sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ó Jorge!!!!!!!!!!!!!!

Ó Joooooooooooooooorge,
Assim já se vêem melhor os hyperlinks?
Merci pela sugestão! Um sorriso agradecido.

P.S. Gosto desta coisa que interpelar assim a malta!

Fim de Baile de Verão

As minhas vacances, cujo fim se aproxima não a passos largos mas a saltos, foram marcadas por um conjunto singular de músicas.
Se por um lado me consolei de ouvir a Adéle, e com ela cantarolei para gáudio da minha mais nova, por outro também descobri algum encanto nas músicas populares. Hã hã.
Mal sabia eu que o texto que escrevi para Izzie era meramente o começo. A Moda do Pisca Pisca da Ruth Marlene (aqui em videoclip com direito a filme introdutório onde aparecem cavalos, barbear do moço ao ar livre junto à estrada de tractores, molhos de feno...), sobre quem escrevi umas linhas que implicaram todo um conjunto de métodos e procedimentos de pesquisa por mim burilados ao longo do tempo -- os meus skills de researcher para algo me hão-de servir, ou não é? -- e que incluíram entre outros consultar o site da moça e até, confesso aqui, ir ver as fotos da Playboy da dita com a maninha (coisa que eu já não achei de tão bom gosto, fora isso a gaja é boa que se farta). Pois eu li-lhe a bio, eu pesquisei letras das canções, eu assisti a clips de espectáculos, foi um consolo.
Mas dizia-vos que o pisca pisca da Ruth foi tão somente o início da minha viagem pelo reino da pimbalhada. É que, como já fui dizendo e vou usando amiúde quando as pessoas que comigo se cruzam perguntam a habitual "então por cá?", como seu naquele momento pudesse estar em qualquer outro local que não à sua frente, eu volto sempre "para as romarias, como qualquer emigrante que se preze", assim com necessidade de aspas porque esta é a fórmula #33, como aquelas outras muitas pessoas que me perguntam, por cortesia óbvia e total falta de vontade de saber a resposta, "então, tudo bem?".
Ora a romaria de Oliveira de Azeméis é a já tão famosa Festa da Nossa Senhora da La-Salette, nome que eu tenho sempre sempre sempre de ir ver à net como se escreve pois nunca sei se são dois ll ou se são dois tt (desta vez até me saí bem à primeira).

[e eis que o texto ganhou vontade própria e agora mudou completamente de direcção, de modo que em vez de um escrevi dois, o segundo publicá-lo-ei daqui a pouco, quando tiver paciência para uploadar as fotos e vídeos, pelo que a emissão prosseguirá dentro de instantes num registo completamente diferente (estou tentada a escrever que o texto deu uma volta de 360º e ficar a rir a tarde toda)].

À Moda do Pisca Pisca seguiu-se o Baile de Verão do grande José Malhoa (pai da Ana, a Malhoa, pois claro, que também é boa).


E eu apertei! A minha cria, então, apertou as farturas que se consolou! E foi vê-la feliz a lamber os dedos de açúcar e canela, aquela boquita de periquito a brilhar do óleo de fritar das farturas Couto, hoje com ar condicionado e TV LCD (ou plasma), mas sempre a saber ao mesmo.

É bom, é bom, Farturas Couto, Festas de La-Salette, Agosto de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Contra a idade marchar, marchar!

