tão bem com esta coisa dos primeiros. Até o dia da semana não ajuda, uma Segunda-feira que se queria primeira, valha-nos ao menos a Monday ou a lundi, que os franceses escrevem modernaço e em minúsculas.
Hoje é um dia primeiro que ficará para sempre registado nas nossas vidas como o primeiro dia de escola da minha filha.
É um dia primeiro porque para ela todo um mundo novo se abre perante os seus olhitos inquiridores. São os meninos novos que a esperam na sala de aula, são os brinquedos novos, são as actividades... recebi ontem a newsletter da semana passada na qual a professora descrevia o que a turma agora da M. andou a fazer e ficámos ambos, mãe-bolacha e pai-bolacha, entusiasmados. Do espirrar para a manga até aos dias da semana, de como lavar bem as mãos à forma do cubo, é uma nova vida que a recebe. Uma fase da vida, talvez devesse ter escrito, mas uma nova qualquer coisa sem sombra de dúvida.
Mas este primeiro dia é o encerrar de um ciclo que se desenhou a duas. Estes dois anos de licença de maternidade que me foram permitidos gozar foram vividos intensamente pela filha e pela mãe, e há um pedacinho de mim que está triste por o encerrar. O meu bebé. O meu bebé já vai para a escolinha. E só por isso aqui fica outra música, desta feita do Zeca, só porque sim.
Bom primeiro!
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
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