É engraçado como é que um mesmo texto pode ter interpretações tão diferentes e gerar anuências tão distintas.
Aquela artista da palavra escrita em rosa cueca que é a Rititi escreveu há meses um texto que eu achei simplesmente delicioso, como acho tantos, mas que deixou em mim sensações contraditórias que eu, por desleixo e comodismo, não quis muito aprofundar. Mas hoje, que até já vou no terceiro post, é dia.
E é dia porque se alinharam os astros num conjunto propício a que finalmente cá venha dizer que ainda bem que ela é assim mas a newsletter que eu subscrevo é outra. Isso dos zodíacos e as palavras da Poisoned Apple sobre o não querer amamentar para não desfear as maminhas, coisa que eu, quer concorde quer não, não vou aqui discutir porque cada gaja sabe de si (e das suas maminhas).
Publicado pela Rititi a 8 de Julho, o post sem título mas com um vestidinho da moda revela uma mulher que, do alto dos seus 36 anos, abraça com vigor a passagem do tempo e da maternidade e reconhece que, do alto dos seus 36 anos, seria/é uma parvoíce tremenda (palavras minhas) querer parecer ter 25. Escreve, com um tom que eu imagino ter um sorriso e um quase bater na mesa,"[q]uero parecer a idade que tenho".
Eu sinceramente gosto de a ler estas tiradas fervorosas, gosto de saber que mulheres há que, não desistindo dos vestidos e dos sapatos giros e dos restaurantes e das viagens e do estilo, entendem o passar do tempo como uma história que se escreve a rugas e manchas, a flacidez e perda de brilho. A sério que gosto.
Mas eu não sou nada assim, bolas!
Eu quero a minha barriguinha de antes de ter a cria, eu querer querer até queria era ter as maminhas meio tamanho acima, coisa que me envergonha um bocadinho dizer porque elas se mantiveram direitinhas e não despencaram mas podiam bem (odeio parecer ingrata com o universo!). Eu quero a minha testa sem o cabrão do melasma que desde 2005 a manchou e parece que vai alastrando sem dó nem piedade e me faz parecer uma quase leoparda, não importa o peeling, o creme, a pomada, e o protector solar. Eu quero o meu rabo ainda com só duas bochechas, agora parece que cada bochecha tem direito a uma toda sua de bónus, eu quero não saber o que são hemorróidas (já te falaram disso, cara maçã?, as estrias e a gordura localizada são o menor dos teus problemas). Eu quero não ter os pneuzinhos que mamãe apertou enquanto me besuntava de protector solar e afirmou não gostar deles, ao que eu retorqui que isso era uma infelicidade pois que eles gostavam muito dela.
Fora os souvenirs da gravidez, eu quero parecer ter, não 25, mas 26 anos, idade em que tomei a decisão de me mandar para o outro lado do oceano e senti ter o destino nas mãos, senti que era eu quem tomava as rédeas da minha vida, num daqueles momentos que sabemos na medula ser decisivo (assim como assim até atravessar a estrada o é, nós é que não paramos para o interpretar à luz desta lâmpada tão conscientemente emocional).
Não podendo voltar atrás no tempo, coisa com a qual eu até vou sonhando acordada, juro que tento não parecer ter 35, quase 36, anos. E uso cremes e loções, truques e poções. Uso anti-rugas e ponho base, faço abdominais e juro que assim que chegar aos US irei para o ginásio tentar recuperar os 52 quilos que tinha quando vivia no condomínio com ginásio e corria dia sim dia não. Hoje os 53 quilos estão distribuídos de modo que eu não gosto, a gordura não deixa esconder o leite/café com bolachas que me delicia depois das refeições, e a flacidez é a primeira a acusar que há três anos que eu não vou ao ginásio. Eu sou ou tenho mas não quero, e gosto mesmo quando alguém me diz que eu não (1) pareço ter uma filha e/ou (2) não aparento a idade que tenho.
Pode não ser blogosfericamente correcto, mas eu quero resistir, e contra as mazelas da idade e os efeitos da gravidade e da preguiça marchar, marchar!
Ah sim, os anos têm-me deixado mais sábias, mais zen, mais tranquila. Foda-se, eu que seja sábia, zen, e tranquila aos 90.

Pensamentos meus, palavras nem por isso

A propósito de um artista cujas expectativas desiludiu, a Jonas escreveu
"E é inevitável que o convívio (unilateral, bem sei) se transforme em intimidade. São muitas coisas partilhadas do lado de lá para o lado de cá. Às tantas, achamos que fazem parte do nosso círculo de amigos. É natural que lhes atribuamos as características mais puras, as que captamos nos poemas que escrevem."
E eu que sou assim com os bloggers?

É oficial, Maria Bê, "b" de capitalista

Está oficialmente reconhecido que estou numa de capitalista e a (tentar) rentabilizar o meu blog. Ou isso ou estou com uma grande crise de buyer's regret, à qual habitualmente se segue uma de seller's regret quando de facto consigo vender o que quer que seja que estou a tentar vender. Já foi assim com os óculos de sol que vendi no ebay e que já não usava há dois anos, mas mesmo assim custou-me a despedir-me deles, e assim será com esta câmara se por cá a conseguir vender, senão volta comigo para os US e por la terá o mesmo destino. Ou isso ou presente de Natal a alguém, ainda não decidi.

Canon ELPH 300 HS/Ixus 220 HS. À procura de novas mãos.

A história desta câmara é uma história por enquanto infeliz pois que não é tão amada quanto a sua predecessora, de porte mais pesado, é certo, mas fiel companheira de muitas viagens e aventuras desta que vos escreve.
Pensava Maria que os afectos se desenvolveriam com o tempo, que à cumplicidade havia que dar tempo para que surgisse e se cimentasse, mas não, ela nunca bateu à porta.
Vai daí, esta sua dona decidiu procurar-lhe um novo lar, alguém que a estime como ela merece, que a leve a ver fogos de artifício e obras de arte, jogos de futebol e piqueniques, museus e sardinhadas. Que a leve ao Yosemite e ao Grand Canyon, a Las Vegas e a São Francisco, a Nova Iorque e a Oliveira de Azeméis, locais já visitados por Maria com a tal predessora, a favorita de Maria e da qual tem muitas saudades, esperando que sejam recíprocas.
Que A Força esteja com ela.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cu-cu!

Só para ver se ainda andais por aí.
Eu tem dias. Tem dias que ando, tem dias que nem por isso. Todos os dias, porém, me lembro deste canto e penso que não fiz caso do pedido que vi algures de não abandonar o blog neste Verão, a bandida, e que por isso tem andado à míngua, tadito, e eu com tanta foto guardada, a sério! Do menino da lágrima em casa do avô para um momento kitsch, da garniza em cima de 24 ovos (nós contámos!) da casa do Q. para um momento "eu cresci assim e agora nem me lembrava"... até andei a cansar mamãe para me tirar fotos ao cabelo para eu cá vir estrear um corner de dicas de beauté de Maria Bê, que rima e tudo e por isso vai ser tão bonito...
Suspira.
Ainda não será hoje.
Ainda por cá andais? Andais felizes com o tempo (sei lá, a malta fala sempre do tempo quando não sabe o que dizer que eu lembrei-me)? E que me dizeis da crise? Tendes feito algum pudim de ovos? -- não quis acabar com uma nota amarga. Se o que vos impede é a ausência de receita, encontrei aqui uma, com vídeo e tudo. Quem é amiga, quem é?
E agora vou-se-me, que a minha vida não é isto mas eu tenho saudades.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sinal de que sou uma mãe como todas as mães, #3

Ou pelo menos como a Rititi, que escreveu mais uma pérola que eu li a anuir, depois anuí mais um bocadinho, e enquanto escrevo e os dez dedos (se fosse nos EUA eram oito dedos e dois polegares, eight fingers and two thumbs, e já agora, sem querer insultar os conhecimentos de V. Exas. sobre a língua da Sua Majestade a Rainha, aquela que os serranos daqui de perto teimam em querer ver depilada com a gillette, os dedos dos pés não são fingers, são toes) continuo a anuir. E a sorrir, claro. Ah, Rititi, como eu gosto das coisas que tu escreves e como as escreves, caralho (de certeza que não és do Norte?).
Pedindo desde já desculpa pela falta de originalidade ao pedir-vos que leiam as palavras desta artista, repito as de outra, menos rosa cueca mas mais verde sapo, logo igualmente colorida, a minha Jonas das Nozes, que me desculpará o exagero amimalhado deste possessivo mas eu hoje acordei assim, toda coração, fazer o quê, mas indo ao cerne da questão pois que se faz tarde... "[e]u também nunca fui tão boa mãe como fui antes de ter parido". Ora!

Egotismo, uma definição

Hoje, ao romper da onze e meia da manhã, Maria, sua cria, e sua mamãe, rumaram ao Norte. O Algarve, de tão triste, chorou lágrimas de chuva. Algumas tão gordas que elas próprias tinham chuva nas suas lágrimas.
Choveu a potes, foi o que foi.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fartura, uma definição #2

Viemos a banhos, rumo ao Sul, duas mães e duas filhas, com um, dois, três, quatro, ..., sete, oito -- oito!?!?! -- protectores solares:

Protectores solares, Verão de 2011

Já vos disse que somos três mulheres, uma das quais com menos de um metro? Para quê tanto creme, tanto leite, tanta loção, tanto spray, ele é líquido, ele é espesso, ele é com cor, ele é branquinho, ele é para a cara, ele é para o corpo, ele é caro, ele é barato, ele é da farmácia, ele é do supermercado, ele é comprado em Portugal, ele é comprado nos EUA, ele é pequeno, ele é grande, ele é para as grandes, ele é para a pequena...
'Mas Maria', dizeis vós já a reconhecer que eu estou um nadinha embaraçada ante o consumismo despesista nada condizente com os apertos que vai sofrendo o país (e que eu também vou sofrendo também em parte por causa da roupa que vai deixando de me servir, culpa naturalmente dos Glutões que vão confundindo nódoas com tecido e assim me encolhem a roupa), 'o oitavo é somente uma amostrinha, nem devia contar'. 'Pois, tendes razão', balbucia cabisbaixa Maria, 'é que eu esqueci-me de um'.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Proibida a entrada a animais (bichos são bem vindos)*

Ontem, enquanto esperávamos por mesa à porta do restaurante A Broa, em Vilamoura (cujo nome e localização aqui vos deixo com recomendação/súplica de que, se estiverem por perto, lá vão e comam um peixinho grelhado), vi um autocolante que tive mesmo de "fotografar para o blog" (entre aspas porque é uma expressão que, apesar de por cá não se vislumbrar sinais dele, ilustra o pensamento que várias, imensas, incontáveis quase!, me assolapa e que normalmente me leva a fotografar a torto e a direito coisas que depois vão enchendo folders atrás de folders com nomes sugestivos do estilo "fotos para blog", "coisas giras", ou outras variantes que já afirmei mas reitero para os mais distraídos que têm nomes sugestivos, mas que depois, por motivos que eu mentindo digo serem vários mas que de facto não são, são apenas uma mistura mal amanhada de preguiça, comodismo, desleixo, e alguma falta de tempo que eu facilmente venceria se passasse menos tempo a fazer definhar o cérebro à mesma velocidade a que expando o nadegueiro, o esquerdo e o direito, realmente nunca aqui trago, coisa que até muito me incomoda pois que tenho muito carinho pelo meu blog, que me fez muita companhia enquanto nos EUA e me fez conhecer gente muito janota e outra tanta que eu não conheço mas sei andar por aí -- leitor/a de Moçambique, desta feita só para ti um beijo em moçambicano, que é como quem diz um beijo, esperando eu que tenhas notado que tentei cantar mais um bocadinho como suponho serem cantados os beijos por eles ditos e, já agora que cá estou algo despudorada, talvez por escrever em trajos praiísticos, bem beijados).

(Ah, que saudades que eu tinha de escrever estes considerandos que ocupam mais espaço do que as frases com o conteúdo que eu oficialmente quero escrever...)

Ora ontem, enquanto esperávamos à porta do restaurante, algo escondido no vidro algo nem por isso, que os avisos que avisam nossos amigos são, cheios dos quais estão os infernos (coisa que ouvi no CD dos La Union ao vivo -- saudação agora à miúda que eu era aos dezassete anos e ouvia o Lobo Hombre en Paris tantas vezes e mais algumas até me cansar dos repetitivos Play/Rewind/Play/Rewind no gravador/leitor Sony que mamãe me ofereceu a meias aquando dos meus dezasseis anos), vi este aviso ou proibição ou o que seja que eu pensei ser muito útil a alguns bloggers:

Aviso,  restaurante A Broa, Vilamoura, 29 de Agosto, 2011

Não sendo este o texto em que vou discorrer sobre a pobreza intelectual daqueles que vêm ler um blog e deixam, quais animais, comentários escatológicos nos quais insultam o autor dos textos, é este o texto em que afirmo que blogs há que deviam ter este aviso.
Um exemplo que me anda aqui entalado é o do caso do Jorge, cuja câmara regista momentos que me deleitam e cujas palavras, quer de autoria própria quer de autoria daqueles que cita são sempre ternuras que acompanham os instantâneos, que foi plagiado a torto e a direito por quem tem tanto respeito pela obra alheia como pelos folhetos do Pingo Doce (se calhar por estes tem mais, há promoções no arroz e no óleo vegetal que não são de perder). Fiquei tão incomodada que nem consegui escrever nada na caixinha de comentários do blog. Animais. Devia ter-lhes sido proibida a entrada no teu blog, ó Jorge!
E eu que ontem fiquei tão agradada quando, por volta das quatro da tarde, e estando as minhas meninas a dormir a sesta no quarto, me levantei do sofá e, talvez a um metro do aparador, estava a gatita aqui do complexo, felpuda e gorducha que só ela, sentada, talvez a fugir ao calor, talvez não. Entrou assim, sem pedir licença, que se tivesse pedido eu não lha teria dado, e assim me fez sorrir um sorriso que eu sem dúvida não teria sorrido caso a dita licença tivesse sido questionada. I'm not a cat person, que fique aqui claro, mas sou um bicho-person (pássaros não são bicho!), gosto de bichos. Mas há animais que nem bichos são.

*Adenda emparentesiada ao título para clarificar que Maria gosta de bichos, bicharecos, e bicharocos (menos de pássaros, que não são bicho).

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O cheiro das férias

E hoje o cheiro é a sopa. De grão de bico, que ferve a contento e que mais tarde contentará as entranhas da cria.
Há algo aqui que não bate certo mas ainda não botei meu dedo (bronzeado e com os pelinhos entretanto semi dourados) no que é.
O engraçado disto é que o inglês me permitiria ter escrito "I smell something fishy" o que, não correspondendo de todo à verdade, seria uma expressão deveras adequada ao trocadilho cheiroso que estou a (tentar) fazer.
E pergunta mamãe, depois de ler o texto, afinal o que não combina. As férias e o cheiro a sopa, naturalmente. Pelo menos para mim. Férias cheiram-me a sandes de atum com maionese, alface, e tomate, cheiram-me a protector solar salgado, cheiram-me a bolas de berlim, cheiram-me a... não a sopa.

domingo, 28 de agosto de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Das diferentes tipologias dos bronzes

Enquanto lhe ponho protector solar nas costas mamãe diz 'Estou com um bronzeado de sopeira'.
Confusa, pergunto-lhe o que é.
Explica-me mamãe que tem o tronco e os ombros brancos mas os braços estão morenos. Adianta ainda que se ao menos fosse "de trolha" ainda usaria uma camisola de cavas, pelo que a superfície morena seria mais extensa.
'Ah não', respondo eu, 'o que tu tens é bronzeado de camionista'.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Interesting, my dear Watson!

Hoje de manhã, não eram ainda oito mas quase, tocou o telefone, coisa que nunca deixa de me alarmar pela improbabilidade de alguém esperar pelas oito da manhã para dar boas notícias.
Do outro lado da linha uma senhora a falar francês e a perguntar qualquer coisa sobre eu ainda estar interessada no apartamento na Fiuzetáááá (na semana passada contactei não sei quantos proprietários que listaram as suas mésons, apartmãs e afins no homelidays.pt e quase ninguém respondeu).
Chamo mamãe, que tem um franciú superb, e peço-lhe que fale com a senhora. Diz-me mamãe, uma vez trocadas as saudações, que a senhora está já a falar inglês e que isso é mais do meu department.
Ouço então uma voz meio irritada (a chamada era internacional, a mulher não devia estar nada satisfeita):
"Madame, arrre you interesting?"
"Non, madame, I am not."
E foi assim que descobri que não, não sou interessante. O desmoronar de um sonho...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Maria Bê, "bê" de believer

Estava a estudar as indicações para ir veranear e, alturas tantas, leio:
"(...) on the right hand side there are signs for "Igreja Evangelica" and "Futebol Clube Bias - Polidesportivo", turn right here down the small road."
Só falta o fado.